quinta-feira, 22 de julho de 2010

Salazar poderia ter sido recordado como o maior investidor de Portugal


A agência Bloomberg escreve hoje que o antigo ditador António de Oliveira Salazar poderia ser recordado como o melhor investidor que Portugal já teve, caso o banco central português autorizasse o país a beneficiar das suas reservas de ouro.

Em proporção com o tamanho da economia, Portugal armazena mais ouro que qualquer outro país na Europa, a maioria do qual acumulada durante os 36 anos da ditadura de Salazar com poupanças e o dinheiro das exportações portuguesas, incluindo volfrâmio (tungsténio) e da indústria conserveira.

Segundo a Bloomberg, a valorização de 26 por cento do ouro nos últimos anos faz com que Portugal detenha um ativo cada vez mais valioso, ainda que seja um recurso ao qual um governo endividado como o português não pode recorrer, devido às leis que regem o banco de Portugal.

"Com o aumento do preço do ouro, fica-se com ganhos acumulados, mas não se pode transformá-lo em dinheiro", declarou à Bloomberg David Schnautz, do Commerzbank AG em Londres. "É um colchão para um cenário extremo".

O défice orçamental de Portugal está três vezes acima do limite aplicável aos membros do euro e a sua dívida externa vai chegar aos 84 por cento do PIB este ano. A agência de notação Standard & Poor’s deu a Portugal o segundo pior rating dos 16 países da Zona Euro, apenas precedido da Grécia.

As 382,5 toneladas de ouro que Portugal tem estão avaliadas em 14,7 mil milhões de dólares, cerca de 6,8 por cento do PIB português após conversão para euros, indicam os cálculos da Bloomberg e os dados do FMI. O ouro das reservas de Itália corresponde a 4,8 por cento da sua economia, seguida da Alemanha com 4,2 por cento. Já as reservas da Grécia valem 1,4 por cento do seu PIB.

A agência de notação Moody’s, que cortou o rating de Portugal em dois níveis a 13 de julho, apenas olha para as reservas de ouro nos casos em que os governos precisam de gerar dinheiro em divisas fortes como o dólar e o euro. E isso não se aplica a Portugal, declarou Anthony Thomas, analista de dívida soberana da Moody’s citado pela Bloomberg.

O ouro de Portugal é gerido pelo Banco de Portugal, cuja regulamentação indica que os ganhos procedentes das vendas de ouro têm de ser colocadas numa conta e não podem ser transferidas para o tesouro público. O Banco de Portugal paga um dividendo todos os anos ao governo por ganhos com juros e com os títulos de valor mobiliário. O dividendo pago em 2009 foi de 203 milhões de euros, indicou o BdP à Bloomberg a 2 de julho.

Um responsável do Banco de Portugal escusou-se a prestar declarações à Bloomberg sobre a gestão das reservas de ouro, tal como a porta-voz do ministério das Finanças.

fonte: Jornal i

Militares e diplomatas fora do comando das 'secretas' da defesa


Pela primeira vez, o SIED é chefiado apenas por profissionais da 'intelligence'. A escolha, esta semana, de um homem da 'carreira' para director adjunto suscita preocupações.

A nomeação do novo director adjundo do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), um profissional da intelligence, no quadro destas "secretas" desde a sua criação, está a causar algumas preocupações a analistas do sector. Com outro homem da "carreira" a dirigi-lo desde 2008, Jorge Silva Carvalho, esta escolha faz com que, pela primeira vez em 25 anos de história do Serviço de Informações da República Portuguesa (SIRP), um dos seus "braços" seja chefiado por dois profissionais de informações.

Desde a sua criação em 1997 que o SIED, a quem compete produzir informações visando "assegurar a salvaguarda da segurança externa do Estado Português e a defesa e protecção dos interesses nacionais no mundo", tem sido comandado apenas por militares ou diplomatas.

Só com a nomeação de Jorge Silva Carvalho a regra se alterou, embora o cargo de director adjunto continuasse a ser preenchido por militares ou diplomatas. Mas, terça-feira, esse ciclo rompeu, com a escolha para esse cargo de outro homem da "casa". O eleito é João Pereira Bicho, 38 anos, licenciado em Direito pela Universidade Católica e que chefiava no SIED o departamento África, o mais importante do serviço. Substituiu a diplomata Helena Paiva.

A favor desta nomeação estão argumentos que valorizam o facto como um "sinal de maturidade da organização", expresso pelo aumento de projecção da sua capacidade operacional externa. O desempenho do SIED foi, aliás, recentemente elogiado pelo próprio Conselho de Fiscalização do SIRP, que destacou os resultados obtidos por este serviço, com menos meios e menos recursos financeiros que o "parceiro" SIS. O SIED garante cerca de 80% das informações trabalhadas por todo o dispositivo das "secretas".

Mas o afastamento do sector diplomático e militar da "cabeça" dos espiões leva analistas a questionarem as vantagens que haverá para o interesse nacional e defesa do Estado deixar de ter na direcção gente com ligação directa ao Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) ou ao Ministério da Defesa (MDN).

O presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT), José Manuel Anes, "lamenta" a opção tomada. "A ligação ao MNE é indispensável para um serviço como o SIED", sustenta, "receio que isto possa comprometer mesmo os interesses do Estado, uma vez que o SIED pode deixar de ter acesso a toda a uma rede de contactos na esfera diplomática, essenciais para definir uma estratégia eficaz de salvaguarda dos nossos interesses no mundo".

Garcia Leandro manifesta idênticas apreensões. O general acha "estranho e inédito em serviços desta natureza e entendo que é prejudicial porque limita a capacidade dos serviços de segurança. Quer os militares quer os diplomatas têm uma visão muito importante da política externa". Garcia Leandro e José Manuel Anes entendem que há "toda a vantagem em alargar contactos" e não "concentrar as informações apenas sobre o próprio serviço".

fonte: DN

Cem pinguins sujos de petróleo chegam à costa uruguaia


Pelo menos uma centena de pinguins sujos de petróleo chegou nas últimas semanas à costa oceânica uruguaia e ONGs ambientalistas estimam que, provavelmente, outros cem morreram antes que pudessem ser resgatados.

Os pinguins começaram a chegar à costa de Maldonado e Rocha (sudeste) em meados de junho e atualmente há 60 exemplares nas instalações da ONG Sociedade para a Conservação da Biodiversidade de Maldonado (Socobioma) e 25 na ONG SOS Resgate Fauna Marinha, do mesmo estado, informaram à AFP fontes das duas organizações.

As aves, da espécie pinguim-de-Magalhães, procedem do sul da Argentina e cruzam em frente à costa uruguaia todos os invernos austrais, rumo ao litoral brasileiro, um caminho que depois fazem ao contrário a partir de setembro, na primavera austral.

"Começaram a chegar às praias em meados de junho, mas a quantidade aumentou na primeira quinzena de julho. Todos com mais de 80% do corpo coberto de petróleo", disse à AFP Lourdes Casas, veterinária encarregada da Socobioma.

"No total terão entrado uns 70 ou 80, dos quais resta pouco menos de 60, mas muitos já são encontrados mortos", explicou.

"Eu acho que deve hacer mais de 300 ou 400 mortos, o problema é que não temos capacidade econômica de sair para recolhê-los e se não são encontrados assim que chegam à praia, morrem de frio", acrescentou.

Para Richard Tesore, da SOS Resgate Fauna Marinha, pelo menos 200 pinguins contaminados devem ter chegado à costa uruguaia.

As manchas de petróleo afetam a temperatura corporal destas aves migratórias, que se aproximam da praia em busca de calor e se não forem resgatadas, morrem de hipotermia.

As ONGs atribuem a contaminação dos pinguins a algum vazamento de combustível em um barco petroleiro, não muito distante da costa uruguaia.

fonte: terra

quarta-feira, 21 de julho de 2010

ONGs pedem que ONU investigue postura dos EUA sobre genéricos


Organizações ligadas à luta contra a Sida acusaram na terça-feira os Estados Unidos de violarem os direitos à saúde de milhões de pobres do mundo, por causa de políticas comerciais que dificultam o acesso a medicamentos genéricos.

Uma colisão que inclui as entidades Health Gap, Fundação para os Direitos da Sida e Rede Tailandesa de Pessoas Vivendo com HIV/Sida pediu formalmente a Anand Grover, relator especial da ONU para o direito à saúde, que analise a questão.

O relator especial pode pedir ao governo envolvido que esclareça suas políticas e as medidas corretivas que eventualmente estejam sendo tomadas.

As ONGs devem realizar uma entrevista coletiva na terça-feira durante a Conferência Internacional da Sida, em Viena. A ira das entidades está dirigida contra um relatório anual do escritório de Representação Comercial dos EUA, que lista os países responsáveis pelas piores violações à propriedade intelectual dos EUA - o que pode abranger de CDs a remédios.

Os ativistas acusam os EUA de terem usado o relatório, chamado "Special 301", para pressionar outros países a abrirem mão de certos direitos à saúde garantidos por um acordo da Organização Mundial do Comércio relativo à propriedade intelectual, conhecido como Trips.

"Até e incluindo o relatório Special 301 de 2009, Brasil, Índia, Tailândia e outros países foram ameaçados com sanções (...) por tirarem partido das flexibilidades do Trips, inclusive utilizando períodos de transição e emitindo licenças compulsórias" para permitir que laboratórios locais produzam versões mais baratas de drogas patenteadas por empresas dos EUA, dizem os grupos em carta a Grover.

Neste ano, o relatório voltou a incluir a Tailândia na "lista de prioridade de observação", a etapa imediatamente anterior à categoria mais grave. O país tem enfrentado os laboratórios farmacêuticos dos EUA para defender a sua agressiva campanha de combate à Sida.

Apesar das ameaças, o relatório dos EUA reconhece o direito dos países usarem as exceções do Trips relativas a crises de saúde pública. Sean Flynn, diretor-associado do Programa sobre Justiça da Informação e Propriedade Intelectual, da Universidade Americana, acusou o presidente Barack Obama de não cumprir sua promessa eleitoral de apoiar o acesso a medicamentos genéricos de baixo custo.

A plataforma de Obama previa "romper a fortaleza que algumas poucas grandes companhias farmacêuticas e de seguros têm em relação a essas drogas que salvam vidas", disse Flynn, envolvido na petição ao relator especial da ONU.

fonte: terra

Investigação do 'Washington Post' revela América "secreta"


O diário 'The Washington Post' divulgou hoje mais de 2100 locais do país onde funcionam agências de espionagem e segurança, no terceiro e último artigo de uma investigação de dois anos intitulada "Top Secret America".

O artigo de hoje - a que os autores chamaram "The secrets next door" (Os segredos na porta ao lado) - é particularmente impressionante, sobretudo na sua versão online, em que se pode ver a concentração de agências de espionagem, segurança, operações clandestinas e as empresas consultoras de todo o sistema com uma concentração maior à volta da área metropolitana de Washington DC.

"Fort Meade, em Maryland, é a capital dos Estados Unidos secretos, uma geografia alternativa do país definida pela concentração das organizações mais secretas do governo e das empresas que trabalham com elas", lê-se no artigo.

Fort Meade, onde está a sede da agência de Segurança Nacional (NSA) "é o maior de uma dúzia de agrupamentos em todo o país que são os centros nervosos dos Estados Unidos secretos e dos seus 854 mil funcionários".

O mapa inclui a localização de 786 locais onde o Departamento da Defesa leva a cabo trabalhos de espionagem, inteligência e operações especiais, 535 do Departamento de Segurança Nacional e 449 da Oficina Federal de Investigações (FBI).

Além disto, estão também identificadas 234 localizações do Departamento de Justiça, 92 da Direcção de Controlo de Drogas, 36 da Agência Central de Inteligência (CIA), outras 34 de várias agências civis envolvidas na "segurança nacional" e 20 da própria NSA.

"Nos subúrbios de todo o país, os serviços de segurança fazem o seu trabalho de forma anónima", refere o jornal: "É um trabalho que não se vê mas o seu impacto, certamente, faz-se sentir".

Todos estes locais, prossegue a artigo, "são versões mais discretas das tradicionais cidades militares: dependem economicamente do orçamento federal e a sua função única define a sua cultura".

"A diferença é que as Forças Armadas não são uma cultura secreta. Nestes agrupamentos, a credencial digital é muitas vezes a única indicação do trabalho que tem uma pessoa. O trabalho não é discutido e os destacamentos também não", lê-se na investigação, cuja publicação termina hoje.

"A existência destes outros locais é tão pouco conhecida que a maioria das pessoas não se dá conta de que se aproxima, por exemplo, do epicentro de Fort Meade, embora os sistemas de orientação por satélite (GPS) nos seus automóveis comece a dar indicações incorrectas que levam o condutor para uma série de desvios porque o governo interfere em todos as orientações", explica o Washington Post.

A investigação deste jornal norte-americano adianta ainda que à volta das instalações governamentais crescem as empresas privadas que conseguem contratos para trabalhar nos serviços de segurança: "Mais de 250 empresas, que equivalem a 13 por cento de todas as empresas dos Estados Unidos secretos, têm presença na área de Fort Meade."

O mapa interactivo, além dos agrupamentos mais notórios, mostra também as localizações de agências governamentais e empresas privadas relacionadas a que o diário chamou "a indústria de segurança nacional", em todos os estados do país.

fonte: DN 

Strecht Ribeiro e Teixeira Lopes discutem em directo


Tudo aconteceu durante o programa 'Pontos de Vista', da RTPN. Depois de trocaram acusações como 'ordinário' e 'mal educado', o dirigente bloquista abandonou o estúdio

Orlando Strecht Ribeiro, deputado do PS, e João Teixeira Lopes, dirigente do Bloco de Esquerda, protagonizaram ontem à noite uma discussão em directo durante o programa 'Pontos de Vista', da RTPN.

A diálogo mais quente, que motivou mesmo ao final de alguns minutos que João Teixeira Lopes abandonasse o programa, teve origem num comentário do dirigente bloquista, ao afirmar achar curioso 'que o PS governar ao arrepio do seu código genético.

Strecht Ribeiro não gostou do que ouviu e rapidamente o diálogo entre ambos tomou novas proporções, com acusações de parte a parte de 'ordinário', 'grosseirão' e 'mal educado'.


fonte: DN

terça-feira, 20 de julho de 2010

10 pessoas que nos últimos 10 anos mudaram a nossa forma de pensar


Em 2000 começava o primeiro “Big Brother” e com ele veio a febre dos reality shows. Começavam a ser escritos os primeiros blogues, dando início aos comentários ofensivos anónimos, só possíveis para quem estivesse ligado à rede com um modem. O download de uma canção demorava quatro horas, mas isso não impediu que dezenas de boys e girls bands se dissolvessem em centenas de carreiras a solo. Dez anos depois o mundo mudou e com ele a nossa maneira de o olhar. Nesta lista estão dez nomes de pessoas que nos fizeram pensar de maneira diferente – mas não mudaram uma coisa: o gosto por listas e a certeza de que todas as escolhas são subjectivas

Artes plásticas


Damien Hirst, artista de negocios

Vacas cortadas ao meio, ovelhas e tubarões conservados em formol. Zebras empalhadas sem pelo. Animais abertos, expostos ao olhar de todos. Perversidade? Não, arte. E cara. Damien Hirst transformou a arte em algo mais do que criações com mensagens ou pontos de vista pessoais. Mais do que controverso e polémico, tanto amado como odiado, é um verdadeiro negociador. É o artista que, em vida, mais dinheiro arrecadou em leilão: em 2008 vendeu na Sotheby’s 218 peças da colecção “Beautiful Inside My Head Forever”, de 223 obras, por 153 milhões de euros. Hirst transformou a arte num verdadeiro negócio. Além de ter dezenas de artistas a trabalhar para si, numa espécie de linha de montagem artística, Hirst dispensou os seus negociadores de arte, a Galeria Gagosian e a White Cube, em Londres. Passou ele próprio a levar as suas obras directamente a leilão. Acredita que esta decisão pode inspirar muitos outros a fazer o mesmo, dispensando mediadores na altura de fechar negócio. Hirst é também o autor de uma das obras mais caras de sempre: uma caveira de platina com mais de oito mil diamantes incrustados, posta à venda por 75 milhões de euros. O negócio não foi fácil e a caveira acabou por ser comprada, em Agosto de 2008, por um consórcio do qual fazia parte o próprio Hirst e a galeria White Cube. Uma bem sucedida estratégia comercial que lhe permitiu bater o já falado recorde de leilões no mês seguinte. Arte é, agora e mais que nunca, dinheiro. Diana Garrido

Gastronomia


Ferran Adrià, Provavelmente o melhor chefe do mundo

Genial, único, inspirador. Ferran Adrià é sinónimo de evolução e revolução culinária. Um artista e cozinheiro conhecido por se superar permanentemente e inúmeras vezes premiado e reconhecido pelo mundo fora. Considerado por muitos como o melhor cozinheiro do mundo, Ferran Adrià já conquistou um lugar importante e indiscutível na história da cozinha. Verão de 2007, estágio no El Bulli. Um marco decisivo e transformador no meu percurso. Dizer que Ferran Adrià mudou a minha forma de pensar é pouco esclarecedor. Ferran Adrià destruiu barreiras, alargou horizontes e, acima de tudo, libertou e acelerou o meu pensamento, a minha criatividade. Com Ferran Adrià aprendi a ver mais além, a olhar para uma pêra e a descobrir que posso tirar partido da casca, das sementes, das folhas, dos ramos da pereira e da evolução do seu sabor e textura ao longo das diferentes fases de amadurecimento. Com Ferran Adrià descobri que criar é, de facto, um acto de liberdade com múltiplas possibilidades de expressão. Na cozinha, os ingredientes, as técnicas, a tecnologia, as receitas, as elaborações e os conceitos estão ao serviço da criatividade transformando-a num mundo de possibilidades infinitas. A criatividade exige permeabilidade e um desejo profundo do conhecimento, tanto exterior como interior. A cozinha expressa esses diferentes momentos de conhecimento, de aprendizagem e de reflexão, e comunica não só o evoluir da técnica, mas também a maturidade, a personalidade e a alma do seu criador. Um prato é assim a linguagem de quem o cria, é a forma de diálogo entre o cozinheiro e o comensal. Ferran Adrià, mudou a forma de se encarar a cozinha e a comida no mundo inteiro. Há um humorista catalão, muito célebre, que diz: - A terra era quadrada mas Ferran “esferificou-a”. É, obviamente, uma graça... mas dá que pensar. Por José Avillez, chefe do restaurante Tavares

Música


Noah Lennox . E a matéria criativa dos genios

Pode parecer fácil de mais: Noah Lennox vive em Lisboa, estreia canções nos palcos nacionais e dedica acordes ao Benfica. Ou seja, simpatia é coisa inevitável junto do seu nome. Mas não é essa a justificação deste canto de página. A culpa é de Panda Bear, o alter ego que usa enquanto músico, um dos mais destemidos da década. Reconheçamos que não trabalha sozinho, é com os Animal Collective que vai fazendo revolução. Começaram com pequenos tiros no escuro; assumiram vontades definitivas em 2003, ao editar “Campfire Songs”; e viram a luz (ou vimo-la nós) em 2005, com “Feels”. Como se isto não bastasse, parecem doentes crónicos ao assinar a cada novo disco um momento sempre maior e mais sedutor que o anterior. O psicadelismo, o krautrock, a electrónica e a pop. Estes e outros palavrões baralhados como nunca antes. Como se a matéria que faz as brincadeiras de criança fosse o desejo maior dos adultos e esta gente não tivesse pinga de vergonha em transformar isto em música. Personalizamos o elogio em Noah Lennox, recluso criativo, que tem pouco de social mas tudo para vir a ser apelidado de génio. Motor das vontades dos Animal Collective, é dele a mais frutuosa carreira a solo entre os membros do grupo, seguindo sempre a mesma política: a que diz que tudo é possível, que qualquer corta-e-cola pode ser mágico, que a voz é um veículo sem destino, que a história da música popular tem de ser estudada para ser alterada. Tudo estava já disponível perante todos mas ninguém o tinha concretizado de forma tão evidente. E fazendo uso opressivo da internet, como se fizesse parte da ordem natural das coisas. Tiago Pereira

Futebol


Mourinho prepara, estuda, planeia, organiza. E ainda tem rasgo

O Chelsea ia jogar com um clube secundário para a (já de si secundária) Taça da Liga. Mourinho temia que os jogadores se desleixassem. Na véspera, inventou um exercício que nem o super-homem cumpriria. Deixou a auto-estima do plantel de rastos. Resultado: entrega total dos jogadores durante 90’ e goleada. Se o adversário fosse o Man. Utd, invertia a operação: exercício fácil para os jogadores se sentirem deuses no dia D. No FC Porto idem: antes de um clássico na Luz, Deco reparou que a equipa se preparava como se o Benfica usasse dois pontas-de-lança. “Mas eles jogam só com um, míster”. “Sim, mas quando estão a perder, põem dois, e eles vão estar a perder desde cedo”, respondeu o Special One (ou Il Speciale ou El Especial). Resultado: 1-0 para o FCP, golo de Deco na 1ª parte. Antes de um encontro em Alvalade, Mourinho revelou a equipa titular do FCP e, sem respirar, anunciou o onze do Sporting e as três substituições que o rival Fernando Santos iria fazer. Empatou. Foi bicampeão. Mourinho planeia, organiza, estuda, prepara – como em qualquer génio, 95 por cento do sucesso é suado. Depois cai uma gota de intuição. De ousadia. De provocação. De agitação. São os cinco por cento de rasgo do treinador que transformou o futebol em muito mais do que um jogo de vida ou de morte. Ame-se ou odeie-se. Por João Almeida Moreira, editor de Desporto

Política


George W. Bush, homem de doutrinas

Esta semana, o “nosso” Durão Barroso fez declarações duríssimas ao “The Times” contra Barack Obama, supostamente desatento nas suas relações com a Europa. Seria impossível Durão Barroso dirigir-se assim a George W. Bush, um homem que mudou o nosso mundo – mal ou bem, consoante o ponto de vista ideológico do leitor. A doutrina Bush pôs fim a décadas de contenção da Guerra Fria, criando um novo instrumento, a guerra preventiva, da qual saíram os conflitos ainda em curso no Afeganistão e no Iraque – esta última desencadeada fora do direito internacional, mas com apoios maciços em vários países europeus, com a Inglaterra à cabeça e o Portugal de Durão Barroso a oferecer a Base das Lajes para turismo de habitação. A guerra ao terrorismo, o eixo do mal, o discurso anti-árabe, a aceitação do recurso à tortura (a que Obama continua passivamente a fechar os olhos) para interrogatórios militantes, o campo de Guantánamo, a abdicação das liberdades individuais em nome da segurança – são conceitos radicalmente novos que surgiram após o ataque de 11 de Setembro às Torres Gémeas que mudou o mundo. A reacção de Bush ao ataque de Bin Laden tem detractores violentos, mas também apoiantes entusiastas, até porque nunca mais houve nenhum ataque terrorista aos Estados Unidos. Barack Obama, fora os discursos, permanece amarrado à herança de Bush. A escolha do general David Patraeus, o estratega da guerra do Iraque, para comandante das forças do Afeganistão, foi o último dos símbolo escolhidos pelo Presidente para explicar aos americanos de que não existe qualquer “doutrina Obama”. Até ver. Por Ana Sá Lopes, Redactora Principal

Internet


YouTube viveiro de talento ou tanque de disparates

Em 2006 a eleição de Pessoa do Ano pela revista “Time” foi polémica. Mas não era fácil apontar defeitos à personalidade escolhida: “Você”. Quem não gosta de receber um elogio destes? O prémio era justificado pelo crescimento do “conteúdo gerado pelo utilizador” na internet, a democratização da rede e o seu controle às mãos de internautas anónimos. O YouTube era, por essa altura, a cara da revolução digital e as caras por detrás do site eram Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim, antigos empregados da PayPal. Desde essa eleição muita coisa mudou no mundo, mas o YouTube cresceu sempre. É uma maneira fácil, gratuita e eficaz de divulgar vídeos para o mundo inteiro a partir de casa. E com isto mudou para sempre a maneira como surgem, crescem e desaparecem os ícones pop. Antes, para ser famoso era preciso aparecer na TV. Andy Warhol falou em “15 minutos de fama” – hoje isso é demasiado. Um vídeo no YouTube pode chegar a mais gente que uma transmissão em sinal aberto e músicos como Lady Gaga conheceram a fama no site antes de dominarem a MTV. O YouTube também contribuiu para a disseminação da palermice, transformando-se num dos maiores aspersores de disparate até hoje: quem não se lembra do “Esquilo Dramático”? Luís Leal Miranda

Televisão


Chris Albrecht: homem que (felizmente) nos tornou devotos

Antes de mais: uma vénia. Afinal, foi Chris Albrecth que viu o potencial de “Os Sopranos”, uma das mais aclamadas séries de sempre. Durante sete anos (1995-2002), foi presidente do departamento de programação do canal HBO e responsável pela escolha das séries que mudaram para sempre a vida dos espectadores. Em 2002 tornou-se CEO do canal, cargo que ocupou até 2007, sempre a coleccionar sucessos de programação: “Sexo e a Cidade” (1998), “Os Sopranos” (1999), “Sete Palmos de Terra” (2001), entre outras, entraram na rotina de milhões de pessoas, com saídas à noite canceladas, visionamentos entre amigos, debates no dia seguinte. As mulheres queriam ser Carrie, Samantha, Charlotte ou Miranda. A Máfia tornou-se aceitável, bem como os crimes de Tony Soprano. Mas não só: os criadores e produtores das séries passaram a ser estrelas maiores do que os actores que as protagonizam. “True Blood” é de Alan Ball, o criador de “Sete Palmos de Terra” e argumentista do filme “Beleza Americana”; “Mad-men” é de Mathew Weiner, um dos argumentistas de “Os Sopranos”. Nem os grandes nomes do cinema resistiram à febre das séries: Steven Spielberg e Tom Hanks co-produziram “Band of Brothers” (2001) e Mark Wahlberg a série “Entourage” (2004). Por causa deles, tornámo-nos piratas informáticos, sacando o mais recente episódio da nossa série favorita um dia depois de ser transmitido no país de origem. E de portátil no colo, passamos horas de olhos pregados no ecrã, numa rotina caseira tão comum como ir ao supermercado ao fim-de-semana. Diana Garrido

Ecologia

Sophie Uliano. Verde, mas cheia de estilo

Passou anos a viver de Manolos e Loubotins, até que percebeu que algo estava fundamentalmente errado. Todas as suas crenças sobre as melhores marcas se desmoronaram quando descobriu os químicos “horripilantes” que estão em champôs, cremes, amaciadores, vernizes, até na roupa e nos detergentes. E como não suportava ser uma dessas vegans com o cabelo a cheirar a mofo e a roupa a cheirar a traças, decidiu juntar duas palavras que até então não se misturavam: Gorgeously Green. Sophie Uliano fundou este “clube” das mulheres ecológicas e tornou-o chique. Em 2008, escreveu o primeiro de três livros na “saga” do eco-chique e transformou-se numa celebridade “verde” mesmo ao lado dos conhecidos ecologistas Leonardo DiCaprio e Julia Roberts. E no dia em que foi à Oprah, explicar que quase todos os champôs contêm carcinogénicos e que a maioria das empresas engana os consumidores com rótulos atraentes, Sophie mudou a minha vida. Mandei vir os livros da Amazon e revolucionei tudo à minha volta, tal como o têm feito milhares de pessoas com base nas ideias de Uliano. Não é apenas uma questão de deixar de usar sacos plástico; é uma consciencialização do nosso impacto no mundo. Da forma mais glamorosa possível. Sophie tem o mérito de ter tornado trendy a mania de ser verde. É a grande diva das eco-chics. Por Ana Rita Guerra

Economia


A realidade tem um viés social-democrata?

Paul Krugman tornou-se a consciência económica do liberalismo, a social-democracia à norte-americana. Economista, Nobel em 2008, cujos trabalhos sobre comércio internacional e geografia económica indicaram os limites de hipóteses sobre a bondade teórica do “comércio livre”. Há alguns anos, os críticos da globalização tiravam-no do sério; agora, o próprio começa a ter dúvidas. A notoriedade de Krugman vem da intervenção pública, da coluna no “New York Times”, que o i disponibiliza, do blogue e de muitas polémicas. Divulgador notável, capaz de mostrar em poucos parágrafos e com a ajuda de um gráfico esclarecedor uma relação económica importante. Até parece fácil: como o próprio diz, a realidade tem um enviesamento liberal… Krugman tem tido uma boa crise no plano intelectual, no qual tem sido o mais influente porta-voz da política económica keynesiana para evitar o regresso da depressão. Infelizmente, a sua influência na política económica realmente existente tem sido muito menor: insiste-se em não aprender com a história. As políticas de austeridade podem levar-nos de novo para a depressão. O Estado não pode comportar-se como uma família. Manter as condições económicas para uma sociedade civilizada. Assim definia Keynes o objectivo da economia. Arte e ciência, com história e política à mistura. Krugman segue alguma das pisadas de Keynes, não tirando todas as lições. Que isto pareça radical diz mais sobre estes tempos sombrios, depois de décadas de hegemonia do fundamentalismo de mercado, do que sobre Krugman. Por João Rodrigues, Economista

Design


Stefan Sagmeister o conceptualista que detesta futilidades

Não é preciso ser Bruce Springsteen para ganhar um Grammy. Stefan Sagmeister não canta, nem toca nenhum instrumento e, no entanto, ganhou o mais importante prémio da indústria musical com o design de “Once in a Lifetime”, uma edição especial de uma caixa de três CD dos Talking Heads. Estávamos em 2005 e quatro anos antes o designer austríaco já tinha sido nomeado para o mesmo prémio pelo seu trabalho na capa do álbum “Mountais of Madness” de H.P. Zinker. Na verdade, Sagmeister foi nomeado quatro vezes. Rolling Stones, Lou Reed, David Byrne, Aerosmith - até Barack Obama - querem a arte de Stefan Sagmeister. No entanto, o presidente dos EUA não teve a sorte dos artistas: o designer declinou o convite para criar um poster para a campanha de Obama. O austríaco, que é considerado por muitos como o melhor designer de todos os tempos, já ganhou todos os prémios internacionais de design que existem. É uma espécie de Deus que está em todo o lado: anúncios de televisão, posters publicitários, de promoção de artistas, capas de álbuns e embalagens. Seja a cravar palavras no seu próprio corpo (poster para o Instituto Americano de Artes Gráficas) ou a espalhar macacos insufláveis gigantes com mensagens pela Escócia, Sagmeister tem sempre uma perspectiva diferente. O seu trabalho tipográfico é inspirado pelo trabalho do avô, um pintor de letreiros que costumava escrever em folhas de ouro gravadas em madeira, numa caligrafia tradicional, frases de alguma sabedoria pessoal. O objectivo de Stefan? Transformar o design em algo mais humanístico e menos fútil.

fonte: Jornal i

Um preso de Guantánamo foi transferido para Cabo Verde e outro seguiu para a Argélia


O departamento norte-americano da Defesa anunciou já ter chegado nos últimos dias a Cabo Verde um prisioneiro sírio da base militar de Guantánamo, Abd-al-Nisr Mohammed Abd Al Qadir Khantumani.

O Pentágono felicitou as autoridades cabo-verdianas pela disponibilidade demonstrada, foi hoje anunciado pelos jornais da Cidade da Praia, segundo os quais o indivíduo chegou no sábado, muito discretamente.

Não se conhece porém o local exacto do arquipélago para onde foi levado Abd-al-Nisr Mohammed Khantumani, de 50 anos, uma vez que o Governo de José Maria Neves nada quer adiantar sobre o assunto deste preso que em Guantánamo tinha o número de série 307.

Os Estados Unidos tinham dito ontem haver transferido dois homens há quase oito anos detidos naquela base situada em Cuba: um para Cabo Verde e o outro para a Argélia, tendo grupos de direitos humanos afirmado que este último viajara contra sua vontade, com receio de vir a ser maltratado.

Depois de Khantumani ter sido transferido para Cabo Verde e Abdul Aziz Naji para a Argélia, ficaram em Guantánamo 178 dos 245 detidos que lá se encontravam quando no ano passado o Presidente Barack Obama tomou posse.

O caso de Naji foi especialmente acompanhado por se tratar do primeiro indivíduo involuntariamente repatriado pela Administração Obama, segundo o que alega a Human Rights Watch. Outros detidos que receavam vir a ser perseguidos nas suas terras acabaram por ser encaminhados para terceiros países, explica a mesma organização.

O Governo norte-americano afirmara que Naji, nascido na Argélia em 1975, dissera ter pertencido ao grupo militante paquistanês Lashkar-e-Taiba, mas o Centro de Direitos Constitucionais, de Nova Iorque, declarou que “de há muito fora ilibado de quaisquer relações com o terrorismo”.

“Estamos preocupados que ele possa desaparecer numa prisão secreta e que esteja sob a ameaça de ser perseguido na Argélia por grupos terroristas”, disse aquele centro, que tem vindo a representar muitos detidos em Guantánamo.

“Ele nada tem contra o Governo argelino, mas teme que o mesmo seja incapaz de o proteger dos extremistas”, acrescentou a mesma entidade.

Quando tomou posse, em Janeiro de 2009, o Presidente Barack Obama prometeu encerrar Guantánamo dentro de um ano, o que não foi possível devido à dificuldade de encontrar locais para onde os prisioneiros pudessem ser repatriados.

Mais de 40 países, incluindo Portugal, aonde em Agosto do ano passado chegaram dois sírios, já aceitaram receber pelo menos um destes prisioneiros.

fonte: Público

OMS mantém nível máximo de alerta de pandemia da gripe A


A última reunião do comité aconteceu em Junho

O comité de emergência da Organização Mundial de Saúde tinha uma reunião marcada para hoje e na qual seria discutido se o nível máximo de alerta de pandemia relativo à gripe A (H1N1) deveria ou não ser mantido. Chegou mesmo a ser avançada a hipótese de o organismo declarar o fim da pandemia. Contudo, a reunião não se realizou e a OMS informou que o nível se vai manter até o Inverno no Hemisfério Sul estar concluído.

“A reunião do comité de emergência não vai ter lugar esta semana. Ainda estamos a monitorizar e a ver como é que o vírus se comporta durante o Inverno no Hemisfério Sul”, precisou o porta-voz da OMS, Gregory Hartl, citado pela agência Reuters. Neste momento a organização está a recolher e analisar dados relativos a países como a Argentina, Austrália, Chile, Nova Zelândia e África do Sul para perceber a dimensão dos níveis de contágio, explicou o responsável. “Continuamos no nível seis, pelo que ainda é uma pandemia”, insistiu, dizendo que por agora seria prematuro alterar a decisão que está em vigor, isto é, de manter o nível mais alto da escala.

A última reunião do comité aconteceu em Junho, precisamente um ano depois de OMS ter declarado a primeira pandemia do século XXI. No mês passado, os especialistas entenderam que era prematuro tomar uma decisão sobre a gripe A e remeteram mais explicações para a reunião que deveria ter acontecido hoje.

De acordo com as estatísticas mais recentes da OMS, o vírus H1N1 (estirpe Califórnia 7 2009) já matou 18.337 pessoas desde que surgiu em Abril de 2009, altura em que se espalhou em seis semanas por todo o mundo. Mas a OMS ressalva que só um ano após o fim da pandemia poderá ser feito um balanço mais fidedigno. Por agora, segundo a organização, a actividade viral permanece baixa e o vírus não tem apresentado grandes mutações ou eventuais resistências aos antivirais de que dispomos.

fonte: Público

Portagens em ponte sobem mais que o IVA


O deputado do PCP Bruno Dias quer saber quem fiscaliza se os aumentos nas portagens apenas reflectem a subida da taxa.

O PCP quer que o Ministério das Obras Públicas explique o que está a acontecer na Ponte 25 de Abril, em Lisboa, com os utentes a serem confrontados com um aumento de 5 cêntimos para os veículos de classe 1, numa portagem que passou de 1,35 para 1,40 euros, um aumento que está claramente acima do valor que poderia ser justificado com a subida de um ponto percentual no IVA, decretado no âmbito do pacote de austeridade.

Bruno Dias, deputado do PCP, referiu ao DN que António Mendonça "nada explicou", na última reunião com os deputados da Comissão de Obras Públicas, sobre o que está a verificar-se com o aumento de portagens, a pretexto do aumento do IVA. Nessa reunião foi o secretário de Estado Paulo Campos que falou, mas apenas para remeter para as concessionárias das infra-estruturas a responsabilidade pelos aumentos, e para o Instituto de Infra-Estruturas Rodoviárias (InIR) a responsabilidade pela fiscalização e avaliação relativamente à legitimidade ou não desse processo.

Segundo Bruno Dias, o Executivo diz que compete ao regulador, o InIR, fiscalizar os aumentos, mas lembra "que a responsabilidade política será sempre do Executivo". Para o deputado comunista, esta atitude é "de desresponsabilização política por parte do Governo, e esta resposta vem evidenciar a situação de impunidade que tem vigorado, permitindo esta inaceitável penalização que está a ser praticada sobre as populações e sobre as micro e pequenas empresas que diariamente utilizam e pagam estas infra-estruturas, pontes e auto-estradas".

Bruno Dias diz que este aumento do IVA já é uma medida em si mesma profundamente injusta e penalizadora, mas que "ainda mais grave é que o Governo se desresponsabilize e permita que esse mesmo aumento do IVA esteja a ser usado como pretexto para aumentos ainda maiores, como está a verificar-se até agora".

Os comunistas querem, assim , que o Governo, através do Ministério das Obras Públicas, obtenha uma resposta do InIR. Bruno Dias lembra, ainda, que a alegada independência que o Executivo diz que o Instituto tem não impede que o seu presidente, Alberto Moreno, seja a personalidade indicada para ir liderar a empresa que vai controlar os chips.

O deputado frisa que, quanto antes, o Governo deve proceder à plena averiguação deste processo, informando e esclarecendo o Parlamento, para tomar medidas imediatas que garantam o respeito pelos utentes e puna as infracções que se verifiquem pelas empresas concessionárias.

fonte: DN

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian
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