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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Autoridades de Pequim isolam mulher do Nobel da Paz


As autoridades chinesas impediram hoje diplomatas europeus de visitarem a mulher do Nobel da Paz, cortaram as suas comunicações telefónicas e cancelaram encontros com responsáveis noruegueses, indicaram diplomatas e jornalistas em Pequim.

O primeiro secretário para os assuntos políticos da União Europeia (UE) na China, Simon Sharpe, referiu que pretendia visitar Liu Xia para lhe entregar uma carta de felicitações em nome de Durão Barroso, o presidente da Comissão Europeia.

Sharpe fez-se acompanhar por diplomatas de dez embaixadas, onde se incluíam representantes da Suíça, Suécia, Polónia, Hungria, República Checa, Bélgica, Itália e Austrália.

Em paralelo, quatro especialistas da ONU exortaram hoje Pequim a libertar "imediatamente" o dissidente chinês Liu Xiaobo, detido pelas suas convicções democráticas e laureado sexta-feira com o Nobel da Paz 2010.

Os signatários do apelo são o relator para a liberdade de opinião e expressão, Franck La Rue, o relator-presidente do grupo de trabalho sobre a detenção arbitrária, El Hadji Malick Sow, a relatora sobre a situação dos defensores dos direitos humanos, Margaret Sekaggya, e a relatora sobre a independência dos juízes e advogados, Gabriela Knaul.

O Nobel da Paz 2010 foi atribuído na sexta-feira a Liu Xiaobo, 54 anos, "pelos esforços prolongados e não violentos em favor dos direitos humanos na China".

O dissidente cumpre uma pena de 11 anos de prisão desde 2008 após ter participado na redacção da "Carta 08", um texto que reivindica uma China democrática.

A nível oficial, a China continua a reagir com firmeza à decisão do comité Nobel, com a imprensa estatal a considerar hoje que o prémio atribuído a Liu pelo organismo norueguês demonstra "um terror extraordinário pelo crescimento da China e do modelo chinês".

Um comentador do popular jornal Global Times sugeriu que caso se cumprissem as petições de Liu sobre uma democracia multipartidária "o destino da China provavelmente não seria melhor que o da antiga União Soviética e da ex-Jugoslávia, e de imediato o próprio país se dissolveria".

O Governo de Pequim decidiu ainda cancelar uma reunião com o ministro norueguês das Pescas, prevista para quarta-feira, enquanto a mulher do premiado, Liu Xia, que o visitou na prisão no domingo, permanece em detenção domiciliária.

fonte: DN

domingo, 10 de outubro de 2010

Mulher do Nobel da Paz está em prisão domiciliária


Liu Xia, a mulher do dissidente chinês laureado com o Nobel da Paz de 2010, está em prisão domiciliária, na sua casa em Pequim, anunciou hoje em comunicado a Organização Não Governamental (ONG) Freedom Now.

Segundo a ONG, Liu Xia não foi informada dos motivos da sua detenção, mas está a ser impedida de sair de casa pelas autoridades chinesas, depois de ter visitado hoje o marido, Liu Xiaobo, na prisão.

O dissidente chinês distinguido com o Nobel da Paz 2010 foi autorizado a receber a visita da mulher e disse-lhe, em lágrimas, que dedica o prémio às vítimas do massacre de Tiananmen, disseram a mulher e um amigo.

Liu Xia, mulher de Liu Xiaobo, escreveu uma mensagem no Twitter, em que diz que o marido soube da atribuição do prémio no sábado por guardas da prisão.

"Irmãos, estou de volta", escreveu Liu Xia, cuja saída da sua casa em Pequim na sexta-feira acompanhada das autoridades suscitou preocupação nos meios dissidentes. "Vi Xiaobo. A prisão deu-lhe a notícia sobre o prémio na noite de dia 09".

A mensagem foi confirmada por um amigo próximo dos dois, o dissidente Wang Jinbo, que escreveu numa outra mensagem que Liu Xia lhe disse não poder encontrar-se com os amigos ou com jornalistas por estar sujeita a rigorosas medidas de segurança. Wang recusou falar à imprensa.

Ao anunciar o prémio, na sexta-feira, o Comité Nobel destacou as mais de duas décadas de luta pacífica de Liu Xiaobo pelos direitos humanos e por mudanças políticas, desde as manifestações pró-democracia de 1989 na praça de Tiananmen a um manifesto por reformas políticas de que foi subscritor em 2008 e que está na origem da pena que cumpre atualmente.

No massacre de Tiananmen, o exército avançou sobre milhares de manifestantes que ocupavam a praça há sete semanas fazendo centenas, possivelmente milhares, de mortos.

Segundo Wang, Liu Xiaobo disse à mulher durante a visita que o prémio "vai em primeiro lugar" para aqueles que morreram a 04 de Junho de 1989 na repressão militar dos protestos em Tiananmen. "Xiaobo estava em lágrimas", escreveu.

Liu Xiaobo, de 54 anos, está a cumprir o segundo de 11 anos de uma pena de prisão e até à confirmação pela mulher havia dúvidas sobre se sabia que tinha sido distinguido com o Nobel da Paz.

O prémio foi silenciado nos 'media' chineses, controlados pelo regime, e os prisioneiros só estão autorizados a receber visitas da família uma vez por mês, sendo que na visita que lhe fez em Setembro, a mulher foi proibida pelas autoridades de lhe falar da nomeação para o Nobel da Paz.

Pouco depois do anúncio do prémio, Liu Xia disse estar a negociar com as autoridades uma visita ao marido para lhe dar a notícia. Nessa noite, membros da família indicaram que a polícia a escoltou até Jinzhou, a cidade a cerca de 500 quilómetros de Pequim onde o marido está detido.

fonte: DN

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

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