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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Assange adianta que portal vai publicar 3700 documentos "sensíveis e polémicos" sobre Israel


Julian Assange

O fundador do WikiLeaks anunciou, numa entrevista difundida pela cadeia de televisão árabe Al Jazeera, que o seu portal irá publicar 3700 documentos "sensíveis e polémicos" sobre Israel dentro de quatro a seis meses.

"Ainda estamos a espera de publicar documentos sobre Israel, a grande maioria ainda não foi publicada e são polémicos", afirmou Julian Assange, precisando que até ao momento apenas foram divulgados 1 a 2 por cento dos telegramas relacionados com Israel.

De acordo com Assange, tratam-se de documentos "sensíveis e polémicos" sobre a guerra entre Israel e o Líbano em 2006 ou que abordam o homicídio do alto quadro do Hamas Mahmud al-Mabuh, em janeiro no Dubai, que foi atribuído aos serviços secretos israelitas (Mossad).

O fundador do Wikileaks, portal que em finais de novembro começou a divulgar 250 mil telegramas diplomáticos norte-americanos, precisou que os documentos confidenciais a divulgar "têm Israel como origem".

"Temos dependido até agora dos cinco grandes jornais mundiais (que tiveram acesso antecipado a todos os documentos do WikiLeaks). O que tem sido publicado reflete os interesses desses diários, mas não o que nós consideramos importante", salientou Assange.

É por isso que "vamos publicar todos os documentos à disposição do Wikileaks, o que deverá demorar quatro a seis meses", acrescentou.

O fundador do WikiLeaks negou a existência de qualquer acordo com Israel para não publicar os documentos secretos sobre o Estado judaico, bem como as alegações de que teria mantido contacto com os serviços de informações israelitas.

"Não temos tido nenhum contacto direto ou indireto, mas supomos que os serviços secretos israelitas observem de perto o que fazemos", afirmou Julian Assange, explicando que apesar de estes serviços não terem feito nenhuma tentativa para se aproximar de atuais colaboradores, o tentaram fazer "com antigos membros da organização".

De acordo com telegramas diplomáticos norte-americanos divulgados esta semana pelo Wikileaks, membros do Fatah, do presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, terão pedido a Israel para atacar o movimento rival Hamas em 2007.

Estes documentos confidenciais também apontam para uma colaboração estreita entre Israel e forças leais a Abbas, quando militantes do Hamas invadiram a Faixa de Gaza há três anos.

O Fatah desmentiu de imediato estas alegações, que considerou uma "conspiração" do Shin Bet (serviços secretos internos israelitas) para dividir o partido.

fonte: Jornal i

sábado, 21 de agosto de 2010

A militar israelita que afinal odeia os árabes

Depois de terminar o seu serviço militar obrigatório de dois anos, lançou na sua página do Facebook fotografias que tirara junto de prisioneiros palestinianos

Eden Abergil tornou-se, na semana passada, conhecida do grande público de Israel e de todo o mundo. E pelas piores razões. A jovem, que terminou o seu serviço militar obrigatório de dois anos - como acontece com a maioria dos israelitas - no ano passado, lançou na sua página do Facebook fotografias que tirara junto de prisioneiros palestinianos manietados e de olhos vendados. Não para humilhar fosse quem fosse mas apenas para recordar a "melhor época" da sua vida, garante.

Oriunda da cidade portuária de Ashdod, no Sul de Israel, Abergil cumpriu parte do serviço militar na base de Najal Oz, perto da Faixa de Gaza. As fotografias que lançou no Facebook datam de 2008 e mostram, inclusive, documentos e indicações da base militar que, à partida, são ou deveriam ser secretos. Mas a jovem, numa atitude de - dir--se-ia - inconsciente adolescente, que já não é, não se apercebe da enormidade do que então faz.

"Foi tudo uma brincadeira. Não lesei os palestinianos que continuam vivos e bem de saúde. Não tive qualquer intenção de os humilhar e por isso não tenho de pedir desculpa a ninguém", afirmou. Eden Abergil, de 21 anos, reagia assim às críticas que provocaram as suas fotografias - e comentários - no Facebook. A jovem israelita disse ainda que sempre tratara bem os prisioneiros palestinianos, a quem dera "água e comida e com quem falara" mas a quem não perguntou se queriam ser fotografados com ela e numa situação completamente desigual: eles vendados e manietados e ela posando sorridente, numa atitude algo provocatória até. Aliás, quando alguém no Facebook afirma que ela está "muito sexy", a jovem responde com um estranho comentário: "Que dia aquele!" e, referindo-se a um dos prisioneiros, desabafa: "Será que ele tem página no Facebook? Tenho de identificar a sua foto."

Muita gente não gostou da atitude de Abergil. Não gostou o exército israelita, não gostaram os grupos de defesa dos direitos humanos e não gostaram os palestinianos. E a jovem tem agora consciência disso. Ela e a que fez de fotógrafa. "Tens pouco tempo de vida" ou "Foste uma puta e vai pagá-lo muito caro" são algumas das mensagens que Eden Abergil tem recebido desde que foram conhecidas as suas fotografias no Facebook. Muitas outras ameaças terão chegado, entretanto, às duas jovens. Anónimas na sua maior parte e que conseguiram, num primeiro tempo, amedrontar a ex-militar de Ashdod. Mas foi sol de pouca dura, como diz o povo.

Abergil primeiro achou interessante dar publicidade à "melhor época da sua vida" ao colocar as fotografias no Facebook, depois, ao ser objecto da imprensa, garantiu que a sua intenção não era a de humilhar fosse quem fosse; mais tarde, ao ser afastada pelo exército do serviço de reservista, rebela-se e vai ao ponto de afirmar que o exército a desiludiu. O exército, precisamente a instituição que lhe proporcionara a melhor época da sua vida! A não ser que, afinal, a "melhor época" fosse aquela em que a jovem posava com prisioneiros palestinianos… Curioso: a jovem que vive numa cidade portuária, nada parece ter aprendido com a transparência do Mediterrâneo que namora a sua cidade. Abergil não percebe onde, nem como nem porque errou. Apenas sabe e sente que tem de ripostar, assumir-se talvez. Fá-lo mostrando uma face hedionda. Que, afinal, não parece ser só dela.

"Odeio os árabes e desejo para eles o pior. Com imenso prazer os mataria a todos, não hesitaria mesmo em massacrá-los; ninguém pode esquecer as suas acções", foram as últimas declarações de Eden Abergil, ao diário israelita Yediot Aharonot, ao justificar a sua atitude.

fonte: DN

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Ex-soldado israelita criticada por fotografias no Facebook em que posa com prisioneiros palestinianos

Uma das imagens retiradas da página do Facebook de Aberjil e disponibilizadas no blog israelita sachim.tumblr.com
  
Uma das imagens retiradas da página do Facebook de Aberjil e disponibilizadas no blog israelita sachim.tumblr.com

A antiga militar israelita Eden Aberjil está no centro de uma enorme polémica, depois de ter publicado na página que possui no Facebook fotografias em que posa ao lado de prisioneiros palestinianos.

Oficiais do exército israelita condenaram o comportamento da ex-soldado, avaliando-o como “vergonhoso” e foi aberta uma investigação. Não é porém ainda claro se Aberjil será sujeita a qualquer medida disciplinar, uma vez que já não integra as forças armadas de Israel, tendo findo o serviço militar obrigatório.

 O porta-voz do exército, citado pelos media israelitas avançou, porém, que o assunto foi comunicado aos antigos superiores da soldado para que “lhe dêem a devida atenção”. “Isto é um comportamento vergonhoso por parte da soldado”, avaliou a mesma fonte em comunicado.

Eden Aberjil, de 21 anos, publicou as controversas imagens num álbum na rede social Facebook ao qual deu o título “The Army: the best days of my life” (O Exército: os melhores dias da minha vida). Numa dessas fotografias aparece a olhar para a câmara, de sorriso aberto, junto a três prisioneiros que se encontram de mãos atadas e vendados; numa outra está sentada ao lado de um outro prisioneiro, também vendado, para o qual olha com um leve sorriso.

A página de Aberjil no Facebook deixou de estar disponível para acesso público, mas as polémicas fotografias já se tinham entretanto espalhado por toda a internet, blogues e media israelitas, como é o caso do sachim.tumblr.com. Nessas reproduções são visíveis igualmente os comentários feitos por outros utilizadores do Facebook às fotografias publicadas pela ex-soldado.

Grupos palestinianos consideraram estas fotografias “humilhantes” e – mesmo sem darem sinais de qualquer espécie de abuso evidente dos prisioneiros – foram descritas pela Autoridade Palestiniana como reveladoras da “mentalidade dos ocupantes [em referência às forças israelitas] em se orgulharem de humilharem os palestinianos”. “A ocupação é injusta, imoral e como estas imagens mostram também corrompe”, afirmou o porta-voz da Autoridade Palestiniana, Ghassan Khatib.

O chefe do Comité Israelita contra a Tortura, Yishai Menuchim, criticou igualmente as fortografias de Aberjil, avaliando que “reflectem uma atitude que se tem tornado norma e que consiste em tratar os palestinianos como objectos, não como seres humanos”.

fonte: Público

domingo, 15 de agosto de 2010

Israel começa a desmantelar muro em Guiló

Israel diz que volta a erguer muro se confrontos forem retomados

O exército israelita começou este domingo a desmantelar um muro que levantou para proteger os habitantes da colónia judia de Guiló, em Jerusalém, dos disparos dos milicianos palestinianos e que se converteu num símbolo da Segunda Intifada.

Construído em 2002, a barreira formada por 800 blocos de cimento de dois metros de altura e 600 de comprimento foi mais tarde decorada com pinturas e graffiti.

Desde o início da Segunda Intifada, em 2000, até este ano, Guiló foi um alvo frequente dos disparos de milicianos palestinianos desde a cidade palestiniana cristã de Beit Yala, que nos anos 70 viu parte das suas terras serem confiscadas para a construção de Guiló. Por seu lado, as tropas israelitas bombardeiam ou fazem incursões em Beit Yala.

Em comunicado, o exército israelita indica que a retirada da barreira protectora de Guiló vai durar entre uma a duas semanas e afirma que a decisão foi tomada "como resultado de uma estável situação de segurança na zona", que está há vários anos sem ataques.

"Não creio que os disparos recomecem mas, se for necessário, levantamos o muro de novo", afirma Hezi Ravivo, engenheiro militar encarregue do desmantelamento da estrutura.


segunda-feira, 5 de julho de 2010

Turquia fecha espaço aéreo a todos os voos militares israelitas

A Turquia interditou o seu espaço aéreo a todos os voos militares israelitas em reação ao ataque a um navio turco com ajuda para Gaza, a 31 de maio, afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros turco. Citado pela imprensa, Ahmet Davutoglu disse que "esta decisão não foi tomada devido a um ou dois aviões", sublinhando que pode ser alargada aos voos civis.

As autoridades turcas confirmaram na semana passada o fecho do espaço aéreo turco a dois aviões militares, mas asseguraram que não se tratava de uma interdição geral.

Citado também no jornal Hurriyet, o ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou que a Turquia cortará relações com Israel se este país não apresentar desculpas pelo ataque, em que morreram nove turcos.

Em declarações ao jornal, o ministro exortou Israel a pedir desculpas ou a aceitar as conclusões de uma comissão de inquérito internacional.

Caso contrário, "as relações serão cortadas", afirmou, durante a viagem de regresso a Ancara de uma visita ao Quirguistão.

O ataque israelita ao navio turco que integrava uma frota com ajuda para a Faixa de Gaza constituiu um golpe severo nas relações entre Ancara e Israel.

fonte: TVI 24

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian
Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian