O jornal The Guardian criou uma música dedicada aos países mais afectados pela crise da dívida, os PIGS (Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha).
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sexta-feira, 22 de julho de 2011
The Guardian cria música para os PIGS
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sábado, 16 de julho de 2011
Funcionários do Estado ganham mais 500 euros que a média nacional
Na administração directa do Estado, o vencimento médio de um funcionário público é de 1386 euros
O Estado gasta 2,75 mil milhões com 101 426 funcionários por ano
Ter mais ou menos 500 euros todos os meses na conta bancária faz toda a diferença para a maioria das famílias. E 502 euros é a distância entre o ordenado médio de um português no sector privado (884 euros) e na administração pública (1386 euros). Por ano, o Estado paga 1,97 mil milhões de euros com os vencimentos-base de mais de 100 mil funcionários. O valor é o equivalente, por exemplo, àquele que os turistas deixaram em Portugal nos primeiros quatro meses deste ano.
Os encargos anuais com os recursos humanos, contudo, ultrapassam os 2,75 mil milhões de euros. É essa a despesa anual do Estado com salários, subsídios, prémios, abonos ou suplementos - e que equivale, por exemplo, aos lucros que a cadeia IKEA obteve o ano passado com as vendas em todo o mundo ou aos prejuízos que a aviação mundial estima vir a ter este ano com a subida do preço do petróleo.
Estes valores contudo representam apenas metade dos serviços centrais e regionais tutelados pelos 16 ministérios (48%), segundo a orgânica do anterior governo (a do actual só estará pronta daqui a três ou quatro meses). Ao todo, o i cruzou os dados de relatórios de actividades, balanços sociais ou relatórios e contas de 119 entidades. De fora ficaram 129 institutos ou serviços porque essa informação não consta nos seus documentos de gestão ou não foram disponibilizados nos respectivos sites.
Foi portanto com estes dados que o i concluiu que nos organismos que dependem do Ministério da Economia estão os funcionários públicos com mais hipóteses de ganhar melhor. A média salarial dos 2711 trabalhadores ultrapassa os 2300 euros, quase o dobro do vencimento médio dos 24 mil funcionários a trabalhar na dependência da Defesa, onde esse valor é mais o baixo (1103 euros). O Trabalho - com uma média salarial de 2201 euros - e a Educação (2145 euros) estão igualmente no top das médias salariais mais altas.
TOP MAIS. Estes valores até podem ser considerados modestos quando se comparam as médias de ordenados por serviço ou entidade. A ganhar mais estão os 119 funcionários do Instituto do Fundo Social Europeu do Ministério do Trabalho, com uma média salarial de 5638 euros; no outro extremo estão os 1898 trabalhadores do Instituto Nacional de Emergência Médica (Ministério da Saúde), com vencimentos médios ligeiramente superiores ao salário mínimo (479 euros).
BEM PAGO. Os 75 funcionários da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos do Ministério da Economia estão igualmente entre os mais bem pagos, com médias salariais a atingir os 4800 euros. O Instituto Camões (Ministério dos Negócios Estrangeiros), com 665 trabalhadores e ordenados médios de 3652 euros, e ainda a AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, tutelado pela Economia (571 funcionários e salário médio de 2934 euros) encontram-se igualmente nos primeiros lugares deste ranking.
Além do Instituto Nacional de Emergência Médica, os últimos lugares foram ocupados pelo Gabinete de Planeamento Estratégico e Relações Internacionais, sob a alçada das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (48 funcionários e média salarial de 519 euros) e ainda a Direcção-Geral de Pessoal e Recrutamento Militar, tutela da Defesa, onde a média salarial dos 47 trabalhadores atinge os 569 euros.
ALTO E BAIXO. O ordenado mais cobiçado, contudo, está na Entidade Reguladora dos Serviços das Águas e dos Resíduos do Ministério do Ambiente - 6993 euros é o vencimento-base mais elevado entre as 119 entidades analisadas. Está 14 vezes acima do salário mínimo nacional, o valor mais baixo encontrado em 27 serviços da administração directa do Estado.
Resta ainda perceber quais são os ministérios que mais despesas têm com os seus recursos humanos. No topo está a Defesa, que por ano gasta 807 milhões em encargos com o pessoal, seguido dos ministérios da Saúde (646 milhões), do Trabalho (367 milhões) e da Justiça (195 milhões). Entre os mais económicos surgem a Cultura (14 milhões) ou os Negócios Estrangeiros, com despesas anuais de 34 milhões de euros. Em média, um funcionário custa por mês ao Estado 2218 euros em encargos sociais, um valor que sobe para 31 mil euros ao final do ano.
fonte: Jornal i
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Benfiquistas esgotam stock de barras de ouro da Caixa Geral de Depósitos
A venda de barras de ouro aos balcões dos bancos beneficia da valorização do metal precioso.
Actualmente, a Caixa Geral de Depósitos só comercializa libras de ouro, porque os prémios do cartão Benfica, atribuídos em barras de ouro, esgotaram as reservas do banco público. BCP, BES e BPI são as outras instituições que também comercializam o metal.
Os portugueses estão cada vez mais adeptos do investimento em barras de ouro. A tendência de valorização e os sucessivos recordes do metal precioso, bem como a actual conjuntura de crise, estão a aumentar a corrida aos balcões dos bancos que comercializam ouro. O BCP revela que contabilizou mais de 3500 pedidos de barras de ouro, o equivalente a um volume superior 244 quilogramas até Junho deste ano. A compra de barras até 250 gramas aumentou, enquanto a procura por barras de maior dimensão recuou.
A procura pelo ouro, metais preciosos, numismática e medalhística nos balcões das instituições justifica-se com a actual turbulência nos mercados. As crises do subprime, financeira e das dívidas soberanas obrigaram os investidores e aforradores a procurar activos de refúgio e a evitar investimentos de maior risco. Ontem o preço da onça em Nova Iorque superou os 1588 dólares.
Em declarações ao i, fonte oficial da Caixa revela que o banco não vende barras de ouro aos balcões desde que as reservas esgotaram, com a elevada adesão ao cartão do Benfica, lançado em 2008. O cartão promoveu já três edições do concurso "lugar de ouro" e só durante a época desportiva de 2010/20111 foram distribuídos 150 mil euros em barras de ouro. Nesta iniciativa eram sorteada barras de ouro a um lugar aleatório do Estádio da Luz.
Em relação às libras, a mesma fonte diz que o banco "não sentiu aumento de venda este ano comparado com período homólogo do ano passado". O banco estatal vende também rupias, moedas provenientes da Índia, com um peso aproximado de 12 gramas e sujeitas a demora na entrega.
Fonte oficial do BCP adianta que são sobretudo "os clientes tradicionais que ainda procuram a libra em ouro". A actual conjuntura está a penalizar a procura por barras de 500 gramas e 1000 gramas. Até ao dia 21 de Junho, o BCP registava 97 pedidos de barras de um quilograma, o que representa uma quebra de 66% face às 287 encomendas registadas no mesmo período do ano passado. A escolha dos portugueses está a recair nas barras de menor dimensão, com preços mais acessíveis. Por exemplo, as encomendas de 10 gramas mais que duplicaram, de 793 em 2010 para 1643 este ano. "Os produtos são indexados ao valor do ouro nos mercados internacionais e a entrega, salvo raras excepções, é imediata ou até dois dias úteis", diz o BCP.
O ouro tornou-se um investimento, mas também uma oportunidade de negócio para as redes de franchising de compra e venda de ouro. As agências multiplicam-se pelo país.
fonte: Jornal i
Famosos vítimas de negociatas
Dono do stand que emprestou BMW a Angélico usava o cantor para vender carros ‘ilegais’ a famosos. Vera, do Perdidos na Tribo, foi uma delas. Abel Xavier também comprou um Nissan ao empresário.
Angélico não foi o único a receber um presente envenenado de Augusto, o dono do stand que lhe passou para as mãos um BMW que o conduziu à morte.
Enquanto o carro que encomendara não chegava, Augusto emprestava-lhe carros topo de gama para atrair clientela. Vera Ferreira, entre outros, apresentada ao empresário pelo cantor, também esteve para fechar negócio mas apercebeu-se a tempo de que ia comprar ‘gato por lebre’.
Amiga de Angélico e uma das participantes no programa Perdidos na Tribo, Vera foi mandada parar pelas autoridades e descobriu que o Mini Cooper que conduzia – e que lhe fora entregue por Augusto – estava ilegal e que as modificações que lhe foram feitas poderiam ter causado um acidente fatal.
O carro da rapariga, que se tornou figura pública no Secret Story, era uma falsificação completa. Desde o chassi adulterado à matrícula, passando pelas jantes, os vidros fumados e a cor – nada parecia corresponder ao original.
Vera foi apresentada por Angélico a Augusto no início de Janeiro. Desde logo, amigos próximos a avisaram: «Olha que esse homem é perigoso, muito perigoso!» Mas nem ela nem Angélico acreditaram. O dono do stand foi ganhando a amizade da jovem e um dia propôs-se oferecer-lhe carro. Para a homenagear, numa cena à Hollywood, pintou o Mini Cooper de rosa, e nos bancos, forrados a pele branca para o propósito, gravou o nome da nova proprietária.
Mas sem mais nem menos, o empresário mudou de ideias e o presente vira negócio. Pede-lhe pelo carro (com quase dez anos) 11 mil euros. «E eu, que já tinha uma grande estima pelo carro, aceitei comprá-lo», conta Vera. Só que o Mini, que o dono do stand dissera à rapariga ser de 2008, tratava-se afinal de carro já estafado: um Mini R50 lançado em Abril de 2002 que mantinha ainda a velha grelha e os faróis laterais. No fundo, a mesma carroçaria.
Talvez por isso, sempre que Vera ultrapassava os 100 km/hora, perdesse a direcção assistida, ou como a própria conta: «Cada vez que fazia marcha-atrás, ouvia um barulho, como se fosse uma corrente a arrastar».
fonte: Sol
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Obama diz que EUA não são nem a Grécia nem Portugal
O Presidente dos Estados Unidos advertiu esta sexta-feira que o «tempo urge» para aumentar o limite da dívida e evitar o «fim do mundo» do incumprimento, mas ressalvou que os Estados Unidos «não estão nem na situação da Grécia nem de Portugal».
Barack Obama disse estar receptivo a uma proposta «séria» dos seus adversários políticos do partido republicano e recordou que na quinta-feira forneceu um prazo entre 24 horas e 36 horas à Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso dos EUA, com maioria republicana) para chegarem a um acordo, enquanto aumentam os receios sobre um incumprimentos dos seus compromissos financeiros a partir de Agosto.
O Presidente norte-americano adoptou, no entanto, um tom optimista, ao afirmar que os Estados Unidos «não estão nem na situação da Grécia, nem na situação de Portugal», sem adiantar mais pormenores.
«Tenho sempre esperança. Não se recordam da minha campanha?», referiu, numa alusão ao slogan «esperança» que dominou a campanha democrata para as presidenciais de 2008.
«Se não apresentarem um plano sério (numa referência à Câmara dos Representantes) estou preparado para actuar», assegurou. As reuniões organizadas diariamente esta semana na Casa Branca com os republicanos revelaram-se até ao momento inconclusivas.
Em simultâneo, Obama considerou «pouco sério» o plano republicano de garantir um compromisso sem aumentar os impostos e repetiu a sua preferência por um ambicioso plano de redução do défice de quatro biliões de dólares (2,8 biliões de euros) em dez anos.
Na ausência de acordo, Obama também deu a entender que poderia apoiar um complexo programa alternativo sugerido pelo chefe da minoria do Senado, Mitch McConnell.
«Será construtivo dizer que se Washington funcionar como é habitual e seja impossível um acordo, tentemos pelo menos evitar o fim do mundo», disse, ao utilizar o termo bíblico «Armagedão».
Uma nova proposta republicana, que foi hoje divulgada, propõe a redução das despesas federais em 2,5 biliões de dólares e a limitação das despesas da administração para uma percentagem ainda em discussão. Em troca do aumento do limite da dívida pública, também é sugerida uma alteração constitucional para impor um orçamento equilibrado.
Os republicanos pretendem que a votação desta proposta ocorra na próxima semana.
Obama manifestou inicialmente a intenção em reduzir a dívida norte-americana em quatro biliões de dólares nos próximos dez anos. A dívida atinge actualmente os 14,29 biliões de dólares, e continua a aumentar ao ritmo do défice orçamental, que este ano deverá atingir 1,6 biliões de dólares.
Os adversários republicanos de Obama recusam terminar com as isenções de impostos que favorecem as classes média e alta, aprovadas no consulado do Presidente George W. Bush, e consideram que o défice ser apenas reduzido através do corte nas despesas.
fonte: Sol
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quarta-feira, 22 de junho de 2011
Finlandeses lançam jogo a gozar com Portugal
A "guerra" continua. Depois da troca de vídeos, os finlandeses lançaram agora um jogo na Internet a gozar com Portugal. Chama-se "King of Portugal" e é uma paródia ao nosso país.
Portugal aparece como um país liderado por um rei que, apesar de não ter dinheiro, gosta de carros de alta cilindrada. "O Rei de Portugal adora os carros velozes. Voam alto e estampam-se tão bem. Mas agora ele não tem dinheiro, só dívida. Não te preocupes, rei. Os outros países europeus vão financiar o teu passatempo! Diverte-te e aproveita o sol", lê-se na entrada do jogo.
No jogo, criado pela empresa finlandesa TTUrsas e que é gratuíto, basta carregar num botão "para obter muito dinheiro de resgate de outros países europeus".
Há uns meses, Portugal e Finlândia travaram uma "guerra de vídeos". Portugal abriu as hostilidades com o célebre "Tudo o que os finlandeses precisam de saber sobre Portugal" e os nórdicos responderam com um outro intitulado "We Love Portugal". Agora chegou a vez dos jogos. Para quando a vingança portuguesa?
Recorde aqui o vídeo português
Recorde aqui o vídeo finlandês
domingo, 19 de junho de 2011
Conheça o novo Governo
São 11 os ministros de Pedro Passos Coelho. Vítor Gaspar sucede a Teixeira dos Santos nas Finanças e Álvaro Santos Pereira vai para a Economia. Paula Teixeira da Cruz, primeira vice-presidente do PSD e ex-presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, assume a pasta da Justiça no novo Governo. Miguel Macedo, antigo líder parlamentar social-democrata, é surpresa na Administração Interna e Paulo Macedo (ex-director-geral das Finanças) na Saúde.
Passos Coelho terá como ministros de Estado Vítor Gaspar e Paulo Portas.
Eis a composição completa do novo Executivo:
Pedro Passos Coelho (primeiro ministro)
Paulo Portas (Estado e Negócios Estrangeiros)
Vítor Gaspar (Estado e Finanças)
Álvaro Santos Pereira (Economia)
José Pedro Aguiar-Branco (Defesa)
Paula Teixeira da Cruz (Justiça)
Miguel Relvas (Assuntos Parlamentares, Autarquias e Desporto)
Miguel Macedo (Administração Interna)
Paulo Macedo (Saúde)
Nuno Crato (Educação e Ensino Superior)
Pedro Mota Soares (Segurança Social)
Assunção Cristas (Agricultura, Ambiente e Território)
Marques Guedes é secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Carlos Moedas secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro e Francisco José Viegas secretário de Estado da Cultura.
(Clique nos nomes para conhecer os perfis dos novos ministros)
fonte: Sol
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sábado, 18 de junho de 2011
Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero vai discutir direito à parentalidade
A Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero (ILGA) Portugal vai realizar em Outubro a primeira conferência internacional dedicada à parentalidade das pessoas LGBT, onde os direitos destas famílias e das suas crianças vão estar no centro do debate.
Em declarações à Agência Lusa, o presidente da ILGA Portugal explicou que as famílias LGBT "são já hoje uma realidade" e apontou que as crianças que nascem e crescem no seio dessas famílias "exigem a mesma proteção que é conferida às demais".
"A parentalidade (da perfilhação à adopção, passando pela procriação medicamente assistida) será uma prioridade para a ILGA Portugal e para que a discussão desta questão seja feita com seriedade e cientificidade, traremos os argumentos para o espaço público e político num evento único", divulga a ILGA em comunicado.
Na opinião de Paulo Côrte-Real, há ainda uma ignorância generalizada no que diz respeito à parentalidade das famílias LGBT.
"Hoje, em Portugal, há já várias crianças criadas por pessoas do mesmo sexo. Há várias crianças que só têm uma dessas pessoas legalmente reconhecidas enquanto mãe ou enquanto pai e isso gera, naturalmente, uma desproteção destas crianças", adiantou o presidente da ILGA.
Côrte-Real defendeu que as dúvidas ainda existentes sobre estas famílias desapareceriam assim que fossem conhecidas na realidade, assegurando conhecer muitas destas crianças que têm "uma integração social perfeitamente adequada e cuja capacidade social ou cognitiva não tem qualquer tipo de alteração".
Segundo a informação disponível no comunicado, a conferência decorre no dia 7 de Outubro e é organizada em conjunto com o Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA) do Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE).
"Famílias no plural: alargar o conceito, largar o preconceito" é o título da conferência que conta com a participação de vários especialistas internacionais e tem o apoio do Instituto da Segurança Social.
fonte: JN
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quinta-feira, 16 de junho de 2011
A ascensão e queda de Sócrates em 2 minutos
Veja o resumo da carrreira do "animal feroz" em seis anos de governo. As polémicas, as glórias, o "bad english" e o último grande sonho de José Sócrates.
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quarta-feira, 15 de junho de 2011
Futuros magistrados apanhados a copiar tiveram todos dez
O Centro de Estudos Judiciários forma magistrados
Indícios de que 137 auditores que estão no Centro de Estudos Judiciários (CEJ) a formarem-se para serem magistrados copiaram num teste levou à anulação do exame. Face à impossibilidade de encontrar uma data para repetir o teste a direcção da instituição decidiu atribuir nota dez a todos os futuros magistrados.
Luís Eloy, director-adjunto do CEJ, salienta que esta foi uma situação pontual. “Este é apenas um teste entre muitos e o único feito no modelo americano (de cruzes), o que nos levará provavelmente a não repetir este tipo de exame”, afirma Eloy. Professor na instituição entre 1999 e 2005 e director-adjunto desde Fevereiro, Eloy diz desconhecer uma situação semelhante. O responsável adianta que os 137 auditores estavam em várias salas, vigiadas por funcionários e docentes.
Num despacho de 1 de Junho assinado pela directora do CEJ, a desembargadora Ana Luísa Geraldes, a que a agência Lusa teve acesso, é referido que na correcção do teste de Investigação Criminal e Gestão do Inquérito (ICGI) “verificou-se a existência de respostas coincidentes em vários grupos” de alunos da mesma sala.
O documento indica que, em alguns grupos, “a esmagadora maioria dos testes” tinha “muitas respostas parecidas ou mesmo iguais”, constatando-se que todos os alunos erraram em certas questões.
No despacho é dito que as perguntas erradas nem eram as mais difíceis do teste, tendo-se verificado também o inverso: numa das questões mais difíceis ninguém falhou.
Realça ainda que há pessoas sentadas umas ao lado das outras que têm “testes exactamente iguais, repetindo entre elas os erros que fizeram”.
Perante isto, a direcção do CEJ decidiu, por unanimidade, “anular o teste em causa, atribuindo a todos os auditores de Justiça a classificação final de dez valores” em Investigação Criminal e Gestão do Inquérito. Luís Eloy considera que esta foi a solução mais equilibrada, já que estamos no fim do ano lectivo e já havia outros exames marcados, o que impedia a repetição deste teste. A nota dez, diz, constituiu uma “sanção” para os futuros magistrados, que costumam sair do CEJ com uma média entre os 13 e 14 valores. “Num universo de 137 auditores, houve um conjunto que não copiou, seria, por isso, injusto dar zero a todos”, sustenta o director-adjunto.
A principal missão do CEJ é a formação de magistrados, competindo-lhe assegurar a formação inicial e contínua de magistrados judiciais e do Ministério Público.
fonte: Público
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sábado, 11 de junho de 2011
Sónia Brazão deixou mensagem misteriosa no Facebook
A PJ admite que a explosão ocorrida há uma semana no apartamento de Sónia Brazão foi causada pela própria actriz, que terá tentado suicidar-se. Ao que o SOL apurou, esta não é, de resto, a primeira vez que a actriz tentou pôr fim à vida.
Os amigos de Sónia Brazão recusam, porém, essa possibilidade: «Isso está fora de questão. Ela estava feliz, gostava muito de viver e tinha expectativas de trabalho para o Verão» – disse ao SOL Ricardo Azedo, seu assessor e amigo. «Só no dia em que ela estiver melhor é que vai poder esclarecer-nos sobre o que aconteceu», acrescentou.
A verdade é que, no dia 29 de Março deste ano, naquela que terá sido das últimas mensagens escritas na sua página de Facebook, Sónia Brazão deixou o seguinte desabafo: «Amigos, já não estou! um beijo grande a todos... Adeus!»
Pouco depois, há duas semanas, numa aparição durante a noite dos ‘Globos de Ouro’, emitidos na SIC, a actriz declarou à comunicação social: «Vou deixar a televisão. Estou farta de tudo o que envolve esta área. Estou cansada de estar em casa à espera que me chamem. Foram 15 anos deitados ao lixo».
Quatro bicos do fogão ligados
As peritagens realizadas até agora mostram que os quatro bicos do fogão estavam abertos, um cenário que os investigadores admitem ter sido fruto de um gesto intencional, com a actriz – a única pessoa que se encontrava no apartamento – a tentar, dessa forma, morrer intoxicada.
Durante cerca de três horas, o gás (de botija) acumulou-se no interior da casa até que a máquina de lavar foi ligada. E este foi o factor de ignição da violenta explosão que deixou a actriz, de 35 anos, em perigo de vida, com queimaduras de segundo e terceiro graus em 90% do corpo.
Resta apurar se a actriz, depois de se ter levantado e dirigido à cozinha, activou a máquina de lavar de forma voluntária ou se se tratou de um gesto acidental, que acabou por conduzir à explosão.
Se sobreviver, Sónia corre o risco de vir a ser acusada de um crime de explosão (previsto e punido com uma pena de prisão de três a dez anos) por ter posto em perigo a vida e bens patrimoniais de terceiros.
Naquela tarde, uma vizinha que se encontrava no 1.º andar do edifício também ficou ferida. Vários carros que se encontravam nas imediações ficaram destruídos, à semelhança de lojas e edifícios fronteiriços.
O Ministério Público já abriu um inquérito e os inspectores da PJ vão continuar a fazer as perícias no apartamento, no 4.º andar do n.º 73 da avenida da República, em Algés. A actriz continua internada no Hospital de São José, com «prognóstico muito reservado».
fonte: Sol
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quinta-feira, 9 de junho de 2011
Dilma oferece emprego a Sócrates
Antigo primeiro-ministro foi convidado para representante das empresas brasileiras de topo em Portugal e na Europa
José Sócrates poderá assumir, em breve, a função de representante de várias empresas brasileiras de topo para Portugal e toda a União Europeia – apurou o SOL junto de fontes próximas do Governo brasileiro.
A proposta e o convite foram intermediados pelo ex-Presidente Lula e pela actual Presidente Dilma Rousseff, ambos com estreitas ligações pessoais e políticas a Sócrates. E, na sua visita a Lisboa no final de Março, por ocasião do doutoramento honoris causa de Lula da Silva pela Universidade de Coimbra, Dilma terá reafirmado a Sócrates – já então primeiro-ministro demissionário – o seu empenho para que aceitasse o cargo.
Entre o grupo de empresas de primeiro plano que endereçaram a José Sócrates o convite para ser o seu representante de negócios na UE contam-se a gigante petrolífera Petrobrás e a cimenteira Camargo Correia. O estreito conhecimento que Sócrates adquiriu, nos últimos seis anos e meio, junto de chefes de Governo e de Estado dos outros 26 países da União Europeia, e o seu bom relacionamento com o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, e as instâncias comunitárias em Bruxelas terão sido os principais argumentos para o convite dirigido por este grupo de empresários ao ex-primeiro-ministro português.
fonte: Sol
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terça-feira, 7 de junho de 2011
YES, WE CAN
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terça-feira, 31 de maio de 2011
Barrigas de aluguer estão a aumentar com a crise
Há mulheres que são 'barrigas de aluguer' em Portugal, apesar de ser um crime que dá prisão. Cobram até 100 mil euros para conseguir uma casa ou apenas para tirar 'o pé da lama'. E tentam não pensar na criança.
O aluguer do útero é desde 2006 “punido com pena de prisão até dois anos ou pena de multa até 240 dias”, segundo a lei da Procriação Medicamente Assistida.
A proibição não impede que mulheres em Portugal aluguem o útero por montantes que vão até aos 100 mil euros, segundo testemunharam à agência Lusa “barrigas de aluguer”.
Amélia (nome fictício) tem 24 anos e foi a “situação financeira” que a levou a fazê-lo. O emprego “mal dava para pagar as contas” e perseguia o sonho de ter casa própria.
Viu no aluguer do útero uma “forma rápida de ganhar um bom dinheiro” e vai no segundo contrato que em breve deverá resultar em mais uma gravidez.
Quem a procura, nomeadamente pela internet, são “casais impossibilitados de ter filhos, mulheres com medo de modificar o corpo, casais homossexuais, homens que não querem responsabilidades com a mãe dos filhos ou pessoas sozinhas que precisam de companhia”.
Era português o casal a quem entregou a primeira criança. Sem especificar quanto recebeu, diz que normalmente os preços vão de 30 a 100 mil euros, “para casais com uma vida financeira resolvida”.
O resto pouco interessa. “Não me interessa saber quem é, até porque não os vou ver mais na vida. Desde que respeitem as cláusulas do contrato e não maltratem a criança, não queremos saber nada da sua vida. Quanto mais soubermos, pior”.
A inseminação que conduziu à gravidez foi feita numa clínica em Portugal, o que a lei proíbe: “O dinheiro compra essas coisas”, afirma.
O casal acompanhou a gestação. “Sentem-se realizados”, diz Amélia, que reconhece que, para este “trabalho”, é preciso preparação mental. “É normal trabalharmos a nossa cabeça, sempre em negação de ter uma criança”.
Nem todas o conseguem. Alice (nome fictício), 22 anos, decidiu ser “barriga de aluguer” porque, por um problema de saúde, precisou de dinheiro.
Um amigo disse-lhe que um casal homossexual num país europeu procurava uma “barriga de aluguer”. Aceitou “sem pensar” e hoje garante que não foi por ganância, mas por “necessidade”.
Do casal que a procurou sabe pouco. “Não quis saber muito sobre as pessoas, pois quanto menos me envolvesse, melhor”, contou.
A oferta que aceitou foi 30.000 euros, dos quais Alice recebeu 15.000 para iniciar o processo. Mas, à medida que o tempo passava, começou “a pensar que estava a fazer um negócio, a tratar um ser humano como um objecto de troca”.
Mesmo assim, avançou. Fez os procedimentos de preparação para uma inseminação artificial “sem tocar num cêntimo”.
A técnica foi feita numa clínica em Lisboa, na qual Alice nem precisou de falar, pois era um estabelecimento “de confiança da pessoa que queria a criança”.
Na hora de fazer a inseminação, desistiu. “Por muitas que fossem as necessidades, o meu coração de mãe falou mais alto. Devolvi o dinheiro e o assunto ficou por aí”, disse.
“Conheço pessoas que foram até ao fim e arrependeram-se. Por mais que finjam que está tudo bem, e tenham tentado não se apegar à criança, chega a hora em que aparece o sentimento de culpa de ter dado um filho por dinheiro”, assegura.
Segundo Alice, “a crise já duplicou a disposição de mulheres para este negócio e, quem o procura, aproveita pois sai mais barato e escusam de ir à Índia, onde é legal”.
Alice ainda hoje recebe propostas. De casais desesperados por um filho que oferecem o que têm e não têm. Alguns não conseguem chegar ao valor pedido e oferecem carros.
São propostas como estas que Joana (nome fictício), 26 anos, está a analisar há três meses.
Espera apenas acabar os estudos antes de a barriga começar a ver-se e está a tentar organizar-se para não precisar de estar contactável após o parto e não ter de dar satisfações sobre o destino da criança. Para isso, conta passar algum tempo noutro país, se o casal concordar.
Joana já recebeu várias propostas. Não equaciona fazê-lo por menos de 40 mil euros e até recebeu ofertas superiores, mas só avança quando se sentir segura: “É um grande passo, mas tento pensar que estou a ajudar um casal, que a criança vai ficar bem e ser muito amada e que eu vou finalmente poder tirar 'o pé da lama'”.
fonte: Sol
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sexta-feira, 22 de abril de 2011
Crise não trava mini-férias da Páscoa
Hotéis de quatro e cinco estrelas no Algarve, Lisboa e Madeira quase cheios e cruzeiros e viagens para Cabo Verde, Brasil e Caraíbas esgotadas. É o cenário para estas mini-férias da Páscoa, em que, segundo um inquérito da Associação da Hotelaria de Portugal, as taxas de ocupação e as receitas da hotelaria devem subir, em média, 3%, a nível nacional, face a igual período de 2010.
«Temos os hotéis todos em Portugal a 100% nos dias 22, 23 e 24. Os portugueses representam 50% e dos estrangeiros o destaque vai para os espanhóis com 15%», detalha ao SOL o director de Marketing do Vila Galé, Gonçalo Rebelo de Almeida. Em 2010, a ocupação média nas unidades do grupo rondou os 85%. Também nos Tivoli, as taxas de ocupação «estão ligeiramente acima do ano passado», diz o CEO, Alexandre Solleiro, que espera «esgotar algumas unidades em Lisboa e no Algarve».
Já os grupos Porto Bay e Pestana destacam as subidas na Madeira. «A Páscoa já se apresenta com 96% de ocupação em todo o grupo», detalha António Trindade, CEO da Porto Bay. Com cinco unidades na Madeira, em Abril a ocupação subirá dos 72% de 2010, para os 88%, e na unidade algarvia cresce de 55% para 79%, recebendo sobretudo estrangeiros, uma vez que a Porto Bay trabalha com os principais operadores europeus.
«As regiões da Madeira, do Algarve e do Porto são as que apresentam performances mais positivas. Para os quatro dias da Páscoa já estamos com ocupações muito altas, perto dos 100%, em todos os nossos hotéis do Algarve», confirma fonte do grupo Pestana, aferindo uma «ligeira recuperação nas reservas» face a 2010.
O bom tempo, a retoma dos principais países emissores de turistas, a queda da procura pela Tunísia e Egipto e o fim-de-semana prolongado explicam os aumentos, segundo os hoteleiros ouvidos pelo SOL, que garantem não ter baixado preços nesta Páscoa.
Uma «procura ligeiramente acima da de 2010» é também registada nas agências de viagens da Top Atlântico, que ressalva, ainda assim, ter reduzido a oferta de pacotes turísticos para esta época. Já na Abreu, que admite estar a praticar preços «ligeiramente mais baixos», a procura está «praticamente em linha com o período homólogo».
fonte: Sol
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sexta-feira, 15 de abril de 2011
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segunda-feira, 11 de abril de 2011
Fortuna de Tio Patinhas "ameaça" Bill Gates
O Tio Patinhas lidera a lista de personagens fictícios mais ricos do mundo. Segundo a revista "Forbes", o pato das histórias aos quadradinhos tem uma fortuna estimada em 44,1 mil milhões de dólares, 30,5 mil milhões de euros, a 8,2 mil milhões de euros de "apanhar" Bill Gates.
Famoso por nadar numa piscina de ouro com os seus sobrinhos e guardar a sua fortuna numa caixa-forte, o Tio Patinhas ocupa a primeira posição da lista divulgada pela revista norte-americana "Forbes", graças aos títulos de investimento do tesouro.
Longe de superar o mexicano Carlos Slim, o mais rico do Mundo, com uma fortuna avaliada em 51 mil milhões de euros, o tio de Huguinho, Zézinho e Luizinho encurtou para 8,2 mil milhões de euros a distância para Bill Gates, o segundo mais rico do planeta, e para 4,1 mil milhões em relação ao investidor norte-americano Warren Buffett, o terceiro da lista.
O fundador da empresa "Microsoft" tem fortuna estimada em 38,75 mil milhões de euros, 4,1 mil milhões de euros a mais do que Warren Buffet.
O português mais rico, segundo a "Forbes", é Américo Amorim. Conhecido como o "rei da cortiça", tem uma fortuna avaliada em 3,7 mil milhões de euros, pouco mais de 10% da riqueza do pato.
Na lista das 15 personagens fictícias mais ricas, o vampiro Carslile Cullen, dos filmes "Crepúsculo" e "Lua Nova" aparece em segundo lugar, com uma fortuna avaliada em 25 mil milhões de euros.
Dois jovens magnatas aparecem no terceiro e quarto lugar. Artemis Fowl II, da série de livros que leva o seu nome, escrita por Eoin Colfer, completa o pódio com 9,35 mil milhões de euros, enquanto a personagem "Riquinho", vivido no grande ecrã por Macaulay Culkin, está em quarto, com 6,72 mil milhões de euros.
Outras personagens famosas como o Sr. Monopólio e Tony Stark, do "Homem de Ferro", figuram na lista dos mais ricos elaborada pela "Forbes", revista que anualmente divulga as listas dos mais ricos do Mundo.
A lista, que existe desde 2005, segue critérios de aferição de acumulação de riqueza rigorosos, apesar de ser considerada uma diversão.
fonte: JN
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Sócrates pergunta ao jornalista se está bonito em Directo
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Portugueses gastam 7 millhões de euros por mês em antibióticos
Os portugueses gastam uma média de sete milhões de euros por mês em antibióticos, sendo Portugal o sexto país da Europa com maior consumo deste tipo de medicamentos, com alguns riscos para a saúde.
Segundo dados da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), nos últimos cinco anos foram gastos, em média, por ano, mais de 100 milhões de euros em antibacterianos.
Os dados mais recentes, relativos a 2009, indicam que foram gastos pelos portugueses 93 milhões de euros em antibióticos, enquanto as comparticipações do Serviço Nacional de Saúde foram superiores a 62 milhões de euros. No total foram compradas mais de sete milhões de embalagens.
Os meses de Junho a Setembro foram os que tiveram gastos mais baixos e de Novembro a Março é quando mais se gasta.
O problema da resistência aos antibióticos foi escolhido pela Organização Mundial de Saúde para assinalar este ano o Dia Mundial da Saúde, que hoje se comemora.
O especialista José Artur Paiva recordou que Portugal é o sexto país europeu com mais elevado consumo de antimicrobianos.
«Estamos entre os países da Europa com uma taxa de consumo elevada. Quanto mais elevada for a utilização dos antibióticos mais as bactérias vão aprender a resistir a eles e mais difícil é tratar as infeções», alertou o médico, responsável pela urgência do Hospital de São João, no Porto.
A Direção-Geral da Saúde criou há alguns anos um Programa Nacional de Prevenção das Resistências aos Antimicrobianos, com o objectivo de sensibilizar médicos e cidadãos para os riscos de uma má utilização destes remédios.
«Pretende-se sensibilizar ainda mais os médicos para uma utilização racional e tentando também reduzir o espectro do antibiótico a usar», referiu Artur Paiva.
É ainda importante diminuir a expectativa dos doentes, indicando que o antibiótico não serve para qualquer infeção e que tem os seus riscos.
«Ao tomar quando não é necessário estamos a selecionar dentro de nós bactérias cada vez mais resistentes e difíceis de tratar e podemos passar essas bactérias até às pessoas que vivem connosco», alertou.
Os especialistas lembram ainda que a maioria das infecções são causadas por vírus, em que os antibióticos não atuam. A única pessoa capaz de fazer a avaliação da necessidade do antibiótico é o médico, daí que a auto-medicação seja totalmente desaconselhada.
Para os pais, é importante lembrar que caso se abuse dos antibióticos nas crianças se corre o risco de criar uma população «portadora de micróbios cada vez mais resistentes».
José Artur Paiva aconselha ainda os portugueses a devolverem na farmácia os antibióticos que sobrem depois da toma prescrita pelo médico: «Quando as sobras ficam em casa, há a tentação de tomar os comprimidos que sobraram quando surge novo episódio de infecção».
fonte: Sol
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domingo, 3 de abril de 2011
Eurodeputados: dinheiro acima da honestidade?
“News of the World” é o nome do jornal britânico que levou a cabo a reportagem sobre a presença, de forma honesta ou não, de vários eurodeputados, de diversos países, nas instituições europeias. Pois, a controvérsia à volta dos salários “chorudos” e falta de profissionalismo destes tem chamado a atenção e despertado a indignação de muitos organismos e pessoas ao longo dos anos.
A equipa do jornal britânico teve a ajuda, para esta investigação, de uma eurodeputada britânica, Nikki Sinclaire. Visto que esta, há já muito tempo, assistia à falta de honestidade no meio parlamentar europeu, testemunhando os abusos de deputados que apesar de ganharem 80 mil libras por ano, mais ganhos adicionais, não cumpriam o seu dever dentro da instituição. Durante a investigação foram registadas as horas a que os eurodeputados entravam e saíam, em Bruxelas ou em Estrasburgo, com as malas prontas para voltarem para o seu país de origem. E num universo de 160 eurodeputados, mais de 50 trabalha nestas condições e sempre a correr. Chegam ao Parlamento Europeu, em Estrasburgo, ou à Comissão Europeia, em Bruxelas, na maioria das vezes, em cima da hora dos compromissos e permanecem apenas o tempo estritamente necessário, muitos deles só para “assinarem o ponto”.
A sexta-feira no Parlamento é o dia das correrias, segundo o jornal britânico, pois, é neste dia que mais deputados entram e saem, às vezes, ficando apenas três a quatro horas. E porquê? A resposta é simples, a atividade parlamentar oficial divide-se em 134 dias, os quais não incluem sextas-feiras, ou seja, trabalhar nesse dia implica receber um pagamento extra. Ilda Figueiredo, eurodeputada portuguesa foi “apanhada” numa situação igual, exatamente numa sexta-feira. No entanto, em sua defesa, a mesma alegou que cabe apenas ao Parlamento determinar aquilo a que ela tem direito ou não e que esta foi uma situação excecional.
Contudo, os deputados portugueses, em 2009, foram considerados dos mais assíduos da Europa, ocupando o 9º lugar entre 24 eurodeputados. O ranking foi organizado pela VoteWatch.eu, site lançado pela Universidade Livre de Bruxelas e pela London School of Economics.
Quanto ganham
O salário base atual de um deputado europeu corresponde a 7.956 euros brutos mensais, mais 300 euros de cada vez que se deslocam a Bruxelas ou a Estrasburgo. À parte, ainda recebem cerca de 20 mil euros por mês, para despesas de gabinete e de staff, tendo esse sido, recentemente, aumentado com mais 1.500 euros mensais. Esta é a média europeia, no entanto, os valores podem variar em cada país, como por exemplo: um eurodeputado do Sul da Europa ganha, em média, 8 mil euros por mês; na Alemanha, cerca de 6 mil; no Reino Unido, 5.500 euros; e um deputado português ganha, em média, 3.400 euros.
fonte: Folha de Portugal
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