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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Portugueses gastam 7 millhões de euros por mês em antibióticos



Os portugueses gastam uma média de sete milhões de euros por mês em antibióticos, sendo Portugal o sexto país da Europa com maior consumo deste tipo de medicamentos, com alguns riscos para a saúde.

Segundo dados da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), nos últimos cinco anos foram gastos, em média, por ano, mais de 100 milhões de euros em antibacterianos.

Os dados mais recentes, relativos a 2009, indicam que foram gastos pelos portugueses 93 milhões de euros em antibióticos, enquanto as comparticipações do Serviço Nacional de Saúde foram superiores a 62 milhões de euros. No total foram compradas mais de sete milhões de embalagens.

Os meses de Junho a Setembro foram os que tiveram gastos mais baixos e de Novembro a Março é quando mais se gasta.

O problema da resistência aos antibióticos foi escolhido pela Organização Mundial de Saúde para assinalar este ano o Dia Mundial da Saúde, que hoje se comemora.

O especialista José Artur Paiva recordou que Portugal é o sexto país europeu com mais elevado consumo de antimicrobianos.

«Estamos entre os países da Europa com uma taxa de consumo elevada. Quanto mais elevada for a utilização dos antibióticos mais as bactérias vão aprender a resistir a eles e mais difícil é tratar as infeções», alertou o médico, responsável pela urgência do Hospital de São João, no Porto.

A Direção-Geral da Saúde criou há alguns anos um Programa Nacional de Prevenção das Resistências aos Antimicrobianos, com o objectivo de sensibilizar médicos e cidadãos para os riscos de uma má utilização destes remédios.

«Pretende-se sensibilizar ainda mais os médicos para uma utilização racional e tentando também reduzir o espectro do antibiótico a usar», referiu Artur Paiva.

É ainda importante diminuir a expectativa dos doentes, indicando que o antibiótico não serve para qualquer infeção e que tem os seus riscos.

«Ao tomar quando não é necessário estamos a selecionar dentro de nós bactérias cada vez mais resistentes e difíceis de tratar e podemos passar essas bactérias até às pessoas que vivem connosco», alertou.

Os especialistas lembram ainda que a maioria das infecções são causadas por vírus, em que os antibióticos não atuam. A única pessoa capaz de fazer a avaliação da necessidade do antibiótico é o médico, daí que a auto-medicação seja totalmente desaconselhada.

Para os pais, é importante lembrar que caso se abuse dos antibióticos nas crianças se corre o risco de criar uma população «portadora de micróbios cada vez mais resistentes».

José Artur Paiva aconselha ainda os portugueses a devolverem na farmácia os antibióticos que sobrem depois da toma prescrita pelo médico: «Quando as sobras ficam em casa, há a tentação de tomar os comprimidos que sobraram quando surge novo episódio de infecção».

fonte: Sol

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Vírus porcino detectado na vacina Rotarix não representa qualquer risco


A vacina previne gastrenterites causadas por infecções por rotavírus

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) informou hoje que avaliação de segurança da vacina Rotarix foi positiva, pelo que o vírus porcino que foi encontrado neste medicamento “não altera a relação benefício/risco”.

Numa circular informativa publicada no site do Infarmed, o regulador explicou que a avaliação resultou dos estudos solicitados à farmacêutica responsável pelo fabrico do medicamento, a GlaxoSmithKline, e que pretendiam detectar a “principal causa da presença, nesta vacina, de ADN de um vírus não patogénico”.

A Rotarix é uma vacina de administração oral, destinada a crianças a partir das seis semanas, para prevenir gastrenterites (diarreias e vómitos) causadas por infecções por rotavírus. Foi autorizada em Fevereiro de 2006 pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e está disponível em Portugal. As vacinas para as infecções por rotavírus não fazem parte do Plano Nacional de Vacinação nem são comparticipadas, apesar de em quase um terço dos internamentos de crianças com diarreia ter sido detectado este vírus, segundo um estudo da Sociedade de Pediatria.

O Infarmed precisou que o Comité de Medicamentos de Uso Humano da EMA concluiu que “a presença dessa estirpe viral (circovírus porcino tipo 1) não altera a relação benefício/risco deste medicamento, que se mantém positiva” e que “esta vacina continua a ter eficácia na prevenção das gastrenterites causadas por infecções por rotavírus. Não há, por isso, motivos para a restrição do uso desta vacina”. Ainda assim, a Glaxo propôs alterar o processo de fabrico para que no futuro este vírus patogénico deixe de estar presente nas doses.

Em Março deste ano, a autoridade de saúde dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), suspendeu temporariamente a utilização da vacina Rotarix na sequência da detecção do vírus, mas no início deste mês confirmou também a sua segurança. O circovírus porcino tipo 1 pode ser encontrado em certos produtos alimentares como a carne e não está provado que tenha efeitos negativos na saúde. A presença do vírus nesta vacina é, provavelmente, mais antiga mas só foi detectada com o aparecimento de novas tecnologias.

fonte: Público

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

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