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domingo, 13 de novembro de 2011

Fim de Berlusconi: 'É como se tivéssemos ganho um Mundial'


Foi com a abertura de garrafas de champanhe e gritos de "liberdade, liberdade" e "Viva Itália" que milhares de italianos festejaram a demissão de Sílvio Berlusconi na praça do Quirinal, sede da presidência da República, quando foi anunciada a saída do poder de Berlusconi.

Os milhares de italianos que juntaram na noite de ontem frente ao Parlamento, à sede do governo e à presidência esperando o anúncio da demissão do primeiro-ministro souberam do facto pelas 21.45 locais (menos uma hora em Lisboa).

Nos minutos que se seguiram, as ruas do centro da capital italiana foram invadidas por milhares de pessoas e automóveis.

Uma multidão que ali estava na praça do Quirinal há algumas horas entoou o hino de Itália e gritaram palavras de agradecimento ao presidente, Giorgio Napolitano, pelo seu papel na transição política.

"É como se a Itália tivesse ganho um Mundial" de futebol, comentou à agência EFE Antonello, um dos manifestantes concentrados em frente do palácio Grazioli, residência oficial do primeiro-ministro, onde peões e condutores festejavam agitando bandeiras de Itália e tocado insistentemente buzinas.

Entre os manifestantes encontrava-se o líder do Povo Violeta, um movimento de oposição a Berlusconi lançado nas redes sociais, Gianfranco Mascia: "Finalmente! É como se fosse o nosso bunga-bunga", disse à agência France Presse, evocando ironicamente as festas de Berlusconi com jovens mulheres.

As manifestações de alegria misturaram-se nalguns momentos com insultos ao ex-primeiro-ministro, com manifestantes a gritarem "ladrão" e "palhaço".

Segundo a EFE, entre as centenas de pessoas nas ruas via-se um comboio de manifestantes que dançava a conga para celebrar a notícia.

Em Milão centenas de pessoas juntaram-se na praça do Duomo, em frente da catedral e aplaudiram a notícia enquanto abriam garrafas de champanhe e entoavam o hino italiano. Tal como em Roma, eram visíveis muitas bandeiras de Itália.

fonte: DN

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Deputados italianos ao estalo no Parlamento


Debate sobre a reforma do sistema de pensões e comentários pouco abonatórios sobre a mulher de Umberto Bossi causam confrontos na Câmara dos Deputados.

O discurso incendiário de Marco Reguzzoni e a troca de mimos entre dois deputados (ao minuto 0:58)

A Itália vive momentos difíceis, e isso não é novidade. Também não é notícia um debate mais acalorado ou uma intervenção menos elegante no Parlamento transalpino. Mas verdadeiramente raro é os deputados chegarem a vias de facto.

Na quarta-feira, no auge do debate sobre a reforma do sistema de pensões, um tema que divide até o Governo de Silvio Berlusconi, a referência a um comentário sarcástico de Gianfranco Fini fez estalar o verniz dos parlamentares. 

Em causa estavam as declarações de Fini, presidente da Câmara dos Deputados e líder do Partido Futuro e Liberdade (oposição de direita), que justificou a oposição de Umberto Bossi (Liga do Norte, na coligação no poder) ao aumento da idade de reforma pelo facto da mulher deste se ter aposentado 'aos 39 anos'. No Parlamento, as provocações mútuas resultaram numa troca de estalos entre dois deputados dos dois partidos. A sessão foi imediatamente suspensa pela vice-presidente Rosy Bindi.

As alterações ao sistema italiano de pensões foi imposta pelos parceiros europeus no âmbito de um vasto conjunto de medidas para evitar que a Itália se torne no quarto país da zona euro a pedir ajuda financeira. No início da semana, o braço de ferro entre Bossi e Berlusconi quase levou ao colapso do Executivo. Um consenso foi entretanto alcançado entre os parceiros de coligação e o primeiro-ministro italiano apresenta esta quarta-feira em Bruxelas um novo pacote de medidas de austeridade já aprovadas em Roma.

fonte: Sol

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Autarca italiano cria nova moeda em sinal de protesto



O presidente da câmara de Filettino, Itália, está contra a proposta do governo italiano que visa a fusão de cidades com menos de 1000 habitantes no intuito de economizar meios.

Luca Sellari é contra a fusão com Trevi, a cidade vizinha de Filettino. E como protesto criou a nova moeda denominada "Fiorito", onde nas notas aparece a foto da sua cara.

O presidente da Câmara afirmou que "com um pouco de empenho" irá conseguir a independência e conta com o apoio da população.

Filettino situa-se a 100 quilómetros de Roma e conta com cerca de 550 habitantes. Sellari quer transformar a cidade num principado, seguindo o exemplo de San Marino.

fonte: DN

sábado, 16 de julho de 2011

Berlusconi caiu no duche e feriu a cabeça



Médico diz que primeiro-ministro italiano está cansado mas bem

O primeiro-ministro italino Silvio Berlusconi sofreu um traumatismo craniano depois de ter caído no duche durante a noite passada, confirmou esta sexta-feira o seu médico pessoal Alberto Zangrillo.

Il Cavaliere "caiu no duche e feriu-se na cabeça. Estava cansado, continua cansado, sofreu um pequeno traumatismo craniano", disse Zangrillo, à Radio 24, acrescentando que ele está bem.

Berlusconi, de 74 anos, assistiu hoje à aprovação definitiva do novo plano de austeridade pelo Parlamento, em Roma, aparecendo nas fotos a contar aos deputados da queda.

fonte: DN

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Ruby descreve as orgias organizadas por Berlusconi


Dezenas de mulheres nuas a dançar e a acariciarem-se à volta do primeiro-ministro italiano. Eram assim as chamadas "festas bunga-bunga" que vão levar Berlusconi a tribunal, segundo o depoimento da jovem marroquina.

"Depois do jantar, íamos para um salão no subsolo, onde acontecia a bunga-bunga", relata Karima El Mahroug, mais conhecida por Ruby, aos investigadores, segundo o jornal La Repubblica, que teve acesso a partes do testemunho.

"Todas as jovens ficavam nuas durante a bunga-bunga, e eu tinha a sensação de que elas estavam a competir umas com as outras para fazer com que Berlusconi reparasse nelas, com performances sexuais cada vez mais ousadas", lembra Ruby, citada no diário italiano.

A jovem marroquina é peça-chave do processo que corre na justiça italiana contra Berlusconi, acusado de contratar os seus favores sexuais quando ela ainda era menor de idade - embora tanto ela quanto ele neguem. O primeiro-ministro italiano também é acusado de abuso de poder, por um episódio em que obrigou a polícia a libertar Ruby, detida por roubo.

O julgamento do primeiro-ministro, que declarou não estar nem um pouco preocupado com o processo, começará no dia 6 de Abril.

fonte: DN

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Berlusconi começa a ser julgado a 6 de Abril por abuso de poder e sexo com menor


Serão as mulheres a obrigar o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi a responder pelos seus actos em tribunal, num processo que o poderá forçar a deixar o poder? Hoje foi também uma mulher, a juíza Cristina di Censo, que decidiu: o processo contra Berlusconi pelos crimes de abuso de poder e prática de sexo com uma prostituta menor vai-se iniciar a 6 de Abril, tal como foi pedido pelos procuradores de Milão.

A Itália, entretanto, já não é a mesma, antes e depois de ter rebentado o escândalo da "Ruby Roubacorações" - a bailarina de nigthclub, ou prostituta menor, convidada das festas desbragadas de Berlusconi na sua villa de Arcore, nos arredores de Milão, e com a qual o primeiro-ministro de 74 anos é acusado de ter tido relações sexuais. E de ter abusado do seu poder para forçar a polícia a libertar esta jovem de origem marroquina, cujo verdadeiro nome é Karima El Mahroug, quando ela foi detida sob acusação de furto, dizendo que era sobrinha do então Presidente egípcio, Hosni Mubarak.

No domingo, as mulheres italianas saíram à rua em mais de 200 cidades - há quem diga que foram 280 - para dizer que estão fartas de viver num país que parece um bordel. Armadas com um slogan que é o título de um livro do escritor Primo Levi que remete para os tempos da Resistência face à barbárie - naquela altura, do Holocausto ("Senão Agora, Quando?") - protestaram contra Berlusconi e contra o machismo que distorce a sociedade italiana.

"As mulheres em Itália são vistas apenas como objectos de desejo. Queremos um país com mais dignidade", disse Patrizia Rossi, uma professora reformada, uma das dezenas de milhares que participaram na manifestação de Milão, citada pela Reuters.

Itália, diz o jornal "The Guardian", citando números do Fórum Económico Mundial, tem um enorme fosso entre os géneros: fica em 74.º lugar, entre uma lista de 134 países - 33 posições abaixo do Cazaquistão, nota o jornal britânico. Menos de metade das mulheres têm um emprego e a ideia de que não devem trabalhar fora de casa depois de terem filhos é comum.

As mulheres pediram a demissão de Berlusconi, levaram cartazes em que se via a cara do primeiro-ministro atrás das grades. E Berlusconi reagiu mal ao protesto feminino: "É uma manifestação facciosa, uma vergonha!"

Tentou ainda a via da lisonja: "As mulheres sabem bem a consideração que tenho por elas. Sempre me comportei com grande consideração e respeito nos meus confrontos com elas, nos meus negócios e no Governo. Tento sempre encontrar uma maneira de as mulheres se sentirem especiais", disse o primeiro-ministro.

Popularidade em queda

Este caso, no entanto, é algo mais do que guerra dos sexos. A vida política italiana ficou paralisada pelo escândalo sexual que deixou os italianos presos aos ecrãs - das televisões e dos computadores - e às páginas dos jornais e revistas, para conhecer os pormenores sórdidos das festas do primeiro-ministro.

O resultado, dizia ontem o jornal "Corriere della Sera", é que a actividade parlamentar está reduzida ao mínimo: desde o início do ano, só foi produzida uma única lei pelas duas câmaras. E os conselhos de ministros estão a ser cada vez mais breves: o último durou cinco minutos.

É neste cenário que, na sexta-feira, no encontro semanal do primeiro-ministro com o Presidente da República, Giorgio Napolitano acenou com a possibilidade da dissolução do Parlamento e convocação de eleições antecipadas - se Berlusconi não travar o choque institucional com os juízes.

Gianfranco Fini, ex-aliado transformado em inimigo político, presidente da Câmara Baixa do Parlamento, incentivou-a demitir-se dizendo que se que demitiria também.

Esse era o tema político do dia ontem na imprensa italiana, embora Berlusconi garanta que Napolitano não dará tal passo - e que, mesmo que o fizesse, teria de consultá-lo, como primeiro-ministro. "Para mandar-me para casa, tenho de estar de acordo."

Mas o escândalo tem feito mossas. Uma sondagem publicada ontem pelo jornal "La Repubblica" dava conta de que apenas 30 por cento dos eleitores apoia Berlusconi - o mínimo, desde Setembro de 2005. A sua popularidade caiu cinco pontos nos últimos dois meses, e 12 em relação a Junho. Hoje, o primeiro-ministro é apenas o décimo líder político italiano mais popular.

fonte: Público

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Berlusconi conta anedota sobre judeus


O primeiro-ministro italiano, que é conhecido pelo seu sentido de humor, disse uma piada de mau gosto sobre judeus enquanto falava para os trabalhadores que se ocuparam do pós-tremor de terra do ano passado em Itália.

Silvio Berlusconi foi filmado a contar a seguinte a anedota: «Durante os anos dos campos de concentração, um judeu esconde outro judeu na sua cave pedindo-lhe três mil euros por dia. O segundo judeu paga porque tem dinheiro. Acham que quando Hitler morreu o primeiro contou ao segundo?». O vídeo foi colocado no site do jornal italiano La Republica.

A edição online do jornal The Telegraph avança que a piada, feita horas depois de Berlusconi ganhar no parlamento o voto de confiança de que necessitava, foi condenada pelo L Osservatore romano, o jornal oficial do Vaticano, onde se escreve que é uma «ofensa para os sentimentos dos crentes e a memória dos seis milhões de vítimas do Holocausto».

O primeiro-ministro italiano já repetiu várias vezes que era «apenas uma piada» e que foi «feita em privado, não se trata de uma ofensa ou de um pecado».

Noutro vídeo, recolhido na cimeira do G8 do ano passado, que Itália acolheu na cidade de L Aquila, Berlusconi foi apanhado a contar piadas acerca de Rosy Bindi, uma adversária política. Esta foi alvo de vários comentários de mau gosto quando o primeiro-ministro se referiu ao seu aspecto físico e lhe chamou 'porco Dio' (porco Deus) uma piada altamente ofensiva em Itália.

No último ano Berlusconi esteve envolvido numa série de escândalos sobre a sua questionável relação com uma adolescente, modelo de roupa interior.

fonte: Sol

sábado, 11 de setembro de 2010

Deputada acusa outras de serem prostitutas


Declarações de Angela Napoli, aliada de Fini, enfurecem bancada de Berlusconi.

Uma entrevista televisiva da deputada italiana Angela Napoli está a provocar enorme polémica em Itália. Esta representante do movimento de Gianfranco Fini na Câmara dos Deputados fez duras críticas à lei eleitoral em vigor em Itália, que a seu ver "obriga com frequência as mulheres, para obterem uma determinada posição na lista eleitoral, a prostituir-se ou pelo menos a obedecer à vontade do chefe de turno".

As vozes críticas não tardaram a reagir a estas palavras, que escandalizaram a classe política italiana. Sobretudo as mulheres, como era de prever. Não faltou quem exigisse a Angela Napoli para concretizar as suas acusações, fornecendo nomes e apelidos. Daniela Santaché - do Movimento pela Itália, aliado doPovo da Liberdade (PDL), do primeiro-ministro Silvio Berlusconi, afirmou que o sucedido demonstra bem "o vazio absoluto" do novo agrupamento fundado por Fini para reunir os 33 deputados e dez senadores que se desvincularam com ele do PDL, em ruptura com Berlusconi.

Alessandra Mussolini, também pertencente às fileiras de Berlusconi, considerou "uma vergonha" as declarações de Angela Napoli, que integra a Comissão Anti-Mafia e a Comissão de Justiça do Parlamento italiano. E Barbara Saltamartini, igualmente do partido de Berlusconi, insurgiu-se contra a "violência inaudita" da sua colega. Angela Napoli tem 64 anos, é licenciada em Matemática e destacou-se pelas suas desassombradas declarações contra o crime organizado. Mas estas suas alusões à prostituição em troca de favores políticos embaraçaram o próprio Fini, que não tardou a demarcar-se delas.

Um editorial do jornal Il Secolo veio de imediato em defesa da deputada, lembrando o caso de uma prostituta de luxo chamada Patrizia d'Addario, que integrou uma lista eleitoral na cidade de Bari depois de se gabar de ter passado várias noites com o primeiro-ministro. "Isto não é uma invenção dos adeptos de Fini", referia o editorial, ontem citado pelo diário espanhol El Mundo.

As clivagens na direita italiana levaram já à ruptura entre Berlusconi e Fini, que é o presidente da Câmara dos Deputados (ver caixa), e terão um novo teste no final do mês, quando for votada uma moção de confiança apresentada pelo chefe do Governo. Fini já antecipou que os seus apoiantes votarão favoravelmente esta moção, mas a maioria dos analistas considera que uma ruptura definitiva entre os dois políticos é apenas uma questão de tempo, forçando eleições legislativas antecipadas.

fonte: DN

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O recenseamento de ciganos em Itália


Em Junho de 2008, os acampamentos ciganos junto a Nápoles, em Itália, foram incendiados, depois de uma jovem ter sido acusada de ter tentado roubar um bebé. Perante a violência, o primeiro-ministro Silvio Berlusconi ordenou a realização de um recenseamento que passava pela recolha das impressões digitais de todos os membros daquela comunidade, que se estimam ser 160 mil. A medida, que incluía as crianças - Berlusconi garantiu que era para os impedir de começar a roubar desde pequenos -, foi criticada pelas organizações de defesa dos direitos humanos, mas a Comissão Europeia considerou não se tratar de discriminação.

fonte: DN

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian
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