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domingo, 2 de outubro de 2011

Igreja Católica ainda não aprendeu a utilizar a internet



























O site oficial do Vaticano

A Igreja Católica continua a ter “dificuldade em aprender” a linguagem da internet e continua a viver, quando muito, na idade da web 1.0. A crítica é do arcebispo Claudio Maria Celli, presidente do Conselho Pontifício das Comunicações Sociais, esta tarde em Fátima.

Falando a jornalistas nas jornadas de comunicação social da Igreja Católica, o arcebispo Celli referiu que, das mais de 8400 dioceses católicas do mundo, “só metade tem sítio na internet”. E a maior parte, diz, “são sítios velhos”, que servem apenas para anunciar as nomeações de padres ou para reproduzir as homilias do bispo. “É uma web 1.0, numa altura em que o mundo já pensa mover-se na web 3.0”, comentou o arcebispo. 

Em Portugal, o panorama não é muito melhor. O padre António Rego, director do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja (SNCSI) referiu que, dos mais de 500 títulos de imprensa católica regional, “apenas 42 por cento está online”. E a quase totalidade limita-se a copiar o que é publicado nas edições em papel.

“É isto que interessa às pessoas”, perguntava o arcebispo Celli a propósito dos conteúdos que predominam nos sítios de internet das instituições ligadas à Igreja. E ironizava: “O bispo mais activo e sensível publica no seu sítio diocesano as suas homilias. Eu pergunto, sorrindo, quem as vai ler? Um jovem de hoje não vai ler um texto de 15 páginas.”

Nas jornadas, que esta sexta-feira terminam em Fátima, sobre a era digital como uma revolução cultural e social, o padre Júlio Grangeia, pároco de três paróquias em Aveiro e pioneiro na utilização da internet, insistiu na necessidade de a Igreja estar presente na rede.

fonte: Público

domingo, 21 de novembro de 2010

Igreja aplaude Papa por admitir preservativo


Bento XVI aceita preservativo para casos pontuais, como a prostituição

Pela primeira vez na história, um Papa admitiu o uso do preservativo. Bento XVI considera que "pode haver casos pontuais, justificados", como a prevenção da sida. As declarações do Chefe da Igreja Católica - a publicar num livro de entrevistas - foram ontem conhecidas e imediatamente correram mundo. Em Portugal, tanto os católicos como activistas da luta contra o VIH aplaudiram as suas palavras.

No livro Luz do Mundo, que será lançado na terça-feira em Itália, e em Portugal a 3 de Dezembro, Bento XVI diz que "pode haver casos pontuais, justificados, como por exemplo a utilização do preservativo por um prostituto, em que a utilização do preservativo possa ser um primeiro passo para a moralização".

Mas faz questão de salientar que o uso deste método não é "uma solução verdadeira e moral", nem "a forma apropriada para controlar o mal causado pela infecção do VIH". Bento XVI defende, por isso, que a solução "tem, realmente, de residir na humanização da sexualidade". Ou seja: a utilização do preservativo deve acontecer por questões de saúde, mas nunca de contracepção.

D. Januário Torgal Ferreira, bispo das Forças Armadas, está "muito feliz" com as declarações de Bento XVI. "O Papa é um homem inteligente e honesto que fez também a sua caminhada mental, aconselhando-se com pessoas e reflectindo."

O bispo - que já tinha defendido o uso do preservativo aquando da polémica gerada em torno das declarações do Papa na visita a África (ver fotolegenda) - admite que estas palavras "chegam atrasadas", mas diz que "em todo o tempo o que é verdade tem lugar".

D. Januário espera agora que Bento XVI venha dizer aos fiéis o que disse na entrevista publicada no livro do jornalista alemão Peter Seewald. O bispo não acredita que estas palavras mudem o comportamento das pessoas que combatem no terreno a propagação do vírus da sida, porque estas já recomendavam o uso do preservativo nestas situações.

Já o padre Carreira das Neves acredita que "pode levar a uma mudança de atitudes, já que a palavra do Papa é ouvida por muitos". Por isso, considera que este "é um avanço", "um passo em frente" da Igreja.

Houve quem preferisse o silêncio. Foi o caso do presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Jorge Ortiga. Tal como o porta-voz da CEP, Manuel Morujão, que ainda assim sublinhou que "não há voz mais autorizada que a do Papa".

Para quem luta contra a sida, como a presidente da Abraço, esta é "mais uma abertura". Margarida Martins lembra, contudo, que as pessoas que estão no terreno, mesmo de associações católicas, já assumiam esta postura. Os católicos como Maria João Sande Lemos, do movimento Nós Somos Igreja, estão satisfeitos. "Depois de a Igreja até ter dito que o preservativo ajudava a propagar a infecção, estas palavras são muito positivas."

Mas nem todos encaram a opinião do Papa com surpresa. D. Carlos Azevedo, bispo auxiliar de Lisboa, citado pela Rádio Renascença, diz que esta "é uma questão moral, que há muito tempo está esclarecida. Talvez as pessoas estranhem por ela vir do Santo Padre". Esta é "a reflexão sobre um mal menor: não vamos matar outras pessoas quando alguém não tem consciência do que faz".

fonte: DN

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Câmara de Lisboa gastou mais de 200 mil euros com visita do Papa

As contas da visita de Bento XVI ainda não foram fechadas pelas autoridades religiosas portuguesas, mas há pelo menos um dado que consta do portal dos contratos públicos, e hoje revela do pelo Público. A Câmara de Lisboa terá gasto na ocasião 228 mil euros.

Aquando da visita do Papa a Portugal, o cardeal patriarca de Lisboa citara um texto bíblico para atestar que não pediria dinheiros da autarquia para o altar: «A César o que é de César, a Deus o que é de Deus».

Contudo, o Público de hoje revela dados que constam do portal de contratos de entidades do Estado, onde constam 68 mil euros pagos a uma empresa especializada em multimédia e audiovisuais, mais 82.460 euros para os responsáveis pelo altar, 35 mil euros para o aluguer de uma tenda para a missa, 23.700 euros com a própria missa e o mesmo valor para «serviços de meios técnicos audiovisuais».

A estes valores juntam-se os dispendidos com o fornecimento de refeições e com a montagem e desmontagem de estruturas, bem como o trabalho extraordinário de funcionários camarários, avaliado em 59 mil euros.

Em declarações ao jornal diário, a autarquia admite ter assumido «os custos relativamente à montagem de dois ecrãs».

Confrontado com o envolvimento de verbas públicas na visita de Bento XVI a Portugal, o padre Mário Rui Pedras, da comissão organizadora, (que em Abril acreditava que as cerimónias seriam pagas com dinheiro de ofertas de famílias e empresas) diz que o relatório ainda «não foi feito».

fonte: Sol

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Afinal Homer Simpson é católico


O jornal do Vaticano declarou que Homer Simpson, pai da família mais conhecida dos Estados Unidos, é católico.

"Poucas pessoas o sabem e ele faz tudo para o esconder, mas é verdade: Homer J. Simpson é católico", escreveu na edição deste fim-de-semana o L'Osservatores Romano, sob a manchete: "Homer e Bart são católicos".

Em Dezembro passado, o jornal elogiou a famosa série de desenhos animados no seu 20.º aniversário pelo seu pendor filosófico e abordagem irreverente da religião.

Este é o exemplo mais recente do esforço que o jornal do Vaticano tem desenvolvido nos últimos anos para ser mais relevante e segue-se aos louvores feitos ao jovem feiticeiro britânico Harry Potter e aos Beatles. Em 1966, John Lennon afirmou que a banda britânica era mais popular que Jesus.

O jornal citou uma análise de um padre jesuíta, Francesco Occhetta, sobre a conversão de Homer e do filho Bart, num episódio de 2005, depois de um encontro com o simpático padre Sean, cuja voz pertence ao actor Liam Neeson.

O L'Osservatore afirmou que a análise mostra que as anedotas da série de culto assentam em temas "relacionados com o sentido e a qualidade da vida".

"Os 'The Simpson' continuam a ser um dos poucos programas infantis em que a fé cristã, a religião e Deus são temas recorrentes", acrescentou. "A família reza em conjunto antes das refeições e, à sua maneira, acredita no paraíso".

Mas o produtor da série Al Jean afirmou que o Vaticano pode ter exagerado na sua análise, uma vez que Homer e Bart só pensaram na conversão no episódio de 2005, de acordo com o site Entertainment Tonight.

"Mostrámos claramente que Homer não é católico. Penso que ele não aguentaria deixar de comer carne às sextas-feiras", disse Jean, acrescentando que a família frequenta a Primeira Igreja de Springfield "decididamente Presbiluterana".

fonte: DN

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Bento XVI volta a condenar casos de pedofilia e reafirma "profundo pesar"


O papa Bento XVI voltou hoje a condenar os casos de pedofilia no seio da Igreja católica, manifestando mais uma vez “uma profunda dor” e “um profundo pesar” pela “destruição” provocada por estes abusos.

“Recentemente, temos constatado com uma grande tristeza que padres têm desvirtuado o seu ministério com o abuso sexual de crianças e jovens”, afirmou Bento XVI, numa carta dirigida aos seminaristas.

Na mesma missiva, o papa lamentou “a destruição” provocada por estes sacerdotes, que deviam “conduzir as pessoas para uma humanidade madura, e serem um exemplo".

“Sentimos uma profunda dor e um profundo pesar”, reforçou o líder da Santa Sé.

O papa voltou a defender, no mesmo documento, o celibato para os homens da Igreja.

Sublinhando que face a estes abusos, alguns poderão questionar se “o caminho do celibato é razoável como opção de vida”, Bento XVI referiu que “o abuso, que deve ser reprovado de forma absoluta, não pode descredibilizar a missão sacerdotal, que deve permanecer grande e pura”.

Em conclusão, o papa observou que os candidatos ao sacerdócio deverão ser, face a estes casos de pedofilia, “mais vigilantes e atentos” e “interrogar-se cuidadosamente” sobre a respetiva vocação.

A Igreja católica foi abalada em novembro de 2009 por diversas denúncias de casos de abuso sexual de menores por padres e religiosos, sobretudo na Europa e nos Estados Unidos.

O próprio Bento XVI foi acusado de ter encoberto casos de abusos sexuais quando presidia à Congregação para a Doutrina da Fé.

fonte: Jornal i

sábado, 25 de setembro de 2010

Vítimas de abusos sexuais vão manifestar-se no Vaticano


Vítimas de abusos sexuais perpetrados por religiosos vão manifestar-se no próximo dia 31 de Outubro defronte do Vaticano, anunciou hoje em Verona, norte de Itália, o porta-voz de uma associação local de vítimas.

"Será uma manifestação internacional e vamos ao Vaticano denunciar uma vez mais os casos que agora começam a ser divulgados", disse Marco Lodo Rizzini, porta-voz da associação de vítimas do Instituto Antonio Provolo para crianças surdas-mudas.

Associações norte-americanas de vítimas de padres pedófilos também convidaram os seus membros a estarem presentes na mesma data no Vaticano.

O anúncio de Rizzini foi feito à margem de uma reunião em que várias dezenas de pessoas falaram dos seus casos e reclamam que seja feita justiça.

Funcionários, entre padres e laicos, do instituto católico António Provolo, de Verona, fora acusados de ter abusado de 67 crianças surdas-mudas, entre os anos 1950 e 1984.

"Chegou a hora de se saber a verdade. Há pessoas cuja vida foi literalmente destruída, que vivem há 50 anos com um peso imenso devido ao que sofreram na infância", salientou Lodo Rizzini.

Em finais de maio passado, a Conferência Episcopal de Itália (CEI), revelou que "uma centena" de casos de pedofilia cometidos por padres nos últimos 10 anos tinham sido alvo de "procedimento canónico".

Desde a publicação, em Novembro de 2009, de um relatório revelando centenas de casos de abuso sexual de crianças na Irlanda e coberto pela hierarquia, que o Papa Bento XVI enfrenta a pior crise da Igreja Católica nos últimos anos, amplificado por escândalos semelhantes na Alemanha, Bélgica e Estados Unidos.

fonte: DN

domingo, 19 de setembro de 2010

Bento XVI beatificou cardeal britânico John Henry Newman


 Bento XVI beatificou hoje em Birmingham, centro de Inglaterra, o cardeal britânico John Henry Newman (1801-1890), considerado um dos "pais espirituais" do Concilio Vaticano II, um reconhecido intelectual, que influiu na formação do papa Ratzinger.

Esta foi a primeira beatificação dirigida pessoalmente por Bento XVI, que depois de se tornar pontífice retomou a tradição dos papas de não presidir a estas cerimónias, tendo em conta que a beatificação autoriza o culto local, onde nasceu e exerceu o beato, enquanto a canonização permite o culto universal e por isso ser uma prerrogativa do papa.

Bento XVI quis sublinhar ao beatificar Newman a categoria universal do cardeal londrino.

 A cerimónia celebrou-se em Cofton Park, nos arredores de Birmingham, perto da casa de um dos Oratórios de São Felipe Neri em Inglaterra, fundados pelo cardeal, onde se encontram os seus mortais.  

O papa proclamou-o beato na presença de cerca de 70 000 pessoas, vindas de de toda a Grã-Bretanha, numa manhã chuvosa.

Depois de ser proclamado beato foi destapada uma fotografia de tamanho gigante do novo bato colocada no altar maior e foi ouvida música sacra, enquanto milhares de pessoas aplaudiam.

À cerimónia assistiu o juiz e diácono norte-americano Jack Sullivan, de 71 anos, que se curou de forma inexplicável para a ciência de uma doença incurável da espinal medula, depois de rezar a Newman. O Vaticano reconheceu a cura como o milagre que levou o cardeal Newman aos altares e ao culto local.

Bento XVI anunciou que o dia festivo do novo beato será celebrado a 9 de Outubro, data que corresponde ao dia em que entrou para a Igreja Católica depois de se ter convertido do anglicanismo.

A deslocação de quatro dias de Bento XVI, a primeira visita de Estado de um Papa ao Reino Unido, foi em parte consagrada à aproximação das igrejas católica e anglicana, quase cinco séculos depois da rotura perpetrada pelo rei inglês Henrique VIII.

Na sexta feira, Bento XVI tornou-se no primeiro pontífice a entrar na abadia anglicana de Westminster, onde privou com o chefe da Igreja anglicana.

fonte: DN

Bento XVI pediu perdão pelo "crime hediondo" da pedofilia


 Protesto reuniu milhares em Londres. Papa recebeu vítimas de abusos sexuais

Foi com "profunda vergonha" e emoção que Bento XVI pediu perdão a cinco vítimas britânicas de padres pedófilos num encontro privado, realizado ontem na nunciatura apostólica em Londres, no terceiro dia da visita que está a realizar ao Reino Unido.

No encontro que se prolongou por cerca de 40 minutos, Bento XVI terá ficado particularmente perturbado e "emocionado" pelo "sofrimento das vítimas e das suas famílias", lê-se na nota do Vaticano que anunciou o encontro. Das cinco vítimas, cujo sexo não foi revelado, apenas se sabe que três eram provenientes do Norte de Inglaterra, uma de Londres e uma outra da Escócia. Num dos casos, a vítima terá frequentado uma instituição católica na Irlanda.

O Papa assegurou aos seus interlocutores que a Igreja "está a desenvolver uma série de medidas eficazes para proteger os jovens (...) e para levar à justiça os membros do clero e os religiosos acusados por esses crimes terríveis", conclui a nota.
A realização do encontro foi anunciada posteriormente, como sempre sucedeu quando o Papa se encontrou com outras vítimas nas suas deslocações, por exemplo, aos Estados Unidos e Austrália.

Horas antes, numa homilia na catedral católica de Westminster, Bento XVI produzira uma contundente crítica aos autores de abusos sexuais, que classificou como "crime hediondo", e pelos quais pediu perdão às vítimas inocentes.

O Papa foi ainda mais longe, ao reconhecer que a Igreja Católica, como um todo, falhou na forma como lidou inicialmente com estes casos, produzindo uma situação "de humilhação e vergonha" para todos.

Alguns comentadores britânicos referiam que o facto do Papa mencionar o escândalo da pedofilia desde o primeiro dia da sua visita (e de tê-lo feito em termos inequívocos) não será suficiente para muitas dessas vítimas, que criticam o Vaticano "por pedir desculpa, mas não actuar", como dizia à AFP uma americana presente na manifestação de protesto ontem no centro de Londres.

O escândalo da pedofilia envolvendo pessoas e instituições da Igreja Católica persegue Bento XVI desde 2009. Os países onde estes abusos atingiram maior dimensão foram a Irlanda, a Bélgica e a Alemanha. Para os críticos, o Papa permanece reticente em reconhecer a existência de uma estratégia de ocultação sistemática desses abusos ao longo dos anos.

Esta crítica foi uma das ideias-chave que reuniu alguns milhares de pessoas no desfile entre Hyde Park e a zona de Whitehall, onde se situa a sede do Governo. Os organizadores referiram a presença de dez mil participantes; a polícia admitiu apenas a presença de três mil a quatro mil. A manifestação, que reuniu vítimas de abusos sexuais em instituições católicas, partidários da ordenação de mulheres, defensores da contracepção e activistas gay, foi o acto mais relevante de protesto contra a visita do Papa ao Reino Unido. A visita termina hoje em Birmingham - segunda maior cidade inglesa - com uma missa ao ar livre, durante a qual será beatificado o cardeal Newman. Ao mesmo tempo que os últimos manifestantes deixavam Hyde Park, começavam a chegar os primeiros fiéis para uma vigília de oração, com a presença do Papa, em que participaram mais de 80 mil pessoas.

fonte: DN

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Papa relaciona nazis e ateus


Em visita ao Reino Unido, o Papa Bento XVI associou o ateísmo com os nazis, levantando críticas de organizações humanitárias

A Igreja Católica já veio relativizar a polémica afirmando que o Papa sabia «bastante bem sobre o que versa a ideologia nazi». Os humanistas argumentaram que os comentárias eram «calúnias terríveis» contra não-crentes.

No seu discurso, o Papa falou de «uma tirania nazi que desejava erradicar Deus da sociedade». De seguida, apelou ao Reino Unido para se proteger contra «formas agressivas de secularismo».

As declarações foram feitas durante o discurso inicial da visita do chefe da Igreja católica à Rainha de Inglaterra, em Holyroodhouse, em Edimburgo.

O Para afirmou então: «Durante as nossas vidas podemo-nos lembrar como o Reino Unido e os seus líderes se posicionaram contra uma tirania nazi que desejava erradicar Deus da sociedade e que negou a nossa humanidade comum a muitos, especialmente aos judeus, que se pensava serem inaptos para viver».

«Enquanto reflectimos sobre as lições do ateísmo extremo do século XX, não nos esqueçamos como a exclusão de Deus, da religião e da virtude da vida pública leva a uma visão desvirtuada do homem e da sociedade e por isso, uma visão redutora de uma pessa e do seu destino».

A British Humanist Association veio já qualificar as observações do Papa como «surreais». «A noção de que foi o ateísmo dos nazis que levou ao seu extremismo e ideias odiosas ou que isso, de certa forma, fomentou a intolerância no Reino Unido nos dias de hoje, é uma calúnia terrível contra aqueles que não acreditam em Deus».

fonte: Sol

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Papa reconheceu que Igreja não foi "vigilante"


O Papa Bento XVI reconheceu hoje pela primeira vez que a Igreja em conjunto, os bispos e o Vaticano não foram suficientemente "vigilantes, velozes e decisivos" para enfrentar os casos de pedofilia envolvendo padres.

 Em declarações aos jornalistas no avião que o conduziu a Edimburgo, onde aterrou pouco depois das 10:20 [mesma hora em Lisboa], o papa Bento XVI afirmou que agora a principal prioridade é ajudar a curar as vítimas e reconquistar a confiança destas na igreja.

"Tenho que dizer que sinto uma grande tristeza. Tristeza também porque a autoridade da Igreja não foi suficientemente vigilante, nem suficientemente veloz, nem decidida, para tomar as medidas necessárias", afirmou o Papa.

Em relação às vítimas de abusos sexuais de padres, Bento XVI defendeu que lhes sejam dadas "ajudas psicológicas e espirituais".  

Sobre os padres pedófilos, o Papa afirmou que "a estas pessoas culpadas é necessário exclui-las de qualquer possibilidade de aceder aos jovens".

"Sabemos que esta é uma doença e que a livre vontade não funciona, e devemos proteger estas pessoas delas próprias e é preciso encontrar o modo de as ajudar e excluir qualquer acesso aos jovens", sublinhou.

Bento XVI adiantou que para que nunca mais ocorram este tipo de abusos "é necessária uma prevenção na educação e na selecção de candidatos ao sacerdócio. É preciso ter muito cuidado".

O papa confessou que a revelação destes casos de pedofilia foi um "choque" e "uma grande tristeza".

"É difícil entender como essa perversão era possível no ministério sacerdotal. Pois o sacerdote prepara-se durante anos para ser a boca e as mãos de Jesus, o bom pastor, que ama e ajuda à verdade", sublinhou.

Em relação à visita ao Reino Unido, um país de maioria anglicana e fortemente secularizado, e onde se realizaram manifestações contra a sua deslocação, o papa assegurou que não está preocupado porque "o Reino Unido é um país de grande tolerância e de acolhimento".

"Venho com força e alegria", disse. Falando sobre as relações entre a Igreja católica e a anglicana sublinhou que as duas "são o instrumento de Cristo para propagar o Evangelho e que a prioridade é Cristo", e que não considera "que sejam concorrentes".

Bento XVI explicou ainda que a missão da Igreja não é ser "atractiva" para ganhar adeptos, mas "anunciar Jesus Cristo".

Em relação à visita ao Reino Unido ser considerada de Estado, Bento XVI afirmou sentir-se "muito grato" pela denominação dada pela rainha Isabel II, mas explicou que não se trata "de uma visita politica" mas de uma viagem pastoral.

Neste sentido, Bento XVI reconheceu que o Vaticano é considerado um Estado só para garantir a independência quando divulga o Evangelho.

O Papa comentou que o Reino Unido tem uma grande experiência na luta contra a miséria, a pobreza, a doença e as drogas e a favor da paz em todo o mundo.

O papa foi esperado no aeroporto de Edimburgo por uma guarda de honra de 30 soldados do regime real da Escócia e pelo príncipe Filipe, duque de Edimburgo.

Bento XVI deverá deslocar-se para o castelo de Holyroodhouse, onde terá uma audiência com a rainha de Inglaterra, Isabel II, chefe da igreja anglicana.

O primeiro acontecimento popular da visita do papa ao Reino Unido, que termina domingo, está previsto para as 17:00 com a celebração de uma primeira missa ao ar livre em Glasgow.

fonte: DN

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Delitos papais. A vida sexual nada santa dos papas

 história da Igreja há Papas violadores, homossexuais, fetichistas, incestuosos e até zoofílicos

"Santo Agostinho e o Diabo", do pintor austríaco Michael Pacher, finais do século XV

São mais de 300 páginas com centenas de histórias pouco santas sobre a vida sexual dos Papas da Igreja Católica. O livro do jornalista peruano Eric Frattini, recém-chegado às livrarias portuguesas e editado pela Bertrand, percorre, ao longo dos séculos, a intimidade secreta de papas e antipapas, mas não pretende causar "escândalo". Apenas "promover uma reflexão sobre a necessária reforma da Igreja ao longo dos tempos".

O escritor admite, aliás, que alguns dos relatos possam ter sido inventados, nas diferentes épocas, por inimigos políticos dos sumos pontífices. Lendas ou verdades consumadas, no livro "Os Papas e o sexo" há de tudo. Desde Papas violadores e zoofílicos a Papas homossexuais e fetichistas, além de Santos Padres incestuosos, pedófilos ou sádicos, passando por Papas filhos de Papas e Papas filhos de padres.

Alguns morreram assassinados pelos maridos das amantes em pleno acto sexual. Outros foram depostos do cargo, julgados pelas suas bizarrias sexuais e banidos da história da Igreja. Outros morreram com sífilis, como o Papa Júlio II, eleito em 1503, que ficou na história por ter inventado o primeiro bordel gay de que há memória.

Bonifácio IX deixou 34 filhos, a que chamava, carinhosamente, de "adoráveis sobrinhos". Martinho V encomendava contos eróticos, que gostava de ler no recolhimento do seu quarto.

Paulo II era homossexual e Listo IV, que cometeu incesto com os sobrinhos, bissexual. Inocêncio VIII reconheceu todos os filhos que fez e levou-os para a Santa Sé. Um deles tornou-se violador. João XI (931-936) cometeu incesto com a própria mãe, violava fiéis e organizava orgias com rapazes.

Sérgio III teve o infortúnio de se apaixonar por mãe e filha e não esteve com meias medidas: rendeu-se à prática da ménage à trois. Bento V só esteve no Governo da Igreja 29 dias, por ter desonrado uma rapariga de 14 anos durante a confissão. Depois de ser considerado culpado, fugiu e levou boa parte do tesouro papal consigo.

João XIII era servido por um batalhão de virgens, desonrou a concubina do pai e uma sobrinha e comia em pratos de ouro enquanto assistia a danças de bailarinas orientais. Os bailes acabaram quando foi assassinado pelo marido de uma amante em pleno acto sexual. Silvestre II fez um pacto com o diabo. Era ateu convicto e praticava magia. Acabou envenenado.

Dâmaso I, que a Igreja canonizou, promovia homens no ciclo eclesiástico, sendo a moeda de troca poder dormir com as respectivas mulheres. Já o Papa Anastácio, que tinha escravas, teve um filho com uma nobre romana, que se viria a tornar no Papa Inocêncio I (famoso pelo seu séquito de raparigas jovens). Pai e filho acabaram canonizados.

Leão I era convidado para as orgias do Imperador, mas sempre se defendeu, dizendo que ficava só a assistir. Mesmo assim, engravidou uma rapariga de 14 anos, que mandou encerrar num convento para o resto da vida. Bento VIII morreu com sífilis e Bento IX era zoófilo. Urbano II criou uma lei que permitia aos padres terem amantes, desde que pagassem um imposto.

Alexandre III fazia sexo com as fiéis a troco de perdões e deixou 62 filhos. Foi expulso, mas a Igreja teve de lhe conceder uma pensão vitalícia, para poder sustentar a criançada.

Gregório I gostava de punir as mulheres pecadoras, despindo-as e dando-lhes açoites. Bonifácio VI rezava missas privadas só para mulheres e João XI violou, durante quatro dias, uma mãe e duas filhas. Ao mesmo tempo.


1. João Paulo II
Acusado de ter um filha secreta



Em 1995, o norte-americano Leon Hayblum escrevia um livro polémico, em que dizia ser pai da neta de João Paulo II. Durante a oupação nazi da Polónia, Wojtyla terá casado, secretamente, com uma judia. Do enlace nasceu uma rapariga, que o próprio pai entregou, com seis semanas, a um convento local. No seu pontificado especulou-se muito sobre as namoradas que teve antes do sacerdócio. O Papa admitiu algumas, mas garantiu nunca ter tido sexo. No Vaticano, fazia-se acompanhar por uma filósofa norte-americana, Anna Teresa Tymieniecka, com quem escreveu a sua maior obra filósofica. Acabaram zangados, supostamente por ciúmes.


2. Paulo VI
Homossexual?


Assim que chegou ao Vaticano, Paulo VI mostrou-se muito conservador em relação às matérias ligadas à sexualidade. Em 1976, indignado com as declarações homofóbicas de Paulo VI, um historiador e diplomata francês, Roger Peyrefitte, contou ao mundo que, afinal, o Papa era homossexual e manteve uma relação com um actor conhecido. O escândalo foi tremendo: Paulo VI negou tudo e o Vaticano chegou a pedir orações ao fiéis do mundo inteiro pelas injúrias proferidas contra o Papa. Paulo VI morreu em 1978, aos 81 anos, depois de 15 pontificado, vítima de um edema pulmonar causado, em boa parte parte, pelos dois maços de cigarros que fumava por dia.


3. Inocêncio X
Amante da cunhada



Eleito no conclave de 1644, Inocêncio X manteve uma relação com Olímpia Maidalchini, viúva do seu irmão mais velho – facto que lhe rendeu o escárnio das cortes da Europa. Inocêncio X não era, aliás, grande defensor do celibato. Olímpia exercia grande influência na Santa Sé e chegou a assinar decretos papais. A dada altura, o Papa apaixonou-se por outra nobre, Cornélia, o que enfureceu Olímpia. Mesmo assim, foi a cunhada quem lhe valeu na hora da morte e quem assegurou o funcionamento do Vaticano quando Inocêncio estava moribundo. Quando morreu, em 1655, Olímpia levou tudo o que pôde da Santa Sé para o seu palácio em Roma, com medo de que o novo Papa não a deixasse ficar com nada.


4. Leão X
Morreu de sífilis



Foi de maca para a própria coroação, por causa dos seus excessos sexuais. Depois de Júlio II ter morrido de sífilis, em 1513 chega a Papa Leão X, que gostava de organizar bailes, onde os convidados eram somente cardeais e onde jovens de ambos os sexos apareciam com a cara coberta e o corpo despido. O Papa gostava de rapazes novos, às vezes vestia-se de mulher e adorava álcool. “Quando foi eleito tinha dificuldade em sentar-se no trono, devido às graves úlceras anais de que sofria, após longos anos de sodomia”, escreve Frattini. Estes e outros excessos levaram Lutero a afixar as suas 95 teses – que lhe garantiram a excomunhão em 1521. Leão X morreu com sífilis aos 46 anos.


5. Alexandre VI
O Insaciável


Gostava de orgias e obrigou um jovem de 15 anos a ter sexo com ele sete vezes no espaço de uma hora, até o rapaz morrer de cansaço. Teve vários filhos, que nomeou cardeais. Assim que chegou ao Papado, em 1431, trocou a amante por uma mais nova, Giulia. Ela tinha 15 anos, ele 58. Foi Alexandre VI quem criou a célebre “Competição das Rameiras”. No concurso, o Papa oferecia um prémio em moedas de ouro ao participante que conseguisse ter o maior número de relações sexuais com prostitutas numa só noite. Depois de morrer, o Vaticano ordenou que o nome de Alexandre VI fosse banido da história da Igreja e os seus aposentos no Vaticano foram selados até meados do século XIX. 


6. João XXIII
Violou irmãs e 300 freiras


Não aparece na lista oficial de Papas e acabou preso em 1415. O antipapa conseguia dinheiro a recomendar virgens de famílias abastadas a conventos importantes. Mas violava-as antes de irem. Tinha um séquito de 200 mulheres, muitas delas freiras. Criou um imposto especial para as prostitutasde Bolonha. Tinha sexo com duas das suas irmãs. Defendia-se, dizendo que não as penetrava na vagina e que por isso não cometia nenhum pecado. Foi julgado, acusado de 70 crimes de pirataria, assassinato, violação, sodomia e incesto. Entre outros factos, o tribunal deu como provado que o Papa teve sexo com 300 freiras e violou três das suas irmãs. Foi deposto do cargo e preso. Voltou ao Vaticano, anos mais tarde, como cardeal.


7. Bento IX
Sodomizava animais


Chegou a Papa em 1032 com 11 anos. Bissexual, sodomizava animais e foi acusado de feitiçaria, satanismo e violações. Invocava espíritos malignos e sacrificava virgens. Tinha um harém e praticava sexo com a irmã de 15 anos. Gostava, aliás, de a ver na cama com outros homens. “Gostava de a observar quando praticava sexo com até nove companheiros, enquanto abençoava a união”, escreve Eric Frattini. Convidava nobres, soldados e vagabundos para orgias. Dante Alighieri considerou que o pontificado de Bento IX foi a época em que o papado atingiu o nível mais baixo de degradação. Bento IX cansou-se de tanta missa e renunciou ao cargo para casar com uma prima – que o abandonaria mais tarde.


8. Clemente VI
Comprou bordel


Em 1342, com Clemente VI chega também à Igreja Joana de Nápoles, a sua amante favorita. O Papa comprou um “bordel respeitável” só para os membros da cúria – um negócio, segundo os documentos da época, feito “por bem de Nosso Senhor Jesus Cristo”. Tornou-se proxeneta das prostitutas de Avinhão (a quem cobrava um imposto especial) e teve a ideia de conceder, duas vezes por semana, audiências exclusivamente a mulheres. Recebia as amantes numa sala a poucos metros dos espaços em que os verdugos da Inquisição faziam o seu trabalho. No seu funeral, em Avinhão, foi distribuído um panfleto em que o diabo em pessoa agradecia ao Papa Clemente VI porque, com o seu mau exemplo, “povoara o inferno de almas”.


9. Xisto III
Violou freira e foi canonizado


Obcecado por mulheres mais novas, foi acusado de violar uma freira numa visita a um convento próximo de Roma. Enquanto orava na capela, o Papa, eleito em 432, pediu assistência a duas noviças. Violou uma, mas a segunda escapou e denunciou-o. Em tribunal, Xisto III defendeu-se, recordando a história bíblica da mulher que foi apanhada em adultério. Perante isso, os altos membros eclesiásticos reunidos para condenar o Papa-violador não se atreveram a “atirar a primeira pedra” e o assunto foi encerrado. Xisto III foi, aliás, canonizado depois de morrer. Seguiu-se-lhe Leão I, que também gostava de mulheres mais novas e que mandou encarcerar uma rapariga de 14 anos num convento, depois de a engravidar. 


10. João XII
Morto pelo marido da amante


Nos conventos rezava-se para que morresse. João XII era bissexual e obrigava jovens a ter sexo à frente de toda a gente. Gozava ao ver cães e burros atacar jovens prostitutas. Organizou um bordel e cometeu incesto com a meia-irmã de 14 anos. Raptava peregrinas no caminho para lugares sagrados e ordenou um bispo num estábulo. Quando um cardeal o recriminou, mandou-o castrar. Um grupo de prelados italianos, alemães e franceses julgaram-no por sodomia com a própria mãe e por ter um pacto com o diabo para ser seu representante na Terra. Foi considerado culpado de incesto e adultério e deposto do cargo, em 964. Foi assassinado – esfaqueado e à martelada – em pleno acto sexual pelo marido de uma das suas várias amantes.

fonte: Jornal i

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Igreja belga disponível para vítimas de padres pedófilos


A Igreja Católica belga quer mostrar a sua "máxima disponibilidade" para as vítimas de padres pedófilos, garantiu o seu líder, Andre Joseph Leonard, hoje, três dias após a publicação de um relatório sobre centenas de abusos.

"Uma atenção pessoal é a primeira coisa que nós podemos estabelecer, na sequência do relatório (...) queremos engajar-nos numa disponibilidade máxima às vítimas", disse o líder católico da Bélgica durante uma conferência de imprensa.

"Temos de ouvir as suas perguntas para restaurar sua dignidade e ajudar a curar o sofrimento pelo qual passaram", acrescentou.

"Dos erros do passado, queremos tirar as lições necessárias. Serão levadas em conta as reflexões e propostas do relatório, acrescentou, ao dizer ser "impossível" apresentar mais detalhes em como a Igreja tratará estas questões.

Lançado na sexta-feira, o relatório final da "Comissão para lidar com queixas de abuso sexual em relacionamento pastoral" - criada pela Igreja, mas dirigida por Peter Adriaenssens, um pedopsiquiatra independente - revelou que recebeu entre Janeiro e Junho de 2010, 475 queixas de vítimas de padres pedófilos e identificou 13 suicídios entre as suas vítimas.

fonte: DN

Detido padre belga que violou crianças esquimós


O padre belga Eric Dejaeger, acusado de abusos sexuais a menores da minoria esquimó do Canadá, entregou-se esta segunda-feira à polícia de Lovaina, no norte da Bélgica, e já foi interrogado.

Dejaeger, padre e missionário de 63 anos, estava escondido numa casa pertencente à abadia católica flamenga de Blanden, próxima de Lovaina, adiantou a imprensa belga. O homem não foi imediatamente detido porque o Canadá não emitiu um pedido oficial de extradição, se bem que a Interpol o inclua na sua lista de pedófilos mais procurados.

O padre Dejaeger é conhecido da polícia canadiana, uma vez que já foi condenado a cinco anos de prisão por nove abusos sexuais nos anos 90. Este padre tinha como missão " divulgar o Evangelho aos esquimós".

Depois da primeira condenação, em 2001, quando Dejaeger se encontrava de novo na Bélgica, foram denunciados outros nove casos de abuso sexual que lhe foram atribuídos, razão pela qual se entregou agora. O padre anunciou à imprensa flamenga a sua entrega, no meio de uma comoção vivida no país pelo meio milhar de casos de abuso sexual de menores, por padres da Igreja Católica belga, divulgados este fim-de-semana.


domingo, 12 de setembro de 2010

Padres purificavam com o "zim-bum"


A magnitude dos abusos sexuais cometidos por clérigos na Bélgica, revelada num documento tornado público na sexta-feira e no qual se fala de 507 vítimas em 30 anos, das quais 13 se suicidaram, está a comover o país. O relatório foi elaborado por uma comissão incumbida de investigar a pedofilia na igreja católica belga, instituição onde a "lei do silêncio" imperou durante décadas, segundo o pedopsiquiatra Peter Adriaenssens. "A realidade é pior do que apresentamos aqui porque ninguém conta essas coisas num primeiro contacto", avaliou. O documento apresenta testemunhos arrepiantes. Vários deles relataram que os abusos eram justificados como forma de "expiação": "Para que sejas purificada por Jesus, tenho que te fazer o 'zim- -bum'", dizia o padre , segundo uma das testemunhas. "Então começava a levantar-me a saia e a tocar-me as pernas, até à sua ejaculação. Depois mandava-me rezar um pai-nosso", prossegue a testemunha. A Igreja belga reconheceu os "actos atrozes" e assegura que ajudará as vítimas. Se- gundo o ex-presidente da Confe- rência Episcopal cardeal Godfried Danneels, vai criar-se um fundo monetário de compensação às vitimas. O cardeal está a ser investigado pela Justiça, por, supostamente, ter encoberto os abusos.

fonte: DN

sábado, 11 de setembro de 2010

A visita de Bento XVI ao reino dos anglicanos

Se a visita de Bento XVI a Portugal se passou com uma tranquilidade notável, dado o contexto do debate sobre o casamento gay, ninguém parece esperar o mesma calma durante a sua visita ao Reino Unido, na semana que vem.

Depois de aterrar em Edimburgo no dia 16, o Papa será recebido pela Rainha Isabel II e outras altas instâncias britânicas. Mas lá fora, no país, o jornal The Scotsman prevê "uma mistura tóxica de hostilidade a apatia". Esta será a primeira visita de estado de um Papa ao Reino Unido, país cuja religião oficial é o anglicanismo, cujo chefe é a própria monarca - a visita do João Paulo II em 1982 foi uma visita pastoral.

Os cinco milhões de católicos britânicos, apesar de serem mais praticantes que os anglicanos, faltam cada vez mais à missa. Não são eles que pagarão os custos da visita, de dezenas de milhões de euros; estes serão suportados, na sua maior parte, pelo Estado. Numa altura de cortes nos serviços públicos, este facto é polémico.

Depois de um dia na Escócia, o Papa vai para Londres. O maior protesto também será na capital: uma marcha no sábado com o lema "O Papa opõe-se à igualdade universal e aos direitos humanos. Não lhe deveria ser estendida a honra e reconhecimento duma visita de Estado ao nosso país."

Alguns militantes detectam sinais de medo da parte da Igreja: esta semana um bispo procurou um encontro com Peter Tatchell, o mais conhecido defensor dos direitos dos homossexuais, e outros activistas, para pedir que tudo se passe "de maneira digna".

A oposição à visita prende-se com a posição do Papa sobre temas como homossexualidade, aborto, uso do preservativo ou ordenação de mulheres. Mas os grupos concordaram em focar-se na resposta da Igreja aos casos de abusos de crianças por padres. Está marcada para a véspera da visita uma conferência de imprensa com vítimas de todo o mundo.

Há até ateístas militantes, como o biólogo Richard Dawkins, que querem ver o Papa detido, por tentar encobrir os abusos. Tudo isso significa, de acordo com o jornal The Scotsman, que a primeira coisa que Bento XVI vai querer fazer quando chegar não será beijar o chão, como fez o seu antecessor, mas pegar numa pá e começar a escavar um túnel de fuga.

fonte: DN

Bispo abusador tem reforma de 2800 euros

O ex-bispo da diocese de Bruges, Roger Vangheluwe, demitido pelo Papa Bento XVI depois de em Abril ter admitido que violou o sobrinho menor de idade, vai receber uma pensão de 2800 euros limpos por mês. A notícia foi avançada por jornais flamengos: o Het Gazet van Antwerpen e o Het Belang van Limburg.

Vangheluwe, de 72 anos, admitiu ter abusado sexualmente do sobrinho entre 1973 e 1986, quando ainda era só padre. A família terá tido conhecimento do caso, mas forçou a vítima ao silêncio, para que a carreira do tio não saísse prejudicada. O sobrinho tem hoje em dia 42 anos.

A seguir à confissão do bispo, multiplicaram-se as denúncias de abusos à comissão de investigação liderada pelo pedopsiquiatra belga Peter Andriassen (ver texto principal em cima).

O ex-bispo encontra-se agora recolhido na Abadia de Vleteren, onde aguarda a decisão do Papa sobre o seu futuro. Apesar da prescrição dos abusos que cometeu, Bento XVI pode decidir aplicar uma sanção sem prejudicar os procedimentos judiciais próprios de cada Estado de direito, esclareceu este mês o especialista em direito canónico Rik Torfs, segundo indicou a agência Efe.

O escândalo de abusos sexuais praticados por religiosos católicos contra menores na Bélgica, é o segundo maior na Europa, a seguir ao verificado na Irlanda. A revelação dos resultados da comissão de investigação Andriassens surgiu um dia depois de a justiça belga ter declarado inválidas as buscas realizadas ao palácio episcopal de Malines a 24 de Junho. Esta acção da polícia belga recebeu fortíssimas críticas, incluindo vindas do Vaticano.

fonte: DN

Padres belgas violaram 507 menores em 30 anos


Comissão que investigou queixas apresentou relatório. 13 vítimas de abusos, registados entre 1950 e 1980, cometeram suicídio.

"Este é o caso Dutroux da Igreja", declarou ontem o pedopsiquiatra que dirigiu a comissão que investigou as denúncias de abusos sexuais de menores por parte de religiosos católicos na Bélgica. Na conferência de imprensa em que apresentou o seu relatório final, Peter Adriaenssens comparou o impacto que a investigação pode ter na sociedade belga ao efeito que a revelação dos crimes do pedófilo e assassino Marc Dutroux causou nos anos 90.

507 queixas de abusos sexuais e físicos foram recebidas entre os meses de Janeiro e Junho. 327 de homens, 161 de mulheres, 19 feitas por desconhecidos. A comissão, criada pela própria Igreja, indica que houve abusos em quase todas as dioceses belgas. 13 vítimas cometeram suicídio e outras seis tentaram fazê-lo, de acordo com os testemunhos de 124 "vítimas sobreviventes", que estão disponíveis a coberto do anonimato no relatório da comissão, segundo avançou ontem a AFP. O documento com duas centenas de páginas vai estar disponível no site www.commissionabus.be, em flamengo e francês.

Os factos relatados - "violações com sexo anal, oral, vaginal e várias outras barbaridades" - aconteceram entre 1950 e 1980. Foram cometidos por padres, mas também por párocos que se aproveitavam dos menores após a missa, por professores de religião ou líderes de movimentos juvenis. A maioria já prescreveu e muitos dos agressores já não estão vivos. O relatório fala em 320 agressores, 184 foram identificados, 95 dados pelas vítimas como falecidos. 102 eram membros de 29 congregações religiosas.

Algumas das vítimas ainda vivas confessaram que o seu calvário começou aos 12 anos, embora haja relatos de um abuso de um bebé de dois anos, de cinco de crianças de quatro anos, de oito de cinco, sete de seis anos, de dez de crianças com sete anos. Entre os testemunhos no relatório, está o de uma mulher abusada aos 17 anos por um padre, que contou ter desabafado o seu tormento a um bispo em 1983. Mas obteve a seguinte resposta: "Deixa de olhar para ele que ele deixa-te em paz". Na apresentação do relatório, Peter Andriassen afirmou: "As vítimas precisam de uma Igreja que coopere na procura de respostas".

fonte: DN

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Pedofilia na Igreja relacionada com 13 suicídios


Pelo menos 13 pessoas suicidaram-se depois de terem sido abusadas por padres na Bélgica, indicou hoje uma comissão incumbida de investigar a pedofilia na Igreja Católica belga.

O relatório da comissão que analisou as queixas de abusos sexuais, dirigida por um pedopsiquiatra, sublinha "os efeitos negativos na saúde física e mental" das vítimas.

A comissão recolheu testemunhos de 475 pessoas abusadas ou de familiares e indica que foram referidos 13 suicídios que terão "relação com o abuso sexual" por parte de um clérigo.

Seis pessoas mencionam igualmente tentativas de suicídio e uma outra que foi abusada indicou que o seu parceiro se suicidou devido ao impacto que o seu passado teve na relação.

A maior parte destes casos de pedofilia ocorreram entre os anos de 1950 e o final dos anos 1980 por padres, por professores de religião e também por acompanhantes de movimentos juvenis.

fonte: DN

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Igreja quer saber se católicos vão à missa


Estudo pedido por bispos vai aferir ainda o que pensam cidadãos sobre a Igreja.

Os bispos querem saber se os católicos vão regularmente à missa ao domingo. Numa sondagem que será realizada pela Universidade Católica no próximo ano, será ainda perguntado aos portugueses, crentes e não crentes, o que pensam e esperam da Igreja Católica.

Com esta auscultação à sociedade, a Conferência Episcopal Portuguesa vai substituir o recenseamento da prática dominical que tem sido feito de dez em dez anos, sempre em ano de Censos.

Uma contagem de crentes que é feita num dia específico em todas as igrejas do País e que tem demonstrado uma quebra sistemática na prática religiosa. No último estudo, em 2001, verificou-se que, desde 1991, o número de fiéis nas missas caiu 14%.

"A ideia é que a sondagem venha a responder a esta questão. Mas não só. Vamos também tentar perceber como a sociedade portuguesa se relaciona com a Igreja e interpreta o papel que esta pode ter", afirmou ao DN Alfredo Teixeira, investigador do Centro de Estudos de Religiões e Culturas da Universidade Católica.

"É um esforço de realismo e de abertura da Igreja para que o seu serviço à comunidade seja mais consonante com as necessidades das pessoas", acrescenta Manuel Morujão, porta-voz da Conferência Episcopal, cuja comissão permanente esteve reunida esta semana e aprovou esta decisão.

Ainda não foi traçada a metodologia do estudo nem construído um guião com as perguntas a realizar a uma amostra significativa de portugueses. Apenas foi estabelecido um contacto entre os bispos e o centro de Estudos da Católica. Por isso, a sondagem não deve avançar este ano.

Esta sondagem integra o trabalho de reflexão sobre a acção pastoral da Igreja, que foi lançado este ano e tem procurado caminhos novos para levar a mensagem cristã à sociedade. "Será mais um instrumento para repensar a pastoral. Não queremos falar ao espelho, nem que o esforço fique dentro de portas. Vamos deixar-nos interpelar pela sociedade real", acrescentou Manuel Morujão.

Neste encontro foi ainda aprovada uma carta com orientações práticas que seguiram para as dioceses. O objectivo, diz o porta-voz dos bispos, é que esta reflexão interna não se fique pelas cúpulas e pela hierarquia, mas recolha contributos dos movimentos, congregações e grupos locais.

As conclusões serão reportadas ao secretariado do grupo de trabalho até Março para depois serem discutidas pelos bispos e traduzidas em linhas de acção para todas as dioceses.

fonte: DN

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Gárgula "muçulmana" na catedral de Lyon


Um pedreiro muçulmano serviu de modelo a uma das gárgulas da nova catedral de Lyon, França. A presença de Ahmed Benzizine, de 59 anos, que trabalhou na renovação do templo cristão, está a causar polémica, com grupos extremistas a considerarem o facto como uma afronta.

Colocada a uma dezena de metros de altura na torre norte, a escultura de pedra com corpo de ave tem o rosto daquele que é o chefe do estaleiro da catedral e tem a inscrição, em francês e em árabe, "Deus é grande" ("Dieu est grand"; "Allah akhbar").

A inscrição, em particular, suscitou a ira de um grupo de extremistas, a juventude identitária lionesa, que denunciou no seu site na Internet o facto de "em Lyon, os muçulmanos se darem ao luxo de tomarem conta de uma igreja com a cumplicidade da Igreja Católica”.

Benzizine, francês e muçulmano praticante, afirma que sempre trabalhou em monumentos históricos. “Podia trabalhar em mesquitas ou sinagogas também”, disse à agência noticiosa AFP.

“Tenho muito respeito por locais sagrados”, garante o trabalhador, que afirma que, desde a construção da catedral, no século XII, é tradição os pedreiros serem caricaturados nas gárgulas daquele edifício religioso.

O porta-voz do arcebispado de Lyon, Pierre Durieux, classifica a gárgula como “símbolo de ecumenismo” e garante que “na história, as gárgulas sempre foram figura profanas, usadas de forma satírica e irónica”. Por outro lado, Durieux sublinha que “elas não estão no interior da igreja, mas no seu exterior”.

Para o reitor da mesquita de Lyon, a gárgula simboliza a amizade que existe entre muçulmanos e cristãos na cidade.

fonte: JN

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian
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