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domingo, 21 de novembro de 2010

Igreja aplaude Papa por admitir preservativo


Bento XVI aceita preservativo para casos pontuais, como a prostituição

Pela primeira vez na história, um Papa admitiu o uso do preservativo. Bento XVI considera que "pode haver casos pontuais, justificados", como a prevenção da sida. As declarações do Chefe da Igreja Católica - a publicar num livro de entrevistas - foram ontem conhecidas e imediatamente correram mundo. Em Portugal, tanto os católicos como activistas da luta contra o VIH aplaudiram as suas palavras.

No livro Luz do Mundo, que será lançado na terça-feira em Itália, e em Portugal a 3 de Dezembro, Bento XVI diz que "pode haver casos pontuais, justificados, como por exemplo a utilização do preservativo por um prostituto, em que a utilização do preservativo possa ser um primeiro passo para a moralização".

Mas faz questão de salientar que o uso deste método não é "uma solução verdadeira e moral", nem "a forma apropriada para controlar o mal causado pela infecção do VIH". Bento XVI defende, por isso, que a solução "tem, realmente, de residir na humanização da sexualidade". Ou seja: a utilização do preservativo deve acontecer por questões de saúde, mas nunca de contracepção.

D. Januário Torgal Ferreira, bispo das Forças Armadas, está "muito feliz" com as declarações de Bento XVI. "O Papa é um homem inteligente e honesto que fez também a sua caminhada mental, aconselhando-se com pessoas e reflectindo."

O bispo - que já tinha defendido o uso do preservativo aquando da polémica gerada em torno das declarações do Papa na visita a África (ver fotolegenda) - admite que estas palavras "chegam atrasadas", mas diz que "em todo o tempo o que é verdade tem lugar".

D. Januário espera agora que Bento XVI venha dizer aos fiéis o que disse na entrevista publicada no livro do jornalista alemão Peter Seewald. O bispo não acredita que estas palavras mudem o comportamento das pessoas que combatem no terreno a propagação do vírus da sida, porque estas já recomendavam o uso do preservativo nestas situações.

Já o padre Carreira das Neves acredita que "pode levar a uma mudança de atitudes, já que a palavra do Papa é ouvida por muitos". Por isso, considera que este "é um avanço", "um passo em frente" da Igreja.

Houve quem preferisse o silêncio. Foi o caso do presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Jorge Ortiga. Tal como o porta-voz da CEP, Manuel Morujão, que ainda assim sublinhou que "não há voz mais autorizada que a do Papa".

Para quem luta contra a sida, como a presidente da Abraço, esta é "mais uma abertura". Margarida Martins lembra, contudo, que as pessoas que estão no terreno, mesmo de associações católicas, já assumiam esta postura. Os católicos como Maria João Sande Lemos, do movimento Nós Somos Igreja, estão satisfeitos. "Depois de a Igreja até ter dito que o preservativo ajudava a propagar a infecção, estas palavras são muito positivas."

Mas nem todos encaram a opinião do Papa com surpresa. D. Carlos Azevedo, bispo auxiliar de Lisboa, citado pela Rádio Renascença, diz que esta "é uma questão moral, que há muito tempo está esclarecida. Talvez as pessoas estranhem por ela vir do Santo Padre". Esta é "a reflexão sobre um mal menor: não vamos matar outras pessoas quando alguém não tem consciência do que faz".

fonte: DN

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Afinal Homer Simpson é católico


O jornal do Vaticano declarou que Homer Simpson, pai da família mais conhecida dos Estados Unidos, é católico.

"Poucas pessoas o sabem e ele faz tudo para o esconder, mas é verdade: Homer J. Simpson é católico", escreveu na edição deste fim-de-semana o L'Osservatores Romano, sob a manchete: "Homer e Bart são católicos".

Em Dezembro passado, o jornal elogiou a famosa série de desenhos animados no seu 20.º aniversário pelo seu pendor filosófico e abordagem irreverente da religião.

Este é o exemplo mais recente do esforço que o jornal do Vaticano tem desenvolvido nos últimos anos para ser mais relevante e segue-se aos louvores feitos ao jovem feiticeiro britânico Harry Potter e aos Beatles. Em 1966, John Lennon afirmou que a banda britânica era mais popular que Jesus.

O jornal citou uma análise de um padre jesuíta, Francesco Occhetta, sobre a conversão de Homer e do filho Bart, num episódio de 2005, depois de um encontro com o simpático padre Sean, cuja voz pertence ao actor Liam Neeson.

O L'Osservatore afirmou que a análise mostra que as anedotas da série de culto assentam em temas "relacionados com o sentido e a qualidade da vida".

"Os 'The Simpson' continuam a ser um dos poucos programas infantis em que a fé cristã, a religião e Deus são temas recorrentes", acrescentou. "A família reza em conjunto antes das refeições e, à sua maneira, acredita no paraíso".

Mas o produtor da série Al Jean afirmou que o Vaticano pode ter exagerado na sua análise, uma vez que Homer e Bart só pensaram na conversão no episódio de 2005, de acordo com o site Entertainment Tonight.

"Mostrámos claramente que Homer não é católico. Penso que ele não aguentaria deixar de comer carne às sextas-feiras", disse Jean, acrescentando que a família frequenta a Primeira Igreja de Springfield "decididamente Presbiluterana".

fonte: DN

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Bento XVI volta a condenar casos de pedofilia e reafirma "profundo pesar"


O papa Bento XVI voltou hoje a condenar os casos de pedofilia no seio da Igreja católica, manifestando mais uma vez “uma profunda dor” e “um profundo pesar” pela “destruição” provocada por estes abusos.

“Recentemente, temos constatado com uma grande tristeza que padres têm desvirtuado o seu ministério com o abuso sexual de crianças e jovens”, afirmou Bento XVI, numa carta dirigida aos seminaristas.

Na mesma missiva, o papa lamentou “a destruição” provocada por estes sacerdotes, que deviam “conduzir as pessoas para uma humanidade madura, e serem um exemplo".

“Sentimos uma profunda dor e um profundo pesar”, reforçou o líder da Santa Sé.

O papa voltou a defender, no mesmo documento, o celibato para os homens da Igreja.

Sublinhando que face a estes abusos, alguns poderão questionar se “o caminho do celibato é razoável como opção de vida”, Bento XVI referiu que “o abuso, que deve ser reprovado de forma absoluta, não pode descredibilizar a missão sacerdotal, que deve permanecer grande e pura”.

Em conclusão, o papa observou que os candidatos ao sacerdócio deverão ser, face a estes casos de pedofilia, “mais vigilantes e atentos” e “interrogar-se cuidadosamente” sobre a respetiva vocação.

A Igreja católica foi abalada em novembro de 2009 por diversas denúncias de casos de abuso sexual de menores por padres e religiosos, sobretudo na Europa e nos Estados Unidos.

O próprio Bento XVI foi acusado de ter encoberto casos de abusos sexuais quando presidia à Congregação para a Doutrina da Fé.

fonte: Jornal i

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Nobel para 'pai' de 4 milhões de bebés


"É justo e merecido. É uma descoberta que veio modificar o futuro de muitas gerações e, até, da humanidade." A reacção de João Silva Carvalho, presidente do colégio de ginecologia e obstetrícia da Ordem dos Médicos poderia ser subscrita pelos quatro milhões de pessoas que nasceram depois da descoberta da fertilização in vitro por Robert Edwards e Patrick Steptoe. Edwards, de 85 anos, foi ontem galardoado com o prémio Nobel da Medicina por uma descoberta resultante de mais de 20 anos de investigação e que, só em Portugal, ajuda mil casais por ano a ultrapassar as dificuldades em conceber um filho naturalmente.

Trinta e dois anos depois do nascimento do primeiro bebé- -proveta no Reino Unido, Louise Brown, o Comité Nobel do Instituto Karolinska, reunido em Estocolmo, decidiu atribuir o prémio ao investigador. Justificou-o por "ter desenvolvido um tratamento que permitiu tratar a esterilidade, que afecta uma vasta proporção da humanidade e mais de 10% dos casais em todo o mundo".

Apesar da saúde frágil, o professor reagiu com satisfação a esta recompensa. A mesma que Louise Brown e a mãe, Lesley, vieram ontem demonstrar a público através de uma carta escrita em conjunto: "A minha mãe e eu estamos muito contentes por um dos pioneiros da fertilização in vitro ter visto o seu mérito reconhecido. Temos grande afecto pelo Bob e estamos radiantes por o poder felicitar e à sua família", referem na carta, citada pela France-Presse.

Apenas o Vaticano criticou a escolha, justificando que o investigador é responsável por um mercado "que vendeu milhões de ovócitos". Sem Edwards não haveria no mundo congeladores cheios de embriões", afirmou Ignacio Carrasco de Paula, o presidente da Pontifícia Academia para a Vida, que lida com questões de ética e vida, citado pela agência Ansa.

João Silva Carvalho, especialista em medicina da reprodução, disse ao DN que veio resolver um problema e que já garante 2% a 3% dos nascimentos na Europa e 1% em Portugal. A partir desta técnica surgiram muitas outras no âmbito da procuração medicamente assistida", refere o médico.

O mentor da introdução desta técnica em Portugal, Pereira Coelho, que conheceu Edwards durante a sua estadia em Paris, disse ao DN que esta escolha "apenas pecou por ser tardia. Passaram trinta anos até que Edwards fosse reconhecido, bem como os antecessores que originaram esta descoberta", afirma. O médico foi para Paris em 1983, cinco anos depois de anunciada a descoberta, com o objectivo de "fazer um estágio de preparação para a tese de doutoramento, precisamente na área da FIV. A minha actividade de investigação começou precisamente com um simpósio em que Robert Edwards esteve presente e me foi apresentado. Era extremamente simpático e, por razões óbvias todos queriam falar com ele".

Em Portugal, foi criada a unidade pluridisciplinar de reprodução humana em 85, uma parceria entre a Faculdade de Medicina de Lisboa e o Instituto Gulbenkian da Ciência. "À terceira tentativa tivemos sucesso", refere. A 25 de Fevereiro de 1986 nascia Carlos Miguel Saleiro. O primeiro bebé-proveta em Portugal é actualmente jogador do Sporting. "A partir dele houve enormes progressos. Ao fim de oito tentativas já havia três grávidas", conta o médico.

fonte: DN

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Bento XVI critica máfia siciliana


Papa pediu aos sicilianos que tenham "vergonha do mal" e disse-lhes para não terem medo e manterem a esperança

O Papa Bento XVI apelou ontem à população da Sicília, ilha controlada controlada pela máfia, a "ter vergonha do mal", numa mensagem deixada em Palermo, onde o seu antecessor, João Paulo II, já tinha atacado de forma violenta aquela organização criminosa.

"Devemos ter vergonha do mal, dos que ofendem Deus e o homem, devemos ter vergonha do mal que fere a comunidade civil e religiosa com acções que não gostam de ser postas em destaque", afirmou o Papa, citado pela AFP, numa missa ao ar livre celebrada no Foro Itálico.

Os organizadores esperavam mais de cem mil pessoas naquela grande área verde junto ao mar, mas a polícia estima que lá tenham estado apenas 30 mil.

Face a todas as dificuldades com que a população se confronta, como "a falta de trabalho", a "incerteza quanto ao futuro", o "sofrimento físico e moral" e a "criminalidade organizada" - expressões utilizadas para qualificar a máfia em Itália -, Bento XVI apelou aos sicilianos para manterem a fé, que "torna possíveis as coisas humanamente impossíveis".

Pediu igualmente que não tenham medo de "testemunhar com clareza os valores humanos e cristãos". "Povo da Sicília, olhem para o futuro com esperança", afirmou Bento XVI. O Papa chegou pela manhã ao Aeroporto Falcone e Borsellino, o nome de dois juízes mortos pela Cosa Nostra, a máfia siciliana, em Maio e Julho de 1992.

fonte: DN

sábado, 25 de setembro de 2010

Vítimas de abusos sexuais vão manifestar-se no Vaticano


Vítimas de abusos sexuais perpetrados por religiosos vão manifestar-se no próximo dia 31 de Outubro defronte do Vaticano, anunciou hoje em Verona, norte de Itália, o porta-voz de uma associação local de vítimas.

"Será uma manifestação internacional e vamos ao Vaticano denunciar uma vez mais os casos que agora começam a ser divulgados", disse Marco Lodo Rizzini, porta-voz da associação de vítimas do Instituto Antonio Provolo para crianças surdas-mudas.

Associações norte-americanas de vítimas de padres pedófilos também convidaram os seus membros a estarem presentes na mesma data no Vaticano.

O anúncio de Rizzini foi feito à margem de uma reunião em que várias dezenas de pessoas falaram dos seus casos e reclamam que seja feita justiça.

Funcionários, entre padres e laicos, do instituto católico António Provolo, de Verona, fora acusados de ter abusado de 67 crianças surdas-mudas, entre os anos 1950 e 1984.

"Chegou a hora de se saber a verdade. Há pessoas cuja vida foi literalmente destruída, que vivem há 50 anos com um peso imenso devido ao que sofreram na infância", salientou Lodo Rizzini.

Em finais de maio passado, a Conferência Episcopal de Itália (CEI), revelou que "uma centena" de casos de pedofilia cometidos por padres nos últimos 10 anos tinham sido alvo de "procedimento canónico".

Desde a publicação, em Novembro de 2009, de um relatório revelando centenas de casos de abuso sexual de crianças na Irlanda e coberto pela hierarquia, que o Papa Bento XVI enfrenta a pior crise da Igreja Católica nos últimos anos, amplificado por escândalos semelhantes na Alemanha, Bélgica e Estados Unidos.

fonte: DN

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Vaticano "perplexo" com investigação ao seu banco


Presidente do Banco do Vaticano suspeito de violar lei contra lavagem de dinheiro

Adensou-se ontem a nuvem de desconfiança que paira sobre o Instituto para as Obras Religiosas (IOR), organismo da Igreja Católica conhecido como Banco do Vaticano. Segundo a Ansa, o seu presidente, Ettore Gotti Tedeschi, e outro responsável do banco cuja identidade não foi revelada, estão a ser investigados por suspeita de violação de uma lei anti-branqueamento de capitais.

De acordo com fontes judiciais citadas pela mesma agência, a instituição bancária do Vaticano pretendia realizar uma transferência de vinte milhões de euros para o banco alemão JP Morgan Frankfurt sem indicar quem ordenou a operação. Estaria também prevista uma transferência de três milhões de euros para a Banca del Fucino identificada apenas com a sigla do IOR.

Uma intenção que entra em conflito com o Decreto-Lei 231/2007 que, seguindo uma directiva europeia, introduziu em Itália a obrigação de que seja mencionado o nome do mandatário, a natureza e o objectivo de todas as operações financeiras.

As irregularidades nas transacções foram detectadas na passada quarta-feira pela unidade de informação financeira do Banco de Itália, que imediatamente bloqueou a operação. Maria Teresa Covatta, oficial da polícia financeira, ordenou o congelamento dos 23 milhões de euros, depositados numa conta corrente do IOR, que iriam ser transferidos.

O Vaticano já reagiu à notícia, dizendo-se "perplexo" com a investigação que está a ser realizada e afirmando ter "total confiança" no Presidente do banco, um homem muito próximo da Opus Dei e antigo representante do banco Santander em Itália.

Num comunicado emitido pela secretaria de Estado, o Vaticano manifesta "estupefacção com a iniciativa do Ministério Público de Roma, tendo em conta que os dados necessários já estão disponíveis no serviço competente do Banco de Itália e que operações análogas se realizam recorrentemente noutros estabelecimentos de crédito italianos." A secretaria de Estado destaca ainda a sua "vontade clara, manifestada em várias ocasiões, de total transparência no que diz respeito às operações financeiras do IOR".

Em Junho, o jornal La Repubblica tinha noticiado que o Banco do Vaticano, a instituição que gere as contas das ordens religiosas e associações católicas, estava a ser investigado por suspeita de envolvimento em operações de lavagem de dinheiro.

Segundo o jornal, os investigadores desconfiavam que pessoas com residência fiscal em Itália estavam a usar o IOR como uma "cortina" para esconder crimes de fraude e evasão fiscal.

Os casos de corrupção no seio do Banco do Vaticano já fizeram correr rios de tinta no passado. Em 1982, o então Presidente do IOR, Paul Marcinkus, foi acusado de estar envolvido na falência do banco Ambrosiano - a maior instituição financeira privada em Itália na altura - cujo principal accionista era o Banco do Vaticano . Marcinkus terá apoiado o gerente do Ambrosiano, Roberto Calvi, na realização de pagamentos à loja maçónica P2 e no desvio de fundos para uso particular. Marcinkus nunca foi preso e Calvi suicidou-se.

fonte: DN

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Presidente do banco do Vaticano investigado

  
Banco beneficia da extra-territorialidade concedida ao Estado pontifical

O presidente do banco do Vaticano IOR (Instituto das Obras Religiosas), Ettore Gotti Tedeschi, está a ser investigado pelo Ministério Público de Roma por violação de uma nova lei contra a lavagem de dinheiro.

A investigação, que também envolve um outro responsável do IOR, já levou ao congelamento preventivo pela polícia financeira de 23 milhões de euros do IOR depositados num outro banco, precisou a agência italiana ANSA citando fontes judiciais.   
        
Os dois homens são suspeitos de não terem respeitado uma clausula de uma nova legislação italiana anti-branqueamento de 2007 que tornou obrigatória a menção do mandatário de qualquer operação financeira bem como o objectivo e a natureza da mesma.    
      
Em Junho, o jornal ‘La Repubblica’ tinha afirmado que o banco era suspeito de estar envolvido em operações de branqueamento de dinheiro e que uma investigação tinha sido aberta pelo ministério público de Roma.         
 
O IOR - que gere as contas das ordens religiosas e de associações católicas - é uma estrutura que beneficia da extra-territorialidade concedida ao Estado pontifical e por isso não tem de respeitar as normas financeiras em vigor para os estabelecimentos italianos.     
     
Segundo o ‘La Repubblica’, a justiça tinha descoberto que o banco geria contas em estabelecimentos italianos sem nome de titular e que eram identificadas apenas com a sigla IOR.      
    
Por uma das contas, descoberta em 2004, transitaram "cerca de 180 milhões de euros" em dois anos, referia o jornal.           

"A hipótese dos investigadores é que pessoas com residência fiscal em Itália utilizam o IOR como ‘guarda-chuva’ para esconder diferentes delitos, como a fraude ou a evasão fiscal", precisava o jornal.   
       
Há cerca de um ano, o IOR mudou de patrão com a nomeação para o posto de presidente de Etorre Gotti Tedeschi, representante em Itália do grupo espanhol Santander, para substituir Ângelo Caloia, Segundo os media, Tedeschi,  especialista de ética da finanças, foi escolhido para repor a ordem das  contas do IOR.         
 
O Instituto ocupou as primeiras páginas dos jornais com a falência em 1981 do banco italiano privado Banco Ambrosiano, do qual o IOR era o principal  acionista. 


domingo, 19 de setembro de 2010

Ameaça terrorista ao Papa em Londres


A Polícia Metropolitana de Londres deteve cinco homens suspeitos de estarem a preparar um ataque contra o Papa Bento XVI que está em Londres desde quinta-feira

As detenções foram feitas depois de a brigada anti-terrorismo receber informações dos serviços secretos sobre uma potencial ameaça terrorista.

Os cinco homens foram detidos ao abrigo do Terrorism Act 2000 e estão acusados de preparar e instigar actos de terrorismo.

Os cinco homens que têm 26, 27, 36, 40 e 50 anos encontram-se presos numa esquadra no centro de Londres.

As autoridades britânicas divulgaram muito pouco acerca desta operação. Sabe-se apenas que continuam a ser efectuadas buscas em Londres Norte e Este e que na casa onde foram presos os homens não foram encontrados materiais perigosos.

fonte: Sol

Bento XVI beatificou cardeal britânico John Henry Newman


 Bento XVI beatificou hoje em Birmingham, centro de Inglaterra, o cardeal britânico John Henry Newman (1801-1890), considerado um dos "pais espirituais" do Concilio Vaticano II, um reconhecido intelectual, que influiu na formação do papa Ratzinger.

Esta foi a primeira beatificação dirigida pessoalmente por Bento XVI, que depois de se tornar pontífice retomou a tradição dos papas de não presidir a estas cerimónias, tendo em conta que a beatificação autoriza o culto local, onde nasceu e exerceu o beato, enquanto a canonização permite o culto universal e por isso ser uma prerrogativa do papa.

Bento XVI quis sublinhar ao beatificar Newman a categoria universal do cardeal londrino.

 A cerimónia celebrou-se em Cofton Park, nos arredores de Birmingham, perto da casa de um dos Oratórios de São Felipe Neri em Inglaterra, fundados pelo cardeal, onde se encontram os seus mortais.  

O papa proclamou-o beato na presença de cerca de 70 000 pessoas, vindas de de toda a Grã-Bretanha, numa manhã chuvosa.

Depois de ser proclamado beato foi destapada uma fotografia de tamanho gigante do novo bato colocada no altar maior e foi ouvida música sacra, enquanto milhares de pessoas aplaudiam.

À cerimónia assistiu o juiz e diácono norte-americano Jack Sullivan, de 71 anos, que se curou de forma inexplicável para a ciência de uma doença incurável da espinal medula, depois de rezar a Newman. O Vaticano reconheceu a cura como o milagre que levou o cardeal Newman aos altares e ao culto local.

Bento XVI anunciou que o dia festivo do novo beato será celebrado a 9 de Outubro, data que corresponde ao dia em que entrou para a Igreja Católica depois de se ter convertido do anglicanismo.

A deslocação de quatro dias de Bento XVI, a primeira visita de Estado de um Papa ao Reino Unido, foi em parte consagrada à aproximação das igrejas católica e anglicana, quase cinco séculos depois da rotura perpetrada pelo rei inglês Henrique VIII.

Na sexta feira, Bento XVI tornou-se no primeiro pontífice a entrar na abadia anglicana de Westminster, onde privou com o chefe da Igreja anglicana.

fonte: DN

Bento XVI pediu perdão pelo "crime hediondo" da pedofilia


 Protesto reuniu milhares em Londres. Papa recebeu vítimas de abusos sexuais

Foi com "profunda vergonha" e emoção que Bento XVI pediu perdão a cinco vítimas britânicas de padres pedófilos num encontro privado, realizado ontem na nunciatura apostólica em Londres, no terceiro dia da visita que está a realizar ao Reino Unido.

No encontro que se prolongou por cerca de 40 minutos, Bento XVI terá ficado particularmente perturbado e "emocionado" pelo "sofrimento das vítimas e das suas famílias", lê-se na nota do Vaticano que anunciou o encontro. Das cinco vítimas, cujo sexo não foi revelado, apenas se sabe que três eram provenientes do Norte de Inglaterra, uma de Londres e uma outra da Escócia. Num dos casos, a vítima terá frequentado uma instituição católica na Irlanda.

O Papa assegurou aos seus interlocutores que a Igreja "está a desenvolver uma série de medidas eficazes para proteger os jovens (...) e para levar à justiça os membros do clero e os religiosos acusados por esses crimes terríveis", conclui a nota.
A realização do encontro foi anunciada posteriormente, como sempre sucedeu quando o Papa se encontrou com outras vítimas nas suas deslocações, por exemplo, aos Estados Unidos e Austrália.

Horas antes, numa homilia na catedral católica de Westminster, Bento XVI produzira uma contundente crítica aos autores de abusos sexuais, que classificou como "crime hediondo", e pelos quais pediu perdão às vítimas inocentes.

O Papa foi ainda mais longe, ao reconhecer que a Igreja Católica, como um todo, falhou na forma como lidou inicialmente com estes casos, produzindo uma situação "de humilhação e vergonha" para todos.

Alguns comentadores britânicos referiam que o facto do Papa mencionar o escândalo da pedofilia desde o primeiro dia da sua visita (e de tê-lo feito em termos inequívocos) não será suficiente para muitas dessas vítimas, que criticam o Vaticano "por pedir desculpa, mas não actuar", como dizia à AFP uma americana presente na manifestação de protesto ontem no centro de Londres.

O escândalo da pedofilia envolvendo pessoas e instituições da Igreja Católica persegue Bento XVI desde 2009. Os países onde estes abusos atingiram maior dimensão foram a Irlanda, a Bélgica e a Alemanha. Para os críticos, o Papa permanece reticente em reconhecer a existência de uma estratégia de ocultação sistemática desses abusos ao longo dos anos.

Esta crítica foi uma das ideias-chave que reuniu alguns milhares de pessoas no desfile entre Hyde Park e a zona de Whitehall, onde se situa a sede do Governo. Os organizadores referiram a presença de dez mil participantes; a polícia admitiu apenas a presença de três mil a quatro mil. A manifestação, que reuniu vítimas de abusos sexuais em instituições católicas, partidários da ordenação de mulheres, defensores da contracepção e activistas gay, foi o acto mais relevante de protesto contra a visita do Papa ao Reino Unido. A visita termina hoje em Birmingham - segunda maior cidade inglesa - com uma missa ao ar livre, durante a qual será beatificado o cardeal Newman. Ao mesmo tempo que os últimos manifestantes deixavam Hyde Park, começavam a chegar os primeiros fiéis para uma vigília de oração, com a presença do Papa, em que participaram mais de 80 mil pessoas.

fonte: DN

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Papa relaciona nazis e ateus


Em visita ao Reino Unido, o Papa Bento XVI associou o ateísmo com os nazis, levantando críticas de organizações humanitárias

A Igreja Católica já veio relativizar a polémica afirmando que o Papa sabia «bastante bem sobre o que versa a ideologia nazi». Os humanistas argumentaram que os comentárias eram «calúnias terríveis» contra não-crentes.

No seu discurso, o Papa falou de «uma tirania nazi que desejava erradicar Deus da sociedade». De seguida, apelou ao Reino Unido para se proteger contra «formas agressivas de secularismo».

As declarações foram feitas durante o discurso inicial da visita do chefe da Igreja católica à Rainha de Inglaterra, em Holyroodhouse, em Edimburgo.

O Para afirmou então: «Durante as nossas vidas podemo-nos lembrar como o Reino Unido e os seus líderes se posicionaram contra uma tirania nazi que desejava erradicar Deus da sociedade e que negou a nossa humanidade comum a muitos, especialmente aos judeus, que se pensava serem inaptos para viver».

«Enquanto reflectimos sobre as lições do ateísmo extremo do século XX, não nos esqueçamos como a exclusão de Deus, da religião e da virtude da vida pública leva a uma visão desvirtuada do homem e da sociedade e por isso, uma visão redutora de uma pessa e do seu destino».

A British Humanist Association veio já qualificar as observações do Papa como «surreais». «A noção de que foi o ateísmo dos nazis que levou ao seu extremismo e ideias odiosas ou que isso, de certa forma, fomentou a intolerância no Reino Unido nos dias de hoje, é uma calúnia terrível contra aqueles que não acreditam em Deus».

fonte: Sol

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Papa reconheceu que Igreja não foi "vigilante"


O Papa Bento XVI reconheceu hoje pela primeira vez que a Igreja em conjunto, os bispos e o Vaticano não foram suficientemente "vigilantes, velozes e decisivos" para enfrentar os casos de pedofilia envolvendo padres.

 Em declarações aos jornalistas no avião que o conduziu a Edimburgo, onde aterrou pouco depois das 10:20 [mesma hora em Lisboa], o papa Bento XVI afirmou que agora a principal prioridade é ajudar a curar as vítimas e reconquistar a confiança destas na igreja.

"Tenho que dizer que sinto uma grande tristeza. Tristeza também porque a autoridade da Igreja não foi suficientemente vigilante, nem suficientemente veloz, nem decidida, para tomar as medidas necessárias", afirmou o Papa.

Em relação às vítimas de abusos sexuais de padres, Bento XVI defendeu que lhes sejam dadas "ajudas psicológicas e espirituais".  

Sobre os padres pedófilos, o Papa afirmou que "a estas pessoas culpadas é necessário exclui-las de qualquer possibilidade de aceder aos jovens".

"Sabemos que esta é uma doença e que a livre vontade não funciona, e devemos proteger estas pessoas delas próprias e é preciso encontrar o modo de as ajudar e excluir qualquer acesso aos jovens", sublinhou.

Bento XVI adiantou que para que nunca mais ocorram este tipo de abusos "é necessária uma prevenção na educação e na selecção de candidatos ao sacerdócio. É preciso ter muito cuidado".

O papa confessou que a revelação destes casos de pedofilia foi um "choque" e "uma grande tristeza".

"É difícil entender como essa perversão era possível no ministério sacerdotal. Pois o sacerdote prepara-se durante anos para ser a boca e as mãos de Jesus, o bom pastor, que ama e ajuda à verdade", sublinhou.

Em relação à visita ao Reino Unido, um país de maioria anglicana e fortemente secularizado, e onde se realizaram manifestações contra a sua deslocação, o papa assegurou que não está preocupado porque "o Reino Unido é um país de grande tolerância e de acolhimento".

"Venho com força e alegria", disse. Falando sobre as relações entre a Igreja católica e a anglicana sublinhou que as duas "são o instrumento de Cristo para propagar o Evangelho e que a prioridade é Cristo", e que não considera "que sejam concorrentes".

Bento XVI explicou ainda que a missão da Igreja não é ser "atractiva" para ganhar adeptos, mas "anunciar Jesus Cristo".

Em relação à visita ao Reino Unido ser considerada de Estado, Bento XVI afirmou sentir-se "muito grato" pela denominação dada pela rainha Isabel II, mas explicou que não se trata "de uma visita politica" mas de uma viagem pastoral.

Neste sentido, Bento XVI reconheceu que o Vaticano é considerado um Estado só para garantir a independência quando divulga o Evangelho.

O Papa comentou que o Reino Unido tem uma grande experiência na luta contra a miséria, a pobreza, a doença e as drogas e a favor da paz em todo o mundo.

O papa foi esperado no aeroporto de Edimburgo por uma guarda de honra de 30 soldados do regime real da Escócia e pelo príncipe Filipe, duque de Edimburgo.

Bento XVI deverá deslocar-se para o castelo de Holyroodhouse, onde terá uma audiência com a rainha de Inglaterra, Isabel II, chefe da igreja anglicana.

O primeiro acontecimento popular da visita do papa ao Reino Unido, que termina domingo, está previsto para as 17:00 com a celebração de uma primeira missa ao ar livre em Glasgow.

fonte: DN

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Delitos papais. A vida sexual nada santa dos papas

 história da Igreja há Papas violadores, homossexuais, fetichistas, incestuosos e até zoofílicos

"Santo Agostinho e o Diabo", do pintor austríaco Michael Pacher, finais do século XV

São mais de 300 páginas com centenas de histórias pouco santas sobre a vida sexual dos Papas da Igreja Católica. O livro do jornalista peruano Eric Frattini, recém-chegado às livrarias portuguesas e editado pela Bertrand, percorre, ao longo dos séculos, a intimidade secreta de papas e antipapas, mas não pretende causar "escândalo". Apenas "promover uma reflexão sobre a necessária reforma da Igreja ao longo dos tempos".

O escritor admite, aliás, que alguns dos relatos possam ter sido inventados, nas diferentes épocas, por inimigos políticos dos sumos pontífices. Lendas ou verdades consumadas, no livro "Os Papas e o sexo" há de tudo. Desde Papas violadores e zoofílicos a Papas homossexuais e fetichistas, além de Santos Padres incestuosos, pedófilos ou sádicos, passando por Papas filhos de Papas e Papas filhos de padres.

Alguns morreram assassinados pelos maridos das amantes em pleno acto sexual. Outros foram depostos do cargo, julgados pelas suas bizarrias sexuais e banidos da história da Igreja. Outros morreram com sífilis, como o Papa Júlio II, eleito em 1503, que ficou na história por ter inventado o primeiro bordel gay de que há memória.

Bonifácio IX deixou 34 filhos, a que chamava, carinhosamente, de "adoráveis sobrinhos". Martinho V encomendava contos eróticos, que gostava de ler no recolhimento do seu quarto.

Paulo II era homossexual e Listo IV, que cometeu incesto com os sobrinhos, bissexual. Inocêncio VIII reconheceu todos os filhos que fez e levou-os para a Santa Sé. Um deles tornou-se violador. João XI (931-936) cometeu incesto com a própria mãe, violava fiéis e organizava orgias com rapazes.

Sérgio III teve o infortúnio de se apaixonar por mãe e filha e não esteve com meias medidas: rendeu-se à prática da ménage à trois. Bento V só esteve no Governo da Igreja 29 dias, por ter desonrado uma rapariga de 14 anos durante a confissão. Depois de ser considerado culpado, fugiu e levou boa parte do tesouro papal consigo.

João XIII era servido por um batalhão de virgens, desonrou a concubina do pai e uma sobrinha e comia em pratos de ouro enquanto assistia a danças de bailarinas orientais. Os bailes acabaram quando foi assassinado pelo marido de uma amante em pleno acto sexual. Silvestre II fez um pacto com o diabo. Era ateu convicto e praticava magia. Acabou envenenado.

Dâmaso I, que a Igreja canonizou, promovia homens no ciclo eclesiástico, sendo a moeda de troca poder dormir com as respectivas mulheres. Já o Papa Anastácio, que tinha escravas, teve um filho com uma nobre romana, que se viria a tornar no Papa Inocêncio I (famoso pelo seu séquito de raparigas jovens). Pai e filho acabaram canonizados.

Leão I era convidado para as orgias do Imperador, mas sempre se defendeu, dizendo que ficava só a assistir. Mesmo assim, engravidou uma rapariga de 14 anos, que mandou encerrar num convento para o resto da vida. Bento VIII morreu com sífilis e Bento IX era zoófilo. Urbano II criou uma lei que permitia aos padres terem amantes, desde que pagassem um imposto.

Alexandre III fazia sexo com as fiéis a troco de perdões e deixou 62 filhos. Foi expulso, mas a Igreja teve de lhe conceder uma pensão vitalícia, para poder sustentar a criançada.

Gregório I gostava de punir as mulheres pecadoras, despindo-as e dando-lhes açoites. Bonifácio VI rezava missas privadas só para mulheres e João XI violou, durante quatro dias, uma mãe e duas filhas. Ao mesmo tempo.


1. João Paulo II
Acusado de ter um filha secreta



Em 1995, o norte-americano Leon Hayblum escrevia um livro polémico, em que dizia ser pai da neta de João Paulo II. Durante a oupação nazi da Polónia, Wojtyla terá casado, secretamente, com uma judia. Do enlace nasceu uma rapariga, que o próprio pai entregou, com seis semanas, a um convento local. No seu pontificado especulou-se muito sobre as namoradas que teve antes do sacerdócio. O Papa admitiu algumas, mas garantiu nunca ter tido sexo. No Vaticano, fazia-se acompanhar por uma filósofa norte-americana, Anna Teresa Tymieniecka, com quem escreveu a sua maior obra filósofica. Acabaram zangados, supostamente por ciúmes.


2. Paulo VI
Homossexual?


Assim que chegou ao Vaticano, Paulo VI mostrou-se muito conservador em relação às matérias ligadas à sexualidade. Em 1976, indignado com as declarações homofóbicas de Paulo VI, um historiador e diplomata francês, Roger Peyrefitte, contou ao mundo que, afinal, o Papa era homossexual e manteve uma relação com um actor conhecido. O escândalo foi tremendo: Paulo VI negou tudo e o Vaticano chegou a pedir orações ao fiéis do mundo inteiro pelas injúrias proferidas contra o Papa. Paulo VI morreu em 1978, aos 81 anos, depois de 15 pontificado, vítima de um edema pulmonar causado, em boa parte parte, pelos dois maços de cigarros que fumava por dia.


3. Inocêncio X
Amante da cunhada



Eleito no conclave de 1644, Inocêncio X manteve uma relação com Olímpia Maidalchini, viúva do seu irmão mais velho – facto que lhe rendeu o escárnio das cortes da Europa. Inocêncio X não era, aliás, grande defensor do celibato. Olímpia exercia grande influência na Santa Sé e chegou a assinar decretos papais. A dada altura, o Papa apaixonou-se por outra nobre, Cornélia, o que enfureceu Olímpia. Mesmo assim, foi a cunhada quem lhe valeu na hora da morte e quem assegurou o funcionamento do Vaticano quando Inocêncio estava moribundo. Quando morreu, em 1655, Olímpia levou tudo o que pôde da Santa Sé para o seu palácio em Roma, com medo de que o novo Papa não a deixasse ficar com nada.


4. Leão X
Morreu de sífilis



Foi de maca para a própria coroação, por causa dos seus excessos sexuais. Depois de Júlio II ter morrido de sífilis, em 1513 chega a Papa Leão X, que gostava de organizar bailes, onde os convidados eram somente cardeais e onde jovens de ambos os sexos apareciam com a cara coberta e o corpo despido. O Papa gostava de rapazes novos, às vezes vestia-se de mulher e adorava álcool. “Quando foi eleito tinha dificuldade em sentar-se no trono, devido às graves úlceras anais de que sofria, após longos anos de sodomia”, escreve Frattini. Estes e outros excessos levaram Lutero a afixar as suas 95 teses – que lhe garantiram a excomunhão em 1521. Leão X morreu com sífilis aos 46 anos.


5. Alexandre VI
O Insaciável


Gostava de orgias e obrigou um jovem de 15 anos a ter sexo com ele sete vezes no espaço de uma hora, até o rapaz morrer de cansaço. Teve vários filhos, que nomeou cardeais. Assim que chegou ao Papado, em 1431, trocou a amante por uma mais nova, Giulia. Ela tinha 15 anos, ele 58. Foi Alexandre VI quem criou a célebre “Competição das Rameiras”. No concurso, o Papa oferecia um prémio em moedas de ouro ao participante que conseguisse ter o maior número de relações sexuais com prostitutas numa só noite. Depois de morrer, o Vaticano ordenou que o nome de Alexandre VI fosse banido da história da Igreja e os seus aposentos no Vaticano foram selados até meados do século XIX. 


6. João XXIII
Violou irmãs e 300 freiras


Não aparece na lista oficial de Papas e acabou preso em 1415. O antipapa conseguia dinheiro a recomendar virgens de famílias abastadas a conventos importantes. Mas violava-as antes de irem. Tinha um séquito de 200 mulheres, muitas delas freiras. Criou um imposto especial para as prostitutasde Bolonha. Tinha sexo com duas das suas irmãs. Defendia-se, dizendo que não as penetrava na vagina e que por isso não cometia nenhum pecado. Foi julgado, acusado de 70 crimes de pirataria, assassinato, violação, sodomia e incesto. Entre outros factos, o tribunal deu como provado que o Papa teve sexo com 300 freiras e violou três das suas irmãs. Foi deposto do cargo e preso. Voltou ao Vaticano, anos mais tarde, como cardeal.


7. Bento IX
Sodomizava animais


Chegou a Papa em 1032 com 11 anos. Bissexual, sodomizava animais e foi acusado de feitiçaria, satanismo e violações. Invocava espíritos malignos e sacrificava virgens. Tinha um harém e praticava sexo com a irmã de 15 anos. Gostava, aliás, de a ver na cama com outros homens. “Gostava de a observar quando praticava sexo com até nove companheiros, enquanto abençoava a união”, escreve Eric Frattini. Convidava nobres, soldados e vagabundos para orgias. Dante Alighieri considerou que o pontificado de Bento IX foi a época em que o papado atingiu o nível mais baixo de degradação. Bento IX cansou-se de tanta missa e renunciou ao cargo para casar com uma prima – que o abandonaria mais tarde.


8. Clemente VI
Comprou bordel


Em 1342, com Clemente VI chega também à Igreja Joana de Nápoles, a sua amante favorita. O Papa comprou um “bordel respeitável” só para os membros da cúria – um negócio, segundo os documentos da época, feito “por bem de Nosso Senhor Jesus Cristo”. Tornou-se proxeneta das prostitutas de Avinhão (a quem cobrava um imposto especial) e teve a ideia de conceder, duas vezes por semana, audiências exclusivamente a mulheres. Recebia as amantes numa sala a poucos metros dos espaços em que os verdugos da Inquisição faziam o seu trabalho. No seu funeral, em Avinhão, foi distribuído um panfleto em que o diabo em pessoa agradecia ao Papa Clemente VI porque, com o seu mau exemplo, “povoara o inferno de almas”.


9. Xisto III
Violou freira e foi canonizado


Obcecado por mulheres mais novas, foi acusado de violar uma freira numa visita a um convento próximo de Roma. Enquanto orava na capela, o Papa, eleito em 432, pediu assistência a duas noviças. Violou uma, mas a segunda escapou e denunciou-o. Em tribunal, Xisto III defendeu-se, recordando a história bíblica da mulher que foi apanhada em adultério. Perante isso, os altos membros eclesiásticos reunidos para condenar o Papa-violador não se atreveram a “atirar a primeira pedra” e o assunto foi encerrado. Xisto III foi, aliás, canonizado depois de morrer. Seguiu-se-lhe Leão I, que também gostava de mulheres mais novas e que mandou encarcerar uma rapariga de 14 anos num convento, depois de a engravidar. 


10. João XII
Morto pelo marido da amante


Nos conventos rezava-se para que morresse. João XII era bissexual e obrigava jovens a ter sexo à frente de toda a gente. Gozava ao ver cães e burros atacar jovens prostitutas. Organizou um bordel e cometeu incesto com a meia-irmã de 14 anos. Raptava peregrinas no caminho para lugares sagrados e ordenou um bispo num estábulo. Quando um cardeal o recriminou, mandou-o castrar. Um grupo de prelados italianos, alemães e franceses julgaram-no por sodomia com a própria mãe e por ter um pacto com o diabo para ser seu representante na Terra. Foi considerado culpado de incesto e adultério e deposto do cargo, em 964. Foi assassinado – esfaqueado e à martelada – em pleno acto sexual pelo marido de uma das suas várias amantes.

fonte: Jornal i

sábado, 11 de setembro de 2010

A visita de Bento XVI ao reino dos anglicanos

Se a visita de Bento XVI a Portugal se passou com uma tranquilidade notável, dado o contexto do debate sobre o casamento gay, ninguém parece esperar o mesma calma durante a sua visita ao Reino Unido, na semana que vem.

Depois de aterrar em Edimburgo no dia 16, o Papa será recebido pela Rainha Isabel II e outras altas instâncias britânicas. Mas lá fora, no país, o jornal The Scotsman prevê "uma mistura tóxica de hostilidade a apatia". Esta será a primeira visita de estado de um Papa ao Reino Unido, país cuja religião oficial é o anglicanismo, cujo chefe é a própria monarca - a visita do João Paulo II em 1982 foi uma visita pastoral.

Os cinco milhões de católicos britânicos, apesar de serem mais praticantes que os anglicanos, faltam cada vez mais à missa. Não são eles que pagarão os custos da visita, de dezenas de milhões de euros; estes serão suportados, na sua maior parte, pelo Estado. Numa altura de cortes nos serviços públicos, este facto é polémico.

Depois de um dia na Escócia, o Papa vai para Londres. O maior protesto também será na capital: uma marcha no sábado com o lema "O Papa opõe-se à igualdade universal e aos direitos humanos. Não lhe deveria ser estendida a honra e reconhecimento duma visita de Estado ao nosso país."

Alguns militantes detectam sinais de medo da parte da Igreja: esta semana um bispo procurou um encontro com Peter Tatchell, o mais conhecido defensor dos direitos dos homossexuais, e outros activistas, para pedir que tudo se passe "de maneira digna".

A oposição à visita prende-se com a posição do Papa sobre temas como homossexualidade, aborto, uso do preservativo ou ordenação de mulheres. Mas os grupos concordaram em focar-se na resposta da Igreja aos casos de abusos de crianças por padres. Está marcada para a véspera da visita uma conferência de imprensa com vítimas de todo o mundo.

Há até ateístas militantes, como o biólogo Richard Dawkins, que querem ver o Papa detido, por tentar encobrir os abusos. Tudo isso significa, de acordo com o jornal The Scotsman, que a primeira coisa que Bento XVI vai querer fazer quando chegar não será beijar o chão, como fez o seu antecessor, mas pegar numa pá e começar a escavar um túnel de fuga.

fonte: DN

Bispo abusador tem reforma de 2800 euros

O ex-bispo da diocese de Bruges, Roger Vangheluwe, demitido pelo Papa Bento XVI depois de em Abril ter admitido que violou o sobrinho menor de idade, vai receber uma pensão de 2800 euros limpos por mês. A notícia foi avançada por jornais flamengos: o Het Gazet van Antwerpen e o Het Belang van Limburg.

Vangheluwe, de 72 anos, admitiu ter abusado sexualmente do sobrinho entre 1973 e 1986, quando ainda era só padre. A família terá tido conhecimento do caso, mas forçou a vítima ao silêncio, para que a carreira do tio não saísse prejudicada. O sobrinho tem hoje em dia 42 anos.

A seguir à confissão do bispo, multiplicaram-se as denúncias de abusos à comissão de investigação liderada pelo pedopsiquiatra belga Peter Andriassen (ver texto principal em cima).

O ex-bispo encontra-se agora recolhido na Abadia de Vleteren, onde aguarda a decisão do Papa sobre o seu futuro. Apesar da prescrição dos abusos que cometeu, Bento XVI pode decidir aplicar uma sanção sem prejudicar os procedimentos judiciais próprios de cada Estado de direito, esclareceu este mês o especialista em direito canónico Rik Torfs, segundo indicou a agência Efe.

O escândalo de abusos sexuais praticados por religiosos católicos contra menores na Bélgica, é o segundo maior na Europa, a seguir ao verificado na Irlanda. A revelação dos resultados da comissão de investigação Andriassens surgiu um dia depois de a justiça belga ter declarado inválidas as buscas realizadas ao palácio episcopal de Malines a 24 de Junho. Esta acção da polícia belga recebeu fortíssimas críticas, incluindo vindas do Vaticano.

fonte: DN

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

1,8 milhões para a segurança do Papa

Bento XVI, líder da igreja católica

A protecção do Papa Bento XVI durante a sua visita de Estado ao Reino Unido, de 16 a 19 de Setembro, custará de 1 a 1,5 milhões de libras (1,2 a 1,8 milhões de euros), indicou ontem o coordenador das operações de segurança. Segundo disse, até hoje, nunca uma visita de Estado tinha implicado tantos lugares e em zonas tão longínquas: "A maioria dos líderes não sai de Londres."

fonte: DN

sábado, 28 de agosto de 2010

Expulsão de ciganos é "novo holocausto"

As perseguições aos ciganos constituem "uma espécie de novo holocausto", disse em entrevista à agência de informação I.Media o arcebispo Agostino Marchetto, secretário do Conselho Pontifício para os emigrantes. 

Ao referir-se à decisão do Governo francês de proceder ao desmantelamento dos acampamentos e à repatriação dos ciganos, Marchetto assegurou: "Não posso alegrar-me com o sofrimento dessas pessoas, em particular quando se trata de pessoas débeis e pobres que são perseguidas, que também são vítimas de um 'holocausto' e vivem sempre escapando aos que as perseguem."

No domingo, quando rezava o Angelus no Vaticano, o Papa Bento XVI também apelou em francês ao respeito pela "legítima diversidade humana", numa referência ao repatriamento de ciganos decidida pelo Governo de Paris.

A questão dos ciganos será debatida na próxima terça-feira, em Bruxelas, pela Comissão Europeia, com ministros franceses. A reunião foi marcada depois de uma conversa telefónica, na quinta-feira, entre o primeiro-ministro francês, François Fillon, e o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso. Bruxelas quer avaliar se o repatriamento de ciganos para os países de origem, Roménia e Bulgária, está a ser feita no respeito pela lei comunitária.

fonte: DN

domingo, 8 de agosto de 2010

Papa homenageia Edith Stein e padre Kolbe, mártires do Nazismo


Edith Stein


Padre Kolbe

O Papa apelou hoje para a rejeição do "egoísmo" e da "sede de dominação", prestando homenagem a dois santos mártires da Segunda Guerra Mundial, Edith Stein e o padre Kolbe, mortos em Auschwitz "sem nunca terem perdido a fé".

Perante uma multidão entusiasta de peregrinos concentrados no pátio da sua residência de Castel Gandolfo, perto de Roma, Bento XVI, sorridente e de rosto bronzeado, celebrou o Angelus, convidando os cristãos a viver e a utilizar os bens materiais "sem egoísmo ou sede de posse ou dominação, mas segundo a lógica de Deus, da atenção ao outro, a lógica do amor".

O Papa recordou, em seguida, dois santos cuja morte será em breve assinalada: a filósofa alemã de origem judaica Edith Stein, "a santa carmelita Teresa-Benedita da Cruz", morta a 09 de agosto de 1942 pelos nazis, e "o padre franciscano Santo Massimiliano Maria Kolbe", um sacerdote polaco morto a 14 de agosto de 1941.

Classificando-os como "mártires do século XX unidos por um destino comum, em Auschwitz", o Papa sublinhou que "ambos atravessaram o período sombrio da Segunda Guerra Mundial sem nunca perderem de vista a esperança, o Deus da vida e do amor".

Depois de ter recitado a oração do Angelus, Bento XVI, visivelmente em boa forma, foi saudado com entusiasmo pelos fiéis concentrados no pátio de Castel Gandolfo.

Dirigiu-lhes curtas mensagens em francês, inglês, alemão, espanhol, polaco e italiano, recebendo de cada vez calorosas ovações dos grupos de peregrinos.

fonte: Jornal i

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Papa vai cobrar bilhetes em missas

Bento XVI desloca-se em Setembro ao Reino Unido

A crise chega a todos os sectores da sociedade e nem a Igreja escapa. Os peregrinos que pretendam assistir às missas que o Papa Bento XVI vai celebrar em Setembro, durante a visita ao Reino Unido, têm que pagar bilhete, cujo preço oscilará entre os seis e os 30 euros.

A entrada para a missa a celebrar em Hyde Park, Londres, vai custar a cada fiel seis euros, em Glasgow o preço sobe para 24 euros e em Birmingham, cada peregrino vai pagar 30 euros.

O Vaticano explica que a iniciativa de cobrar entradas deve ser entendida como uma “contribuição” a que se deve chamar “passaporte do peregrino”. Esclarece ainda que estão isentos os fiéis que não tiverem capacidade financeira para dispensar tanto dinheiro. Além de assistir à missa, os peregrinos têm ainda direito a transporte até ao local das celebrações.

Como se trata de uma visita de Estado, o Reino Unido vai assumir a maioria dos custos. Os contribuintes britânicos devem pagar 14,5 milhões de euros para receber Bento XVI, sem contar ainda com os gastos em segurança.

Recorde-se que Bento XVI esteve em Maio deste ano em Portugal, onde celebrou missas em Lisboa, Fátima e Porto. Nenhum dos fiéis teve que pagar qualquer custo para assistir às celebrações presididas pelo Sumo Pontifíce.


Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian
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