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sábado, 3 de dezembro de 2011

WikiLeaks revela “indústria de vigilância” em grande escala























Assange está em Inglaterra, onde luta contra um pedido de extradição para a Suécia

A WikiLeaks publicou nesta quinta-feira 287 documentos que indicam que dezenas de empresas vendem a Governos tecnologia para vigilância de pessoas, naquilo que a organização classifica como uma “indústria de vigilância” em larga escala.

O material publicado, a que a WikiLeaks chamou Spy Files, inclui, entre outros, catálogos e brochuras, apresentações, manuais de utilização, vídeos promocionais e um contrato (entre a Líbia e a empresa francesa Amesys).

“Publicámos 287 ficheiros a documentar a realidade da indústria internacional de vigilância em massa”, declarou aos jornalistas, em Londres, o fundador da WikiLeaks, Julian Assange. Citado pela agência AFP, Assange afirmou que esta indústria “vende equipamentos tanto a ditadores como democracias, para interceptar [as comunicações] de populações inteiras”.

Segundo o site criado pela WikiLeaks para apresentar os documentos, há empresas a vender equipamentos para “registar a localização de todos os telemóveis numa cidade, com uma precisão de 50 metros”, e software para “infectar todos os utilizadores de Facebook ou utilizadores de smartphone de um sector inteiro da população”. Para além disto, há quem venda vírus informáticos e outro software malicioso para ser instalado em computadores específicos, tecnologia de rastreamento por GPS e material para interceptar ligações de Internet.

Na lista de empresas a vender este género de tecnologia, estão alguns nomes conhecidos, como a HP, a Alcatel-Lucent e a Siemens, cada uma com uma apresentação de sistemas de vigilância. Por exemplo, na apresentação da Siemens – a um produto chamado Siemens Intelligence Platform e feita no Dubai em 2007 – a empresa pergunta: “Já alguma vez se questionou se a pessoa que viaja, para o seu país todos os meses no mesmo dia está a visitar a sede da empresa dela? Mas às vezes a data é um fim-de-semana...”

Entre os clientes estão países como a Líbia e o Egipto, mas também autoridades de países ocidentais, como a americana CIA. “Os Spy Files da WikiLeaks mostram mais do que os ‘países ocidentais bons’ a exportar para os ‘países maus em desenvolvimento’”, afirma a organização.

Esta fuga de informação é a primeira a desde que a WikiLeaks anunciou, no final do mês passado, estar a ter dificuldades de financiamento.

Os documentos surgem duas semanas após o americano Wall Street Journal ter publicado um trabalho de investigação que revelava “um novo mercado global para tecnologia de vigilância pronta a usar”, que, de acordo com o jornal, tem vindo a crescer desde os ataques do 11 de Setembro.

Tal como fez com o caso dos telegramas das embaixadas dos EUA, Assange actuou em parceria com outras organizações. Os SpyFiles são uma colaboração com a organização Privacy International, com o Bureau of Investigative Journalism (ambos com sede em Londres) e com a OWNY (uma organização francesa especializada em jornalismo baseado em análises de dados).

Há também três jornais envolvidos: os italianos La Repubblica e L’Espresso, o americano Washington Post e o indiano The Indu. Nenhum dos anteriores parceiros de Assange (o NY Times, o Guardian e a Spiegel) participaram no projecto.

A WikiLeaks diz ter mais informação, que será divulgada a partir da próxima semana.

fonte: Público

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Oposição acusa Sarkozy de ocultar erros com "guerra à insegurança"


Partido do Presidente pretende deter até dois anos os pais de menores delinquentes.

Decidido a iniciar uma "guerra nacional contra a insegurança", o Governo francês voltou ontem a apresentar propostas que prometem ser polémicas. Depois de na sexta-feira o Presidente Nicolas Sarkozy ter anunciado que retirará a nacionalidade a delinquentes franceses de origem estrangeira que atentem contra as autoridades públicas, o seu ministro do Interior veio lançar mais achas para a fogueira. Brice Hortefeux defendeu em entrevista ao Le Parisien a extensão da medida a casos de excisão, tráfico de seres humanos e actos de delinquência grave.

O ministro do Interior não foi a única figura da União para um Movimento Popular (UMP) a pronunciar-se sobre o reforço das medidas de segurança. Éric Ciotti, secretário nacional do partido no poder, anunciou uma nova proposta de lei que irá estabelecer a responsabilidade penal dos pais de menores delinquentes que não respeitem as suas obrigações. Em declarações ao Journal du Dimanche, Ciotti defende que um pai ou uma mãe que não consiga obrigar o filho a cumprir a pena a que tenha sido condenado por delinquência deve ser condenado a uma pena de dois anos de prisão e a uma multa de 30 mil euros.

Estas duas propostas, às quais se juntam as apresentadas por Sarkozy no seu discurso de sexta- -feira em Grenoble - onde recentemente se registaram confrontos entre a polícia e habitantes, depois de os agentes terem abatido um jovem assaltante -, estarão inseridas num projecto de lei sobre segurança interna e imigração a ser apresentado em Setembro. Nessa sua intervenção, o Presidente estabeleceu uma relação directa entre segurança e imigração.

Perante estas propostas, a oposição socialista veio denunciar a "deriva anti-republicana" de Sarkozy. Num comunicado ontem divulgado pelos jornais franceses, a líder socialista Martine Aubry acusou o chefe do Governo de estar a pôr em causa "a França e os seus valores". Aubry recusou a "estigmatização dos estrangeiros, dos franceses descendentes de imigrantes e dos nómadas".

Segundo a líder socialista, "a dureza das palavras e a deriva das propostas da UMP só encontram paralelo no fracasso de Sarkozy em questões económicas e sociais". Para Aubry, não há dúvidas de que a direita está "assustada" com a perda de popularidade do Presidente. Abaixo dos 30% nas últimas sondagens, o Chefe do Estado arrisca falhar a reeleição nas presidenciais de 2012. Para Aubry, a direita está a "jogar com os medos dos franceses" para "ocultar os seus erros atrás desta fumaça".

fonte: DN

domingo, 1 de agosto de 2010

Paris endurece política de imigração e segurança


Presidente quer retirar a nacionalidade a delinquentes com "origem estrangeira".

O endurecimento da política de segurança de Nicolas Sarkozy está a provocar reacções negativas em França. O Presidente propôs privar da nacionalidade francesa todas "as pessoas de origem estrangeira" envolvidas em crimes contra a ordem pública. E um novo embaraço de acção policial está a passar nas televisões do mundo.

Ontem, a oposição não poupou palavras para denunciar o Presidente, cujas iniciativas foram consideradas "xenófobas". Os socialistas foram os mais críticos, denunciando o conceito de francês de origem estrangeira. "Não existem franceses desde há muito tempo e franceses desde há não tanto tempo", explicou um dirigente do PS, Jean-Jacques Urvoas.

O único elogio veio da Frente Nacional, cuja vice-presidente, Marine Le Pen, afirmou que as medidas contra delinquentes de origem estrangeira apenas confirmam as teses que o partido de extrema-direita defende há 30 anos.

No meio da chuva de críticas, as autoridades foram de novo postas em causa com a difusão de um vídeo onde se mostra a expulsão musculada de um grupo de activistas que ocupava ilegalmente um edifício em La Courneuve, subúrbio de Paris. As imagens mostram certa violência contra mulheres e crianças, incluindo uma manifestante que tem uma criança às costas e é arrastada pelos agentes, vendo-se nitidamente a criança a ficar debaixo da mulher.

A entidade que organizou a manifestação, Direito à Habitação (DAL) acusa a polícia de estar a agravar a violência. Neste incidente foram detidas 120 pessoas, libertadas pouco depois. Um aspecto parece evidente: o governo está a fazer uma aposta total nas medidas contra a delinquência e Sarkozy deverá usar o tema para recuperar nas sondagens.

Na sexta-feira, em Grenoble, Sarkozy fez um importante discurso sobre segurança e apresentou a proposta sobre nacionalidade francesa que instalou definitivamente a polémica: "A nacionalidade francesa deve poder ser retirada a todas as pessoas de origem estrangeira que tenham voluntariamente atentado contra a vida de um funcionário de polícia, de um militar ou de um gendarme ou de qualquer outra pessoa depositária da autoridade pública". Esta ideia será provavelmente transformada em lei já em Setembro.

No mesmo discurso, o Presidente prometeu lançar "uma guerra contra os traficantes e os vadios". Esta semana, o governo francês já anunciara a intenção de desmantelar em três meses metade dos acampamentos ciganos ilegais e expulsar os roms (ciganos balcânicos) envolvidos em delinquência. "Temos de pôr termo à implantação selvagem de acampamentos roms. Eles constituem zonas de não-direito que não podemos tolerar na França", disse ainda o presidente. A escolha de Grenoble para este discurso deve-se à ocorrência de graves incidentes naquela cidade, envolvendo membros da comunidade cigana.

A aposta política em torno do tema da segurança pode ser interpretado no âmbito das eleições presidenciais de 2012. Sarkozy tem caído fortemente nas sondagens e na direita francesa cresce o desafio colocado pela ala do antigo primeiro-ministro Dominique de Villepin. Alguns deputados da maioria vão organizar um grupo parlamentar paralelo e podem jun- tar-se ao partido de Villepin, que tem pontes para os centristas. E a segurança é importante para o eleitorado da extrema-direita, que Sarkozy sempre cativou. Mas a razão mais forte da iniciativa talvez seja a lembrança dos motins de 2005, onde Sarkozy, então ministro do Interior, estabeleceu a sua reputação de político que resolvia os problemas dos franceses menos privilegiados, os que mais sentiam a violência dos subúrbios.

fonte: DN

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