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domingo, 12 de setembro de 2010

Revisão dos juros nas mãos da Secretaria de Estado


Deco alertou para questão dos juros. Fernando Serrasqueiro vai analisar

O Banco de Portugal (BdP) não vê ilegalidades nas cláusulas que permitem aos bancos rever juros e spreads dos empréstimos à habitação quando as condições de mercado o justifiquem. A Deco diz que esta decisão penaliza os consumidores.

O BdP afirma que a revisão "não é proibida pelo regime jurídico das cláusulas contratuais gerais" e que "compete aos tribunais a apreciação da validade desta ou outras cláusulas". Fonte da Secretaria de Estado do Consumidor disse ao CM que "vai analisar a fundamentação [do BdP]".

Contudo, o Executivo não põe de lado a hipótese de legislar sobre a matéria, pois a nova cláusula é vista como uma forma de contornar a legislação que veio regular a revisão dos spreads nos contratos em que é negociada a fidelização dos clientes através de vários produtos associados ao contrato.


domingo, 15 de agosto de 2010

Juros dos depósitos sobem 20% num mês


Bancos sem dinheiro procuram cativar clientes. Voltam os depósitos promocionais

Devido à crise de liquidez, a banca começa a apostar forte nos depósitos de particulares para captar dinheiro. A subida dos juros e o aparecimento de novos produtos promocionais são a prova desta nova estratégia, numa altura do ano em que tradicionalmente os níveis de poupança aumentam, com o regresso dos emigrantes.

Em Junho, os juros médios oferecidos pela banca a quem fez novos depósitos subiu 20,6% face ao mês anterior, parecendo pôr um ponto final no pico mínimo de taxas historicamente baixas, que se registaram entre Março e Maio, de acordo com os dados do Banco de Portugal.

Ainda assim, os 1,52% médios praticados pelos bancos em Junho estão abaixo dos 1,97% pagos há um ano e longe do máximo de 4,66% praticados em Outubro de 2008, em plena euforia de corrida aos depósitos, face ao desmoronar dos mercados de capitais por todo o mundo.

Mas já é possível obter, junto da banca a operar em Portugal, taxas líquidas de 1,8% para depósitos a um ano, para montantes até dez mil euros (ver caixa ao lado). É o regresso em força dos depósitos promocionais, apresentados por algumas instituições, que mantêm estas ofertas em comercialização para novas entradas de dinheiro, durante determinados períodos.

Com a crise de liquidez vivida pela banca europeia a agudizar-se a partir de Março, os bancos portugueses voltaram-se inicialmente, na sua estratégia de captação de recursos junto dos seus clientes, para a emissão de obrigações. São títulos de dívida própria, que conseguiam oferecer alguma atractividade, em termos de taxas de juro, face aos níveis baixos dos indexantes, como as taxas Euribor. Essa campanha foi agora posta de parte.

Face à redução da liquidez extraordinária injectada pelo Banco Central Europeu (BCE) nos bancos e à consequentemente reanimação do mercado interbancário, com as Euribor a subirem, os bancos voltam-se para os recursos dos clientes e começam a subir as remunerações dos seus depósitos.

Para os consumidores que querem investir alguma poupança nos seguros depósitos a prazo, o ideal será fazer uma prospecção de mercado - o chamado shopping around - e, se for caso disso, até mudar de banco. Isto porque as melhores ofertas, em termos de taxas de juro, são feitas para captar novos clientes.

Algumas instituições, como o caso do Banco de Investimento Global (BIG), disponibilizam taxas de juro líquidas de 3,925%, apenas por dois meses, para novos clientes. O Best, do grupo BES, por exemplo, oferece 3,14% líquidos, por três meses.

O acesso às melhores ofertas é feito, de forma generalizada, através dos canais Internet. O tradicional recurso ao balcão dos bancos é de todo desaconselhado, pois os juros pagos a estes depósitos variam de 0,4% a 0,6%, brutos.

Outro aspecto a ter em conta na hora de fazer um depósito é a diferença entre taxas brutas (TANB, taxa anual nominal bruta) e líquidas (TANL). Isto porque a taxa de IRS aplicada a estes produtos subiu de 20% para 21,5%. E atenção que a inflação já está a subir e ameaça correr, em termos reais, o aumento dos juros.

fonte: DN

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

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