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quarta-feira, 23 de março de 2011

José Sócrates pediu a demissão: "Agora e sempre confio nos portugueses"



"Apresentei agora mesmo a demissão do cargo de primeiro-ministro. Tenho consciência da seriedade desta decisão", começou José Sócrates. Antes disso, a presidência da República emitiu um comunicado em que informava que o primeiro-ministro pedira a demissão.

As declarações de José Sócrates:

- "Sempre alertei para as consequências negativas de um programa de ajuda externa. Tem consequências negativas para imagem, prestígio e reputação nacional".

- "Um programa de ajuda externa tem consequências negativas para pessoas e empresas. Basta olhar para países que recorreram a essa ajuda. Foi para isso que até ao último minuto mantive total dospinibilidade para negociar com todos. Ao longo destes dias fiz inúmeros apelos à responsabilidade"

- "Lamento que tenha sido o único a fazer esse apelo e que nenhuma força política tenha respondido a esse apelo".

- "Esta crise política era evitável, desnecessária e inoportuna"

- "O que se passou hoje na AR não tem a ver comigo. Tem a ver com o País e hoje o País perdeu. Esta crise política tem consequências gravíssimas para a confiança que Portugal precisa de ter nos mercados internacionais.

- "Pela minha parte sinto que estou a cumprir o meu dever. Apresentei as medidas necessárias e urgentes e fi-lo com uma única preocupação: poteger o país da necessidade da ajuda externa.

- "Portugal não ficou sem governo: cumprirá o seu dever"

- "A crise política só pode ser resolvida pela decisão soberana dos portugueses. Com a determinação de sempre e a mesma vontade de servir o meu país, irei submeter-me a essa decisão"

- "Agora e sempre confio nos portugueses. Agora e sempre eu confio em Portugal"

Antes de Sócrates falar aos porugueses, a Presidência da República emitiu um comunicado dando conta da demissão, que colocou no seu site oficial - que ficou imediatamente inacessível, presumivelmente dado o número de acessos de utilizadores que teve.

Dia 25, Cavaco Silva vai receber os partidos com representação na Assembleia da República.

O Governo mantém-se em funções até novas eleições.

A reunião do primeiro-ministro com o Presidente da República, no Palácio de Belém, demorou cerca de 20 minutos. Sócrates chegou a Belém pelas 20.20 e saiu às 20.40.

Fonte oficial disse ao DN que José Sócrates previa falar ao País às 20.00h, em São Bento. No entanto, o atraso do encontro com Cavaco obrigou ao mudar de planos. Sócrates falou às 21.00 a partir de São Bento.

No debate na Assembleia da República, a que Sócrates - e grande parte dos ministros do seu Governo - não assistiram, o PEC 4 foi rejeitado por todos os partidos da oposição.

Às 15h37, o primeiro-ministro, depois de ouvir a intervenção inicial do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, abandonou o hemiciclo, dirigindo-se para a sua residência oficial.

fonte: DN

sábado, 12 de março de 2011

Sócrates diz que só fala em desleixo quem nunca governou



O primeiro-ministro reagiu às afirmações de Passos Coelho no final de uma cimeira que durou cerca de seis hora.

"O Governo tem tido uma execução orçamental a toda a prova. Onde é que está a má governação e o desleixo? Fala disso quem nunca governou ou nunca tomou medidas difíceis. Eu não aceito essa crítica", disse José Sócrates, em Bruxelas, num conferência de imprensa ao início da madrugada de hoje.

O primeiro-ministro reagia assim às declarações feitas pelo líder do PSD, Pedro Passos Coelho, no rescaldo das novas medidas de austeridade apresentadas aos portugueses e trazidas pelo líder socialista à cimeira da Zona Euro.

Sócrates sublinhou que as medidas de reforço anunciadas não representam nenhuma política nova e nem foram impostas por ninguém, apenas coordenadas, entre o Governo e a missão do Banco Central Europeu e a Comissão Europeia.

As medidas para este ano são de redução da despesa do Estado e por isso não precisam de ir à aprovação no Parlamento, declarou o chefe do Governo socialista, admitindo que as medidas para 2012 e 2013 deverão ir. "Este trabalho [de redução do défice para 3% em 2012 e para 2% em 2013] era um trabalho que era preciso fazer-se e toda a gente sabia", sublinhou, garantindo que as medidas que trouxe a Bruxelas foram para reforçar a confiança dos mercados no país.

"O líder da oposição sabe que tem um PEC e quais são as medidas e o trabalho a fazer. Falar é fácil. Difícil é fazer. Não é verdade dizer que não são precisas mais medidas para 2012. O PEC para 2012 e 2013 vincula o país, porque Portugal já se comprometeu com estes objectivos em 2010", lembrou, referindo-se às metas de redução do défice.

fonte: DN

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

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