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sábado, 13 de agosto de 2011

Reino Unido. 1600 pessoas detidas devido aos distúrbios



Motins em Totenham, Londrese

O número de detidos devido aos distúrbios, que ocorrem desde sábado, em várias cidades do Reino Unido, ascendeu aos 1600, sendo que 796 já foram acusados, segundo os últimos dados do Ministério britânico da Justiça.

Só em Londres, foram detidas, entre sábado e terça-feira, 1103 pessoas por atos violentos, desordens e roubos, das quais 654 foram acusadas, segundo os últimos dados da Scotland Yard, citados pela agência espanhola Efe.

Entretanto, a Polícia Metropolitana de Londres voltou hoje a deter menores, dois adolescentes de 16 e 17 anos, suspeitos de assaltar lojas de luxo no bairro de Chelsea.

Cinco pessoas morreram, até ao momento, devido à onda de violência, a última delas um homem de 68 anos. As autoridades estão a investigar um jovem de 22 anos por este assassinato.

O homem, Richard Mannington Bowes, foi atacado por um grupo de jovens, enquanto tentava apagar um incêndio em Ealing, tendo ficado com graves feridas na cabeça que o deixaram em coma.

As outras vítimas dos distúrbios foram um homem de 26 anos, que morreu dentro de um carro, com feridas de bala, e três muçulmanos atropelados em Birmingham, quando tentavam proteger uma loja.

fonte: Jornal i

domingo, 17 de abril de 2011

Paródia do casamento real faz sucesso no YouTube



A empresa de telefones T-Mobile lançou um anúncio da Internet que mostra uma forma diferente do príncipe William e Kate Middleton entrarem na Igreja, indica o 'El Mundo'.


Nesta versão, a família real britânica desfila ao som de "House of Love". O vídeo foi realizado por Saatchi&Saatchi e filmado na igreja de São Bartolomeu (a mesma do filme "Quatro Casamentos e Um Funeral).

Mais de 130 actores participam no vídeo, sendo que os principais protagonistas são muito parecidos com os verdadeiros membros da família real britânica.

O vídeo termina com a frase "A vida é para partilhar" e já tem mais de 500 mil visualizações no YouTube, não chegando contudo ao número de visualizações do vídeo que o inspirou - o do casal Kevin Hines e Peterson Jill, que superou os 60 milhões de visitas.

fonte: DN

sábado, 23 de outubro de 2010

Vídeo coloca em xeque empresa britânica ligada à morte de angolano

O jornal inglês “The Guardian” divulgou um vídeo em que um indivíduo deportado para África lança gritos lancinantes enquanto é dominado por guardas da empresa G4S, a mesma que na semana passada esteve envolvida na morte em circunstâncias estranhas do angolano Jimmy Mubenga.



Este vídeo, no qual um homem que era deportado para os Camarões, via Quénia, aparece bastante aflito, foi registado no ano passado pelo iPhone de um passageiro de 31 anos que ia no mesmo voo, da Kenya Airways.

A identidade do deportado não é conhecida, ao contrário do que aconteceu com a do angolano e com outro caso entretanto noticiado ontem pelo mesmo jornal, o dos maus tratos infligidos ao colombiano José Gutiérrez, de 37 anos, na noite de 6 deste mês. Mas o vídeo demonstra bem o que passa quando estrangeiros são expulsos à força do Reino Unido, em voos comerciais.

O passageiro que registou a cena explicou ao “Guardian” ter decidido divulgá-la depois de ter sabido que Jimmy Mubenga morrera na sequência da sua deportação, no passado dia 13 de Outubro.

Os detectives que estão a investigar a morte do angolano já começaram a interrogar três guardas da empresa privada G4S, que se apresenta como “o principal grupo internacional com soluções de segurança”, mobilizando 595 mil pessoas.

Eram esses os guardas que escoltavam Mubenga, de 46 anos, num voo da British Airways, depois de rejeitados os seus sucessivos pedidos para continuar a viver no Reino Unido, onde foi condenado a uma pena de prisão por se ter envolvido em desacatos, num bar.

O caso agora documentado em vídeo ocorreu um ano antes, vendo-se nele os guardas a fazerem com que o deportado ficasse quieto no seu lugar; e impondo mesmo um determinante “sente-se!”.

A G4S, que actua em 110 países, explicou ao Ministério do Interior britânico que o homem que deveria ser conduzido aos Camarões se tornara violento e não respeitava as ordens que lhe eram dadas.

O autor da gravação, que pediu para ser identificado apenas como Stephen, contou que os demais passageiros se queixaram da forma como o homem estava a ser tratado, tendo-lhes sido dito que ele se acalmaria mal o aparelho estivesse no ar. Acrescentou que os gritos continuaram durante cerca de 20 minutos, mas que os guardas tentaram impedi-lo de filmar o que se estava a passar.

“Havia sete ou oito tipos na parte de trás do avião, todos de pé em volta das últimas duas filas de lugares. Colocaram-se à minha volta e a situação pareceu-me bastante insólita”, contou a testemunha.

Morte de Mubenga está a ser investigada

Peritos independentes das Nações Unidas em assuntos de direitos humanos manifestaram-se preocupados com a morte do cidadão angolano, que consideram demonstrativa da forma como os emigrantes muitas vezes são tratados em terra alheia.

A secretária de Estado britânica da Segurança, baronesa Neville-Jones, prometeu já na Câmara dos Lordes que as conclusões do inquérito em curso ao caso de Jimmy Mubenga vão ser “levadas muito a sério”, tendo sido esta a primeira vez que se verificou a morte de uma pessoa que estivesse a ser deportada e sob escolta.

Os guardas que acompanhavam o angolano, e que tinham respectivamente 35, 48 e 49 anos, estão a aguardar em liberdade, sob fiança, até Dezembro, o desenrolar do inquérito.

O grupos G4s gere no Reino Unido quatro centros de detenção de imigrantes e quatro cadeias, sendo o principal fornecedor de serviços sempre que se trata de escoltar as pessoas obrigadas a tomar voos de regresso aos respectivos países. A empresa encontra-se em franca expansão, tendo absorvido numerosas concorrentes do sector, tanto na Europa como nos EUA.

fonte: Público

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Foto de documentos confidenciais revela 500 mil funcionários públicos despedidos

Quase meio milhão de funcionários públicos deverão perder o emprego devido ao plano de redução da despesa pública que o governo britânico vai apresentar esta quarta-feira no Parlamento, mas que foi fotografado ontem


O número foi captado na véspera pelas lentes dos fotógrafos nos papéis que o secretário de Estado das Finanças, Danny Alexander, lia dentro do carro. Ampliadas as imagens, o texto diz que o governo admite que a previsão, feita em junho pelo Gabinete de Responsabilidade pelo Orçamento, não deverá ser alterada pelo programa de medidas de austeridade

fonte: Visão

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Reino Unido: Vítima de bullying morre nos braços do pai


Autoridades investigam as circunstâncias da morte da pequena Holly

Uma jovem asmática de 12 anos, Holly Stukey, morreu nos braços do pai após regressar da escola, na cidade de Bridgend, no Reino Unido. A menina, vítima de bulliyng há vários meses, chegou a casa com queixas de dores no peito, tendo falecido de seguida. 

Depois da morte da criança, os pais de Holly encontraram várias cartas escondidas pela própria filha que davam detalhes sobre os meses de sofrimento na escola britânica.

O pai entregou cópias dos documentos à polícia com o nome de 13 alunos que estariam envolvidos nos actos de bulliyng. Contudo, a morte de Holly não está a ser tratada pelas autoridades como um homicídio, apesar de estarem a ser investigada as circunstâncias da sua morte.


domingo, 19 de setembro de 2010

Bento XVI beatificou cardeal britânico John Henry Newman


 Bento XVI beatificou hoje em Birmingham, centro de Inglaterra, o cardeal britânico John Henry Newman (1801-1890), considerado um dos "pais espirituais" do Concilio Vaticano II, um reconhecido intelectual, que influiu na formação do papa Ratzinger.

Esta foi a primeira beatificação dirigida pessoalmente por Bento XVI, que depois de se tornar pontífice retomou a tradição dos papas de não presidir a estas cerimónias, tendo em conta que a beatificação autoriza o culto local, onde nasceu e exerceu o beato, enquanto a canonização permite o culto universal e por isso ser uma prerrogativa do papa.

Bento XVI quis sublinhar ao beatificar Newman a categoria universal do cardeal londrino.

 A cerimónia celebrou-se em Cofton Park, nos arredores de Birmingham, perto da casa de um dos Oratórios de São Felipe Neri em Inglaterra, fundados pelo cardeal, onde se encontram os seus mortais.  

O papa proclamou-o beato na presença de cerca de 70 000 pessoas, vindas de de toda a Grã-Bretanha, numa manhã chuvosa.

Depois de ser proclamado beato foi destapada uma fotografia de tamanho gigante do novo bato colocada no altar maior e foi ouvida música sacra, enquanto milhares de pessoas aplaudiam.

À cerimónia assistiu o juiz e diácono norte-americano Jack Sullivan, de 71 anos, que se curou de forma inexplicável para a ciência de uma doença incurável da espinal medula, depois de rezar a Newman. O Vaticano reconheceu a cura como o milagre que levou o cardeal Newman aos altares e ao culto local.

Bento XVI anunciou que o dia festivo do novo beato será celebrado a 9 de Outubro, data que corresponde ao dia em que entrou para a Igreja Católica depois de se ter convertido do anglicanismo.

A deslocação de quatro dias de Bento XVI, a primeira visita de Estado de um Papa ao Reino Unido, foi em parte consagrada à aproximação das igrejas católica e anglicana, quase cinco séculos depois da rotura perpetrada pelo rei inglês Henrique VIII.

Na sexta feira, Bento XVI tornou-se no primeiro pontífice a entrar na abadia anglicana de Westminster, onde privou com o chefe da Igreja anglicana.

fonte: DN

Bento XVI pediu perdão pelo "crime hediondo" da pedofilia


 Protesto reuniu milhares em Londres. Papa recebeu vítimas de abusos sexuais

Foi com "profunda vergonha" e emoção que Bento XVI pediu perdão a cinco vítimas britânicas de padres pedófilos num encontro privado, realizado ontem na nunciatura apostólica em Londres, no terceiro dia da visita que está a realizar ao Reino Unido.

No encontro que se prolongou por cerca de 40 minutos, Bento XVI terá ficado particularmente perturbado e "emocionado" pelo "sofrimento das vítimas e das suas famílias", lê-se na nota do Vaticano que anunciou o encontro. Das cinco vítimas, cujo sexo não foi revelado, apenas se sabe que três eram provenientes do Norte de Inglaterra, uma de Londres e uma outra da Escócia. Num dos casos, a vítima terá frequentado uma instituição católica na Irlanda.

O Papa assegurou aos seus interlocutores que a Igreja "está a desenvolver uma série de medidas eficazes para proteger os jovens (...) e para levar à justiça os membros do clero e os religiosos acusados por esses crimes terríveis", conclui a nota.
A realização do encontro foi anunciada posteriormente, como sempre sucedeu quando o Papa se encontrou com outras vítimas nas suas deslocações, por exemplo, aos Estados Unidos e Austrália.

Horas antes, numa homilia na catedral católica de Westminster, Bento XVI produzira uma contundente crítica aos autores de abusos sexuais, que classificou como "crime hediondo", e pelos quais pediu perdão às vítimas inocentes.

O Papa foi ainda mais longe, ao reconhecer que a Igreja Católica, como um todo, falhou na forma como lidou inicialmente com estes casos, produzindo uma situação "de humilhação e vergonha" para todos.

Alguns comentadores britânicos referiam que o facto do Papa mencionar o escândalo da pedofilia desde o primeiro dia da sua visita (e de tê-lo feito em termos inequívocos) não será suficiente para muitas dessas vítimas, que criticam o Vaticano "por pedir desculpa, mas não actuar", como dizia à AFP uma americana presente na manifestação de protesto ontem no centro de Londres.

O escândalo da pedofilia envolvendo pessoas e instituições da Igreja Católica persegue Bento XVI desde 2009. Os países onde estes abusos atingiram maior dimensão foram a Irlanda, a Bélgica e a Alemanha. Para os críticos, o Papa permanece reticente em reconhecer a existência de uma estratégia de ocultação sistemática desses abusos ao longo dos anos.

Esta crítica foi uma das ideias-chave que reuniu alguns milhares de pessoas no desfile entre Hyde Park e a zona de Whitehall, onde se situa a sede do Governo. Os organizadores referiram a presença de dez mil participantes; a polícia admitiu apenas a presença de três mil a quatro mil. A manifestação, que reuniu vítimas de abusos sexuais em instituições católicas, partidários da ordenação de mulheres, defensores da contracepção e activistas gay, foi o acto mais relevante de protesto contra a visita do Papa ao Reino Unido. A visita termina hoje em Birmingham - segunda maior cidade inglesa - com uma missa ao ar livre, durante a qual será beatificado o cardeal Newman. Ao mesmo tempo que os últimos manifestantes deixavam Hyde Park, começavam a chegar os primeiros fiéis para uma vigília de oração, com a presença do Papa, em que participaram mais de 80 mil pessoas.

fonte: DN

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Papa relaciona nazis e ateus


Em visita ao Reino Unido, o Papa Bento XVI associou o ateísmo com os nazis, levantando críticas de organizações humanitárias

A Igreja Católica já veio relativizar a polémica afirmando que o Papa sabia «bastante bem sobre o que versa a ideologia nazi». Os humanistas argumentaram que os comentárias eram «calúnias terríveis» contra não-crentes.

No seu discurso, o Papa falou de «uma tirania nazi que desejava erradicar Deus da sociedade». De seguida, apelou ao Reino Unido para se proteger contra «formas agressivas de secularismo».

As declarações foram feitas durante o discurso inicial da visita do chefe da Igreja católica à Rainha de Inglaterra, em Holyroodhouse, em Edimburgo.

O Para afirmou então: «Durante as nossas vidas podemo-nos lembrar como o Reino Unido e os seus líderes se posicionaram contra uma tirania nazi que desejava erradicar Deus da sociedade e que negou a nossa humanidade comum a muitos, especialmente aos judeus, que se pensava serem inaptos para viver».

«Enquanto reflectimos sobre as lições do ateísmo extremo do século XX, não nos esqueçamos como a exclusão de Deus, da religião e da virtude da vida pública leva a uma visão desvirtuada do homem e da sociedade e por isso, uma visão redutora de uma pessa e do seu destino».

A British Humanist Association veio já qualificar as observações do Papa como «surreais». «A noção de que foi o ateísmo dos nazis que levou ao seu extremismo e ideias odiosas ou que isso, de certa forma, fomentou a intolerância no Reino Unido nos dias de hoje, é uma calúnia terrível contra aqueles que não acreditam em Deus».

fonte: Sol

sábado, 11 de setembro de 2010

A visita de Bento XVI ao reino dos anglicanos

Se a visita de Bento XVI a Portugal se passou com uma tranquilidade notável, dado o contexto do debate sobre o casamento gay, ninguém parece esperar o mesma calma durante a sua visita ao Reino Unido, na semana que vem.

Depois de aterrar em Edimburgo no dia 16, o Papa será recebido pela Rainha Isabel II e outras altas instâncias britânicas. Mas lá fora, no país, o jornal The Scotsman prevê "uma mistura tóxica de hostilidade a apatia". Esta será a primeira visita de estado de um Papa ao Reino Unido, país cuja religião oficial é o anglicanismo, cujo chefe é a própria monarca - a visita do João Paulo II em 1982 foi uma visita pastoral.

Os cinco milhões de católicos britânicos, apesar de serem mais praticantes que os anglicanos, faltam cada vez mais à missa. Não são eles que pagarão os custos da visita, de dezenas de milhões de euros; estes serão suportados, na sua maior parte, pelo Estado. Numa altura de cortes nos serviços públicos, este facto é polémico.

Depois de um dia na Escócia, o Papa vai para Londres. O maior protesto também será na capital: uma marcha no sábado com o lema "O Papa opõe-se à igualdade universal e aos direitos humanos. Não lhe deveria ser estendida a honra e reconhecimento duma visita de Estado ao nosso país."

Alguns militantes detectam sinais de medo da parte da Igreja: esta semana um bispo procurou um encontro com Peter Tatchell, o mais conhecido defensor dos direitos dos homossexuais, e outros activistas, para pedir que tudo se passe "de maneira digna".

A oposição à visita prende-se com a posição do Papa sobre temas como homossexualidade, aborto, uso do preservativo ou ordenação de mulheres. Mas os grupos concordaram em focar-se na resposta da Igreja aos casos de abusos de crianças por padres. Está marcada para a véspera da visita uma conferência de imprensa com vítimas de todo o mundo.

Há até ateístas militantes, como o biólogo Richard Dawkins, que querem ver o Papa detido, por tentar encobrir os abusos. Tudo isso significa, de acordo com o jornal The Scotsman, que a primeira coisa que Bento XVI vai querer fazer quando chegar não será beijar o chão, como fez o seu antecessor, mas pegar numa pá e começar a escavar um túnel de fuga.

fonte: DN

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

1,8 milhões para a segurança do Papa

Bento XVI, líder da igreja católica

A protecção do Papa Bento XVI durante a sua visita de Estado ao Reino Unido, de 16 a 19 de Setembro, custará de 1 a 1,5 milhões de libras (1,2 a 1,8 milhões de euros), indicou ontem o coordenador das operações de segurança. Segundo disse, até hoje, nunca uma visita de Estado tinha implicado tantos lugares e em zonas tão longínquas: "A maioria dos líderes não sai de Londres."

fonte: DN

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Contribuintes britânicos pagam serviços sexuais a deficientes e idosos

Dinheiro das pensões foi usado para pagar prostitutas e viagens exóticas, revela o "Sunday Telegraph"

Uma iniciativa que tinha como objectivo dar mais autonomia a pessoas idosas e deficientes dependentes de pensões está a causar polémica no Reino Unido. Segundo uma investigação do "The Sunday Telegraph", aos mais carenciados era permitido quase tudo com o dinheiro dos contribuintes: férias exóticas, assinaturas de encontros via internet, serviços de prostituição e visitas a clubes de striptease são apenas alguns exemplos. Isto porque as pensões eram geridas pelos indivíduos de forma independente, para escolherem os serviços de que mais precisavam - como assistência ao domicílio ou ajuda de transporte.

Entre os vários exemplos que estão a deixar chocados os contribuintes britânicos, uma autarquia local aprovou um plano social que incluía o pagamento de relações sexuais com uma prostituta em Amesterdão a um jovem de 21 anos com problemas de aprendizagem. Segundo declarações de um assistente social, que não quis ser identificado, "os serviços sociais servem para identificar e responder às necessidades dos utentes. No caso de um jovem zangado e frustrado, isso pode significar pagar a prostitutas".

Matthew Elliot, director executivo da Aliança dos Contribuintes, disse estar "profundamente preocupado com o facto de dinheiros públicos serem gastos com prostitutas e clubes de striptease".

fonte: Jornal i

domingo, 15 de agosto de 2010

Do conto de fadas à falência


Reino Unido A duquesa de York pode tornar-se no primeiro membro da família real a declarar legalmente nos tribunais a sua falência. Segundo um jornal britânico, as dívidas da ex-mulher do príncipe André ascendem a seis milhões de euros. O seu porta-voz afirmou que o número é claramente exagerado.

Já fez mais para trazer vergonha à minha família do que alguma vez poderia imaginar." Há 15 anos, coube à princesa Margarida, irmã da Rainha Isabel II, criticar abertamente o comportamento indiscreto e os gastos descontrolados da duquesa de York. Sarah Ferguson parecia ter aprendido a lição, desenvolvendo uma carreira de sucesso nos EUA e ganhando milhões de dólares. Mas os velhos hábitos são difíceis de deixar para trás. Esta semana, soube-se que a sua única solução pode passar por declarar falência.

De acordo com o Sunday Telegraph, as dívidas da duquesa - ex-mulher do príncipe André - ascendem a cinco milhões de libras (6,1 milhões de euros). A Rainha estará "profundamente preocupada" com a situação, tendo mesmo chegado a discuti-la com o primeiro-ministro David Cameron. Se chegar a declarar falência, Fergie (como também é conhecida) será o primeiro membro da família real britânica a fazê-lo.

"Há uma série de opções em aberto para a duquesa, uma das quais é a falência. Mas seria prematuro dizer que vai entrar em falência, já que a situação está a ser analisada", afirmou o porta-voz aos jornais britânicos, explicando que os números do jornal britânico são "claramente exagerados". Sem adiantar números, este indicou que todas as dívidas pessoas terão sido pagas, restando apenas as dívidas profissionais - grande parte relativas a custos legais nos EUA. Uma fonte disse que o valor da dívida é de dois milhões de libras (2,4 milhões de euros).

O próprio príncipe André, de quem se divorciou em 1996, estará a procurar uma solução para impedir a declaração de falência. Esta iria também embaraçá-lo, já que o seu trabalho é promover os negócios britânicos no estrangeiro, assim como à própria Rainha.

O problema com as finanças da duquesa de 50 anos veio a lume em Maio, quando Fergie foi filmada pelo tablóide News of the World a "vender" o acesso ao seu ex-marido, desconhecendo que o empresário que tinha diante de si era um jornalista. Em troca da oportunidade de conhecer André, a duquesa receberia 500 mil libras (610 mil euros). Sarah deu depois uma entrevista à apresentadora americana Oprah, no qual reconhecia estar cheia de dívidas, não revelando contudo o valor.

Sarah Ferguson, descendente dos Stuart e dos Tudor, casou com André em 1986. O casal teve duas filhas - Beatriz (1988) e Eugénia (1990) - mas depois começaram os problemas. A duquesa era muitas vezes vista com outros homens e o casal separou-se em 1992. O divórcio surgiu passados quatro anos, já depois de Fergie ter aparecido na capa do The Daily Mirror em topless, enquanto um homem lhe beijava os dedos dos pés.

Com o divórcio, Sarah terá recebido da família real cerca de três milhões de libras (3,6 milhões de euros), a grande maioria destinado a um fundo para as filhas. Anualmente recebe 15 mil libras (18 mil euros). Pouco para os seus gastos - diz-se que deve quase 80 mil euros ao seu treinador pessoal.

Nos primeiros anos, Fergie conseguiu pagar as despesas graças aos direitos de autor da sua autobiografia e dos seus livros infantis ou ao contrato milionário (que acabou em 2009) para ser o rosto da WeightWatchers nos EUA. O falhanço da sua companhia Hartmoor, ao final de 18 meses da sua criação, também não ajudou - segundo o Times, a duquesa terá perdido 3,9 milhões de euros.

Agora, com a imagem debilitada, não aparecem novas oportunidades que a façam sair da bancarrota. Se a situação não se inverter, a declaração de falência pode mesmo ser a sua última opção.

fonte: DN

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Papa vai cobrar bilhetes em missas

Bento XVI desloca-se em Setembro ao Reino Unido

A crise chega a todos os sectores da sociedade e nem a Igreja escapa. Os peregrinos que pretendam assistir às missas que o Papa Bento XVI vai celebrar em Setembro, durante a visita ao Reino Unido, têm que pagar bilhete, cujo preço oscilará entre os seis e os 30 euros.

A entrada para a missa a celebrar em Hyde Park, Londres, vai custar a cada fiel seis euros, em Glasgow o preço sobe para 24 euros e em Birmingham, cada peregrino vai pagar 30 euros.

O Vaticano explica que a iniciativa de cobrar entradas deve ser entendida como uma “contribuição” a que se deve chamar “passaporte do peregrino”. Esclarece ainda que estão isentos os fiéis que não tiverem capacidade financeira para dispensar tanto dinheiro. Além de assistir à missa, os peregrinos têm ainda direito a transporte até ao local das celebrações.

Como se trata de uma visita de Estado, o Reino Unido vai assumir a maioria dos custos. Os contribuintes britânicos devem pagar 14,5 milhões de euros para receber Bento XVI, sem contar ainda com os gastos em segurança.

Recorde-se que Bento XVI esteve em Maio deste ano em Portugal, onde celebrou missas em Lisboa, Fátima e Porto. Nenhum dos fiéis teve que pagar qualquer custo para assistir às celebrações presididas pelo Sumo Pontifíce.


sexta-feira, 16 de julho de 2010

Justiça acusa secretas britânicas de pactuarem com torturas da CIA

Londres tentou esconder informações confidenciais. Justiça britânica divulgou-as e indignou os EUA


Apesar dos esforços da diplomacia do Reino Unido para manter confidenciais os documentos dos serviços secretos nacionais (MI5), a verdade foi conhecida pelas mãos da justiça britânica, que acusa Londres de ter pactuado com os actos de tortura do exército norte-americano em interrogatórios a suspeitos de terrorismo.

A reacção da Casa Branca não tardou: "Estamos satisfeitos por as autoridades britânicas terem insistido na necessidade de proteger informações confidenciais de governos estrangeiros, mas ficamos profundamente decepcionados com o julgamento." A troca de informações entre as duas secretas será prejudicada, avisou o porta-voz do presidente Obama.

No meio da polémica está o etíope Binyam Mohamed, detido em 2002 no Paquistão e deportado para a base de Guantánamo em 2004. Há um ano, Mohamed foi o primeiro prisioneiro britânico a ser libertado da base e transferido para Londres, onde está a ser julgado. Contra a vontade do governo, o tribunal de Londres mandou divulgar uma lista cedida pela CIA ao MI5 que enumera as torturas que o exército americano infligiu a Mohamed no Paquistão e em Marrocos, em 2002. Binyam Mohamed terá sido "submetido a privações de sono", ameaçado de "desaparecimento" e algemado nos interrogatórios. Mohamed acusa o MI5 de estar a par de tudo e, no julgamento, os juízes britânicos também referem a cumplicidade do MI5 com a tortura, acusando os serviços de terem mantido uma "cultura de repressão e desprezo pelos direitos humanos", enganando o Parlamento. O advogado do ministro dos Negócios Estrangeiros, David Miliband, pediu que a acusação fosse apagada do despacho através de uma carta enviada aos juízes. O escândalo estalou quando esta carta foi publicada nos media britânicos. Miliband negou uma tentativa de encobrimento, justificando o bloqueio com a "segurança nacional".
 
fonte: Jornal i
 

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian
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