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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Google conseguiu fugir e colocar os seus lucros num paraíso fiscal


A Google conseguiu transferir parte significativa dos seus lucros para o paraíso fiscal das Bermudas

A firma Google pagou, nos últimos três anos, apenas 2,4 por cento de taxa fiscal efectiva sobre os seus lucros. Tudo porque conseguiu transferir parte significativa dos seus lucros para o paraíso fiscal das ilhas Bermudas, refere a Bloomberg, citado pelo El País.

A Google conseguiu nesse período fazer baixar os seus impostos em 3100 milhões de dólares (cerca de 2200 milhões de euros) usando expedientes fiscais de forma a transferir a maior parte dos seus lucros para fora dos Estados Unidos, através da Irlanda e da Holanda até chegar ao paraíso fiscal das ilhas Bermudas.

No fundo, a Google não fez nada de original. O mesmo já o tinham feito a Microsoft e a Facebook. Não só beneficia do facto de se instalar fiscalmente em território irlandês, como ainda a lei irlandesa permite alojar lucros nas filiais no estrangeiros. O expediente permite escapar inclusivamente a uma taxa de imposto de 12,5 por cento que deveria ser pago na Irlanda porque, no final de tudo, os rendimentos acabam por ser dirigidos para um paraíso fiscal onde nada pagam.

Quando atacada desta prática, a Google respondeu de forma tranquila. “As práticas da Google são muito similares às de muitas das outras empresas globais de vários sectores”, afirmou um porta-voz. E pronto, fica tudo explicado, sem qualquer problema de consciência.

Segundo a Bloomberg, a maior rede social do mundo, a Facebook, está a preparar um esquema semelhante, mas através das ilhas Caimão.

O esquema para desviar lucros, segundo o site do El País, inicia-se quando empresas como a Google vendem para o exterior os seus direitos de propriedade intelectual desenvolvida nos Estados Unidos a filiais colocadas em países de baixa fiscalidade. Vendem-se os direitos pelo mais baixo preço por forma a pagar poucos impostos nos Estados Unidos.

Foi assim que a firma licencicou os seus motores de busca e publicidade e ainda outros activos para países da Europa, Médio Oriente e mesmo África, a uma sociedade denominada Google Ireland Limited, com sede em Dublin que emprega duas mil pessoas e que, em 2009, concentrou 88 por cento dos proveitos da Goolge fora dos Estados Unidos.

Mas os lucros não ficam na Irlanda. Tudo porque a Google sediada na Irlanda pagou 5400 milhões de dólares, primeiro, a uma firma holandesa de modo a aproveitar-se das isenções fiscais. E depois transfere-os para Google Ireland Holdings - dona da Google Ireland Limited - que, essa sim- e apesar do nome - tem sede nas Bermudas.

fonte: Público

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Gestores com menos prémios, mas com aumentos nos salários


A central sindical quer acabar com os paraísos fiscais

A maioria das instituições financeiras diminuiu o peso do prémio anual em dinheiro nos planos de compensação e 70 por cento aumentou o valor do salário base, segundo o estudo da consultora Mercer, hoje divulgado.

De acordo com o "Executive Incentive Plan Snapshot Survey", quase todos os 39 organismos inquiridos pela Mercer mudaram o peso dos elementos do pacote remuneratório oferecido aos gestores de topo.

O estudo indica que a maioria alterou a composição das suas comissões de remuneração (66 por cento), o valor do salário base (70 por cento) e reforçou o peso dos incentivos a longo prazo (56 por cento) para desencorajar a tomada de riscos excessivos que motivou a crise financeira atual.

Demonstra igualmente que o prémio anual em dinheiro e o peso dos incentivos a longo prazo aumentou em 56 por cento.

Apesar de 65 por cento das empresas terem programas obrigatórios de prémios diferidos, apenas 40 por cento introduziram normas que permitem recuperar parte do prémio diferido, caso o desempenho não seja o desejado. Este tipo de norma é sobretudo utilizado pelas empresas europeias e pode estar ligado ao desempenho global da organização.

Não obstante as mudanças implementadas voluntariamente no setor de serviços financeiros, o estudo alerta para a nova legislação que será lançada pela União Europeia no início de 2011 e que será “ainda mais severa”.

“Esta legislação deverá limitar o prémio em dinheiro aos trabalhadores do setor a um máximo de 30 por cento, devendo o bónus remanescente ser entregue em pagamentos diferidos e ligado a fatores de desempenho a longo termo, com 50 por cento pago em ações”, lê-se no estudo.

Alinhada com a tendência europeia, a Reserva Federal norte-americana (FED) lançou recentemente uma regulamentação específica para os incentivos no setor bancário, que acarretam maior vigilância às práticas remuneratórias de risco das instituições, desencorajando a exposição ao risco excessivo.

O estudo “Executive Incentive Plan Snapshot Survey” analisou dados de 39 organizações de serviços financeiros: 66 por cento dos inquiridos são bancos, 26 por cento companhias seguradoras e os restantes oito por cento pertencem a outros sectores.

Dois terços das empresas inquiridas estão sedeadas na Europa e as restantes nos Estados Unidos.

Este estudo pretende analisar a alteração das organizações do setor financeiro em relação à remuneração de executivos e planos de incentivos, à luz das regras emanadas pelo Financial Stability Board, o novo organismo regulador criado pelo G20 para identificar problemas no sistema financeiro a nível global.

fonte: Jornal i

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

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