Mostrar mensagens com a etiqueta Koweit. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Koweit. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Última brigada de combate norte-americana sai do Iraque


Um soldado americano grita "Vamos para casa!" ao passar pela fronteira Kuwait-Iraque

A última brigada de combate dos Estados Unidos que se encontrava ainda mobilizada no Iraque deixou esta noite o país, através de território do Kuwait, duas semanas antes de terminar o prazo determinado para acabar a missão militar de guerra.

“Os últimos elementos passaram a fronteira às 06h00 [locais, 04h00 em Portugal]. Esta era a última brigada de combate, mas isto não quer dizer que já não haja tropas de combate no Iraque”, notou o porta-voz do exército norte-americano, tenente-coronel Eric Bloom, citado pelas agências noticiosas.

Uns 50 mil soldados dos Estados Unidos permanecem no Iraque, com a tarefa de treinar as forças armadas do país, e ali vão ficar para lá da data de 31 de Agosto – fixada pela Administração de Barack Obama para pôr fim às missões de combate.

Até ao final de 2011 todos os soldados norte-americanos deverão já ter partido do Iraque, segundo o acordo firmado com Bagdad e cujo calendário o Presidente dos Estados Unidos garante será cumprido zelosamente.

A brigada que esta madrugada saiu do território iraquiano, sete anos após a invasão do país liderada pelas tropas dos Estados Unidos, é a 4ª brigada da segunda divisão de Infantaria – com o cognome de Stryker –, que estava colocada na base de Abu Ghraib, um dos mais perigosos locais no Iraque, uns 25 quilómetros a oeste de Bagdad.

“Metade [dos soldados] deixaram o país de avião e a outra metade pelas estradas. Vai demorar ainda alguns dias para limpar e preparar todo o equipamento, de forma a poder enviar tudo. Então os últimos soldados deixaram também a base”, precisou Bloom.

fonte: Público

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Iraque ainda deve 17 mil milhões de euros ao Koweit


A 2 de Agosto de 1990, Saddam Hussein ordenou a invasão do emirado do Koweit. Foi derrotado pela coligação liderada pelos EUA, numa guerra indirectamente ligada à outra de Março de 2003. Os dois países ainda não sararam todas as feridas e a morte e o caos imperam no Iraque.

Julho foi o mês mais mortífero dos últimos dois anos no Iraque, com 535 vítimas, segundo dados dos ministérios da Saúde, Defesa e Interior iraquianos. Esta notícia constitui o mais recente elo de ligação com uma decisão que o ditador iraquiano Saddam Hussein tomou faz hoje duas décadas e com a qual mudou o destino do seu país: invadir o emirado do Koweit.

A agressão iraquiana ao país vizinho levou à intervenção de uma coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, que teve uma aprovação histórica por unanimidade por parte dos membros do Conselho de Segurança da ONU. A guerra terminou sete meses depois com a retirada das tropas de Saddam, que continuou, contudo, no poder, e esteve indirectamente ligada à invasão do Iraque em Março de 2003. Hoje iraquianos e koweitianos ainda não sararam todas as feridas.

O Iraque já pagou 23 mil milhões de euros em indemnizações ao vizinho através de um fundo gerido pe-la ONU. Mas deve ainda 17 mil milhões. Ambas as partes devolveram cadáveres de vítimas da guerra, mas haverá muitos desaparecidos.

A provar que nem tudo são águas passadas esteve a apreensão pelas autoridades do Koweit de um avião da Iraqi Airways, em Abril, como retaliação pelo roubo de dez aviões durante a guerra. No mês seguinte, o actual Governo iraquiano dissolveu a empresa, para não ter de pagar mais essa dívida. Além disso, o Iraque quer mudar o traçado das fronteiras feito pela ONU. O Koweit nem quer ouvir falar nisso.

Saddam sempre disse que invadira o país vizinho porque este estava a enfraquecer a economia iraquiana ao roubar petróleo. Mas na prisão confessou a George Piro que foi um insulto a decidir a invasão. "O emir disse que não descansava até que todas as iraquianas fossem prostitutas de dez dólares. Saddam decidiu então invadir o Koweit. Queria castigar o emir Al-Sabah", contou mais tarde o agente do FBI.

fonte: DN

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian
Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian