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domingo, 11 de março de 2012

Médicos dizem que Governo anda a matar cidadãos



Lisboa – O presidente da Associação de Médicos de Saúde Pública considera que o impacto de algumas medidas políticas na área da Saúde poderão também ter contribuído para uma taxa de mortalidade acima da média.

Embora admita que a mortalidade nas pessoas idosas aumente nos próximos anos com as alterações demográficas, Mário Jorge Santos diz que poderá haver mais razões para além do frio e da gripe que justifiquem esta alta taxa de mortalidade.

Mário Jorge Santos lembra o «aumento brutal das taxas moderadoras», muito embora «reserve melhor opinião para um estudo mais aprofundado».

Constantino Sakellarides, que integra o Observatório Português de Sistemas de Saúde, diz que a falta de dinheiro também pode ajudar a explicar o actual pico de mortalidade.


domingo, 3 de abril de 2011

A tuberculose continua a atacar



O país registou 2.372 casos novos, ou seja, 22.3 por cada cem mil habitantes, abaixo dos 24,1 de 2009. Existindo seis distritos a registar um aumento de novos casos de tuberculose e notando-se noutros um abrandamento no controlo da doença. As maiores dificuldades económicas e a falta de recursos humanos são as razões para esta tendência, sentida em Évora, Aveiro, Beja e Portalegre, referiu o coordenador do Plano Nacional de Luta contra a Tuberculose, da Direcção-Geral da Saúde. Fonseca Antunes calcula que “estes pressupostos vão ter efeito no controlo da doença”, apesar de se ter registado uma descida global de novos casos de tuberculose em 2010.

O 5º com mais casos

Portugal é o quinto país da União Europeia (UE) com mais casos novos de tuberculose, de acordo com o relatório “Controlo Global da Tuberculose 2010”, da Organização Mundial de Saúde (OMS). Este documento refere que, em 2009, a taxa de incidência por cada cem mil habitantes era de 30 em Portugal, o que significa que apenas a Estónia, a Lituânia, a Letónia e a Bulgária tiveram mais casos desta doença na UE. Já o relatório do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias dava conta de 2.756 casos em Portugal, dos quais 2.565 eram novos. Por isso, o mesmo apontava para uma taxa de incidência de 24,1 casos, muito abaixo da referida pela OMS. Por essa razão, o presidente do Observatório reagiu a esta informação com estranheza: “por vezes, os dados que são enviados ainda não são os mais atualizados”, disse Artur Teles Araújo.

Incidência intermédia

Mesmo com os 24 por cada cem mil, “ainda estamos acima da meta definida pela OMS, que é de 20, o que nos vai tornar um país de baixa incidência”, referiu o presidente do Observatório.

Na região europeia da OMS, Portugal fica em 19º lugar numa lista de 53 países, mais ou menos os mesmos em termos de prevalência desta doença. Teles Araújo mencionou que “Portugal tem vindo a reduzir a sua incidência, mas tudo isso é sempre um processo demorado”. Na opinião do pneumologista, o grande problema de Portugal continua a ser o diagnóstico da doença. “Demoramos seis semanas, em média, até confirmar a doença, porque a análise ainda é demorada. Até lá, a pessoa pode ir contagiando outras”, alertou. “Neste momento, já há uma análise que confirma o diagnóstico em poucos dias. Já a usamos, mas ainda não é suficientemente generalizada”.


Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian
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