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sábado, 31 de julho de 2010

Cresce venda de remédios para o desempenho sexual


Sexólogos dizem que os portugueses, tanto homens como mulheres, estão a dar mais importância à vida sexual. Procura de ajuda nos consultórios cresce no Verão.

O número de medicamentos prescritos para o desempenho sexual masculino tem vindo a aumentar, tendo também subido a procura de ajuda a sexólogos.

Segundo dados fornecidos ao DN pelo IMS Health, em 2010 houve um aumento de 3% na venda de comprimidos para a disfunção eréctil relativamente aos 12 meses anteriores, crescimento que reflecte o aumento de casos diagnosticados, mas também uma maior importância dada pelos portugueses à sua vida sexual.

Aliás, hoje comemora-se o Dia Internacional do Orgasmo e Júlio Machado Vaz aproveita para lembrar que o excesso de "sexo pelo sexo" e de "sexo em termos comerciais" tem afastado as pessoas de cultivarem "o sexo como fonte de prazer e de comunicação". Para o sexólogo, o sexo passou a ser "mecânico e 'hidráulico'".

Já o aumento da venda destes remédios surpreende o sexólogo Santinho Martins, por se estar numa fase de crise económica e o preço deste tipo de medicamentos não estar ao alcance de todos. "Ainda não foi lançado nenhum genérico e o preço é muito limitativo. Cada comprimido, que tem de ser tomado antes da relação sexual, ronda os 7,50 euros, dependendo da dosagem. Mesmo que seja só uma vez por semana, ao fim do mês é um preço muito elevado para muitas pessoas", lembrou.

Segundo os especialistas, há várias razões que podem ter provocado este aumento. "Desde o aparecimento do primeiro comprimido, há 12 anos, que a procura tem vindo a aumentar, o que não significa que haja mais homens com disfunção eréctil, mas sim mais homens que procuram ajuda", explicou ao DN Nuno Pereira, urologista e sexólogo.

Júlio Machado Vaz, psiquiatra e sexólogo, defende que há "um maior número de pessoas diagnosticadas e uma maior abertura da mentalidade", que também podem ser as causas para este aumento.

"Com o aparecimento do comprimido ocorreu uma revolução farmacológica e cultural em Portugal e tornou-se mais fácil falar do assunto. Antes era uma vergonha para o homem. Hoje, procura--se ajuda", disse Nuno Pereira.

Tanto homens como mulheres procuram ajuda para o seu desempenho sexual. Contudo, não existe nenhum medicamento que seja estritamente direccionado para o desejo sexual da mulher, podendo ser prescrita terapêutica hormonal. "Dentro de cerca de dois anos irá aparecer um medicamento para o desejo sexual da mulher", lembra o sexólogo Santinho Martins ao DN.

Já os homens têm à sua disposição vários medicamentos, principalmente direccionados para a disfunção eréctil, tais como: Cialis, Viagra, Levitra, Caverject e Zumba.

Os problemas sexuais masculinos, principalmente a disfunção eréctil, segundo os sexólogos, começam a aparecer com mais frequência a partir dos 50 anos e a faixa etária que mais procura ajuda é a dos 40 aos 60 anos.

Apesar de a consulta médica só ser indicada para quem tem problemas sexuais, há quem procure estes especialistas para "melhorar o seu desempenho". "O Verão costuma ser de grande procura", disse Santinho Martins, referindo-se ao "turismo sexual". "Para melhorar o desempenho não é preciso ir ao médico", constatou. Também Júlio Machado Vaz concorda em o Verão ser um período de grande procura e venda destes medicamentos: "Há uma expectativa maior de actividade sexual e há quem vá de férias para bater recordes."

fonte: DN

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Vírus porcino detectado na vacina Rotarix não representa qualquer risco


A vacina previne gastrenterites causadas por infecções por rotavírus

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) informou hoje que avaliação de segurança da vacina Rotarix foi positiva, pelo que o vírus porcino que foi encontrado neste medicamento “não altera a relação benefício/risco”.

Numa circular informativa publicada no site do Infarmed, o regulador explicou que a avaliação resultou dos estudos solicitados à farmacêutica responsável pelo fabrico do medicamento, a GlaxoSmithKline, e que pretendiam detectar a “principal causa da presença, nesta vacina, de ADN de um vírus não patogénico”.

A Rotarix é uma vacina de administração oral, destinada a crianças a partir das seis semanas, para prevenir gastrenterites (diarreias e vómitos) causadas por infecções por rotavírus. Foi autorizada em Fevereiro de 2006 pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e está disponível em Portugal. As vacinas para as infecções por rotavírus não fazem parte do Plano Nacional de Vacinação nem são comparticipadas, apesar de em quase um terço dos internamentos de crianças com diarreia ter sido detectado este vírus, segundo um estudo da Sociedade de Pediatria.

O Infarmed precisou que o Comité de Medicamentos de Uso Humano da EMA concluiu que “a presença dessa estirpe viral (circovírus porcino tipo 1) não altera a relação benefício/risco deste medicamento, que se mantém positiva” e que “esta vacina continua a ter eficácia na prevenção das gastrenterites causadas por infecções por rotavírus. Não há, por isso, motivos para a restrição do uso desta vacina”. Ainda assim, a Glaxo propôs alterar o processo de fabrico para que no futuro este vírus patogénico deixe de estar presente nas doses.

Em Março deste ano, a autoridade de saúde dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), suspendeu temporariamente a utilização da vacina Rotarix na sequência da detecção do vírus, mas no início deste mês confirmou também a sua segurança. O circovírus porcino tipo 1 pode ser encontrado em certos produtos alimentares como a carne e não está provado que tenha efeitos negativos na saúde. A presença do vírus nesta vacina é, provavelmente, mais antiga mas só foi detectada com o aparecimento de novas tecnologias.

fonte: Público

quinta-feira, 22 de julho de 2010

"A ganância dos laboratórios pode matar"


Activistas dizem que UE aprisiona genéricos anti-sida destinados aos países pobres.

A União Europeia foi ontem acusada de proteger os interesses dos seus laboratórios farmacêuticos, em detrimento da saúde dos doentes que sofrem de VIH/sida nos países em desenvolvimento.

Várias dezenas de manifestantes protestaram contra o facto de stocks de medicamentos genéricos serem travados em vários países europeus nos últimos anos, quando estão em trânsito, devido a problemas de violação das regras de propriedade intelectual.

"A União Europeia aprisiona os nossos medicamentos, e por isso nós aprisionamos a UE", gritaram os manifestantes enquanto aprisionavam de forma simbólica o pavilhão da Comissão Europeia na XVIII Conferência Internacional sobre Sida, em Viena.

"A Comissão Europeia está a prejudicar a vossa saúde", lia-se num cartaz que foi colado sobre bandeiras europeias. "A ganância dos laboratórios pode matar", gritavam os manifestantes, citados pela reportagem da AFP. Alguns pararam no pavilhão alemão para criticar o financiamento de Berlim à luta contra a sida. "África morre, Alemanha faz poupanças".

No mesmo dia, a fundação Unitaid fez saber que em breve vão começar as negociações com os laboratórios farmacêuticos para criar uma comunidade de patentes que permita a comercialização de genéricos nos países mais pobres, contra o pagamento de direitos a esses mesmos laboratórios. A ideia é dar acesso a medicamentos anti-sida a mais pessoas e, ao mesmo tempo, proteger a propriedade intelectual.

Este debate sobre a importância dos genéricos na luta contra o flagelo do VIH/sida aconteceu depois de, na terça-feira à noite, milhares de pessoas terem desfilado pelas ruas da capital austríaca para reclamar o respeito pelos direitos humanos de todos quantos sofrem desta doença. No cortejo participaram figuras como Michel Sidibé, Julio Montaner, Michel Kazatchkine e Henrique Barros, este último coordenador português da luta contra a sida.

fonte: DN

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian
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