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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Inventaram empresas e empregados e enganaram o fisco em dois milhões


Um dos arguidos é técnico oficial de contas

A Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da Polícia Judiciária (PJ) anunciou ontem o desmantelamento de uma rede que, através de burlas tributárias, terá obtido fraudulentamente cerca de dois milhões de euros de IRS. Trata-se de uma investigação gigantesca que demorou vários meses e culminou com a realização de 13 buscas bem como com a identificação de mais de uma centena de falsos empregados de diversas empresas que, de facto, só serviam de fachada para a consumação dos crimes.

No rescaldo da operação “Tax Free” acabaram por ser detidos dois homens, de 36 e 43 anos, sendo que um é técnico de contas. Os dois arguidos são apontados como principais mentores da fraude, ocorrida entre 2007 e 2010, nas zonas de Lisboa e Setúbal. Estes dois homens já foram presentes a um juiz de Instrução Criminal, tendo um ficado em prisão preventiva e o outro sido sujeito a apresentações periódicas num posto policial e estando impedido de abandonar a zona da sua residência.

O esquema detectado (a troca de informação entre a UNCC e a administração fiscal foi fundamental para identificar a situação) consistia, num primeiro passo, em arranjar elementos de diversas empresas que, de facto, mais não eram do que uma fachada, pois não tinham qualquer existência legal. Essas empresas tinham declaradas actividades diversas, sendo a do vestuário uma das mais recorrentes.

Depois, os dois homens tratavam de arranjar funcionários para essas mesmas empresas. Recorreram, para tanto, a prostitutas, indigentes, desempregados, frequentadores de ambientes nocturnos duvidosos. A essas pessoas estendiam-lhes a documentação necessária para que as mesmas fossem tidas como meros empregados que, no entanto, auferiam vencimentos acima da média praticada nos respectivos sectores. Na prática, segundo explicou um responsável da PJ contactado pelo PÚBLICO, nunca nenhum montante que supostamente era retido na fonte foi entregue ao Estado (as empresas não existiam nem tinham actividade) e também os funcionários não trabalhavam nem ganhavam qualquer vencimento.

As contas estavam antes feitas de modo a que, quando da apresentação das declarações fiscais, as empresas de fachada e os alegados funcionários tivessem a haver quantias significativas. Quando os falsos empregados recebiam a devolução do IRS, os mentores do esquema, que não perdiam um passo dos aludidos “sujeitos passivos”, surgiam a reclamar o seu quinhão.

As primeiras contas da UNCC apontavam para que a burla rondasse os 1,2 milhões de euros. No entanto, novas pontas vieram a ser levantadas nos últimos dias e, de acordo com um dos investigadores, o esquema já ronda os dois milhões, sendo que a identificação dos falsos empregados já se estendeu a outras regiões do país.

Os dois homens que idealizaram o crime podem, eventualmente, vir a responder também por associação criminosa e branqueamento de capitais.

fonte: Público

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Governo está a cobrar mais 20% de IRS do que é suposto


As mudanças no IRS vão atingir negativamente todos os portugueses

O governo está a cobrar mais IRS (20%) do que é suposto aos trabalhadores e aos pensionistas, fazendo com que os sejam mais baixos, segundo a edição de hoje do Jornal de Negócios. Tudo porque as taxas de retenção na fonte de IRS para este ano, estão muito inflacionadas.

O estudo elaborado pela PricewaterhouseCoopers demonstra que as taxas de retenção exigidas em 2010 ignoram as deduções fiscais (saúde, educação, juros de empréstimos à habitação) dos trabalhadores e que aquilo que um trabalhador é obrigado a descontar mensalmente para o IRS devia ser um valor aproximado ao que ele pagaria ao longo do ano.

As Finanças em vez de cobrarem apenas sobre o rendimento bruto já dão um “desconto” a estas despesas, o que faz baixar a factura do IRS.

Apesar de o método de cálculo das tabelas de retenções estar definido por lei, nunca foi apresentada uma fórmula clara que explicasse a sua elaboração.

fonte: Jornal i

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Redução dos salários baixará despesa em mil milhões


O ministro das Finanças estimou hoje em cerca de mil milhões de euros o impacto a alcançar com a redução média de cinco por cento dos salários na administração pública e no sector empresarial do Estado.

Falando no final do Conselho de Ministros, Teixeira dos Santos referiu que a redução média em cinco por cento dos salários na administração pública terá um impacto de 850 milhões de euros no próximo ano.

"Se acrescentarmos a este valor o impacto da redução no sector empresarial do Estado, então atingiremos um valor de mil milhões de euros", disse, frisando, contudo, que esta estimativa inclui a redução de despesas do Estado com horas extraordinárias e outros gastos acessórios.

No final do Conselho de Ministros, o Governo expôs também qual será a sua via legislativa para reduzir salários no sector empresarial do Estado e não apenas na administração pública.

Segundo o secretário de Estado da Administração Pública, Gonçalo Castilho dos Santos, o Governo concretizará a redução média de cinco por cento dos salários na administração pública "por via da proposta de lei do orçamento, depois de concluídas as negociações".

"O Governo está confiante na segurança jurídica e não será necessário alterar o Código de Trabalho", frisou, antes de se referir à solução para reduzir salários no sector empresarial do Estado.

"Haverá uma alteração da lei de bases, o que permitirá resolver a questão. Uma eventual norma dirigida aos institutos especiais com contratos individuais de trabalho também será o caminho a concretizar", explicou Gonçalo Castilho dos Santos.

Cortes dos salários poderão ter um impacto negativo superior a 200 milhões de euros nas receitas de IRS.

O ministro do Estado e das Finanças adiantou ainda que os cortes médios de salários em cinco por cento na administração pública poderão ter um impacto negativo superior a 200 milhões de euros nas receitas de IRS.

Teixeira dos Santos adiantou este valor em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, após ser interrogado sobre as consequências resultantes do corte de salários na evolução das receitas do IRS no próximo ano.

"Se corto salários tenho automaticamente uma redução na despesa - e contabilizo essa redução da despesa na despesa. Se corto receita, contabilizo essa perda de receita na receita e não em outra rubrica", alegou.

Segundo o ministro de Estado e das Finanças, caso se tome como referência uma taxa média de 15 a 20 por cento, "a estimativa vai até 200 milhões de euros de perda de receita".

"Mas poderá ser maior já que o corte [salarial] é mais elevado nas remunerações mais elevadas, precisamente onde a taxa marginal de IRS também é maior. No entanto, tudo isto é mais do que compensado com a redução do gasto [em salários]", sublinhou.

fonte: DN

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

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