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segunda-feira, 21 de março de 2011

Quer fatura ou pode ser sem fatura?



O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais apresentou aos parceiros sociais uma medida que terá de ser implantada em todos os ramos de atividade, a obrigatoriedade de ser passada uma fatura para todos os bens e serviços, a fim de se tentar combater a invasão fiscal muito em alta no nosso país. Já que o facto de não se passar uma fatura contribui para uma fuga em duas vertentes, uma vez que existe a fuga na liquidação das empresas e no pagamento do IRC.

Muitas vezes até são os próprios prestadores de serviços ou vendedores a fazerem a célebre pergunta: “quer com ou sem fatura?”. Ora é aqui que começa a grande fuga aos impostos, pois o que acaba por diminuir o custo de um bem ou serviço, acaba também por prejudicar a redistribuição da riqueza.

Esta luta à evasão fiscal começou a ser feita ainda no Governo de Durão Barroso, tendo sido seguida pelos Governos de José Sócrates. E se este combate conseguir ser bem-sucedido, tal poderá contribuir para a diminuição da carga fiscal. Contudo, é necessário que a consciência seja generalizada, porque se todos pagarem, todos pagaremos menos.

A medida acima mencionada tem como finalidade fazer aumentar a receita do IVA, pois, se em todas as atividades forem passadas as faturas dos bens ou serviços vendidos, logo haverá um aumento do IVA a liquidar.


quarta-feira, 29 de setembro de 2010

IVA aumenta para 23%, cortes até 10% nos salários da função pública

 

O corte entre 3,5% e os 10% nos salários da Administração Pública a partir dos 1500 euros, incluindo órgãos de soberania, é a "mais difícil" de um pacote de medidas anunciadas pelo primeiro-ministro para o Orçamento de Estado para 2011. O Governo também determinou a redução nas deduções fiscais com saúde e educação e a subida do IVA para 23%.

As medidas de austeridade e contenção da despesa foram apresentadas pelo primeiro-ministro José Sócrates e pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, no final do Conselho de Ministros desta tarde.

Principais medidas de contenção da despesa para 2011:

- Corte progressivo entre 3,5% e os 10% no salário da função pública, abrangendo órgãos de soberania, a partir dos 1500 euros

- Redução das ajudas de custo e horas extraordinárias

- Congelamento das progressões na carreira da função pública

- Congelamento das pensões em 2011

- Impossibilidade de acumular ordenados na função pública e pensões

- Redução de 20% no Rendimento Social de Inserção

- Redução dos encargos da ADSE

- Redução das transferências do Estado para as autarquias, Regiões Autónomas, Serviços e Fundos Autónomos

- Redução das indemnizações compensatórias

- Redução de 20% da frota automóvel do Estado

- Redução das despesas no âmbito do Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC), o equivalente a 0,2% do PIB

- Extinção/fusão de organismos da Administração Pública directa e indirecta

- Reorganização e racionalização do Sector Empresarial do Estado, reduzindo o número de entidades e o número de cargos dirigentes

Medidas de contenção em vigor já este ano:

- Eliminação do aumento extraordinário de 25 por cento do abono de família nos 1º e 2º escalões e eliminar os 4º e 5º escalões desta prestação;

- Redução das ajudas de custo, horas extraordinárias e acumulação de funções, eliminando a acumulação de vencimentos públicos com pensões do sistema público de aposentação

- Congelamento das admissões e redução do número de contratados

- Redução nas despesas com medicamentos e meios complementares de diagnóstico (0,3% do PIB)

Algumas medidas para aumento da receita:

- Redução da despesa fiscal com a fixação de um tecto global, progressivo, para as deduções e benefícios fiscais

- Aumento de dois por cento no IVA que passa para 23%,

- Revisão das taxas e multas

- Novo imposto sobre o sector financeiro

Teixeira dos Santos indicou que o Governo pretende, assim, reduzir a despesa em 3.420 milhões de euros (0,6% do PIB) no próximo ano, com cortes nas despesas de funcionamento, segurança social, transferências para os diversos subsectores, medicamentos e investimento.

O ministro das Finanças afirmou ainda que Governo espera arrecadar 1,7 mil milhões de euros com as medidas para melhorar a receita e garante que "dois terços" da consolidação orçamental serão feitos do lado da despesa.

Medidas tomadas porque "não há nenhuma outra alternativa"

O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou que só agora tomou medidas de corte de salários e de novos aumentos de impostos quando entendeu em consciência que não lhe restava qualquer outra alternativa.

"Não tomámos estas medidas de ânimo leve, porque exigem uma grande decisão por parte daqueles que têm responsabilidades", afirmou o primeiro-ministro. "Estas medidas só são tomadas quando um político entende em consciência que não há nenhuma outra alternativa. Foi essa a conclusão a que cheguei agora e não em Maio", justificou.

fonte: DN

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Aprovada aplicação do IVA sobre Imposto Sobre Veículos


O Ministério das Finanças disse hoje que a Comissão Europeia concluiu pela aplicação do IVA sobre o Imposto Sobre Veículos (ISV), numa medida que associações do sector automóvel contestam.

"O Estado português foi naturalmente notificado da mesma [posição] ainda no mês de Agosto", disse à agência Lusa fonte oficial do Ministério das Finanças.

Em declaração enviada à Lusa, o Automóvel Club de Portugal (ACP) disse ter contactado a Comissão Europeia sobre a decisão e que Bruxelas respondeu que não havia posição comunitária.

"O ACP questionou hoje mesmo a Comissão Europeia. A resposta foi clara: a Comissão Europeia não tomou nenhuma posição sobre esta matéria", disse o ACP.

A fonte oficial do ministério das Finanças respondeu, afirmando que "é natural o desconhecimento do ACP, porque não é parte no processo".

O Diário Económico noticia hoje que "Bruxelas recua e deixa Portugal cobrar IVA" sobre o ISV.

A Comissão Europeia, diz o jornal, exigia desde 2006 que o IVA deixasse de incidir sobre o ISV, mas Bruxelas reviu agora esta posição.

O Governo tinha introduzido no Orçamento do Estado (OE) deste ano uma autorização legislativa que permitia terminar com a dupla tributação.

À luz da mudança de posição de Bruxelas, a medida vai agora "cair" do OE, de acordo com declarações ao Diário Económico do secretário de Estado dos assuntos Fiscais, Sérgio Vasquez.

"Não nos resta outra alternativa senão manter o imposto como está", afirmou.

A Associação Automóvel de Portugal (ACAP) afirmou hoje que considera injusta a obrigatoriedade do pagamento do IVA sobre o ISV.

"Há muitos anos que estamos contra o facto de haver um imposto [IVA] a incidir sobre outro imposto [ISV - Imposto Sobre Veículos]. É a chamada dupla tributação", declarou Hélder Barata Pedro, secretário geral da ACAP e porta-voz da associação.

fonte: DN

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian
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