quinta-feira, 8 de julho de 2010
Fontes oficiais da Noruega, assim como dos Estados Unidos, confirmaram que estes três suspeitos estavam sob vigilância há pelo menos um ano, indicava a BBC na sua edição online. A Noruega pode constituir um alvo, dado ter soldados no Afeganistão, é avaliado pela BBC.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Agentes secretos usaram documentos falsos para circular em aeroportos e transportar suspeitos de terrorismo
terça-feira, 6 de julho de 2010
Campanha internacional tenta evitar que mulher iraniana, mãe de duas crianças, seja apedrejada até à morte. Sakineh Mohammadie Ashtiani foi obrigada a confessar que cometeu adultério.
Só uma campanha internacional pode salvar Sakineh Mohammadie Ashtiani, 42 anos, de ser enterrada até ao pescoço e depois apedrejada. Isto, depois de já ter sido castigada com 99 chibatadas para confessar o crime de adultério. A pena capital pode ser aplicada a qualquer momento.
O alerta foi dado por Mina Ahadi, chefe da Comissão Internacional Contra o Apedrejamento e a Pena de Morte , que iniciou uma campanha internacional para pressionar o regime de Teerão a perdoar a mulher.
"Legalmente, não há nada a fazer. Sakineh pode ser apedrejada a qualquer minuto. Por isso mesmo, decidimos começar um movimento internacional. Só isso a pode salvar", disse a ativista de direitos humanos.
Acusação remonta a 2006
Sakineh Mohammadie Ashtiani foi obrigada a confessar adultério mas, apesar de ter recuado na confissão, o tribunal de Teerão não lhe concedeu clemência. De nada adiantaram, também, os pedidos apresentados, por escrito, pelos dois filhos, um rapaz e uma rapariga.
De acordo com o código penal iraniano, o adultério por parte das mulheres deve ser punido com pena de morte. O método não podia ser mais selvagem: a mulher é apedrejada com pedras suficientemente grandes. A morte ocorrerá pouco a pouco, acompanhada de muito sofrimento.
Ashitiani, natural de Tabriz, foi acusada de adultério em 2006. O Supremo iraniano confirmou a acusação em 2007.
De acordo com a Anistia Internacional , desde o início deste ano até ao dia 6 de Junho, houve pelo menos 126 execuções no Irão.
fonte: Expresso
Os escândalos do banco do Vaticano. A Igreja não vive só de avé-marias
Os documentos deram origem ao livro "Vaticano SA" (Editorial Presença). Uma primeira advertência para os mais cépticos e pouco dados a teorias da conspiração: "Não é um livro contra o Vaticano, mas relata actos de homens que gozaram de uma confiança mal depositada", explica Gianluigi, que até admite ser baptizado, apesar de não ser católico praticante. "Tenho o problema que aflige todos os filósofos. Se o ser humano é um relógio, quem é o relojoeiro? Estou numa fase em que me interrogo sobre a fé", confessa. O investigador, que interrompe a entrevista como i para ir buscar uma cerveja, fica desconfortável quando tem de falar de si próprio, mas entusiasma-se quando se lhe pede para explicar os complexos esquemas que o Vaticano escondeu durante mais de 30 anos.
Uma Igreja nada santa Não é uma história. São vários enredos, que incluem mortes misteriosas, silêncios, suspense, muitos pecados e demasiadas omissões. "No Vaticano a verdade nunca é uma só. Muito menos quando se trata de números", garante.
O arquivo de Dardozzi permite reconstituir a existência, no IOR, de contas da máfia - por exemplo de Vito Ciancimino, condenado por ligações à Cosa Nostra e à máfia siciliana. O Vaticano terá tentado, também, financiar a criação de um novo partido político. Até os donativos dos fiéis para serem rezadas missas pelos defuntos seriam usados para outros fins. Tudo com base num sistema de contas encriptadas.
"Eram abertas em nome de fundações que não existiam, como 'fundo para a leucemia' ou 'fundo para as crianças pobres'", recorda Gianluigi Nuzzi. Essas contas eram identificadas apenas por códigos numéricos, que conduziam aos pseudónimos dos seus titulares, como "Roma", "Ancona" ou "Omissis" - este último remeteria para Giulio Andreotti, primeiro-ministro de Itália por sete vezes, pelo partido democrata-cristão. "Ainda hoje não se sabe ao certo quanto dinheiro terá passado por estas contas, mas no mínimo entre 276 a 300 milhões de euros."
Em Fevereiro de 1992 arranca, em Itália, a operação "Mãos Limpas", que tem como alvo os políticos da primeira república, depois do escândalo do megassuborno Enimont. E é aqui que os magistrados percebem "que boa parte do dinheiro tinha passado pelo banco do Vaticano e era depois depositado em contas no estrangeiro". O esquema era possível graças ao estatuto e aos acordos com o Estado italiano que ainda hoje permitem ao IOR "um modo de operação bancária offshore". O banco também goza de uma administração autónoma na Santa Sé; os seus dirigentes não podem ser interrogados, processados ou presos em Itália. O Vaticano pode até nem responder às rogatórias da justiça, se assim o entender. "Apesar de já ter sido assinada uma convenção monetária entre o Vaticano e a União Europeia que obrigará a Santa Sé, a partir de Janeiro de 2011, a adequar as suas normas às do espaço comunitário no que diz respeito à lavagem de dinheiro", adianta o jornalista.
O arquivo de Dardozzi permite também perceber que João Paulo II "foi informado das irregularidades em 1992 e nada fez". E que o Papa tem direito a um fundo pessoal e confidencial que escapa aos balanços oficiais que a Santa Sé apresenta todos os anos. Só em 1993, João Paulo II terá arrecadado 121,3 milhões de euros. Até agora, o Vaticano não se pronunciou sobre este livro polémico que já está traduzido em oito países.
José Sócrates pronunciou-se de novo sobre a utilização da “golden share” para travar o negócio dos espanhóis da Telefónica com a Portugal Telecom (PT), tendo em vista a compra da brasileira Vivo, na sessão de encerramento das Jornadas Parlamentares do PS.
Num discurso em que visou indirectamente a posição do PSD em relação à actuação do Governo face ao negócio da Telefónica, Sócrates disse não lhe parecer certo que, "no momento em que o Estado é convocado para assumir uma posição, haja quem defenda no nosso país que não devemos dizer sim nem não, mas apostar antes numa tripla".
"Há momentos em que os líderes políticos não podem apostar em triplas e muito menos podem comportar-se com uma posição clássica daquela grande figura do comentário político", disse, numa alusão também indirecta ao ex-líder social democrata Marcelo Rebelo de Sousa e à posição que este adoptou sobre o aborto -- "é mau mas pode-se fazer".
"Ele [Marcelo Rebelo de Sousa] inspirou esta posição [no caso da PT]: o negócio é mau mas pode-se fazer; a “golden share” existe mas não deve ser usada", afirmou, provocando risos na plateia.
Para José Sócrates, esta posição assumida pelo PSD "é própria de quem quer agradar a todos os sectores", mas o sector das comunicações "é um dos mais promissores em termos de alavancagem do crescimento económico e essencial para a sociedade de informação, razão pela qual a dimensão de uma empresa assume um carácter fundamental".
"O Estado Português votou contra porque defendeu os interesses nacionais, não se envergonha de defender o interesse geral -- e essa é a nossa obrigação. Uma coisa nunca faremos é agir como Pilatos lavando as mãos e dizendo: sim o negócio é mau mas pode-se fazer; sim, a “golden share” existe, mas não deve ser usada. Isso connosco nunca: ou sim ou sopas", acentuou.
Segundo a tese do primeiro ministro, contrária à dos defensores na Europa do fim das “golden share”, em nenhum regulamento público os direitos especiais do Estado estão inscritos, porque "estes direitos nasceram no momento da privatização da empresa por acordo com todos os accionistas e cumprindo a lei geral das companhias privadas em Portugal".
"Em áreas críticas, como as das comunicações e tecnologias de informação ou da energia -- sectores sensíveis para o interesse de todos os cidadãos -, uma das formas para regular esses sectores, defendendo o interesse geral e não apenas os particulares, é justamente através da possibilidade dos Estados terem direitos especiais para serem considerados", advogou o líder do executivo.
Admitindo "não estar surpreendida", a jornalista Ana Leal - autora da notícia que deu origem ao processo - defendeu que o arquivamento do processo "só vem provar que nós fazemos notícias sérias e rigorosas".
Sublinhando que nunca perdeu um processo judicial, a jornalista afirmou que a decisão mostra que as notícias da TVI são "feitas de forma inquestionável".
Também o jornalista Carlos Enes, outro dos jornalistas visados na queixa, disse à Lusa não se ter surpreendido com a decisão.
"Sempre tive consciência profissional das peças que fizemos, que são factualmente indesmentíveis", assinalou.
A queixa era "abstrata" e "não apontava nenhum facto concreto" que permitisse ao Ministério Público dizer "onde é que tinha havido difamação contra o primeiro-ministro", assinala o jornalista, que questiona o porquê de "tanto tempo" no arquivamento do caso.
Carlos Enes questiona também "o que é que teria valido um arquivamento do Ministério Público" em tempo mais útil na "proteção do Jornal de Sexta".
A queixa de José Sócrates remonta a Março de 2009 e foi feita contra 5 jornalistas da TVI: Manuela Moura Guedes, Ana Leal, Carlos Enes, Júlio Barulho e o então director-geral da estação, José Eduardo Moniz.
A queixa foi feita depois de a TVI ter exibido no "Jornal Nacional" uma peça a gravação de uma conversa entre um administrador do Freeport, o empresário Charles Smith, e o funcionário João Cabral.
"Tendo tomado conhecimento da divulgação pela TVI de uma gravação contendo referências ao meu nome, a propósito do caso Freeport, esclareço o seguinte: No que me diz respeito, essas afirmações são completamente falsas, inventadas e injuriosas", disse na altura Sócrates, cujo nome foi invocado por Charles Smith como envolvido em contrapartidas financeiras.
No comunicado, o chefe do Governo reiterou desconhecer Charles Smith: "Reafirmo, mais uma vez, que não conheço o Sr. Charles Smith, nem nenhum dos promotores do empreendimento Freeport".
"Quero repudiar, com veemência, todas as referências que procuram envolver-me, directa ou indirectamente, em qualquer comportamento ilícito, ou menos próprio, a propósito do caso Freeport", acrescentou o primeiro-ministro.

Chapman está detida nos EUA





