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domingo, 21 de novembro de 2010

Uma exposição para esconjurar o passado nazi


Cidade assinala julgamento de responsáveis do III Reich, iniciado em 1945

Cidade indissociavelmente ligada à ascensão dos nazis e do III Reich, Nuremberga quer recordar através de uma exposição permanente que foi também a cidade do seu julgamento, há 65 anos.

A cidade foi palco de eventos gigantescos organizados pelo partido nacional-socialista, e foi aqui que foram publicadas as leis antijudaicas. Hitler considerava-a a "capital espiritual" do seu império. Mas foi também aqui que, a 20 Novembro de 1945, 21 responsáveis do regime nazi começaram a ser julgados no primeiro processo de Nuremberga, que lançou os fundamentos da justiça internacional (ver caixa).

É para comemorar este processo histórico e exemplar que é hoje inaugurada uma exposição no espaço onde sucedeu o julgamento.

Entre as peças mais importantes encontra-se os bancos onde se sentaram os acusados, em especial Herman Göring, um dos mais eminentes dirigentes nazis a ser julgado. Göring escapou ao enforcamento ao tomar cianeto horas antes da execução.

"Durante anos, os bancos estiveram no sótão", disse à AFP o conservador Henrike Zentgraf. "Mas tirando isso, já há poucas coisas desse tempo".

Recortes da imprensa da época, entre os quais uma página dupla da revista Life com a foto dos cadáveres dos 11 condenados à morte, estão também expostos. Estas fotos foram feitas para matar à nascença qualquer rumor de que eles poderiam estar vivos, mesmo se na época não tivessem uma grande divulgação.

A exposição aborda a influência dos processos de Nuremberga nas jurisdições criadas após conflitos, como o Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia.

"A culpabilidade [dos dirigentes nazis] era óbvia, mas tiveram, ainda assim, direito a um processo", diz Juliana Rangel, responsável da biblioteca do Tribunal Internacional de Justiça da ONU. "Foi um processo muito bem conduzido, no respeito do direito dos acusados. Foi uma referência", diz.

fonte: DN

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Registo de 20 mil obras espoliadas está online






Um registo de 20 mil obras de arte roubadas pelos nazis aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial foi colocado online, com fotos dos objectos e a identidade dos proprietários, anunciou hoje em Nova Iorque a organização Claims Conference.

Os registos estão disponíveis para consulta gratuita na página http://www.errproject.org/jeudepaume/. A informação foi divulgada hoje num comunicado dos responsáveis da Conference on Jewish Material Claims Against Germany, a Claims Conference, que organizou o projecto em colaboração com o museu americano do Holocausto (United States Holocaust Memorial Museum).

O trabalho, iniciado em 2005, começou por desencriptar os ficheiros da ERR - Einsatzstab Reichsleiter Rosenberg -, a agência alemã que levava a cabo as espoliações entre 1940 e 1944.

Hoje em dia, esses ficheiros encontram-se em três centros: os arquivos do ministério dos Negócios Estrangeiros Francês, os arquivos nacionais americanos e os arquivos federais alemães, segundo explicou à AFP um dos directores do projecto, o historiador Marc Mazurovsky.

Obras pertenceram a judeus franceses e belgas

As obras deste catálogo pertenceram a famílias judias essencialmente francesas e a algumas famílias belgas, e foram reunidas e inventariadas pelos nazis no Museu Jeu de Paume, em Paris.

"Décadas depois da maior pilhagem em massa da história da humanidade, as famílias espoliadas podem consultar o registo que as vai ajudar a localizar tesouros há muito perdidos", declarou Julius Berman, o presidente da Claims Conference, em comunicado.

"É da responsabilidade dos museus, dos 'marchands' de arte e das casas de leilões verificar se têm em sua posse obras de arte roubadas às vítimas do Holocausto", acrescentou.

A consulta do site é muito simples e permite ver centenas de obras - que vão de pinturas de mestres a esculturas e peças de mobiliário - e verificar qual é o seu legítimo proprietário, informação de que por vezes os herdeiros não têm conhecimento, sublinhou à AFP o professor Wesley Fisher, director da pesquisa.

"Em termos de reivindicação de obras é um grande passo: pela primeira vez agrupámos tudo o que foi confiscado, estabelecemos a lista detalhada de quem foi espoliado. Resta a seguinte questão: onde estão as obras?", disse.

No total, foram identificadas 260 colecções e 269 proprietários.

Inventário é "reflexo incompleto da realidade"

"Estes inventários são um reflexo incompleto da realidade", estima Marc Mazurovsky. "Por onde passaram centenas de outros objectos? Onde se encontram aqueles que foram identificados? O que fez o governo francês depois de 1945? Falta-nos conhecer toda uma dinâmica", sublinhou.

"Só 30 a 40% dos objectos foram fotografados, mas as famílias descobriram imagens em sua posse, é uma visão incomum do interior das suas casas", dos seus pais, avós ou bisavós, acrescentou o investigador.

No final de Junho de 2009, 46 países envolveram-se na devolução de bens espoliados a judeus por parte do regime nazi, através da assinatura de um documento criado numa conferência internacional em Praga, a "Declaração de Terezin", nome de um antigo campo de concentração situado no norte da capital checa.

Nos últimos anos, os recursos para recuperar obras de arte perdidas nestas circunstâncias têm-se multiplicado e as restituições têm sido frequentes.

fonte: DN

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Historiador que nega Holocausto visita campos nazis


 O historiador britânico David Irving, condenado em 2006, na Áustria, por ter negado a realidade do Holocausto, anunciou hoje que vai fazer uma visita guiada pelas instalações nazis na Polónia, entre as quais o campo da morte de Treblinka.

Sobreviventes do Holocausto e associações antinazis e antirracistas polacas e britânicas protestaram contra o projecto de Irving e solicitaram às autoridades polacas que proibissem a visita.

"Estou em Varsóvia e não posso discutir o meu itinerário por razões de segurança, como você compreenderá", declarou Irving à France Press, adiantando que tencionava ficar na Polónia até 29 de Setembro.

Numa brochura publicada no seu site na Internet, Focal Point Publications, Irving anuncia uma visita guiada na Polónia aos locais ligados à II Guerra Mundial e ao Holocausto, qualificando o projecto de "viagem inesquecível" e de oportunidade para ver "a verdadeira História".

O programa inclui uma visita ao antigo campo de Treblinka, no Leste polaco, onde mais de 800 mil pessoas foram assassinadas, na sua maior parte judeus.

Uma visita ao "covil do lobo", o bunker do estado maior de Hitler em Ketrzyn, então designado Rastenburg, no Nordeste da Polónia, bem como à base do comandante das SS, Heinrich Himmler, estão igualmente no itinerário, adiantou Irving, intitulando-se "especialista em Adolf Hitler".

Irving recusou dizer o número dos participantes na sua viagem, que custa dois mil euros por pessoa, sem contar com o bilhete de avião, mas adiantou ter tido um excesso de interessados e querer repetir a experiência de dois em dois anos.

"Temos participantes de França, Bélgica, Austrália, Reino Unido, Estados Unidos e Alemanha", pormenorizou.

Irving disse ainda que não tem a intenção de se deslocar a Auschwitz, campo de morte e extermínio instalado pela Alemanha nazi no Sul da Polónia, uma vez que considera que o local se tornou "demasiado turístico, com demasiados hotéis e carrinhos de cachorros quentes e demasiados objectos falsos".

A direcção do museu de Auschwitz garantiu hoje que Irving não pode fazer visitas guiadas no campo onde morreram 1,1 milhões de pessoas, na sua maioria judeus europeus. Só os guias autorizados pelo museu podem acompanhar os grupos de visitantes, indicaram os seus responsáveis.

David Irving é autor do livro "Hitler's War" (A Guerra de Hitler), de 1977, no qual tenta minimizar as atrocidades nazis e exonerar Adolf Hitler da sua responsabilidade nos campos de morte e extermínio.

Mas rejeita o qualificativo de negacionista: "Se tivessem lido o meu livro, saberiam que não sou um negacionista."

Detido em 2005, na Áustria, foi condenado em Fevereiro de 2006 a três anos de prisão, antes de ser libertado e expulso para o Reino Unido, em Dezembro de 2006.

O Instituto Polaco da Memória Nacional, que investiga os crimes nazis e comunistas, indicou estar a "seguir" os movimentos de Irving e disponível para "iniciar acções judiciais" se este negar publicamente o Holocausto.

Na Polónia, o negacionismo, tal como a propagação do nazismo e do antissemitismo, é passível de uma pena até três anos de prisão.

Os nazis mataram entre 5,47 e 5,67 milhões de cidadãos polacos. Os judeus polacos representam cerca de metade dos seis milhões de judeus que morreram durante o Holocausto.

fonte: DN

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Nazis de raça asiática

São nazis e ultranacionalistas, mas não brancos. Orgulho nazi está a crescer na Mongólia.
 

Os novos seguidores de Hitler têm a pele mais escura

Usam com orgulho T-shirts com a cruz suástica, fazem a saudação nazi e apregoam sieg heil. No entanto, não são estereótipo da raça ariana. Os habituais rapazes de cabelo e pele clara, que sempre foram a imagem de marca do III Reich , estão a ser 'substituídos' por homens asiáticos de cabelo escuro.

Na Mongólia está a crescer um movimento ultranacionalista que defende a pureza da raça. Grupos como os Tsagaan Khass (Suástica Branca) dedicam-se ao ódio à influência chinesa, o país crescente da Ásia. Defender os cidadãos nacionais do crime estrangeiro é uma das máximas do grupo.

Dayar Mongol, destacado líder nazi no país, ameaçou mandar rapar o cabelo de todas as mulheres que durmam com homens chineses. Apesar de se definirem como um grupo não violento, os Tsagaan Khass admitem ser seguidores da ideologia de Hitler. "Somos contra o extremismo e o começo da II Guerra Mundial, mas admiramos a ideologia nazi. Preferimos o nacionalismo ao fascismo."

Mongóis vítimas do nazismo

A história recente mostra que os mongóis foram, mais do que uma vez, vítimas da extrema direita. Durante a II Guerra, todos os prisioneiros russos capturados pelo III Reich que pareciam ser da Mongólia eram executados. Nos últimos anos, em alguns países europeus, imigrantes mongóis foram perseguidos por grupos nazis.

Apesar de a maioria da população não seguir os membros dos Tsagaan Khass, a verdade é que há um sentimento anti-China, que vê o país como um inimigo imperialista.

"Embora a maior parte da população considere o discurso da extrema direita muito radical, há o sentimento de que a China pretende 'engolir' a Mongólia", defende Franck Billé da Universidade de Cambridge, que está a fazer investigação sobre a representação chinesa no país.

fonte: Expresso

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

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