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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Julian Assange: A Internet é uma máquina de espionagem



Assange afirmou, perante os alunos de Cambridge, que a Internet é a maior máquina de vigilância - e espionagem - de sempre.

Julian Assange, fundador do Wikileaks, quebrou o silêncio depois de ter sido acusado de abuso sexual e violação, e falou sobre as vantagens e as desvantagens da Internet numa conferência em Cambridge.

Segundo o The Guardian, o fundador do Wikileaks afirmou que a Internet permite uma maior transparência governamental e uma melhor cooperação entre ativistas mas adverte que a Internet é utilizada também pelas autoridades para vigiar e apanhar dissidentes.

Assange referiu que tanto o Facebook como o Twitter não tiveram um papel tão importante nas recentes revoluções que ocorreram no Egito ou na Tunísia, como tem vindo a ser divulgado pelos media. O fundador da organização Wikileaks recordou ainda que o Facebook tinha originado uma revolta no Egito mas acabou por ser utilizado para capturar os participantes.

Assange não deixou de referir que os documentos revelados pelo Wikileaks desempenharam um papel fundamental ao forçarem o governo norte-americano a não apoiar o regime do anterior presidente do Egito Hosni Mubarak. Entre as revelações, destacavam-se os documentos que mostravam que Suleiman, vice-presidente do governo de Mubarak, apoiava métodos de tortura.

Durante a conferência dada na Universidade de Cambridge, que contou com a presença de 700 estudantes, Assange acusou ainda o jornal New York Times de ter suprimido notícias relativas a atividade norte-americana militar no Afeganistão.


domingo, 26 de dezembro de 2010

1,5 milhões de dólares por autobiografia de Assange


O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, anunciou hoje num jornal britânico que assinou um contrato de cerca de um milhão de libras (1,2 milhões de euros, 1,5 milhões de dólares) pela sua autobiografia.

Numa entrevista hoje publicada pelo Sunday Times, Julian Assange explicou que esta soma o ajudará a defender-se contra as acusações de agressões sexuais apresentadas por duas mulheres na Suécia.

«Não quero escrever este livro mas devo fazê-lo», afirmou.

fonte: Sol

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Assange adianta que portal vai publicar 3700 documentos "sensíveis e polémicos" sobre Israel


Julian Assange

O fundador do WikiLeaks anunciou, numa entrevista difundida pela cadeia de televisão árabe Al Jazeera, que o seu portal irá publicar 3700 documentos "sensíveis e polémicos" sobre Israel dentro de quatro a seis meses.

"Ainda estamos a espera de publicar documentos sobre Israel, a grande maioria ainda não foi publicada e são polémicos", afirmou Julian Assange, precisando que até ao momento apenas foram divulgados 1 a 2 por cento dos telegramas relacionados com Israel.

De acordo com Assange, tratam-se de documentos "sensíveis e polémicos" sobre a guerra entre Israel e o Líbano em 2006 ou que abordam o homicídio do alto quadro do Hamas Mahmud al-Mabuh, em janeiro no Dubai, que foi atribuído aos serviços secretos israelitas (Mossad).

O fundador do Wikileaks, portal que em finais de novembro começou a divulgar 250 mil telegramas diplomáticos norte-americanos, precisou que os documentos confidenciais a divulgar "têm Israel como origem".

"Temos dependido até agora dos cinco grandes jornais mundiais (que tiveram acesso antecipado a todos os documentos do WikiLeaks). O que tem sido publicado reflete os interesses desses diários, mas não o que nós consideramos importante", salientou Assange.

É por isso que "vamos publicar todos os documentos à disposição do Wikileaks, o que deverá demorar quatro a seis meses", acrescentou.

O fundador do WikiLeaks negou a existência de qualquer acordo com Israel para não publicar os documentos secretos sobre o Estado judaico, bem como as alegações de que teria mantido contacto com os serviços de informações israelitas.

"Não temos tido nenhum contacto direto ou indireto, mas supomos que os serviços secretos israelitas observem de perto o que fazemos", afirmou Julian Assange, explicando que apesar de estes serviços não terem feito nenhuma tentativa para se aproximar de atuais colaboradores, o tentaram fazer "com antigos membros da organização".

De acordo com telegramas diplomáticos norte-americanos divulgados esta semana pelo Wikileaks, membros do Fatah, do presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, terão pedido a Israel para atacar o movimento rival Hamas em 2007.

Estes documentos confidenciais também apontam para uma colaboração estreita entre Israel e forças leais a Abbas, quando militantes do Hamas invadiram a Faixa de Gaza há três anos.

O Fatah desmentiu de imediato estas alegações, que considerou uma "conspiração" do Shin Bet (serviços secretos internos israelitas) para dividir o partido.

fonte: Jornal i

sábado, 18 de dezembro de 2010

Assange passa o Natal na mansão de amigo jornalista


Tribunal confirmou a liberdade condicional do fundador da organização que tem divulgado a correspondência diplomática dos EUA. Próxima audiência é a 11 de Janeiro.

Uma mansão de dez quartos com 160 hectares de terreno e não uma cela de isolamento na prisão de Wandsworth. Será aí que Julian Assange passará o Natal, após um juiz britânico confirmar a decisão de o deixar em liberdade mediante o pagamento de uma fiança de 240 mil libras (cerca de 280 mil euros). Acusado de crimes sexuais na Suécia, o fundador da WikiLeaks regressa ao tribunal a 11 de Janeiro para a audiência da extradição.

"É bom sentir de novo o ar fresco de Londres", afirmou o australiano de 39 anos à saída do tribunal. "Espero continuar o meu trabalho e continuar a defender a minha inocência." Na mensagem, lembrou ainda o seu tempo na cela de isolamento - aparentemente a mesma onde esteve detido o escritor irlandês Oscar Wilde - "no fundo de uma prisão vitoriana", dizendo ter pensado nas pessoas que estão detidas em condições ainda piores que as suas. "Essas pessoas também precisam da nossa atenção e apoio", disse.

Houve ainda tempo para agradecimentos. Primeiro, a todos os que mantiveram a fé nele e ajudaram a sua equipa nos nove dias que esteve preso. Depois aos advogados "que travaram uma luta corajosa e bem-sucedida" e àqueles que contribuíram para pagar a fiança, "diante de grandes dificuldades". Finalmente aos jornalistas e ao sistema judiciário: "Se o resultado não é sempre a justiça, pelo menos ela ainda não está morta."

Assange terá de se apresentar diariamente entre as 14.00 e as 17.00 na esquadra de Beccles, a mais próxima da mansão do jornalista e amigo Vaughan Smith, excepto nos feriados, quando um agente se deslocará à propriedade, a 200 km de Londres. Além de ter entregado o passaporte, Assange tem de usar sempre a pulseira electrónica, para evitar uma fuga.

A decisão do tribunal foi conhecida às 13.00, mas Assange só saiu cinco horas depois. Durante este tempo, os advogados tiveram de encontrar mais cinco fiadores, além dos dois iniciais. Estes tiveram de se deslocar ao tribunal, ou a uma esquadra da polícia, para preencher a documentação necessária e serem aprovados. Um deles foi recusado, o jornalista australiano John Pilger, descrito pelo juiz como "outro australiano ambulante", como o próprio Assange.

Além de Smith, o ex-coronel e jornalista de guerra que fundou o Frontline Club e na casa de quem Assange está hospedado, a fiadora inicial era Sarah Saunders, designer de restaurantes e sua amiga pessoal. A estes juntaram-se o biólogo e Nobel da Medicina John Sulston; o editor da revista Week, -Felix Dennis; o jornalista Philip Knightley; o ex-ministro do Labour Matthew Evans; e a professora universitária Patricia David.

Os defensores do australiano temem que esteja a ser vítima de um processo político e que seja entregue pela Suécia aos EUA. Segundo o New York Times, Washington tenta encontrar provas de que Assange conspirou com o ex-analista militar Bradley Manning, acusado de dar os dados à WikiLeaks.

fonte: DN

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Julian Assange está já em liberdade


O fundador do WikiLeaks foi libertado ao fim da tarde desta quinta-feira, após ter pago 280 mil euros de fiança.

"Acredito que a Justiça não está morta", afirmou Assange, em conferência de imprensa improvisada à saída do Supreno Tribunal britânico. "Vou continuar o meu trabalho e protestar a minha inocência", afirmou.

O fundador do WikiLeaks manifestou ainda gratidão "às autoridades e pessoas que deram dinheiro perante grandes dificuldades e hostilidade", nomeadamente na angariação de dinheiro para a caução necessária para a sua libertação, e à imprensa pelo apoio.

Assange fez ainda questão de afirmar que a sua defesa não teve ainda acesso às provas que levam à acusação de dois crimes de abuso sexual.

Antes, o advogado Mark Stephens declarara estar "profundamente encantado e entusiasmado" com a decisão tomada hoje pelo juiz Duncan Ouseley.

fonte: DN

sábado, 31 de julho de 2010

Wikileaks. Talibãs abrem caça aos informadores

Pentágono diz que Julian Assange tem as "mãos manchadas de sangue" e não sabe, para já, como lidar com o Wikileaks


Kandahar: bastião de rebeldes e pesadelo das tropas da coligação

Nos 92 mil documentos divulgados esta semana pelo Wikileaks, na série "Relatórios de Guerra", encontram-se notícias para todos os gostos. Com maior ou menor grau de novidade noticiosa, apura-se o papel duplo do Paquistão, revelam- -se erros operacionais das tropas americanas e descobrem--se novos arsenais dos talibãs.

Mas também lá estão os nomes e as moradas dos afegãos que cooperam com a NATO na guerra. E como num país como o Afeganistão os mapas podem não ser grande ajuda, acrescentam-se as coordenadas GPS dos colaboradores. Ao contrário das primeiras, os jornais não publicaram estas informações, mas elas estão disponíveis online e fazem as delícias dos talibãs. "Vamos estudar os documentos", disse ontem o porta-voz do grupo Zabihullah Mujahid, que acrescentou: "Se há espiões americanos, agora sabemos como puni-los."

No meio da maior fuga de informação da história americana recente, confirma-se uma das piores perspectivas dos decisores militares de Washington no que diz respeito à segurança dos contactos afegãos dos aliados. "Passei parte da minha vida nos serviços de informações e um dos princípios sacrossantos é proteger as fontes", admitiu na noite de quinta-feira Robert Gates, o homem que liderou a CIA antes de passar para os comandos do Departamento de Defesa.

Num teatro de operações extraordinariamente difícil, onde a conquista dos "corações e almas" afegãs é uma peça central, a fuga de informação anuncia um dano irreparável para as forças americanas. Se a cooperação com os aliados já era missão arriscada para os afegãos - sobretudo baseado no elemento confiança - agora ainda mais. "Se eu fosse afegão trabalharia para os militares americanos arriscando a que me cortassem as orelhas ou a cabeça?", interroga-se o antigo operacional de campo da CIA Robert Baer ao "Politico".

Ontem o homem que juntamente com Julian Assange gere o Wikileaks, o berlinense Daniel Schmitt, mostrou--se orgulhoso do trabalho do site que deixa empresas e governos com ataques de nervos: "Estamos a mudar o jogo", disse o especialista em tecnologias de informação de 32 anos.

Opinião bem diferente tem o chefe do Estado Maior conjunto norte-americano, Mike Mullen. "O senhor Assange pode dizer aquilo que quiser sobre o bem maior que ele e a sua fonte dizem fazer. A verdade é que a esta hora já deve ter as mãos manchadas do sangue de algum soldado ou de uma família afegã."

No Pentágono a ideia é levar a investigação sobre as fugas de informações até às últimas consequências - o FBI juntou-se às diligências que têm como único suspeito o soldado Bradley Manning -, mas fica claro que ninguém sabe ao certo se o Wikileaks pode ser alvo de uma investigação criminal. E porquê? Steve Myers explica no "Poynter". "Assange descobriu que ser sem-abrigo na internet significa poder ir a jogo sem estar sujeito às regras de quem quer que seja."

fonte: Jornal i

quarta-feira, 28 de julho de 2010

A garganta funda do ciberespaço


Australiano de nascimento, Julian Assange, de 39 anos, é o homem que, desde há algum tempo, mais dores de cabeça tem criado ao Pentágono. Licenciado em matemática pura e em física e um apaixonado pela internet, Assange fundou em 2007 a organização (não lucrativa) WikiLeaks, uma espécie de "garganta funda" do ciberespaço que revela documentos secretos de acções menos correctas dos militares dos EUA no Iraque e no Afeganistão. Para muitos, a WikiLeaks - que já revelou mais de 90 mil documentos secretos - é um elogio ao jornalismo de investigação; para outros representa um risco. Mas para o seu fundador, a quem os pais, que se conheceram numa manifestação contra a guerra do Vietname, alimentaram o espírito de rebeldia, trata-se apenas de forçar os governos a "agir de acordo com a lei". Assange (na foto) protege de forma muito rigorosa os seus colaboradores a tempo inteiro - a quem pondera pagar um ordenado - e as fontes; ele próprio não parece muito.

fonte: DN

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian
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