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domingo, 3 de abril de 2011

Eurodeputados: dinheiro acima da honestidade?



“News of the World” é o nome do jornal britânico que levou a cabo a reportagem sobre a presença, de forma honesta ou não, de vários eurodeputados, de diversos países, nas instituições europeias. Pois, a controvérsia à volta dos salários “chorudos” e falta de profissionalismo destes tem chamado a atenção e despertado a indignação de muitos organismos e pessoas ao longo dos anos.

A equipa do jornal britânico teve a ajuda, para esta investigação, de uma eurodeputada britânica, Nikki Sinclaire. Visto que esta, há já muito tempo, assistia à falta de honestidade no meio parlamentar europeu, testemunhando os abusos de deputados que apesar de ganharem 80 mil libras por ano, mais ganhos adicionais, não cumpriam o seu dever dentro da instituição. Durante a investigação foram registadas as horas a que os eurodeputados entravam e saíam, em Bruxelas ou em Estrasburgo, com as malas prontas para voltarem para o seu país de origem. E num universo de 160 eurodeputados, mais de 50 trabalha nestas condições e sempre a correr. Chegam ao Parlamento Europeu, em Estrasburgo, ou à Comissão Europeia, em Bruxelas, na maioria das vezes, em cima da hora dos compromissos e permanecem apenas o tempo estritamente necessário, muitos deles só para “assinarem o ponto”.

A sexta-feira no Parlamento é o dia das correrias, segundo o jornal britânico, pois, é neste dia que mais deputados entram e saem, às vezes, ficando apenas três a quatro horas. E porquê? A resposta é simples, a atividade parlamentar oficial divide-se em 134 dias, os quais não incluem sextas-feiras, ou seja, trabalhar nesse dia implica receber um pagamento extra. Ilda Figueiredo, eurodeputada portuguesa foi “apanhada” numa situação igual, exatamente numa sexta-feira. No entanto, em sua defesa, a mesma alegou que cabe apenas ao Parlamento determinar aquilo a que ela tem direito ou não e que esta foi uma situação excecional.

Contudo, os deputados portugueses, em 2009, foram considerados dos mais assíduos da Europa, ocupando o 9º lugar entre 24 eurodeputados. O ranking foi organizado pela VoteWatch.eu, site lançado pela Universidade Livre de Bruxelas e pela London School of Economics.

Quanto ganham

O salário base atual de um deputado europeu corresponde a 7.956 euros brutos mensais, mais 300 euros de cada vez que se deslocam a Bruxelas ou a Estrasburgo. À parte, ainda recebem cerca de 20 mil euros por mês, para despesas de gabinete e de staff, tendo esse sido, recentemente, aumentado com mais 1.500 euros mensais. Esta é a média europeia, no entanto, os valores podem variar em cada país, como por exemplo: um eurodeputado do Sul da Europa ganha, em média, 8 mil euros por mês; na Alemanha, cerca de 6 mil; no Reino Unido, 5.500 euros; e um deputado português ganha, em média, 3.400 euros.


sábado, 2 de abril de 2011

Parlamento Europeu discute segurança das centrais nucleares



O Parlamento Europeu vai discutir na próxima semana em Estrasburgo, com a Comissão Europeia e o Conselho, os ensinamentos a retirar do acidente nuclear no Japão, designadamente a necessidade de rever a segurança dos reactores nucleares na Europa.

A sessão plenária da próxima semana da assembleia europeia, a decorrer entre segunda e quinta-feira, irá ainda discutir e votar uma 'mão cheia' de relatórios elaborados por eurodeputados portugueses: nada menos que cinco, em domínios tão diferentes como as pescas (dois), orçamento, mercado interno e relações externas.

Um dos principais pontos da agenda da sessão de Abril será no entanto a questão da segurança do nuclear, estando agendado, para quarta-feira, um debate alargado sobre «os ensinamentos a retirar» do acidente nuclear no Japão, que será seguido da votação de uma resolução no dia seguinte, e ainda um período de perguntas e respostas, na terça-feira, com o presidente da Comissão, Durão Barroso, sobre a tragédia no Japão.

O debate sobre a segurança nuclear ocorre depois de os 27 terem acordado, no Conselho Europeu realizado a 24 e 25 de Março em Bruxelas, que a segurança de todas as centrais nucleares da UE deve ser reapreciada, com base numa avaliação exaustiva e transparente dos riscos e da segurança

A Comissão Europeia deverá definir o mais rapidamente possível o alcance e as modalidades dos testes de resistência (ou testes de stress) aos reactores nucleares da UE, de acordo com as conclusões do Conselho.

Esta sessão será ainda marcada pela votação de um número invulgarmente elevado de relatórios portugueses, elaborados nomeadamente por José Manuel Fernandes, do PSD (sobre orçamento do PE para 2012), Luís Capoulas Santos, do PS (acordo de pescas com Ilhas Comores), João Ferreira, do PCP (medidas financeiras no domínio das pescas), António Correria de Campos, do PS (consecução do mercado interno) e Mário David, do PSD (dimensão meridional da política de vizinhança).

fonte: Sol

segunda-feira, 21 de março de 2011

Guantánamo: Amado admitiu "necessidade logística do uso da base das Lajes"


Portugal só exigiu garantias sobre voos da CIA em 2009. E só para detidos que vieram para Portugal.

Era suposto o assunto não constar da agenda, mas um pequeno incidente tornou-o obrigatório. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, estava de viagem marcada daí a 15 dias para a primeira reunião com Hillary Clinton, a nova secretária de Estado da recém-eleita Administração Obama, e o encontro com o embaixador Thomas Stephenson em Lisboa servia de preparação para a ida à Casa Branca.

O incidente ocupa poucas linhas no telegrama confidencial que Stephenson escreveu a 21 de maio de 2009, no dia a seguir a ter estado com Amado. A 14 de maio, uma semana antes, o Ministério dos Negócios Estrangeiros tinha negado autorização para um avião da força aérea americana aterrar na base militar das Lajes, onde os Estados Unidos operam desde a II Guerra Mundial.


Cara a cara com o embaixador americano, o ministro explicou-se: a recusa de aterragem do avião, "depois de ter entregue um detido argelino (de Guantánamo) a França, foi recomendada pelo diretor-geral de política externa, Nuno Brito, que, segundo Amado, estava preocupado com as consequências políticas da escala. Amado disse que assinou por baixo a recomendação de Brito, mas que entendia perfeitamente a necessidade logística de usar a base aérea das Lajes para fechar o centro de detenção de Guantánamo e prometeu total cooperação em voos futuros". No final do telegrama, o embaixador comentava: "Amado tem sido extraordinariamente prestável para com o Governo dos Estados Unidos durante todo o seu mandato, o que faz com que a recusa de 'clearance' da semana passada seja ainda mais surpreendente".

O argelino que ia a bordo, Lakhdar Boumediene, era o segundo suspeito de terrorismo detido na prisão americana em Cuba a ser repatriado na Europa já com Obama como presidente. Era uma "boa transferência", diferente de muitas outras que tinham acontecido antes, para Guantánamo e de Guantánamo.

A conversa entre o ministro e o diplomata americano levanta, no entanto, uma questão: se a "necessidade logística do uso da base das Lajes" existe para as "boas transferências", não existe também para as "más", as que dizem respeito ao rapto de cidadãos em países europeus e noutros lados do mundo depois do 11 de setembro de 2001? E se houve um processo individual de autorização diplomática para aquele voo, porque não houve para os outros anteriores?

A dúvida persiste, à porta fechada, nas conversas entre os diplomatas portugueses e americanos, em detalhes que vão saltando da correspondência enviada para Washington.

A 22 de fevereiro de 2008 (telegrama de 11 de março), um alto elemento do Departamento de Estado americano, Kurt Volker, informou o então diretor de política externa do MNE que o Governo de Londres ia anunciar nesse próprio dia que a Casa Branca admitia o trânsito de dois detidos por território britânico, contrariando desmentidos anteriores. "Os aliados dão informação quando a têm. Não questionamos os vossos pedidos", replicou o diplomata português.

Garantias colaterais

Em nenhum dos 722 telegramas da embaixada - que vão de 2006 a 2010 - há qualquer menção a pedidos de esclarecimento por parte do Governo português sobre a passagem dos voos da CIA pelo nosso território, apesar de a correspondência diplomática abranger o período em que havia uma intensa investigação a correr pelo Parlamento Europeu (entre 2006 e 2007): e apesar de haver relatórios sobre tudo e mais alguma coisa.

Apenas mais para o fim, num telegrama de 11 de janeiro de 2009, já com Obama no poder e com Portugal a discutir as condições para o repatriamento de detidos de Guantánamo, é que surge um pedido de garantias. Muito circunscrito. "Não aceitamos nenhum detido que 'tenha estado em Portugal'", diz à embaixada o diretor-adjunto da política externa do MNE. "Rui Macieira explicou que isso significava que o Governo português ia procurar garantias de que o detido não transitou por Portugal a caminho de Guantánamo".

E aqui outra questão se coloca: a Casa Branca já não tinha dado garantias a Portugal que não tinham passados presos por cá? Amado não tinha discutido isso com Condoleezza Rice, a secretária de Estado de Bush? Uma fonte não oficial do Palácio das Necessidades justifica: "As garantias nunca são demasiadas".

Por meias palavras, o tom dos telegramas sugere onde pode estar a verdade. "A não ser que a informação partilhada (por Ana Gomes e o jornalista Rui Costa Pinto) em privado com os procuradores seja significativamente mais substancial do que os acusadores têm dito publicamente, é difícil acreditar que esta fase preliminar levará a uma acusação", escrevia o embaixador Hoffman a 7 de fevereiro de 2007.

De acordo com uma lista detalhada que a NAV chegou a entregar à comissão do Parlamento Europeu que investigou os voos da CIA, num total de 94 voos civis e militares de e para Guantánamo ocorridos entre janeiro de 2002 e junho de 2006 com passagem pelo espaço aéreo dos Açores, houve 11 que envolveram escalas na base aérea das Lajes. Desses 11, cinco tinham como destino o centro de detenção em Cuba (enquanto os outros seis faziam o caminho inverso, com origem em Guantánamo).

Um desses voos, realizado a 20 de setembro de 2004 num avião militar C17, é apontado pela organização não-governamental Reprieve como tendo transportado 10 detidos para aquela prisão de alta segurança, incluindo o etíope Mohammed Binyam, que teria parado também no Porto em 2002, numa escala entre Rabat e Cabul.

Binyam, através da Reprieve, escreveu a José Sócrates em 2008 a pedir ajuda para o seu caso. O primeiro-ministro respondeu-lhe e remeteu o assunto para a Procuradoria-Geral da República (que chegou a enviar documentação para a defesa do detido). O etíope seria, depois disso, o primeiro repatriado da era Obama, antes do argelino que deu azo ao incidente com Amado. E seria um de 11 ex-presos a ser indemnizado pelo Reino Unido, para onde foi viver (e onde vivia antes), em quase um milhão de euros, para não levarem o caso a tribunal (os repatriados alegavam que os serviços secretos britânicos teriam participado na operação).

Confrontado pelo Expresso, o gabinete de Luís Amado não quis comentar os telegramas. "O ministro já disse tudo o que havia a dizer sobre o assunto", justificou uma fonte oficial do MNE. Para a eurodeputada socialista Ana Gomes, no entanto, devia ser exatamente ao contrário. "A Procuradoria-Geral da República devia ir agora consultar os arquivos do MNE e procurar as autorizações dadas aos voos para Guantánamo, o que não foi feito no processo-crime que foi arquivado". Para o rosto mais conhecido da investigação do Parlamento Europeu aos voos da CIA, está ainda tudo por dizer.

fonte: Expresso

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Clonagem animal para alimentação preocupa


Eurodeputado do Partido Socialista quer mais debate sobre a clonagem de animais para utilização na alimentação humana.

O eurodeputado socialista Capoulas Santos alertou para as "incertezas" da clonagem de animais para alimentação humana durante um debate realizado no Parlamento Europeu, reunido em sessão plenária em Estrasburgo.

O ex-ministro da Agricultura referiu as "incertezas" da avaliação científica, remetendo para os relatórios da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos, que mencionam limitações decorrentes do número reduzido de dados disponíveis. "É por estas incertezas que é preciso promover este debate, de forma cientificamente fundada, para darmos resposta às exigências dos cidadãos sem vetar irresponsavelmente as possibilidades da ciência", afirmou quarta- -feira o deputado na presença do comissário europeu da Saúde e Protecção dos Consumidores.

No Verão deste ano, um descendente de animal clonado entrou no circuito alimentar no Reino Unido, o que deu origem a um debate esta semana no Parlamento Europeu sobre o tema da clonagem animal para alimentação humana. A questão está abrangida pela regulamentação europeia sobre os novos alimentos, que se encontra em revisão, condenadas "a uma falta de entendimento entre a Comissão Europeia, o Conselho de Ministros e o Parlamento Europeu", diz a nota de imprensa.

No cerne da discórdia está "a abordagem aos produtos alimentares provenientes da descendência de clones", embora exista base científica para estimar que o leite e a carne da progenitura bovina e porcina de clones podem ser considerados alimentos que não representam qualquer risco para a saúde humana, segundo a avaliação da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos.

A Comissão Europeia apresenta em Novembro um relatório com uma abordagem do ponto de vista da regulamentação necessária para abranger todos os aspectos da clonagem animal.

fonte: DN

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Resolução exige que França suspenda as expulsões de ciganos


O Parlamento Europeu aprovou uma resolução exigindo às autoridades francesas que "suspendam imediatamente todas as expulsões de ciganos".

No texto – proposto pelas bancadas de esquerda e aprovado por 337 votos – os eurodeputados declaram a sua “viva apreensão” com o comportamento de Paris e “de outros países” em relação aos ciganos e lamentam a “reacção tardia e limitada” da Comissão às expulsões. Sublinham ainda que “a retórica inflamada” que tem sido usada “confere credibilidade às declarações racistas e acções da extrema-direita”. A imprensa classificou a iniciativa do Parlamento Europeu um puxar de orelhas “seco” e “muito pouco habitual” a um dos países fundadores da União Europeia.

Desde Janeiro, França repatriou 8300 ciganos romenos e búlgaros, mais de mil só nos “voos especiais” das últimas semanas. Paris alega que o grosso dos repatriamentos são voluntários e conformes à lei comunitária. O ministro francês da Imigração, Eric Besson, viajou para a Roménia, a fim de exigir ao país que adopte um “plano nacional de emergência” para integrar os ciganos.

fonte: Público

sábado, 17 de julho de 2010

Transgénicos: Petição europeia insiste na informação em rotulagem


A petição lançada no âmbito do projeto eMPOWER para tornar obrigatória a informação nos rótulos de produtos de origem animal, se foram alimentados com rações transgénicas, vai continuar apesar de o Parlamento Europeu ter rejeitado a medida.

A petição, lançada em junho, recolheu 263 assinaturas em Portugal, Itália e Grécia, existindo muitos outros movimentos europeus com iniciativas sobre a questão dos Organismos Geneticamente Modificados (OGM).

A Liga para a Protecção da Natureza (LPN), parceira deste projeto, vai assim continuar a defender o direito dos consumidores à informação quando vão comprar um produto de origem animal - como carne, leite ou ovos - para que saibam se os animais foram alimentados com rações de origem transgénica, “havendo indícios de que no presente será a maioria”, sublinha.

A matéria foi a votos no dia 07 no Parlamento Europeu, que não aprovou a emenda proposta, mas segundo Margarida Silva, coordenadora da plataforma, “foi por poucos votos (18)”.

“Era preciso maioria absoluta e teve maioria simples. Ninguém esperava que tantos deputados votassem a favor desta iniciativa”, disse à Lusa a especialista.

Zélia Vitorino, da LPN, explicou, por seu lado, que a petição vai continuar porque o Tratado de Lisboa abriu uma nova possibilidade aos cidadãos de sugerirem alterações à legislação, desde que recolham um mínimo de milhão de assinaturas, número difícil de conseguir e que apenas assegura a discussão na Comissão Europeia, segundo Margarida Silva.

O objetivo passa também por “conseguir legitimidade política para confrontar os eurodeputados portugueses que votaram contra e que estão a lesar as expetativas dos cidadãos”, acrescentou.

A batalha não acabou. “Há muitas outras coisas que podem fazer-se. Estamos em várias frentes. Esta semana, o ministro da Agricultura, depois de reunir connosco, anunciou que ia votar contra o arroz transgénico”, referiu.

Os eurodeputados, frisou, “têm de sentir que são responsáveis perante o público e não apenas perante o partido”, desafiou Margarida Silva, reconhecendo que o caminho não é fácil porque “a indústria não está a favor” da medida. “Sabem que acabaria o mercado dos transgénicos se os consumidores tivessem a informação”.

Esta plataforma nasceu com o objetivo de aproximar os cidadãos do processo político europeu, tornando-os mais influentes nas decisões e na elaboração de legislação para o Ambiente, juntando gregos, portugueses e italianos num projeto para lançamento de petições on-line.

Trata-se de uma plataforma na Internet com as parcerias das agências de notícias nacionais de Portugal, Itália e Grécia e de organizações não governamentais do ambiente.

fonte: Jornal i

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian
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