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sábado, 2 de abril de 2011

Parlamento Europeu discute segurança das centrais nucleares



O Parlamento Europeu vai discutir na próxima semana em Estrasburgo, com a Comissão Europeia e o Conselho, os ensinamentos a retirar do acidente nuclear no Japão, designadamente a necessidade de rever a segurança dos reactores nucleares na Europa.

A sessão plenária da próxima semana da assembleia europeia, a decorrer entre segunda e quinta-feira, irá ainda discutir e votar uma 'mão cheia' de relatórios elaborados por eurodeputados portugueses: nada menos que cinco, em domínios tão diferentes como as pescas (dois), orçamento, mercado interno e relações externas.

Um dos principais pontos da agenda da sessão de Abril será no entanto a questão da segurança do nuclear, estando agendado, para quarta-feira, um debate alargado sobre «os ensinamentos a retirar» do acidente nuclear no Japão, que será seguido da votação de uma resolução no dia seguinte, e ainda um período de perguntas e respostas, na terça-feira, com o presidente da Comissão, Durão Barroso, sobre a tragédia no Japão.

O debate sobre a segurança nuclear ocorre depois de os 27 terem acordado, no Conselho Europeu realizado a 24 e 25 de Março em Bruxelas, que a segurança de todas as centrais nucleares da UE deve ser reapreciada, com base numa avaliação exaustiva e transparente dos riscos e da segurança

A Comissão Europeia deverá definir o mais rapidamente possível o alcance e as modalidades dos testes de resistência (ou testes de stress) aos reactores nucleares da UE, de acordo com as conclusões do Conselho.

Esta sessão será ainda marcada pela votação de um número invulgarmente elevado de relatórios portugueses, elaborados nomeadamente por José Manuel Fernandes, do PSD (sobre orçamento do PE para 2012), Luís Capoulas Santos, do PS (acordo de pescas com Ilhas Comores), João Ferreira, do PCP (medidas financeiras no domínio das pescas), António Correria de Campos, do PS (consecução do mercado interno) e Mário David, do PSD (dimensão meridional da política de vizinhança).

fonte: Sol

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Presidente Clinton perdeu códigos para lançar ataque nuclear

Durante a sua presidência, Bill Clinton não soube do paradeiro do pequeno cartão de plástico que contém os códigos para um eventual ataque nuclear norte-americano, acusa militar


Clinton conseguiu extraviar, não por horas, mas por meses, o cartão de plástico especial com os códigos de lançamento de um ataque nuclear, que no jargão militar e na Casa Branca é conhecido como "o biscoito".

A revelação é feita por um militar reformado, alta patente do Pentágono e da Casa Branca à data, ao General Hugh Shelton, que incluiu o facto no seu livro de memórias.

"Without Hesitation: The Odyssey of An American Warrior", escrito pelo antigo director dos chefes de pessoal da Casa Branca durante a presidência de Clinton, chegou às bancas esta semana e contém relatos na primeira pessoa de acontecimentos importantes das últimas décadas da História norte-americana.

fonte: Jornal i

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Irão admite espionagem nuclear por parte do Ocidente


O Irão admitiu hoje que alguns funcionários das suas instalações nucleares foram abordados para espiar para o Ocidente e que vai aumentar a segurança e os benefícios para pôr termo à espionagem.

O vice-presidente e responsável pelo programa nuclear iraniano, Ali Akbar Salehi, afirmou numa entrevista à agência Fars que, "no passado (...) os países ocidentais entraram em contacto com especialistas da organização iraniana de energia atómica para os atrair e lhes propor melhores empregos e melhor educação no estrangeiro".

"Infelizmente, alguns funcionários da organização cederam a essas propostas", afirmou, frisando que as autoridades tomaram medidas para impedir que isso volte a acontecer.

Essas medidas incluem aumento de salários e melhoria de alojamento, assim como benefícios "na educação e nas obrigações militares dos filhos", segundo Salehi.

O mesmo responsável disse terem sido tomadas medidas para restringir o acesso à informações, designadamente sobre a compra de materiais a outros países.

Na semana passada, o Irão anunciou a detenção de várias pessoas por espionagem nuclear, sem dar pormenores.

Em Julho, Shaham Amiri, um cientista nuclear que o Irão diz ter sido raptado por agentes secretos norte-americanos, regressou ao país, afirmando que tinha decidido desertar em troca de uma oferta de 5 milhões de dólares da CIA, mas que mudou de ideias.

fonte: DN

sábado, 2 de outubro de 2010

Portugal e Espanha realizam simulacro para testar resposta a acidente nuclear


Explosão Nuclear

Portugal e Espanha vão realizar dias 2 e 3 de novembro um exercício de simulacro para testar a resposta da Protecção Civil no caso de um acidente nuclear na Central de Almaraz (província de Cáceres).

Segundo Rui Esteves, comandante distrital de operações de socorro, trata-se de um primeiro exercício transfronteiriço conjunto que, do lado português, se centrará sobretudo no concelho de Vila Velha de Ródão.

Falando à margem da Conferência Internacional de Protecção Civil -- Risco Tecnológico e Nuclear, que decorre este sábado na Escola Superior Agrária de Castelo Branco, responsável explicou que o simulacro terá por base a ocorrência de um hipotético terramoto que motivará a implementação dos respetivos sistemas de alerta, segurança e emergência de ambos os lados da fronteira.

Do lado espanhol, o simulacro vai obrigar à interrupção da laboração na própria central nuclear de Almaraz, explicaram à Lusa Luis Martinez, Chefe da Protecção Radiológica e Meio Ambiente, e Miguel Angél, responsável pelo Centro de Emergência 112 de Mérida.

“Já colaboramos com os serviços distritais da Protecção Civil de Castelo Branco há vários anos e queremos agora comprovar não apenas os procedimentos de comunicação e alerta com Portugal, como inclusivamente a operacionalidade no terreno em caso de uma situação de catástrofe”, explicou Miguel Angél.

Em Espanha, a própria população da localidade de Almaraz (atualmente com cerca de dois mil habitantes) participará ativamente no exercício.

Do lado português, Rui Esteves explicou que o objetivo é “começar a preparar a população para esta problemática e vamos testar uma vasta equipa de agentes no terreno, desde os mergulhadores de que dispomos para atuar no Rio Tejo, assim como os meios aéreos (helicópteros) e terrestres (GNR, Bombeiros e profissionais de Saúde) por forma a testar uma eventual necessidade de evacuar populações, acudindo às pessoas”.

O “risco não tem fronteiras”, recordou Rui Esteves, salientando que, neste caso concreto, “a comunicação com o lado espanhol é constante, existindo inclusivamente uma ligação rádio permanente através de uma frequência própria, para salvaguarda de uma eventual deterioração ou congestionamento dos meios de comunicação convencionais”.

A central nuclear de Almaraz na Província de Cáceres é uma das oito existentes no país vizinho, existindo atualmente 740 em todo o Mundo.

“Em caso de uma emergência, o essencial é que esteja tudo bem definido, planificado e devidamente testado em termos de operacionalidade, pelo que exercícios deste género são fundamentais que ocorram ciclicamente entre os dois países”, sublinhou ainda Luis Martinez, da Central de Almaraz.

fonte: Jornal i

sábado, 25 de setembro de 2010

Ahmadinejad culpa Estados Unidos pelo 11 de Setembro



Discursando não muito longe do Ground Zero - local onde se erguiam as Torres Gémeas -, Ahmadinejad não procurou o caminho da conciliação e acusou os Estados Unidos de terem «orquestrado o ataque de 11 de Setembro de 2001 para proteger o regime Sionista no Médio Oriente».

Na Assembleia Geral das Nações Unidas, o discurso do Presidente iraniano fez com que as delegações dos Estados Unidos e Grã-Bretanha deixassem a sala devido a comentários que os diplomatas descreveram como «repugnantes e delirantes», avança a edição online do The Guardian.

Ao falar perante representantes dos 192 países membros da ONU, o presidente do Irão disse existirem provas de que o governo norte-americano terá apoiado o ataque que chocou o mundo. Mencionou que entre os destroços das Twin Towers foram encontrados passaportes de homens com ligações a oficiais americanos, enquanto que de bombistas suicidas não foi encontrado qualquer vestígio.

Obama, que discursara antes, pediu ao Irão que cumprisse as suas obrigações internacionais e que confirmasse «as intenções pacíficas do seu programa nuclear».

fonte: Sol

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Fidel afirma que Sarkozy "parece" estar louco


O ex-presidente cubano Fidel Castro afirmou na última das suas reflexões que "parece" que o Presidente francês, Nicolas Sarkozy, está a ficar louco, supostamente devido à sua política de expulsão de ciganos romenos.

A reflexão de Castro, publicada no domingo no "site" Cubadebate, é dedicada à França, tanto pelas expulsões de ciganos como pelo seu poder nuclear, que consiste, segundo Fidel, em 300 bombas que só podem ser acionadas com chaves guardadas numa mala que está na posse do próprio Sarkozy.

"Suponhamos que Sarkozy de repente ficava louco, como parece ser que está a acontecer. Que faria nesse caso o Conselho de Segurança das Nações Unidas a Sarkozy e à sua mala?", pergunta Castro.

O ex-presidente, de 84 anos, muito activo desde que, em Julho, voltou à vida pública após quatro anos de doença e convalescença que o fizeram ceder o poder ao irmão Raúl, já provocou protestos em França quando, na sexta feira, qualificou de "Holocausto racial" a política do Governo francês relativamente aos ciganos.

Castro interroga-se sobre o que "acontecerá se a extrema direita francesa decidir obrigar Sarkozy a manter uma política racista em contradição com as normas da Comunidade Europeia" e acrescenta que o Conselho de Segurança da ONU deveria pronunciar-se tanto sobre esta questão como sobre o poderio nuclear francês.

Do mesmo modo, Fidel questiona se faz sentido moral e ético lançar um ataque contra o Irão por ter a "suposta intenção" de fabricar uma armas atómicas.

fonte: DN

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Protesto contra o prolongamento do nuclear em frente ao Reichstag


Alemanha Com uma enorme bandeira com a frase "Preto e amarelo não causam mais do que lixo", os anti-Atom da organização Aliança Climática plantaram-se ontem em frente do Reichstag, em Berlim, em protesto contra a actual resolução do Governo alemão para estender o tempo de vida das centrais nucleares do país. O grupo pediu aos gritos que o Governo "Pare os truques" e realize uma mudança real na política energética, em vez de apelar à energia nuclear. A chanceler alemã, Angela Merkel, e os parceiros da coligação conservadora-liberal (CDU/FDP) acordaram a extensão do funcionamento das 17 centrais nucleares alemãs, entre oito a 14 anos a mais do que o prazo original de fecho, em 2021. A oposição reagiu em força e o líder dos sociais-democratas (SPD), Sigmar Gabriel, prometeu desafiar a resolução em tribunal. A decisão alemã surge quando outros países europeus, como Itália e Suécia, reconsideram as suas políticas nucleares.

fonte: DN

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Irão tem urânio enriquecido suficiente para fabricar duas bombas


Irão continua a violar as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas

A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) informou esta segunda-feira que o Irão produziu até agora 2.800 quilos de urânio pouco enriquecido, uma quantidade que os peritos consideram suficiente para construir entre duas e três bombas nucleares.

No seu mais recente relatório técnico sobre o Irão, a que a agência EFE teve acesso, a AIEA reitera a sua preocupação em relação às possíveis dimensões militares do programa nuclear iraniano.

O documento refere que o Irão continua a violar as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas e da própria AIEA.

Desde há anos que a ONU e a AIEA exigem que o Irão suspenda o seu programa de enriquecimento de urânio, congele a construção de um reactor de água pesada e aplique um regime especial de inspeções.

"O Irão não tem dado a cooperação necessária para permitir (à AIEA) confirmar que todos os seus materiais se destinam a atividades pacíficas", refere no relatório o diretor-geral da agência, o japonês Yukiya Amano.

"É essencial que o Irão coopere nestes assuntos", acrescenta.


sábado, 4 de setembro de 2010

Armas nucleares. Irão pode iniciar um efeito dominó perigoso

A ONU e os Estados Unidos temem que outros países do médio oriente imitem o avanço nuclear do Irão.

O Japão adoptou novas sanções contra o Irão

A proliferação nuclear é contagiosa e quase todos os governos e especialistas temem que se o Irão desenvolver armas nucleares os países vizinhos venham a seguir-lhe os passos. As Nações Unidas e o governo norte-americano são unânimes em querer combater o chamado "dominó nuclear". "Os governos de todo o mundo têm de perceber a real ameaça da proliferação de armas nucleares no Irão, porque, provavelmente, nos próximos dez ou 20 anos, outros dez países no Médio Oriente vão seguir o mesmo caminho", disse o ex-senador norte-americano Sam Nunn.

Contra este cenário de risco iminente, existe apenas um obstáculo: um registo histórico que não o suporta. 65 anos depois do início da era nuclear, apenas nove países desenvolveram armas nucleares. Além disso, passaram-se quase 20 anos entre a criação do primeiro Estado nuclear - os Estados Unidos, em 1945 - e o quinto, a China, em 1964. Índia, Israel, África do Sul, Paquistão e Coreia do Norte surgiram no 40 anos seguintes.

Quatro anos depois de a Coreia do Norte se ter tornado um país com armas nucleares, a Coreia do Sul e o Japão não parecem estar no caminho para seguir o exemplo: "Nesta fase é precipitado falar em dominó nuclear", garante Diogo Noivo. O investigador do Instituto Português de Relações Internacionais e Segurança explicou ao i que "em teoria é fácil recorrer a esse termo, mas na prática existem demasiados constrangimentos práticos que impedem a sua concretização". Esses obstáculos à proliferação passam pelo controlo internacional, nomeadamente dos Estados Unidos, sendo que a Coreia do Sul e o Japão contam com uma forte protecção norte-americana. Depois do teste nuclear da Coreia do Norte, em 2006, o então presidente George W. Bush assegurou imediatamente total protecção aos dois países vizinhos.

"Apesar desses países terem toda a tecnologia disponível e reunirem as condições para a transferir para outros países, há demasiados constrangimentos políticos que o impedem. Tem sido esse limite que mantém o controlo na proliferação nuclear", acrescenta Diogo Noivo.

Em relação ao Médio Oriente, grande parte dos especialistas acredita que o Irão está a entre um e três anos de de-senvolver uma bomba nuclear, comparado com os dez a 15 anos a que os países vizinhos estão de alcançar esse objectivo. Esse prazo dá mais oportunidade aos Estados Unidos de estabelecer pactos de segurança com os países que poderiam ficar tentados a desenvolver armamento nuclear em resposta à ameaça iraniana.

Em termos práticos, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, já falou da possibilidade de os Estados Unidos estenderem a sua defesa aos países do golfo Pérsico, capacitando-os de meios de defesa para confrontarem um possível Irão nuclear.

Para Diogo Noivo, apesar de todas as formas de negociação estarem já desgastadas, "insistir na aplicação de sanções e no apoio de movimentos reformistas é a solução". No entanto, o investigador alerta para a aprovação de sanções estratégicas, "que não afectem a população em geral, mantendo apenas intenções políticas".

Entretanto, a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) pediu a Israel para aderir ao Tratado de Não Proliferação de armas nucleares e submeter as suas instalações a controlo internacional, indica um relatório divulgado ontem.

Japão O governo japonês adoptou ontem novas sanções contra o Irão, que prevêem o congelamento de bens relacionados com o programa nuclear de Teerão e um controlo mais rigoroso das transacções financeiras. A medida aprovada pelo gabinete do primeiro-ministro Naoto Kan inclui o congelamento de bens de 88 instituições, 15 bancos e 25 indivíduos, informou Hideaki Fujisawa, representante do Ministério do Comércio. Além disso, o executivo japonês impedirá que instituições financeiras do país abram escritórios no Irão, enquanto também veta instalação de filiais dos bancos iranianos no Japão.

Também os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia adoptaram recentemente um novo pacote de sanções contra o Irão. A União Europeia proíbe qualquer novo investimento, assistência técnica ou transferências tecnológicas, nomeadamente para a refinaria e a liquefacção do gás.

fonte: Jornal i

sábado, 21 de agosto de 2010

Irão abastece reactor da primeira central nuclear do país


As operações de carregamento do combustível no reactor da primeira central nuclear iraniana em Bouchehr (Sul) começaram hoje, anunciou a Organização iraniana de energia atómica (OIEA) em comunicado

«A operação de transferência do combustível nuclear para o reator foi realizada a 21 de agosto na presença do Vice-Presidente Ali Akbar Salehi, chefe da OIEA, e de Sergei Kiriyenko», chefe da agência nuclear russa, Rosatom, que dirigiu a construção da central, indicou o comunicado.

Esta operação, primeira etapa do carregamento do reator, faz, oficialmente, da central de Bouchehr uma instalação nuclear.

fonte: SOL

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Irão vai começar a construir nova central nuclear no próximo ano


O regime de Teerão deu aval ao início da construção de uma nova central de enriquecimento de urânio já a partir do primeiro trimestre de 2011, confirmou hoje o chefe da agência nuclear iraniana, Ali Akbar Salehi.

Citado na edição online da televisão estatal, Salehi indicou que as autoridades determinaram a localização “das duas novas centrais de enriquecimento [de urânio]” a serem construídas – uma delas a arrancar “antes do final do ano iraniano [20 de Março de 2011] ou início do próximo”.

Esta nova central será a terceira do país, a juntar-se às de Natanz (no centro do Irão), onde existem mais de 8.500 centrifugadoras do combustível nuclear, e de Fordoo (a Sul de Teerão), que se encontra actualmente em construção.

A actividade nuclear do Irão está sob atento escrutínio da comunidade internacional, que teme o desenvolvimento de armamento atómico por parte do regime ultraconservador de Teerão.

O país foi inclusive visado com novas sanções económicas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, a 9 de Junho passado, que exige ao Irão a suspensão de toda a actividade de enriquecimento de urânio.

fonte: Público

sábado, 14 de agosto de 2010

Reactor nuclear de Busher vai funcionar já em Agosto


A entrada em funcionamento do reactor da central nuclear de Busher, no Irão, terá lugar a 21 de Agosto, informou hoje Serguei Novikov, porta-voz da Agência Atómica da Rússia (Rosatom).

Segundo Novikov, nesse dia, o combustível nuclear deverá ser transportado do centro de conservação para o reactor.

"A partir desse momento, será considerado uma instalação energética nuclear", frisou.

Esta notícia foi confirmada por Mahmud Jafari, alto funcionário iraniano, à agência noticiosa russa Interfax.

"Todos os trabalhos de instalação terminaram, os testes foram feitos e a central nuclear está pronta para entrar em funcionamento", declarou.

Na cerimónia irão participar Serguei Kirienko, director da Rosatom, e Ali Akbar Salihi, vice-presidente do Irão.

A construção dessa central foi iniciada em 1974 pelo consórcio alemão Kraftwerk Union A.G., que rompeu o contrato com o Irão em 1980, depois do Governo alemão aderir ao embargo norte-americano de fornecimento de maquinaria ao Irão.

A União Soviética retomou a construção dessa obra, que foi continuada pela Rússia.

Segundo Moscovo, a central nuclear foi edificada sob o controlo da Agência Internacional para a Energia Atómica (AIEA) e respeita todas as normas internacionais e o regime de não proliferação de armas nucleares.

fonte: DN

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian
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