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sábado, 23 de outubro de 2010

Amnistia Internacional insta Washington a investigar tortura no Iraque

 

A Amnistia Internacional (AI) instou hoje Washington a investigar o que sabiam as tropas norte-americanas no Iraque sobre os casos de tortura cometidos, pelas autoridades iraquianas, contra prisioneiros naquele país.

O apelo da organização internacional de defesa de direitos humanos acontece após o portal WikiLeaks ter divulgado, na sexta feira, cerca de 400 mil documentos secretos norte-americanos sobre a guerra no Iraque, que revelam que as forças aliadas fecharam os olhos à prática generalizada de tortura no Iraque.

«Não temos tido a oportunidade de estudar detalhadamente os documentos divulgados, mas estes reforçam a nossa preocupação de que as autoridades norte-americanas violaram claramente o direito internacional ao entregar milhares de detidos às forças de segurança iraquianas, que, como se sabe, continuam a torturar e maltratar os seus prisioneiros», refere Malcolm Smart, director para o Médio Oriente da AI, em comunicado.

O número de mortes de iraquianos deverá ser superior ao que já foi reconhecido pelos Estados Unidos anteriormente, chegando aos 400 mil civis, sugerem documentos secretos publicados no site WikiLeaks.

Os relatos de mortes entre civis, provocadas pela guerra no Iraque incluem cerca de 15 mil vítimas mortais que eram desconhecidas ou não declaradas até ao momento, mas que foram contadas por um grupo britânico independente de pesquisa, o Iraq Body Count.

O total de mortes de civis, com esta adição, elevaria de 107.369 para mais de 122 mil.


fonte: Sol

Wikileaks: ONU diz que os EUA têm "a obrigação" de investigar casos de tortura no Iraque


As forças iraquinas são acusadas de práticas de tortura  

O relator especial da ONU sobre a tortura, Manfred Nowak, apelou ao Presidente americano Barack Obama para lançar uma investigação sobre os casos de tortura revelados nos milhares de documentos do exército americano divulgados ontem pelo site Wikileaks.

“A Administração Obama tem a obrigação, quando surgem acusações sérias de tortura contra um responsável americano, de investigar e de tirar daí as devidas consequências... Essa pessoa deve ser levada à justiça”, disse Novak em declarações à BBC4.

“O Presidente Obama tem a obrigação de investigar estes casos do passado. É a sua obrigação”, sublinhou o responsável da ONU, antes de reconhecer que só a justiça americana poderá actuar neste caso, já que um procedimento do Tribunal Penal Internacional não é possível porque os EUA não reconhecem as suas competências.

“Em virtude do estatuto do TPI, toda a forma de tortura, esporádica ou sistemática, é um crime contra a humanidade, seja ela cometida em tempo de paz ou de guerra”, explicou Novak. “Mas os EUA não ratificaram esse estatuto. Por consequência, nenhum soldado americano poderá comparecer frente ao TPI, a menos que o crime tenha sido cometido no território de um Estado que tenha ratificado o estatuto”. O que não é o caso do Iraque, país que nunca reconheceu as competências do TPI.

Segundo os documentos dados pelo site Wikileaks a vários órgãos de comunicação social, incluindo o diário britânico "The Guardian" e a estação de televisão pan-árabe Al-Jazira, os Estados Unidos ignoraram milhares de casos de violência sobre detidos levados a cabo pelas forças iraquianas, incluindo tortura, violação e até assassínios.

Entre os 400 mil ficheiros de um período que vai de Janeiro de 2004 a 31 de Dezembro de 2009, a Al-Jazira realçou a tortura de civis a que o Exército americano fechou os olhos. “Apesar de um dos objectivos da guerra do Iraque ter sido o encerrar dos centros de tortura de Saddam Hussein, os documentos do Wikileaks mostram muitos casos de tortura e abuso de prisioneiros por polícias e soldados iraquianos”, segundo um comunicado enviado à AFP.

Na primeira peça sobre o assunto, a Al-Jazira quantifica: em mais de 1300 vezes, tropas americanas reportaram as alegações aos superiores... Mas não há casos conhecidos de punição de membros das forças de segurança do Iraque.

A estação cita exemplos tirados dos documentos americanos: “o detido estava de olhos vendados”, “foi espancado com um objecto pesado”, “esmurrado na face e cabeça”, “foi usada electricidade nos seus pés e genitais”, “foi sodomizado com uma garrafa de água”. Noutros casos, a conclusão era mais simples: “A polícia iraquiana espancou o detido até à morte”.

Apesar disso, as autoridades americanas fechavam os processos com o carimbo “não é necessária mais investigação”, passando os casos às mesmas unidades iraquianas envolvidas na violência, diz o "Guardian". Em contrapartida, todas as denúncias envolvendo forças da coligação eram sujeitas a inquéritos formais.

Ainda antes da divulgação destas informações, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, condenou “em termos muito claros” a revelação de quaisquer documentos que possam pôr em risco a vida de americanos.

O Wikileaks, um site dedicado a expor informação que os governos querem manter secreta, ganhou especial notoriedade com a divulgação de mais de 91 mil documentos classificados dos EUA sobre a guerra no Afeganistão, em Julho. Washington criticou a divulgação de informação que, argumentou, colocava em risco as tropas no terreno.

As vítimas civis

Os documentos agora revelados também referem que, apesar de dizerem repetidas vezes que não havia dados exactos sobre o número de mortes durante a guerra no país, as autoridades americanas têm registo de 66.081 vítimas civis – mais 15 mil do que se pensava.

Segundo a Al-Jazira, “foram mortos centenas de civis durante a guerra nos checkpoints do Exército americano”. A estação menciona ainda casos até agora desconhecidos de disparos contra civis efectuados pela empresa privada de segurança Blackwater.

Outra das conclusões diz respeito ao “envolvimento secreto do Irão no financiamento das milícias xiitas” e “o papel dos Guardas da Revolução [iranianos] enquanto fornecedores presumíveis de armas aos insurrectos xiitas”, no âmbito de uma “guerra secreta entre Irão e Iraque”.

fonte: Público

WikiLeaks: "a verdade" sobre tortura e mortes no Iraque


Os cerca de 400.000 documentos confidenciais do exército norte-americano divulgados pelo WikiLeaks revelam "a verdade" sobre a guerra do Iraque, declarou hoje o fundador do site Julian Assange, numa conferência de imprensa em Londres.

"A divulgação (de documentos sobre o Iraque) visa revelar a verdade", disse Assange no início da conferência, mantida em segredo até ao último momento.

O WikiLeaks divulgou na sexta-feira perto de 400.000 documentos do exército norte-americano no que constitui uma das "maiores fugas (de informação) de toda a história do exército norte-americano", segundo o "site".

"Em tempo de guerra, os ataques contra a verdade começam muito antes do início (do conflito) e continuam bastante tempo depois", disse Assange, numa referência ao segredo mantido pelo exército sobre os casos de tortura e o balanço de operações, assim como aos ataques do Pentágono e da NATO contra as fugas de informação de documentos confidenciais "que podem por em perigo a vida de soldados", segundo eles.

Nos documentos divulgados pelo WikiLeaks são mencionados nomeadamente "mais de 300 casos de tortura e de violência cometidos pelas forças da coligação sobre prisioneiros" e mais de um milhar de abusos por parte das forças iraquianas.

Segundo os documentos divulgados pelo WikiLeaks e citados pela Al-Jazira, o exército norte-americano "encobriu" casos de tortura de detidos pelas autoridades no Iraque, onde também centenas de civis foram mortos em barreiras de controlo dos aliados nas estradas.

Os documentos abarcam o período de 01 de Janeiro de 2004 a 31 de Dezembro de 2009, após a invasão norte-americana de Março de 2003 que derrubou o regime de Saddam Hussein.

Revelam que o conflito causou 109.032 mortos naquele período, 60 por cento dos quais civis, ou seja, 66.081 pessoas.

WikiLeaks vai divulgar 15 mil documentos sobre guerra no Afeganistão

Documentos divulgados pelo WikiLeaks não contêm "surpresas"

fonte: DN

Documentos revelam que EUA encobriram crimes


Pelo menos 109 mil pessoas, das quais 63 por cento civis, foram mortas no Iraque depois da invasão norte-americana, revelam os documentos secretos obtidos pelo site WikiLeaks e revelados pela televisão Al-Jazeera.

O período de tempo deste levantamento situa-se entre Março de 2003 e o fim de 2009.

Segundo a cadeia televisiva do Qatar, "os documentos confidenciais obtidos pelo WikiLeaks revelam que as forças norte-americanas dispunham de um balanço dos mortos e feridos iraquianos, apesar de o negarem publicamente".

Adianta a cadeia televisiva que os registos "mostram que o conflito fez 285 mil vítimas, das quais pelo menos 109 mil mortos", entre 2003 e o fim de 2009. Dos mortos, 63 por cento eram civis.

Um balanço norte-americano, publicado no fim de Julho no site do Comando Central do Exército (Centcom), indica que entre Janeiro de 2004 e Agosto de 2008, o período mais sangrento em sete anos de guerra, foram mortos cerca de 77 mil iraquianos, dos quais 63 185 civis e 13 754 membros das forças de segurança.

A avaliação do número de vítimas iraquianas desde a invasão lançada pelos Estados Unidos em Março de 2003 alimenta controvérsias e varia, conforme as fontes, desde menos de 100 mil a várias centenas de milhares.

Num relatório publicado em Outubro de 2009, o Ministério dos Direitos Humanos iraquiano avançou o número de 85 694 mortos e 147 195 feridos.

O site independente da Internet Iraq Body Count estima, por sua vez, que o número de civis mortos desde 2003 se situa entre 98 252 e 107 235 pessoas.

Um estudo publicado na revista britânica The Lancet em 2006 concluía que a guerra custara a vida a 655 mil iraquianos.

Um outro balanço baseado no site independente http://www.icasualties.org/ aponta para a perda de vida por parte de 4425 militares norte-americanos no Iraque desde 2003.




fonte: DN




sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Al-Jazeera anuncia "principais revelações" do site WikiLeaks

A rede de televisão Al-Jazeera divulgou nesta sexta-feira as "principais revelações" do site WikiLeaks, anunciando que o Exército dos Estados Unidos "encobriu" torturas no Iraque e causou a morte de centenas de civis nos postos de controle militar americano


A rede de televisão Al-Jazeera divulgou nesta sexta-feira as "principais revelações" do site WikiLeaks, anunciando que o Exército dos Estados Unidos "encobriu" torturas no Iraque e causou a morte de centenas de civis em seus postos de controle militar.

Citando o site, a rede de televisão destacou que o vazamento das informações inclui o acobertamento por parte do Exército americano de tortura realizada pelo Estado iraquiano e "centenas" de mortes de civis nos postos de controle militar dos EUA após a invasão americana de 2003, que derrubou Saddam Hussein.

A emissora divulgou ainda que o vazamento dos documentos, datados de 1 de Janeiro de 2004 a 31 de Dezembro de 2009, mostra que os Estados Unidos realizaram uma contagem de mortos durante a guerra, apesar de terem desmentido o facto.

O canal em inglês da Al-Jazeera transmitirá a série de programas às 21H00 GMT (19H00 de Brasília), anunciou em comunicado enviado à AFP, "que revelam novas informações surpreendentes sobre as operações das forças dos Estados Unidos durante a guerra do Iraque".

Segundo a rede de televisão, os programas são baseados em arquivos do WikiLeaks, "que teve acesso a mais de 400 mil documentos sobre a guerra do Iraque, tornando esse vazamento o maior da história dos EUA".

"A quantidade de documentos secretos é mais de quatro vezes maior que no caso dos arquivos do Afeganistão", anunciou a emissora num comunicado divulgado em inglês.

O WikiLeals enfureceu o Pentágono em Julho, ao publicar 77 mil documentos confidenciais dos Estados Unidos sobre a guerra no Afeganistão.

A Al-Jazeera afirmou que o vazamento de documentos também traz novas informações sobre o assassinato de civis pela empresa de segurança privada americana Blackwater.

"Os arquivos secretos dos EUA revelam novos casos da Blackwater (uma companhia conhecida actualmente como XE) abrindo fogo contra civis. Nenhuma acusação foi apresentada", disse o comunicado.


Também foram encontrados nos documentos informações sobre o que chamavam de "envolvimento secreto" do Irão ao financiar milícias xiitas no Iraque.

"Os arquivos detalham a guerra secreta do Irão no Iraque e discutem o papel da Guarda Revolucionária do Irão agindo como um suposto fornecedor de armas para os insurgentes xiitas",informou a Al-Jazeera.

Afirma ainda que os documentos incluem relatórios do Exército americano sobre o primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, "e acusações de sua associação com esquadrões da morte" no Iraque.

O Pentágono alertou nesta sexta-feira que divulgar documentos militares secretos pode colocar em perigo tropas americanas e civis iraquianos.

"Ao relevar informações sensíveis como estas, o WikiLeaks continua colocando em risco as vidas de nossas tropas, de seus parceiros de coalizão e dos iraquianos e afegãos que trabalham connosco", afirmou Geoff Morrell, porta-voz do Pentágono.

Ele afirmou que os documentos eram "essencialmente trechos de eventos, tanto trágicos como banais, e não contam a história toda".

"Dito isso, o período abrangido por esses relatórios tem sido bem documentado nas notícias, nos livros e filmes, e a divulgação desses relatórios não traz uma nova compreensão do passado do Iraque", acrescentou Morrell.

Anders Fogh Rasmussen, secretário-geral da Otan, também afirmou nesta sexta-feira que as vidas dos soldados e civis poderiam ser colocadas em perigo caso o WikiLeaks divulgasse os documentos confidenciais.

fonte: CGN

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Wikileaks prestes a lançar 400 mil novos documentos sobre o Iraque


A Wikileaks pretende lançar, ainda hoje, mais de 400 mil documentos secretos do exército norte-americano sobre a guerra no Iraque. A constatar-se, esta publicação será a maior de sempre.

Já em Julho deste ano o site foi severamente criticado pelas autoridades norte-americanas depois de ter divulgado cerca de 90 mil documentos relacionados com a guerra no Afeganistão.

Os documentos a ser divulgados abarcam o período desde Janeiro de 2004 até 2010 e incluem informações sobre a alegada ajuda dos serviços secretos paquistaneses aos rebeldes talibãs. Estão também relatadas operações secretas nas quais foram mortos civis.

O Pentágono já formou uma equipa com cerca de 120 especialistas para avaliar o impacto da divulgação dos documentos.

De momento é impossível aceder ao site wikileaks.com devido a trabalhos de manutenção do que durarão por um tempo indeterminado.

A ONG já fez saber através da sua conta no twitter que os documentos provêm de uma fonte anónima.

A mesma sorte não teve o soldado Bradley Manning, suspeito da divulgação dos 90 mil documentos em Julho, que está numa prisão militar dos Estados Unidos a aguardar julgamento.

fonte: Jornal i

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Obama: "A missão de combate no Iraque terminou"


O presidente norte-americano, Barack Obama, anunciou hoje o fim da missão de combate no Iraque, sete anos depois da invasão que derrubou o regime de Saddam Hussein, e apontou a economia como a "tarefa mais urgente" da sua administração.

"A missão de combate no Iraque terminou", refere a aguardada comunicação do presidente, segundo excertos libertados pela Casa Branca através de alguns órgãos de comunicação, antes da declaração ao país marcada para as 20:00 locais (01:00 de Lisboa), a partir da Sala Oval.

Apesar do fim das operações, os Estados Unidos vão manter mais 50 mil tropas no Iraque até ao final do próximo ano, confinadas a tarefas de contraterrorismo, aconselhamento e formação das forças iraquianas.

Isso mesmo foi vincado pelo presidente norte-americano na manhã de terça feira, na visita às instalações militares de Fort Bliss, no Texas, onde antecipou às tropas ali presentes que a sua comunicação ao país não seria "um auto-elogio".

"A nossa tarefa no Iraque não está ainda acabada", afirmou o presidente norte-americano, desde o início um opositor à invasão daquele país do Médio Oriente.

O cumprimento das metas para a retirada das tropas do Iraque foi um dos temas centrais da campanha presidencial de Obama, que enfrenta, no início de Novembro, um difícil teste nas eleições intercalares, em que estará em jogo o controlo do Congresso.

Na sua comunicação, Obama lembra o "alto preço" pago pelos Estados Unidos para "pôr o futuro do Iraque nas mãos do seu povo".

Numa altura de "virar a página" e em que o crescimento económico está a abrandar e o desemprego tarda em baixar de máximos históricos, o presidente vinca uma nova prioridade.

Economia é prioridade

"A nossa tarefa mais urgente hoje é revigorar a nossa economia", afirma. O combate ao desemprego, adianta, é "central às responsabilidades presidenciais".

Os sete anos de conflito no Iraque causaram 4400 vítimas mortais às forças norte-americanas e um número indeterminado de baixas entre forças de segurança iraquianas e civis.

Juntamente com o Afeganistão, o conflito no Iraque custou mais de um bilião de dólares aos cofres norte-americanos.

Esta foi a segunda vez que Barack Obama falou ao país a partir da Sala Oval, reservada apenas para as comunicações mais importantes.

Na segunda feira, o presidente norte-americano fez uma visita de surpresa a um hospital militar em Washington, onde se avistou com soldados internados.

Simultaneamente, o vice-presidente, Joe Biden, deslocou-se a Bagdade para se avistar com os principais líderes políticos iraquianos.

No campo político, prossegue o impasse sobre a formação do novo governo, seis meses depois das muito renhidas eleições.

Sete anos depois de o ex-presidente George W. Bush ter declarado "missão cumprida" no Iraque, Obama ligou hoje ao seu antecessor, a bordo do Air Force One.

A Casa Branca limitou-se a afirmar que Bush e Obama falaram "por alguns momentos", escuasando-se a revelar o teor da conversa.

fonte: DN

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

EUA retiraram do Iraque últimas tropas de combate


Em sete anos de invasão, 4415 soldados americanos morreram no solo iraquiano

Oito anos depois da chegada, a partida foi muito diferente: aconteceu pela calada da noite, da forma mais discreta possível. A 4.ª Brigada de Atiradores da segunda divisão de infantaria, que estava destacada em Abu Ghraib, um dos locais mais perigosos do Iraque, abandonou ontem o país, em direcção ao vizinho Koweit. Era a última unidade norte-americana de combate estacionada no Iraque e partiu duas semanas antes do previsto. Deixando para trás um país muito longe da pacificação, ao contrário do que prometeu o ex-presidente George W. Bush, quando mandou invadir o Iraque, em Março de 2003. Os EUA chegaram a ter 150 mil soldados no país.

O actual Presidente, Barack Obama, que sempre se opôs à invasão, foi surdo aos últimos apelos que lhe chegaram de Bagdad. O comandante-chefe das forças armadas iraquianas, general Babakir Zebari, considerou há dias "prematura" a partida americana.

Em bom rigor, não é um adeus definitivo. Washington conservará até ao final de 2011 cerca de 50 mil militares estacionados em território iraquiano. Mas estes militares não participam em acções ofensivas: vão limitar-se a executar operações de carácter defensivo que lhes sejam solicitadas por Bagdad.

A prioridade agora será dada à "cooperação civil", acentuou ontem o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Philip J. Crowley. Washington continuará a injectar largos milhões de dólares no Iraque, mantendo a esperança de que a frágil estrutura política entretanto montada no país seja capaz de enfrentar os desafios mais prementes, designadamente a violência endémica que ali subsiste. O mais recente atentado suicida, contra um centro de recrutamento do exército iraquiano, terça-feira, provocou 59 mortos em Bagdad.

Xiitas e sunitas continuam de dedo no gatilho, enfrentando-se mutuamente, enquanto subsiste um impasse institucional: não foi possível formar um Governo desde as legislativas de Março. O país permanece à mercê do Executivo interino de Nouri Al-Maliki, com o Parlamento fragmentado entre várias forças.

Os representantes de empresas privadas de segurança verão o seu número duplicar a curto prazo: de acordo com o New York Times, espera-se que passem a ser sete mil. O que não invalida um sentimento generalizado de insegurança no país, segundo a AFP (ver caixa).

Ao deixarem o Iraque, as últimas tropas de combate americanas viram uma página num conflito que permanece interminável: nestes sete anos, 4415 dos seus camaradas morreram. As vítimas civis são em número incomparavelmente maior: entre 97 mil e 106 mil, dependendo das fontes consultadas. É hoje consensual: foi um erro crasso desmantelar o exército iraquiano em 2003.

fonte: DN

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Última brigada de combate norte-americana sai do Iraque


Um soldado americano grita "Vamos para casa!" ao passar pela fronteira Kuwait-Iraque

A última brigada de combate dos Estados Unidos que se encontrava ainda mobilizada no Iraque deixou esta noite o país, através de território do Kuwait, duas semanas antes de terminar o prazo determinado para acabar a missão militar de guerra.

“Os últimos elementos passaram a fronteira às 06h00 [locais, 04h00 em Portugal]. Esta era a última brigada de combate, mas isto não quer dizer que já não haja tropas de combate no Iraque”, notou o porta-voz do exército norte-americano, tenente-coronel Eric Bloom, citado pelas agências noticiosas.

Uns 50 mil soldados dos Estados Unidos permanecem no Iraque, com a tarefa de treinar as forças armadas do país, e ali vão ficar para lá da data de 31 de Agosto – fixada pela Administração de Barack Obama para pôr fim às missões de combate.

Até ao final de 2011 todos os soldados norte-americanos deverão já ter partido do Iraque, segundo o acordo firmado com Bagdad e cujo calendário o Presidente dos Estados Unidos garante será cumprido zelosamente.

A brigada que esta madrugada saiu do território iraquiano, sete anos após a invasão do país liderada pelas tropas dos Estados Unidos, é a 4ª brigada da segunda divisão de Infantaria – com o cognome de Stryker –, que estava colocada na base de Abu Ghraib, um dos mais perigosos locais no Iraque, uns 25 quilómetros a oeste de Bagdad.

“Metade [dos soldados] deixaram o país de avião e a outra metade pelas estradas. Vai demorar ainda alguns dias para limpar e preparar todo o equipamento, de forma a poder enviar tudo. Então os últimos soldados deixaram também a base”, precisou Bloom.

fonte: Público

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Iraque ainda deve 17 mil milhões de euros ao Koweit


A 2 de Agosto de 1990, Saddam Hussein ordenou a invasão do emirado do Koweit. Foi derrotado pela coligação liderada pelos EUA, numa guerra indirectamente ligada à outra de Março de 2003. Os dois países ainda não sararam todas as feridas e a morte e o caos imperam no Iraque.

Julho foi o mês mais mortífero dos últimos dois anos no Iraque, com 535 vítimas, segundo dados dos ministérios da Saúde, Defesa e Interior iraquianos. Esta notícia constitui o mais recente elo de ligação com uma decisão que o ditador iraquiano Saddam Hussein tomou faz hoje duas décadas e com a qual mudou o destino do seu país: invadir o emirado do Koweit.

A agressão iraquiana ao país vizinho levou à intervenção de uma coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, que teve uma aprovação histórica por unanimidade por parte dos membros do Conselho de Segurança da ONU. A guerra terminou sete meses depois com a retirada das tropas de Saddam, que continuou, contudo, no poder, e esteve indirectamente ligada à invasão do Iraque em Março de 2003. Hoje iraquianos e koweitianos ainda não sararam todas as feridas.

O Iraque já pagou 23 mil milhões de euros em indemnizações ao vizinho através de um fundo gerido pe-la ONU. Mas deve ainda 17 mil milhões. Ambas as partes devolveram cadáveres de vítimas da guerra, mas haverá muitos desaparecidos.

A provar que nem tudo são águas passadas esteve a apreensão pelas autoridades do Koweit de um avião da Iraqi Airways, em Abril, como retaliação pelo roubo de dez aviões durante a guerra. No mês seguinte, o actual Governo iraquiano dissolveu a empresa, para não ter de pagar mais essa dívida. Além disso, o Iraque quer mudar o traçado das fronteiras feito pela ONU. O Koweit nem quer ouvir falar nisso.

Saddam sempre disse que invadira o país vizinho porque este estava a enfraquecer a economia iraquiana ao roubar petróleo. Mas na prisão confessou a George Piro que foi um insulto a decidir a invasão. "O emir disse que não descansava até que todas as iraquianas fossem prostitutas de dez dólares. Saddam decidiu então invadir o Koweit. Queria castigar o emir Al-Sabah", contou mais tarde o agente do FBI.

fonte: DN

Forças combatentes saem do Iraque no fim do mês


O presidente Barack Obama confirmou hoje que no final de Agosto os Estados Unidos terminarão a sua missão de combate no Iraque, mas adiantou que "o sacrifício não termina".

"Manteremos no Iraque uma força de transição até à retirada de todos os nossos soldados no final do próximo ano", disse num congresso de veteranos norte-americanos em Atlanta, Geórgia.

Os cerca de 50.000 soldados que permanecerão no Iraque depois de 31 de Agosto dedicar-se-ão ao apoio e ao treino das forças de segurança iraquianas. Quando Obama assumiu funções, em Janeiro de 2009, estavam no Iraque cerca de 144 000 soldados norte-americanos.

O presidente recordou que, como candidato à Casa Branca em 2008, prometeu pôr fim à guerra no Iraque "de modo responsável" e que pouco depois de iniciar o seu mandato anunciou uma nova estratégia que incluía a passagem de responsabilidade para o governo iraquiano.

"E fui claro quanto ao facto de até ao final do mês de agosto de 2010 ser terminada a missão de combate norte-americana no Iraque. E é exatamente o que fazemos, como prometido, de acordo com as previsões", insistiu o presidente.

Os Estados Unidos invadiram o Iraque em março de 2003, derrubando o regime do presidente Saddam Hussein. Desde então a violência no país custou-lhe a vida de 4000 soldados, mais de 30 000 feridos e mais de 736 000 milhões de dólares.

Até agora, mais de um milhão de norte-americanos participaram na guerra no Iraque.

fonte: DN

sábado, 31 de julho de 2010

Pentágono não sabe onde gastou verba da reconstrução


Um relatório oficial aponta para irregularidades em larga escala na utilização das verbas geridas pelo departamento da Defesa americano no Iraque. Segundo estimativa do inspector-geral para a Reconstrução do Iraque, o Pentágono não consegue explicar em que foram gastos 95% dos 9,1 mil milhões de dólares (mais de oito mil milhões de euros), entre 2004 e 2007.

"O colapso dos controlos deixou os fundos vulneráveis a usos impróprios ou perdas indetectáveis", estima o relatório. O facto é que sete anos depois da invasão do Iraque, a infra-estrutura do país continua em péssimo estado, incluindo a petrolífera, da qual dependem as receitas do Estado. A queda dos preços de petróleo, a partir de 2008, afectou ainda mais o ritmo da reconstrução.

O grosso do dinheiro mal gasto provinha do fundo criado pela ONU em 2003, constituído por receitas petrolíferas. Foi o Governo iraquiano a dar autorização aos EUA para gerir o fundo. As dúvidas sobre a reconstrução do Iraque não são novas, a começar pelo vandalismo generalizado que ocorreu logo a seguir à queda do regime de Saddam Hussein.

fonte: DN

quarta-feira, 28 de julho de 2010

EUA não sabem onde foi gasto o dinheiro para reconstruir o Iraque


Não há certezas sobre o que aconteceu a 8700 milhões de dólares

A Inspecção-Geral para a Reconstrução do Iraque, um organismo federal norte-americano, chegou à conclusão de que o Departamento da Defesa não é capaz de explicar como é que gastou 96 por cento do dinheiro recebido para reconstruir aquele país

A auditoria efectuada a nível federal especifica que não há contas de 8700 milhões de dólares (6772 milhões de euros) dos 9000 milhões de euros (6902 milhões de euros) que o Pentágono recebeu para ajudar a reconstruir um país devastado pela guerra.

O dinheiro saiu do Fundo de Desenvolvimento para o Iraque, criado em 2004 pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas e proveniente da exploração do petróleo e do gás natural, de bens iraquianos congelados antes da invasão de 2003 e de fundos que tinham sobrado do programa “petróleo por comida”, do tempo de Saddam Hussein.

O Pentágono respondeu a esta fiscalização dizendo que as verbas em causa não desapareceram necessariamente, podendo pura e simplesmente ter acontecido que os registos da forma como foram utilizadas tenham sido arquivados, ninguém sabendo onde. E alega que as tentativas de justificar o dinheiro poderão exigir grande esforço de pesquisa nos arquivos.

Entretanto, em Bagdad, os blocos políticos rivais não conseguiram chegar a acordo para a nomeação de cargos governativos, tendo sido adiada sine die a primeira sessão que o Parlamento iraquiano deveria efectuar desde as legislativas de Março.

Uma das dúvidas é a de quem irá ocupar a presidência da câmara, uma vez que as eleições não deram um vencedor muito claro e que os principais grupos não conseguiram formar uma coligação. E tanto o ex-primeiro-ministro Iyad Allawi, do bloco Iraqiya, como o actual, Nouri al-Maliki, da aliança Estado de Direito, pretendem ficar à frente do Governo.

fonte: Público

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian
Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian