quinta-feira, 29 de julho de 2010



Salazar: 40 anos

O ventilador que salvou a vida de Salazar
Salazar ficou internado no quarto nº 68, protegido por uma brigada da PIDE, enquanto o Governo decretou censura total. Quando entrou em coma, o hospital comprou um ventilador sueco, bem como uma cama especial. Clique para aceder ao dossiê Salazar morreu há 40 anos
 
fonte: Expresso

UNESCO retira Galápagos da lista dos locais em perigo


O Comité do Património mundial da UNESCO decidiu quarta feira em Brasília retirar as ilhas Galápagos da lista dos locais em perigo na qual figurava desde 2007, reconhecendo assim os esforços de protecção feitos pelo Equador.

"Por 14 votos contra cinco e uma abstenção, o Comité do Património mundial da UNESCO (Organização das nações unidas para a educação, a ciência e a cultura) retirou as Ilhas equatorianas das Galápagos da lista do Património mundial em perigo, na qual foram inscritas em 2007", anunciou o ministério brasileiro da Cultura.

Este preside à reunião da UNESCO que decorre em Brasília até 03 de Agosto para escolher, entre 30 locais a concurso, aqueles que merecem ser distinguidos pelo seu "valor universal excepcional".

Os novos locais vão juntar-se aos 890 locais culturais, naturais ou mistos de 148 países, que figuram até agora na lista dos bens do património mundial a proteger.

"É importante reconhecer os esforços realizados pelo governo equatoriano para proteger e preservar este património", explicou o presidente do Instituto brasileiro do património (Iphan), Luiz Fernando de Almeida, num comunicado.

O arquipélago das Galápagos, inscrito desde 1978 na lista do Património mundial, é formado por cerca de quatro dezenas de ilhas vulcânicas situadas a cerca de 1.000 Km das costas sul-americanas.

As Galápagos serviram de laboratório para o naturalista britânico Charles Darwin que estudou em 1835 a diversidade das espécies, na origem do seu estudo sobre a evolução e a selecção natural.

fonte: DN

MP sem tempo para fazer 27 perguntas a Sócrates


Os procuradores do Ministério Público que investigaram o caso Freeport tinham 27 perguntas para fazer ao primeiro-ministro José Sócrates, mas a imposição de prazos para o fim do processo impossibilitaram a inquirição.

Esta é a justificação que consta no despacho final do processo, que o jornal Público hoje cita.

Tendo em conta o prazo estipulado para o fim do inquérito e uma vez que o primeiro-ministro só pode ser ouvido com autorização do Conselho de Estado, os procuradores escrevem que a audição de José Sócrates fica 'por ora inviabilizada'.

Segundo a mesma fonte, os magistrados tinham também dez questões a colocar a Rui Nobre Gonçalves, antigo secretário de Estado que, tal como o então ministro do Ambiente, foi uma das principais figuras do processo de aprovação do outlet de Alcochete.

O facto de o vice-procurador-geral da República ter fixado o dia 25 de Julho como data para o encerramento do inquérito impossibilitou estas diligências, lê-se no referido despacho citado pelo Público.

Também por esta razão houve cartas rogatórias dirigidas a autoridades estrangeiras que nunca obtiveram resposta.

fonte: DN

Informação secreta da GNR na Net


WikiLeaks, que divulgou relatórios secretos sobre os EUA no Afeganistão, fez o mesmo à guarda no Iraque.

Documentos secretos produzidos pela GNR na Guerra do Iraque em 2004, que ainda se encontram em sigilo militar, foram disponibilizados no site WikiLeaks, o mesmo que divulgou recentemente relatórios classificados sobre a intervenção dos EUA no Afeganistão.

Relatos sobre a Al-Qaeda, acções das "secretas" iranianas (ver texto em baixo), fotografias de munições de organizações terroristas, croquis de morteiros e até referências a opções políticas de Tony Blair, constam dos documentos classificados a que DN acedeu ontem na Internet.

O porta-voz oficial da GNR desvaloriza esta "fuga de informação" inédita de material classificado e garante até que a GNR "teve conhecimento" que os documentos estavam perdidos na Rede "desde o início de 2009". Mas a gravidade da situação resultou, segundo a mesma fonte, numa análise à lupa do conteúdo dos relatórios.

Porém, foi concluído que, "uma vez que já passaram seis anos dos acontecimentos, estes não contêm informações estratégicas especialmente relevantes". E acrescenta: "Quando os documentos foram para a Web nenhuma das forças envolvidas nesta missão de paz internacional se encontrava ainda no Iraque". No entanto, fica por saber a data exacta em que os relatórios foram "sacados" ao oficial , que organizações a eles tiveram acesso e até que ponto isso não comprometeu a missão internacional.

O DN soube que os relatórios em causa foram produzidos pelo mesmo oficial, um capitão de cavalaria. Este fazia parte de uma célula, designada G2, no Estado-Maior da MSU (Multinational Specialized Unit) em Nassíria. A sua função era processar as informações recolhidas no terreno pelas "secretas" dos países presentes na operação, relativas às ameaças terroristas e à situação política e social. Os relatórios consistem numa síntese da análise feita pelas "secretas" inglesas e italianas que tinham agentes no terreno, uma vez que Portugal não destacou "espiões" para solo iraquiano. O oficial da GNR limitava-se a traduzir e resumir as informações produzidas e que eram partilhadas na célula G2 do Estado-Maior.

Segundo o porta-voz da GNR, ao ter tomado conhecimento da "fuga", o comando-geral ordenou uma averiguação para saber que falhas podiam ter havido nos procedimentos de segurança, por parte do oficial, que levassem os documentos tivessem sido desviados e depois divulgados. "Nada foi detectado que comprometesse a acção do oficial", assegura a GNR.

Os documentos não fazem qualquer análise à missão portuguesa e esse facto tranquilizou quer a GNR, quer o próprio Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) que também foi envolvido na avaliação dos danos que o conhecimento público destes relatórios podiam ter para Portugal. A única referência que é feita à força da GNR, o subagrupamento Alfa, é sobre a inactivação de um carro-bomba a sul de Nassíria. Foi no dia cinco de Novembro, de 2004, às 08.14. Uma patrulha italiana detectou uma viatura parada suspeita e chamou a equipa de inactivação de explosivos da GNR, a única força da MSU que tinha esta valia. No local confirmou que se tratava de um carro-bomba, prestes a explodir numa zona movimentada. Os militares portugueses desactivaram e retiraram os explosivos. Nos EUA, a divulgação pela WikiLeaks de documentos secretos sobre a operação militar no Afeganistão está a causar polémica, pelas descrições de mortes de civis. (ver pág. 28). Os ministérios da Defesa e da Administração Interna não quiseram comentar o assunto

fonte: DN

Hungria intimada a devolver 80 milhões de euros de arte roubada pelos nazis


Agonia no Jardim, de El Greco

Os herdeiros do industrial e financeiro húngaro de origem judaica Mór Lipót Herzog (1869-1934), um dos mais notáveis coleccionadores de arte da primeira metade do século XX, processaram o governo da Hungria, exigindo a devolução de mais de 40 obras, estimadas em cerca de 80 milhões de euros, que foram roubadas pelos nazis e que se encontram hoje em vários museus do país.

Além de referir expressamente dezenas de peças, como a "Agonia no Jardim", de El Greco, a "Primavera", de Gustave Courbet, a "Senhora das Margaridas", de Jean-Baptiste Camille Corot, o "Retrato de Don Baltazar Carlos", de Alonso Cano, a quem chamaram “o Miguel Ângelo de Espanha”, e ainda obras de pintores como Francisco de Zurbarán, Lucas Cranach, Diego Velázquez ou Claude Monet, o documento preparado pelos advogados da família exorta o governo húngaro a apresentar um inventário de todas as obras de arte provenientes da colecção do barão Herzog que mantém em museus e outras instituições estatais.

O motivo desta cláusula, segundo o jornal norte-americano "New York Times" inédita em processos judiciais visando a recuperação de obras de arte espoliadas pelos nazis, deve-se à convicção de que o estado húngaro poderá conservar muitas outras peças da colecção, além das identificadas.

David de Csepel, bisneto de Mór Lipót Herzog e representante dos seus herdeiros nesta acção legal, explica que a decisão de recorrer aos tribunais só foi tomada após “décadas de frustração” em sucessivas tentativas falhadas de negociar com as autoridades húngaras. Ao longo dos anos, vários senadores dos Estados Unidos, incluindo o recém-falecido Edward Kennedy e a actual secretária de Estado Hillary Clinton, procuraram, sem êxito, persuadir a Hungria a satisfazer as reclamações dos Herzog.

O cônsul-geral húngaro em Nova Iorque, Gabor Foldvari, afirmou ao "New York Times" que a decisão de não devolver as obras só foi tomada após um tribunal húngaro ter deliberado que o governo tinha o direito de as conservar. Um juízo que não implica que a Hungria não reconheça a proveniência das obras, já que várias delas estão expostas em museus estatais com a indicação de que vieram da colecção Herzog.

Há 15 anos, a família chegou a propor uma divisão das obras, mas o governo húngaro recusou, ao contrário dos seus homólogos austríaco e alemão. Este último devolveu, já este ano, três peças da colecção: uma caixa de rapé que terá pertencido a Frederico, o Grande, uma obra do pintor quatrocentista alemão Bartholomäus Zeitblom e o Retrato de Sigismund Baldinger, pintado em 1545 por Georg Pencz, que a família leiloou este mês na Christie"s e que foi comprado por mais de seis milhões de euros. David de Csepel, que tem 44 anos e vive na Califórnia, informou que a verba se destina a financiar as várias litigações que a família tem em curso, não apenas na Hungria, mas também na Polónia e na Rússia.

A família anda há décadas a tentar recuperar pelo menos parte da colecção que pertenceu ao seu antepassado, e tudo leva a crer que esse esforço se prolongará por muitos anos, dada a enorme quantidade de peças em causa, muitas delas actualmente sem paradeiro conhecido. Os Herzog estão convencidos de que uma parte importante do acervo possa ter sido levado para a então União Soviética após a derrota dos nazis.

Entre pintura, escultura e outras peças, Mór Lipót Herzog terá reunido mais de 2500 obras de arte, compradas com os consideráveis lucros das plantações de tabaco que tinha na Macedónia.

fonte: Público

quarta-feira, 28 de julho de 2010

EUA não sabem onde foi gasto o dinheiro para reconstruir o Iraque


Não há certezas sobre o que aconteceu a 8700 milhões de dólares

A Inspecção-Geral para a Reconstrução do Iraque, um organismo federal norte-americano, chegou à conclusão de que o Departamento da Defesa não é capaz de explicar como é que gastou 96 por cento do dinheiro recebido para reconstruir aquele país

A auditoria efectuada a nível federal especifica que não há contas de 8700 milhões de dólares (6772 milhões de euros) dos 9000 milhões de euros (6902 milhões de euros) que o Pentágono recebeu para ajudar a reconstruir um país devastado pela guerra.

O dinheiro saiu do Fundo de Desenvolvimento para o Iraque, criado em 2004 pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas e proveniente da exploração do petróleo e do gás natural, de bens iraquianos congelados antes da invasão de 2003 e de fundos que tinham sobrado do programa “petróleo por comida”, do tempo de Saddam Hussein.

O Pentágono respondeu a esta fiscalização dizendo que as verbas em causa não desapareceram necessariamente, podendo pura e simplesmente ter acontecido que os registos da forma como foram utilizadas tenham sido arquivados, ninguém sabendo onde. E alega que as tentativas de justificar o dinheiro poderão exigir grande esforço de pesquisa nos arquivos.

Entretanto, em Bagdad, os blocos políticos rivais não conseguiram chegar a acordo para a nomeação de cargos governativos, tendo sido adiada sine die a primeira sessão que o Parlamento iraquiano deveria efectuar desde as legislativas de Março.

Uma das dúvidas é a de quem irá ocupar a presidência da câmara, uma vez que as eleições não deram um vencedor muito claro e que os principais grupos não conseguiram formar uma coligação. E tanto o ex-primeiro-ministro Iyad Allawi, do bloco Iraqiya, como o actual, Nouri al-Maliki, da aliança Estado de Direito, pretendem ficar à frente do Governo.

fonte: Público

BP manipulou fotografias para que o mar ficasse azul e límpido

Maré negra custou à petrolífera mais de 25 mil milhões de euros e uma demissão: Hayward deixa a BP em Outubro
 

Como numa operação antes e depois, a BP revelou ontem imagens que foram manipuladas e alteradas pelos fotógrafos oficiais da petrolífera, numa operação de charme da companhia justificando a "transparência" para o exterior. As imagens foram divulgadas na página que a empresa tem na rede Flickr.

Numa das fotografias, o fotógrafo fez com que nos ecrãs do centro de controlo e observação aparecessem imagens do local da maré negra: no entanto, na fotografia original são menos os ecrãs a funcionar. A BP admitiu que o fotógrafo usou o processo de "cut-and-paste" (corta e cola) e que apenas a imagem alterada foi posta no site oficial da BP, na internet. Noutra fotografia, a BP alterou a saturação da cor, para que o mar, mais escuro, parecesse azul e límpido.

A petrolífera avançou em comunicado que deu "instruções ao fotógrafo que alterou as imagens que deixe de proceder ao 'corte-e-cole' no futuro e que adira às melhores práticas do tratamento de imagem jornalística", para tentar evitar situações semelhantes, erro de alto custo Em apenas três meses, a situação financeira da gigante petrolífera passou para números vermelhos: desde Abril, a BP já perdeu 13,3 milhões de euros e as acções caíram 40% nesse período. Os resultados reflectem a maior perda da história dos Estados Unidos.

"Os custos pela resposta ao derrame no golfo do México são muito significativos nestas perdas", anunciou a BP em comunicado, depois da apresentação dos resultados anuais da petrolífera. Dos 25 mil milhões de euros gastos pela empresa em indemnizações e trabalhos de limpeza, destacam-se os 2,2 milhões de euros na resposta contra o desastre ambiental e ainda os 15 mil milhões aplicados no fundo de garantia já anunciado pela petrolífera.

Para fazer frente à reparação dos danos provocados pela maré negra - a plataforma Deepwater Horizon explodiu a 20 de Abril -, a petrolífera britânica anunciou aos analistas que vai vender até 23 mil milhões de euros em activos durante o próximo ano e meio, o que tornará a empresa "mais pequena, mas com um negócio de exploração e de produção de maior qualidade". Entretanto, a BP vendeu já os campos de prospecção no Alasca, por 5,3 mil milhões de euros de urgência Depois de várias semanas de especulação - e de Barack Obama ter recomendado o afastamento do responsável -, o conselheiro delegado da BP anunciou ontem a demissão, através de um comunicado entregue à Bolsa de Valores de Londres.

A 1 de Outubro, Tony Hayward, 53 anos, vai abandonar o cargo na petrolífera e será substituído pelo norte-americano Bob Dudley. Hayward começou a carreira na petrolífera há 28 anos, sucedendo ao antigo responsável - Lord Browne - em 2007. O conselheiro delegado demissionário sai da petrolífera com uma pensão de 715 mil euros e já se fala em novo cargo, no conselho-executivo da petrolífera TNK-BP, participada em 50% pela BP. Hayward esteve no Congresso norte-americano em Junho, para falar sobre o derrame de petróleo da companhia: nessa ocasião, assumiu as responsabilidades na explosão da plataforma petrolífera que protagonizou o maior desastre ambiental de sempre na história dos Estados Unidos.

fonte: Jornal i

Viver isolado faz tão mal como fumar 15 cigarros por dia

Análise a mais de 300 mil pessoas pesou o papel das relações sociais na saúde: se são fortes, o risco de mortalidade reduz 50%


É mais fácil saber quantos amigos tem em média um utilizador do Facebook (130, já agora) do que perceber quantas amizades tem um português, ou mesmo qual o estado das relações sociais na Europa - a última análise do Eurostat sobre o perfil do homem e da mulher, de 2008, não diz nada sobre relações sociais, apenas sobre temas como ser obeso ou fumar, trabalho e lazer, ou como uns e outros utilizam o computador.

A tarefa vã é parte do problema, mas isto é começar pelo fim. Investigadores da Universidade Brigham Young, em Provo, Utah, publicam esta semana na revista científica "PLoS Medicine" uma análise a mais de 148 investigações sobre o impacto da vida social na mortalidade. Os resultados lançam uma nova campanha para introduzir amigos e família nas preocupações das políticas de saúde pública: descobriram que uma fraca interacção social reduz 50% a taxa de sobrevivência, o equivalente a fumar 15 cigarros por dia. Viver mais isolado é ainda duas vezes mais prejudicial que ser obeso, e o mesmo que ser alcoólico ou não fazer exercício.

Cada idade tem uma taxa de mortalidade associada. O que os investigadores fizeram neste novo estudo foi cruzar os dados para tentar chegar a uma associação entre o grau de relacionamento social de 308 849 pessoas e a idade com que morreram, excluindo à partida situações de suicídio ou acidente.

Na base do trabalho, explicam no artigo científico, está o facto de há duas décadas se saber que as relações sociais influenciam a mortalidade, mas não haver ainda um reconhecimento desta dimensão como factor de risco, mas também a percepção de que a interacção social nas sociedades industrializadas tem diminuído, com menos interacções intergeracionais e a primazia dada à carreira.

Julianne Holt-Lunstad, uma das autoras, explica ao i que foi possível concluir que as probabilidades de sobrevivência são influenciadas - independentemente de idade, sexo, estado civil ou de saúde - pela magnitude das relações sociais, e que viver isolado representa um risco de 50%. Entendem por isso que, perante estes resultados, este factor não pode continuar a ser ignorado nas investigações populacionais e nas iniciativas de saúde pública. Uma boa rede social, afirmam, é comparável a comportamentos como deixar de fumar, e uma má rede excede os riscos de inimigos conhecidos como a obesidade ou o sedentarismo.

Definir o que é uma interacção social forte foi uma das partes mais difíceis. Numa análise segmentada dos vários estudos, perceberam que aqueles que contemplavam mais indicadores sociais como o número de amigos próximos, a força dos laços familiares ou o envolvimento em grupos comunitários anteviam um peso ainda maior desta dimensão: até 91% de acréscimo na probabilidade de sobrevivência. Também não é possível concluir se as interacções virtuais contam tanto como as tradicionais. "Os investigadores não perguntaram directamente por elas, mas é provável que alguns participantes as tenham incluído. Essa noção só se tornou mais comum nos últimos dez anos", diz Holt-Lunstad.

fonte: Jornal i

Barco feito de garrafas plásticas completa viagem de 13 mil km


Plastiki foi criado para chamar a atenção sobre o lixo plástico que há nos oceanos

O Plastiki, uma embarcação de 18 metros cuja sustentação na água vem de 12 mil garrafas plásticas de dois litros, chegou ao Porto de Sydney nesta segunda, completando sua viagem de 130 dias e 13 mil km, tendo partido de San Francisco, nos Estados Unidos.

O barco, que zarpou justamente para promover a conscientização sobre a quantidade de lixo plástico boiando no oceano, foi comandado pelo ambientalista e aventureiro britânico David de Rothschild.

Clique aqui para ler a notícia completa e ver mais fotos no Gizmodo.

fonte: terra

Américo Amorim é o mais rico de Portugal


Património de Américo Amorim aumentou 9,1%

A revista ‘Exame’ publica na quinta-feira a lista dos 25 mais ricos em Portugal. Américo Amorim mantém a liderança, pelo terceiro ano consecutivo, com um património de 2188,4 milhões de euros. Num ano em que os ricos ficaram menos ricos, com as fortunas a cairem em média seis por cento, Amorim contraria a tendência geral, com uma subida de 9,1 por cento face ao ano anterior.

Ao patrão do Grupo Amorim segue-se o dono da Sonae, Belmiro de Azevedo, que perdeu a liderança há dois anos. O empresário tem agora uma fortuna avaliada em 1,3 mil milhões, o que se traduz numa queda de 10,8 por cento face ao ano anterior.

A ‘Exame’ relaciona as perdas do empresário nortenho com “as cotações dos seus negócios, que têm sido penalizadas pelo contexto de crise económica, afectando sobretudo as performances da Sonae Indústria e da Sonae Imobiliária”. Em 2007, Belmiro de Azevedo tinha uma fortuna avaliada em três mil milhões de euros, segundo a revista.

O terceiro lugar da tabela é ocupado por uma família. A família Guimarães de Mello, detentora da José de Mello SGPS, além de participações na EDP e Brisa, possui uma fortuna avaliada em 1017 milhões de euros, apesar da queda de 18,3 por cento face ao ano anterior. Detém a José de Mello SGPS, além de participações na EDP e Brisa, entre outras.

Mas o grande destaque da listagem da ‘Exame’ vai para Alexandre Soares dos Santos. O patrão da Jerónimo Martins foi o português que mais viu o seu património aumentar em 2010, com a sua fortuna a crescer 52 por cento no espaço de um ano, passando de 665 milhões de euros em 2009 para 1015 milhões em 2010, o que lhe garante o quarto lugar da tabela. De acordo com a revista, “as acções do Grupo Jerónimo Martins foram dos raros valores a ter uma performance exuberante”, permitindo aumentar um património que em 2004 era de 330 milhões de euros.

A MULHER MAIS RICA

Entre as mulheres portuguesas mais ricas, a liderança pertence a Maria do Carmo Moniz Galvão Espírito Santo Silva. Com 670 milhões de euros, menos 8,4 por cento face ao ano anterior, passa da quarta para a quinta posição do ranking geral da revista.

O estudo da ‘Exame’ revela que apenas seis milionários conseguiram em 2010 aumentar as suas fortunas. Além de Soares dos Santos e Américo Amorim, também Rui Nabeiro, homem forte da Delta Cafés, conseguiu fazer prosperar o seu património na ordem dos 5,7 por cento.

E se uns sobem outros caem. Foi o que aconteceu a 18 das 25 fortunas. As maiores quedas pertencem à família Rocha dos Santos (menos 28,6 por cento), à família Mota (menos 25,8 por cento), e a João Pereira Coutinho (menos 19,7 por cento).

Na lista, apenas um novo nome entra: Ilídio Pinho aparece no lugar deixado por Manuel Fino. De referir também alguns milionários por herança, como de Maria Angelina Caetano, José Ramos e Salvador Acácio Caetano (440 milhões), as irmãs Roque e os irmãos Costa Leite.

No total, as 25 maiores fortunas em Portugal rondam os 14,7 mil milhões de euros, ou seja, regista-se uma queda de 6 por cento, quando comparado com o ano anterior. O total das mesmas equivale agora a 9 por cento do PIB, o que se traduz numa descida face ao ano passado, quando valiam 10,7 por cento do PIB.

OS 10 MAIS RICOS

1 - Américo Amorim: 2188,4 milhões de euros

2 - Belmiro de Azevedo: 1283 milhões

3 - Família Guimarães de Mello: 1017 milhões

4 - Alexandre Soares dos Santos: 1015 milhões

5 - Maria do Carmo Moniz Galvão Espírito Santo Silva: 670 milhões

6 - Luís Silva e Perpétua Bordallo Silva: 646,4 milhões de euros

7 - Manuel Soares Violas e Rita Celeste Soares Violas e Sá: 611,5 milhões

8 - Família Cunha José de Mello: 605 milhões

9 - Joe Berardo: 589 milhões

10 - Teresa Roque Dal Fabbro e Paula Roque: 532,7 milhões de euros


Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

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