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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Nasa divulga imagens aéreas de 'mar de lama tóxica' da Hungria

Imagens de satélite mostram mancha vermelha causada pelo derramamento.

Primeiro-ministro mandou prender presidente da empresa responsável por vazamento.
 
A agência espacial dos Estados Unidos, Nasa, divulgou nesta segunda-feira (11), imagens aéreas do vazamento que causou a aparição de um "mar de lama tóxica" que invadiu cidades da Hungria desde a semana passada. As imagens foram feitas por satélites no último sábado (9) e mostram uma mancha avermelhada que se espalha pelo terreno.
 

Imagem de satélite divulgada pela Nasa mostra a mancha vermelha do 'mar de lama tóxica' que se formou na Hungria

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, anunciou que mandou prender Zoltan Bakonyi, presidente da empresa de alumínio responsável pelo vazamento. A prisão vale por 72 horas. Orban também disse que a empresa deve ser responsabilizada financeiramente pelos prejuízos dos moradores, e defendeu que a companhia passe a ser controlada pelo estado.

As autoridades húngaras apressam-se para concluir até terça um dique de emergência a fim de evitar um segundo vazamento de lama tóxica, enquanto continuam investigando as causas do acidente anterior, ocorrido na semana passada.


Militares limpam-se depois de mais um dia desintoxicando a região afectada, nesta segunda-feira (11), na Hungria

fonte: G1

Detido responsável pela fábrica que provocou derrame


A polícia húngara interrogou hoje o director-geral da MAL, a sociedade proprietária da fábrica que esteve na origem de um acidente químico que provocou oito mortos, indicaram hoje fontes policiais e governamentais.

Zoltan Bakonyi, o indivíduo em causa, é filho de um dos proprietários da sociedade. Foi interrogado sobre a catástrofe de lamas tóxicas "que causou a morte de várias pessoas e graves danos ambientais", indicou a polícia em comunicado, acrescentando que foi aberto um processo para o manter em prisão preventiva.

O primeiro-ministro, Viktor Orban, anunciara antes a interpelação de um dirigente da empresa, falando no parlamento húngaro.

"A sociedade responsável pela catástrofe de lamas tóxicas deve ser submetida a controlo estatal", lançou o chefe de Governo, acrescentando que os prejuízos têm de ser pagos pelos que os causaram e não pelos contribuintes.

O balanço do acidente aumentou entretanto para oito mortos com a descoberta do corpo de uma pessoa que estava dada como desaparecida.

O acidente provocou 150 feridos, 45 ainda hospitalizados, dois dos quais em estado grave.

Devecser e Kolontar são as duas aldeias mais atingidas pela torrente de lamas.

A 04 de Outubro, uma maré de lamas altamente tóxicas provenientes de um reservatório de uma fábrica de bauxite-alumínio em Ajka (160 quilómetros a oeste de Budapeste) espalhou-se por uma área de cerca de 40 quilómetros quadrados.

As causas do acidente ainda não foram esclarecidas, suspeitando-se que a sociedade sobrecarregou um dos reservatórios, o que a empresa voltou hoje a desmentir.

fonte: DN

sábado, 9 de outubro de 2010

"Provável" segunda inundação de lamas tóxicas


Uma segunda inundação de lamas tóxicas como a que provocou a catástrofe de resíduos tóxicos na Hungria "é provável", considerou hoje o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban.

"O reservatório está de tal maneira danificado que pode voltar a ceder", disse Orban a jornalistas na localidade de Ajka, na região afectada.

"Se o dique do reservatório ceder, são 500 mil metros cúbicos que são derramados. São visíveis várias fissuras na parte norte do reservatório", acrescentou o chefe do governo, que considerou a situação "dramática".

Sobre as consequências jurídicas da catástrofe ecológica, o primeiro-ministro afirmou que "vai começar uma nova era em que as coisas vão ser geridas de maneira diferente e em que vai haver consequências".

Ao princípio da manhã de hoje, depois da detecção do risco de uma nova maré de lamas tóxicas, as autoridades ordenaram a retirada de 800 habitantes da aldeia de Kolontar, já atingida a 04 de Outubro e de onde eram provenientes as sete pessoas mortas em consequência do desastre.

Os engenheiros envolvidos na contenção das lamas tóxicas advertiram hoje que as fissuras numa das paredes do reservatório estão a aumentar e que há o risco de toda a parede se desmoronar.

fonte: DN

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

"Maré vermelha" chega ao Danúbio e ameaça ecossistema


O fluxo tóxico provocado por um acidente industrial na Hungria atingiu hoje de manhã o Danúbio, ameaçando o ecossistema do rio, anunciou um responsável do serviço das águas húngaro.

As amostras de água colhidas na confluência do rio Raab com o Danúbio mostram "uma taxa de alcalinidade ligeiramente superior ao normal, entre 8,96 e 9,07", disse.

A taxa normal é oito, numa escala que pode ir até 14, acrescentou o mesmo responsável.

O fluxo tóxico passou do Raab para o Danúbio depois das 06:30 TMG (07:30 em Lisboa), em Gyor.

Na segunda-feira, uma fuga de lamas vermelhas de um reservatório de uma fábrica de alumínio na cidade de Ajka (160 quilómetros a oeste de Budapeste) atingiu duas aldeias: Devecser e Kolontar.

Este acidente industrial sem precedentes na Hungria já causou quatro mortos, incluindo uma criança de 14 meses, e mais de 120 feridos. Três pessoas continuam desaparecidas.

Ao longo do percurso, através de vários rios, as lamas vermelhas diluíram-se na água e já não são visíveis a olho nu, devido, em parte, à utilização de agentes neutralizantes pelos bombeiros e operários.

Hoje de manhã, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, visitou Kolontar, onde considerou que a reconstrução das zonas mais destruídas da aldeia era muito problemática.

"Infelizmente, tenho a impressão que qualquer esforço de reconstrução aqui, além da ponte, é inútil", declarou.

"Provavelmente será preciso criar um novo território para os habitantes da aldeia e destruir esta parte da localidade para sempre, uma vez que é impossível viver aqui", acrescentou Orban.

fonte: DN

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian
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