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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Juiz que capturou o 'Chacal' elogia SIS e Judiciária


Dois dos maiores especialistas em terrorismo islâmico garantiram ao DN que  polícias portuguesas são eficientes na prevenção e no combate a este tipo de organização

O desempenho dos serviços de informações portugueses e da Polícia Judiciária (PJ) foi elogiado por dois dos maiores peritos do mundo em contraterrorismo. Em declarações exclusivas ao DN, à margem da Conferência Mundial de Contraterrorismo, em Israel, Jean-Louis Bruguière, o homem que prendeu o famoso terrorista Carlos, "o Chacal" reconheceu a importância da colaboração destas entidades no combate contra o terrorismo, principalmente o de raiz radical islâmica.

"Desde o tempo da Guerra Fria, das investigações sobre os grupos terroristas palestinianos, do caso Abu Nidal, que conheço bem o trabalho dos serviços de informação e da Polícia Judiciária portugueses. Continuo a trabalhar e não temos problemas. Corre bem. Há uma cooperação muito forte entre a inteligência europeia, e a troca de informações entre as forças policiais especializadas é essencial também. Todos os países sabem que têm de ser eficientes", destacou Bruguière.

Outra "estrela" da conferência, Magnus Ranstorp, autor de vários livros sobre os processos de radicalização islâmica na Europa, director do centro de estudos da Academia de Defesa Sueca, também não hesitou em aplaudir o trabalho das nossas "secretas" na prevenção e antecipação de uma potencial radicalização e recrutamento na comunidade muçulmana em Portugal.

"Só tenho bem a dizer. Estive em Lisboa, em encontros no SIS [Serviço de Informações e Segurança], e o trabalho que têm estado a fazer de acompanhamento destes grupos tem sido muito bom. A situação está controlada, há articulação com os líderes e o conhecimento da situação é válido. É o que eu chamo uma portuguese way de lidar com a situação. Sem mão pesada, suave e eficazmente", sublinha. Para Ranstorp, Portugal chega a ser uma "anomalia" na Europa. "Praticamente todos os países têm problemas sérios de radicalismos, de recrutamento de terroristas, mas Portugal é incrivelmente calmo", sustenta. No entanto, adverte, "não quer dizer que as autoridades não estejam atentas aos exemplos dos outros países. E, pelo que sabemos, estão, incluindo às redes transnacionais de crime organizado, como o tráfico de droga ou o tráfico de seres humanos, também usados para o financiamento do terrorismo".

Magnus Ranstorp lembra que a "cooperação entre a inteligência e a troca de informações é muito intensa. E sei que a comunidade das informações portuguesa está muito envolvida". Sem entrar em detalhes, este perito sueco admite que "houve já casos em que o papel de Portugal foi essencial para o sucesso de operações contraterroristas".

Portugal não tem nenhum representante nesta conferência e, na verdade, não está na agenda nem é matéria de preocupação para os quase 1200 participantes de todo o mundo. Todos os especialistas que o DN confrontou tinham resposta idêntica sobre a realidade portuguesa. Encolhiam os ombros e, como o director do Centro Internacional para o Estudo da Radicalização e da Violência Política do Kings College de Londres, John Bew, respondiam: "Não há informação sobre problemas em Portugal. A situação está controlada." Bew acrescenta: "Deve ser do magnífico sol e da excelente comida..."

fonte: DN

domingo, 5 de setembro de 2010

Divulgar desaparecidos na Net só com aval da PJ

Mesmo em situações de desespero, é preciso avaliar o desaparecimento. Difundir na Internet ou na comunicação social pode fazer a diferença entre a vida e a morte, alerta a PJ.


A divulgação do desaparecimento de uma pessoa na Internet ou nos meios de comunicação social só deve ser feita com o consentimento da Polícia Judiciária (PJ), que analisa se a integridade física da vítima poderá ser posta em causa.

"Não se deve partir para a divulgação rápida de um desaparecimento, quando não se sabe se estamos perante um desaparecimento voluntário, um rapto ou um sequestro", disse à agência Lusa o diretor da Unidade de Informação de Investigação Criminal, da qual faz parte a Brigada de Investigação e Averiguação de Desaparecidos da PJ de Lisboa.

Ramos Caniço adiantou que o primeiro passo consiste em fazer uma análise sobre se a divulgação vai "ajudar ou prejudicar a investigação".

Voluntário ou sequestro?

"Mesmo em situações de desespero, sem se fazer primeiro uma avaliação do desaparecimento, não se deve fazer a divulgação", sustentou.

Isto porque, segundo o responsável, não se sabe se o desaparecimento é voluntário ou se o desaparecido foi vítima de um crime de rapto ou sequestro.

Se a pessoa desaparece "de modo próprio", os familiares devem utilizar todas as ferramentas que estão ao alcance para chamar a atenção para o desaparecimento.

Comunicar de imediato à Polícia

Mas, caso contrário, se há suspeitas de que o desaparecido foi vítima de um crime de rapto ou sequestro, tal não deve ser conhecido, pois pode colocar em risco a sua integridade física, explicou.

"Em última análise, uma divulgação pode ser a diferença entre a vida e a morte do desaparecido", sublinhou.

O investigador sugere que os familiares comuniquem imediatamente à polícia o desaparecimento, que atua logo após o alerta.

"Uma pessoa está desaparecida quando deixou de efetuar a sua rotina normal por um período de quatro horas", explicou.

Falsas notícias via email

Ramos Caniço chamou ainda a atenção para as notícias falsas de desaparecimentos que circulam pelo correio eletrónico, lamentando que se "esteja a queimar um meio de transmissão vital e rápido como a Internet".

"Quando houver um caso verdadeiro e se fizer a divulgação pelo e-mail ninguém vai acreditar que aquela pessoa está desaparecida", disse.

Em média, uma pessoa é encontrada entre três a quatro dias após ter desaparecido. Se a polícia demorar mais tempo, já será muito complicado, rematou.

fonte: Expresso

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

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