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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Ruby descreve as orgias organizadas por Berlusconi


Dezenas de mulheres nuas a dançar e a acariciarem-se à volta do primeiro-ministro italiano. Eram assim as chamadas "festas bunga-bunga" que vão levar Berlusconi a tribunal, segundo o depoimento da jovem marroquina.

"Depois do jantar, íamos para um salão no subsolo, onde acontecia a bunga-bunga", relata Karima El Mahroug, mais conhecida por Ruby, aos investigadores, segundo o jornal La Repubblica, que teve acesso a partes do testemunho.

"Todas as jovens ficavam nuas durante a bunga-bunga, e eu tinha a sensação de que elas estavam a competir umas com as outras para fazer com que Berlusconi reparasse nelas, com performances sexuais cada vez mais ousadas", lembra Ruby, citada no diário italiano.

A jovem marroquina é peça-chave do processo que corre na justiça italiana contra Berlusconi, acusado de contratar os seus favores sexuais quando ela ainda era menor de idade - embora tanto ela quanto ele neguem. O primeiro-ministro italiano também é acusado de abuso de poder, por um episódio em que obrigou a polícia a libertar Ruby, detida por roubo.

O julgamento do primeiro-ministro, que declarou não estar nem um pouco preocupado com o processo, começará no dia 6 de Abril.

fonte: DN

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Berlusconi começa a ser julgado a 6 de Abril por abuso de poder e sexo com menor


Serão as mulheres a obrigar o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi a responder pelos seus actos em tribunal, num processo que o poderá forçar a deixar o poder? Hoje foi também uma mulher, a juíza Cristina di Censo, que decidiu: o processo contra Berlusconi pelos crimes de abuso de poder e prática de sexo com uma prostituta menor vai-se iniciar a 6 de Abril, tal como foi pedido pelos procuradores de Milão.

A Itália, entretanto, já não é a mesma, antes e depois de ter rebentado o escândalo da "Ruby Roubacorações" - a bailarina de nigthclub, ou prostituta menor, convidada das festas desbragadas de Berlusconi na sua villa de Arcore, nos arredores de Milão, e com a qual o primeiro-ministro de 74 anos é acusado de ter tido relações sexuais. E de ter abusado do seu poder para forçar a polícia a libertar esta jovem de origem marroquina, cujo verdadeiro nome é Karima El Mahroug, quando ela foi detida sob acusação de furto, dizendo que era sobrinha do então Presidente egípcio, Hosni Mubarak.

No domingo, as mulheres italianas saíram à rua em mais de 200 cidades - há quem diga que foram 280 - para dizer que estão fartas de viver num país que parece um bordel. Armadas com um slogan que é o título de um livro do escritor Primo Levi que remete para os tempos da Resistência face à barbárie - naquela altura, do Holocausto ("Senão Agora, Quando?") - protestaram contra Berlusconi e contra o machismo que distorce a sociedade italiana.

"As mulheres em Itália são vistas apenas como objectos de desejo. Queremos um país com mais dignidade", disse Patrizia Rossi, uma professora reformada, uma das dezenas de milhares que participaram na manifestação de Milão, citada pela Reuters.

Itália, diz o jornal "The Guardian", citando números do Fórum Económico Mundial, tem um enorme fosso entre os géneros: fica em 74.º lugar, entre uma lista de 134 países - 33 posições abaixo do Cazaquistão, nota o jornal britânico. Menos de metade das mulheres têm um emprego e a ideia de que não devem trabalhar fora de casa depois de terem filhos é comum.

As mulheres pediram a demissão de Berlusconi, levaram cartazes em que se via a cara do primeiro-ministro atrás das grades. E Berlusconi reagiu mal ao protesto feminino: "É uma manifestação facciosa, uma vergonha!"

Tentou ainda a via da lisonja: "As mulheres sabem bem a consideração que tenho por elas. Sempre me comportei com grande consideração e respeito nos meus confrontos com elas, nos meus negócios e no Governo. Tento sempre encontrar uma maneira de as mulheres se sentirem especiais", disse o primeiro-ministro.

Popularidade em queda

Este caso, no entanto, é algo mais do que guerra dos sexos. A vida política italiana ficou paralisada pelo escândalo sexual que deixou os italianos presos aos ecrãs - das televisões e dos computadores - e às páginas dos jornais e revistas, para conhecer os pormenores sórdidos das festas do primeiro-ministro.

O resultado, dizia ontem o jornal "Corriere della Sera", é que a actividade parlamentar está reduzida ao mínimo: desde o início do ano, só foi produzida uma única lei pelas duas câmaras. E os conselhos de ministros estão a ser cada vez mais breves: o último durou cinco minutos.

É neste cenário que, na sexta-feira, no encontro semanal do primeiro-ministro com o Presidente da República, Giorgio Napolitano acenou com a possibilidade da dissolução do Parlamento e convocação de eleições antecipadas - se Berlusconi não travar o choque institucional com os juízes.

Gianfranco Fini, ex-aliado transformado em inimigo político, presidente da Câmara Baixa do Parlamento, incentivou-a demitir-se dizendo que se que demitiria também.

Esse era o tema político do dia ontem na imprensa italiana, embora Berlusconi garanta que Napolitano não dará tal passo - e que, mesmo que o fizesse, teria de consultá-lo, como primeiro-ministro. "Para mandar-me para casa, tenho de estar de acordo."

Mas o escândalo tem feito mossas. Uma sondagem publicada ontem pelo jornal "La Repubblica" dava conta de que apenas 30 por cento dos eleitores apoia Berlusconi - o mínimo, desde Setembro de 2005. A sua popularidade caiu cinco pontos nos últimos dois meses, e 12 em relação a Junho. Hoje, o primeiro-ministro é apenas o décimo líder político italiano mais popular.

fonte: Público

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Berlusconi conta anedota sobre judeus


O primeiro-ministro italiano, que é conhecido pelo seu sentido de humor, disse uma piada de mau gosto sobre judeus enquanto falava para os trabalhadores que se ocuparam do pós-tremor de terra do ano passado em Itália.

Silvio Berlusconi foi filmado a contar a seguinte a anedota: «Durante os anos dos campos de concentração, um judeu esconde outro judeu na sua cave pedindo-lhe três mil euros por dia. O segundo judeu paga porque tem dinheiro. Acham que quando Hitler morreu o primeiro contou ao segundo?». O vídeo foi colocado no site do jornal italiano La Republica.

A edição online do jornal The Telegraph avança que a piada, feita horas depois de Berlusconi ganhar no parlamento o voto de confiança de que necessitava, foi condenada pelo L Osservatore romano, o jornal oficial do Vaticano, onde se escreve que é uma «ofensa para os sentimentos dos crentes e a memória dos seis milhões de vítimas do Holocausto».

O primeiro-ministro italiano já repetiu várias vezes que era «apenas uma piada» e que foi «feita em privado, não se trata de uma ofensa ou de um pecado».

Noutro vídeo, recolhido na cimeira do G8 do ano passado, que Itália acolheu na cidade de L Aquila, Berlusconi foi apanhado a contar piadas acerca de Rosy Bindi, uma adversária política. Esta foi alvo de vários comentários de mau gosto quando o primeiro-ministro se referiu ao seu aspecto físico e lhe chamou 'porco Dio' (porco Deus) uma piada altamente ofensiva em Itália.

No último ano Berlusconi esteve envolvido numa série de escândalos sobre a sua questionável relação com uma adolescente, modelo de roupa interior.

fonte: Sol

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Foto inédita dos anos 70 mostra Berlusconi armado


O fotógrafo Alberto Roveri descobriu no seu arquivo uma foto de Silvio Berlusconi armado, nos anos 70, quando ainda era apenas um empresário e tinha medo de ser sequestrado pela Máfia.

Uma fotografia inédita de 1977 mostra o então jovem empresário Silvio Berlusconi, hoje primeiro ministro italiano, com uma arma 357 Magnum numa mesa a seu lado. Na época, Silvio Berlusconi já era uma figura importante do meio político e empresarial em Itália.

Segundo avança o Globo.com, a foto, agora descoberta pelo fotógrafo Alberto Roveri, quando seleccionava as suas imagens para construir um banco digital, foi tirada numa época em que a Máfia italiana ameaçava sequestrar Berlusconi e chegou a ser publicada pela revista italiana 'L'Espresso'.

Após a descoberta, Alberto Roveri afirmou que na altura em que tirou a fotografia nem sabia quem era Silvio  Berlusconi e que o actual primeiro ministro italiano, então empresário, lhe teria dito que trazia consigo a arma porque tinha medo de poder vir a ser sequestrado pela Máfia.

fonte: DN

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian
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