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segunda-feira, 14 de março de 2011

Japão: ONU diz que radiação libertada é inofensiva



A baixa intensidade da radiação libertada nas centrais nucleares japonesas e as medidas de prevenção tomadas pelas autoridades permitem afastar, de momento, qualquer efeito na saúde humana, afirmou hoje o comité científico da ONU sobre o assunto.

"De momento, do ponto de vista da saúde pública, não estamos preocupados", assegurou à agência noticiosa espanhola EFE Malcolm Crick, do secretariado do Comité Científico da ONU sobre os Efeitos da Radiação Atómica (UNSCEAR) em Viena. De acordo com este especialista, a informação de que se dispõe até agora indica que "todas as emissões (radioactivas) que ocorreram foram de um nível muito baixo".

Assinalou que uma pessoa teria que estar 12 a 15 horas na zona afectada, no momento de maior emissão, para receber a radiação equivalente a um exame radiológico do tipo de uma TAC (tomografia axial computadorizada). "São níveis acima do normal, mas que em nenhum caso representam uma ameaça para a vida", explicou.

"Não prevemos qualquer impacto na saúde humana", disse Crick, embora reconhecendo que "a situação ainda é muito grave" e que é preciso seguir o caso cuidadosamente até que a situação nas centrais volte a estar sob controlo.

No sábado e hoje ocorreram duas explosões de hidrogénio na central Fukushima Um (nordeste), no Japão, onde sexta-feira se registou um forte sismo seguido de um tsunami.

fonte: DN

sábado, 23 de outubro de 2010

Wikileaks: ONU diz que os EUA têm "a obrigação" de investigar casos de tortura no Iraque


As forças iraquinas são acusadas de práticas de tortura  

O relator especial da ONU sobre a tortura, Manfred Nowak, apelou ao Presidente americano Barack Obama para lançar uma investigação sobre os casos de tortura revelados nos milhares de documentos do exército americano divulgados ontem pelo site Wikileaks.

“A Administração Obama tem a obrigação, quando surgem acusações sérias de tortura contra um responsável americano, de investigar e de tirar daí as devidas consequências... Essa pessoa deve ser levada à justiça”, disse Novak em declarações à BBC4.

“O Presidente Obama tem a obrigação de investigar estes casos do passado. É a sua obrigação”, sublinhou o responsável da ONU, antes de reconhecer que só a justiça americana poderá actuar neste caso, já que um procedimento do Tribunal Penal Internacional não é possível porque os EUA não reconhecem as suas competências.

“Em virtude do estatuto do TPI, toda a forma de tortura, esporádica ou sistemática, é um crime contra a humanidade, seja ela cometida em tempo de paz ou de guerra”, explicou Novak. “Mas os EUA não ratificaram esse estatuto. Por consequência, nenhum soldado americano poderá comparecer frente ao TPI, a menos que o crime tenha sido cometido no território de um Estado que tenha ratificado o estatuto”. O que não é o caso do Iraque, país que nunca reconheceu as competências do TPI.

Segundo os documentos dados pelo site Wikileaks a vários órgãos de comunicação social, incluindo o diário britânico "The Guardian" e a estação de televisão pan-árabe Al-Jazira, os Estados Unidos ignoraram milhares de casos de violência sobre detidos levados a cabo pelas forças iraquianas, incluindo tortura, violação e até assassínios.

Entre os 400 mil ficheiros de um período que vai de Janeiro de 2004 a 31 de Dezembro de 2009, a Al-Jazira realçou a tortura de civis a que o Exército americano fechou os olhos. “Apesar de um dos objectivos da guerra do Iraque ter sido o encerrar dos centros de tortura de Saddam Hussein, os documentos do Wikileaks mostram muitos casos de tortura e abuso de prisioneiros por polícias e soldados iraquianos”, segundo um comunicado enviado à AFP.

Na primeira peça sobre o assunto, a Al-Jazira quantifica: em mais de 1300 vezes, tropas americanas reportaram as alegações aos superiores... Mas não há casos conhecidos de punição de membros das forças de segurança do Iraque.

A estação cita exemplos tirados dos documentos americanos: “o detido estava de olhos vendados”, “foi espancado com um objecto pesado”, “esmurrado na face e cabeça”, “foi usada electricidade nos seus pés e genitais”, “foi sodomizado com uma garrafa de água”. Noutros casos, a conclusão era mais simples: “A polícia iraquiana espancou o detido até à morte”.

Apesar disso, as autoridades americanas fechavam os processos com o carimbo “não é necessária mais investigação”, passando os casos às mesmas unidades iraquianas envolvidas na violência, diz o "Guardian". Em contrapartida, todas as denúncias envolvendo forças da coligação eram sujeitas a inquéritos formais.

Ainda antes da divulgação destas informações, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, condenou “em termos muito claros” a revelação de quaisquer documentos que possam pôr em risco a vida de americanos.

O Wikileaks, um site dedicado a expor informação que os governos querem manter secreta, ganhou especial notoriedade com a divulgação de mais de 91 mil documentos classificados dos EUA sobre a guerra no Afeganistão, em Julho. Washington criticou a divulgação de informação que, argumentou, colocava em risco as tropas no terreno.

As vítimas civis

Os documentos agora revelados também referem que, apesar de dizerem repetidas vezes que não havia dados exactos sobre o número de mortes durante a guerra no país, as autoridades americanas têm registo de 66.081 vítimas civis – mais 15 mil do que se pensava.

Segundo a Al-Jazira, “foram mortos centenas de civis durante a guerra nos checkpoints do Exército americano”. A estação menciona ainda casos até agora desconhecidos de disparos contra civis efectuados pela empresa privada de segurança Blackwater.

Outra das conclusões diz respeito ao “envolvimento secreto do Irão no financiamento das milícias xiitas” e “o papel dos Guardas da Revolução [iranianos] enquanto fornecedores presumíveis de armas aos insurrectos xiitas”, no âmbito de uma “guerra secreta entre Irão e Iraque”.

fonte: Público

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Ahmadinejad ameaça guerra aos EUA


Presidente do Irão falou na sua própria língua, o farsi, mas tradução do discurso não foi ouvida

Mahmud Ahmadinejad não poupou os Estados Unidos no seu encontro com a imprensa americana em Nova Iorque, à margem da cimeira da ONU e garantiu mesmo que se a América atacar o Irão enfrentará uma guerra "sem limite". Momentos antes, o chefe de Estado iraniano teve menos sorte: ao falar na tribuna da ONU, aparentemente, razões técnicas impediram que os presentes ouvissem a tradução do seu discurso feito em farsi.

"Os Estados Unidos nunca conheceram uma guerra a sério e nunca saíram vitoriosos", disse o Presidente iraniano aos jornalistas americanos. Ahmadinejad adiantou que os EUA "não compreendem a que se assemelha uma guerra" que, sublinhou, "quando começa, não conhece limites".

Ao ser inquirido se considera como um acto de guerra se os EUA permitissem que aviões militares israelitas utilizassem o espaço aéreo do Iraque para bombardear as instalações nucleares iranianas, Ahmadinejad não evitou a questão. "Pensam que alguém atacaria o Irão? Eu não acredito realmente nisso. O regime sionista é uma entidade muito pequena no mapa, ao ponto de não aparecer como um facto real na nossa equação", afirmou.

Na opinião do Presidente iraniano, os EUA não devem imiscuir-se nos assuntos do seu país, nem nos do Médio Oriente. E sublinhou a disponibilidade do Irão para retomar as negociações sobre a questão nuclear.

Num encontro com personalidades e intelectuais islâmicos em Nova Iorque, Mahmud Ahmadinejad denunciou o que considera ser "uma campanha mediática anti-Irão. Infelizmente, o lema da guerra contra o terrorismo traduziu-se numa guerra contra os países muçulmanos".

Momentos antes, ao discursar na cimeira dos Objectivos do Milénio a decorrer na ONU, Ahmadinejad falou para si próprio uma vez que a tradução do seu discurso não foi audível. "Não há tradução", ouviu-se o Presidente afirmar. E, como relata a televisão Al--Jazeera, os problemas continuaram até que foi anunciado que os intérpretes "gostariam de declarar que estavam a ler um texto escrito que fora traduzido para inglês". E ... calaram-se. Ahmadinejad, porém, continuou a discursar. Mas o texto ficou no segredo dos deuses.

A presença do chefe do Estado iraniano em Nova Iorque - com quem o Presidente dos EUA, Barack Obama, não irá encontrar-se - obrigou a um reforço especial da segurança que alguns jornais não hesitaram em criticar.

fonte: DN

terça-feira, 21 de setembro de 2010

70 mil morrerão em três dias


 'Save the Children' avança número de crianças perdidas enquanto decorre a cimeira sobre Objectivos do Milénio

Enquanto os líderes mundiais fazem o balanço dos Objectivos do Desenvolvimento do Milénio (ODM), 70 mil crianças morrem no mundo. O alerta foi dado pela organização não governamental norte-americana Save the Children, que explica que estas mortes, durante os três dias da cimeira, poderiam ser evitadas já que as crianças são vítimas de doenças tratáveis como pneumonia, diarreia ou malária.

Embora reconheça haver algum progresso na concretização dos oito objectivos assumidos há dez anos na ONU, a ONG chama a atenção para o pouco avanço que foi conseguido no que toca à mortalidade materna e infantil. E concretiza: "Registam-se 8,1 milhões de mortes anualmente de crianças que nem atingiram os cinco anos de idade e estima-se que 358 mil mulheres perdem a vida em consequência de complicações durante a gravidez ou do parto."

Save the Children lançou um apelo aos líderes mundiais, que iniciaram ontem a cimeira, para que intensifiquem os seus esforços para cumprirem os ODM, em especial os que se prendem com as crianças mais pobres. Para a organização em causa, os governos devem apostar em acabar com as barreiras que impedem o acesso à saúde e à alimentação das crianças com menos recursos, aumentando assim as suas possibilidades de sobrevivência.

Ban Ki-moon, ao abrir a cimeira, fez um apelo semelhante aos 192 líderes mundiais presentes na reunião. "O relógio não pára, há ainda muito para fazer", disse o secretário-geral da ONU, que pediu aos presentes para enviarem uma "forte mensagem de esperança" aos que vivem na pobreza e sentem a fome e para que honrem as "promessas" feitas há dez anos.

O Presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero, defenderam, ontem na cimeira, que seja adoptado de imediato um sistema de taxas universais sobre as transacções financeiras, fundos que serão canalizados para financiar os Objectivos do Milénio. Os dois responsáveis querem, inclusive, que a proposta conste do documento final da cimeira a ser aprovado amanhã. Chile, Brasil e Noruega apoiam a ideia avançada por Sarkozy e Zapatero, enquanto os EUA se mantêm algo reticentes. Estas taxas, ou "financiamentos inovadores, serão aplicadas também aos bilhetes de avião, ao turismo, à iInternet, aos telemóveis.

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, irá propor, por seu turno, uma ajuda de mil milhares de dólares de ajuda aos ODM em nome da UE.

fonte: DN

domingo, 5 de setembro de 2010

ONU teme crise alimentar

Nos últimos dois meses os preços dos bens alimentares subiram 5% em todo o mundo. A ONU teme que tal possa gerar uma onda de protestos à escala global e que isso possa originar mais conflitos sociais.


O fantasma da crise alimentar de 2008, que gerou conflitos em vários países, paira de novo sobre a população de todo o mundo.

A quebra na produção de de cereais na Rússia (nomeadamente devido aos incêndios que duram há mais de um mês), assim como na Ucrânia, que são dois dos principais abastecedores do mercado mundial, está a desencadear uma onda de receios quanto à eventual ruptura de stocks em alguns países, com consequências para as populações com menos posses.

O aumento dos preços dos bens alimentares já começou (5% no espaço de dois meses, à escala global) e a FAO, organização das Nações Unidas para a agricultura e alimentação está preocupada com as consequências. Por isso mesmo acaba de marcar uma reunião de emergência para 24 de Setembro, em Roma, para debater o assunto e tentar encontrar soluções.

Conflitos sociais em vários países

Teme-se uma nova crise alimentar semelhante à de 2008, altura em que a grande procura de cereais para a produção de biocombustíveis originou subidas de preços e ruptura de stocks em vários países. Nesse ano, e pela primeira vez desde a 2ª guerra mundial, a Europa ficou sem cereais em stock.

Segundo a ONU, os preços estão nos níveis mais altos desde há dois anos precisamente. Esta escalada de preços já desencadeou protestos em Moçambique nos últimos dois dias e também no Egipto e na Sérvia. No Paquistão, onde as cheias das últimas semanas destruíram um quinto das colheitas do país, o preço dos produtos alimentares subiu 15%.

Em portugal, este foi um dos piores anos de sempre na produção de cereais, tendo apenas sido asseguradas 20% das necessidades do país. Isto significa que Portugal está cada vez mais dependente do exterior para se alimentar. O problema, segundo alguns analistas, é que os cereais começam a escassear em alguns dos principais mercados internacionais onde Portugal se costuma abastecer.

Dos quatro milhões de toneladas de cereais que o país consome anualmente, na actual campanha as colheitas não foram além das 800 mil toneladas.

Os produtores de cereais, que contam sobretudo com activos na casa dos 50/60 anos, garantem que se não se incentivar a adesão de jovens aos campos e ao trabalho agrícola, dentro de poucos anos (talvez uma década) Portugal poderá ter ainda menos produção que a que tem hoje, ou praticamente nada.

fonte: Expresso

quarta-feira, 21 de julho de 2010

ONGs pedem que ONU investigue postura dos EUA sobre genéricos


Organizações ligadas à luta contra a Sida acusaram na terça-feira os Estados Unidos de violarem os direitos à saúde de milhões de pobres do mundo, por causa de políticas comerciais que dificultam o acesso a medicamentos genéricos.

Uma colisão que inclui as entidades Health Gap, Fundação para os Direitos da Sida e Rede Tailandesa de Pessoas Vivendo com HIV/Sida pediu formalmente a Anand Grover, relator especial da ONU para o direito à saúde, que analise a questão.

O relator especial pode pedir ao governo envolvido que esclareça suas políticas e as medidas corretivas que eventualmente estejam sendo tomadas.

As ONGs devem realizar uma entrevista coletiva na terça-feira durante a Conferência Internacional da Sida, em Viena. A ira das entidades está dirigida contra um relatório anual do escritório de Representação Comercial dos EUA, que lista os países responsáveis pelas piores violações à propriedade intelectual dos EUA - o que pode abranger de CDs a remédios.

Os ativistas acusam os EUA de terem usado o relatório, chamado "Special 301", para pressionar outros países a abrirem mão de certos direitos à saúde garantidos por um acordo da Organização Mundial do Comércio relativo à propriedade intelectual, conhecido como Trips.

"Até e incluindo o relatório Special 301 de 2009, Brasil, Índia, Tailândia e outros países foram ameaçados com sanções (...) por tirarem partido das flexibilidades do Trips, inclusive utilizando períodos de transição e emitindo licenças compulsórias" para permitir que laboratórios locais produzam versões mais baratas de drogas patenteadas por empresas dos EUA, dizem os grupos em carta a Grover.

Neste ano, o relatório voltou a incluir a Tailândia na "lista de prioridade de observação", a etapa imediatamente anterior à categoria mais grave. O país tem enfrentado os laboratórios farmacêuticos dos EUA para defender a sua agressiva campanha de combate à Sida.

Apesar das ameaças, o relatório dos EUA reconhece o direito dos países usarem as exceções do Trips relativas a crises de saúde pública. Sean Flynn, diretor-associado do Programa sobre Justiça da Informação e Propriedade Intelectual, da Universidade Americana, acusou o presidente Barack Obama de não cumprir sua promessa eleitoral de apoiar o acesso a medicamentos genéricos de baixo custo.

A plataforma de Obama previa "romper a fortaleza que algumas poucas grandes companhias farmacêuticas e de seguros têm em relação a essas drogas que salvam vidas", disse Flynn, envolvido na petição ao relator especial da ONU.

fonte: terra

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian
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