domingo, 1 de agosto de 2010

BP injecta lama no poço de Macombo para acabar com derrame


BP quer selar definitivamente a maior fonte de derrame

A BP anunciou este domingo que pretende injectar lama no poço de Macondo, no Golfo do México, para travar a fuga de petróleo e selar definitivamente a maior fonte de derrame.

A petrolífera vai injectar, através de um tubo a partir de um navio, uma mistura de líquidos e matérias sólidos no poço de Macondo para de seguida o selar com cimento.

De acordo com o vice-presidente da exploração e produção da BP, Kent Wells, o processo, chamado 'Static Kill', tem arranque previsto para terça ou quarta feira.


Jörg Haider tinha milhões escondidos no Liechtenstein


O antigo líder da extrema-direita austríaca Jörg Haider, falecido em 2008, escondia 45 milhões de euros no Liechtenstein, revelou agora a revista Profil.

Um grupo de investigadores austríacos, suíços e alemães fez esta descoberta ao examinar as contas bancárias dos envolvidos em dois negócios. Um deles está ligado às condições de compra do banco austríaco HGAA pelo alemão BayernLB em 2007, o outro refere-se à privatização da empresa de imobiliário austríaca Buwog em 2004.

Os investigadores encontraram assim uma dúzia de empresas registadas no Liechtenstein e ligadas a Haider. Segundo a Profil, há ainda cinco milhões nas contas destas empresas. O resto do dinheiro perdeu-se em aplicações em capitais de risco.

A origem e a finalidade para que eram usados estes fundos continuam a ser uma incógnita. A viúva de Haider, ex-governador da Caríntia, negou ter conhecimento da existência deste dinheiro. "Nada disso foi falado no momento da herança." Já o deputado Stefan Petzner, que após a morte de Haider revelou ter sido seu amante, sublinhou que os valores em causa são "demasiado altos"

fonte: DN

Paris endurece política de imigração e segurança


Presidente quer retirar a nacionalidade a delinquentes com "origem estrangeira".

O endurecimento da política de segurança de Nicolas Sarkozy está a provocar reacções negativas em França. O Presidente propôs privar da nacionalidade francesa todas "as pessoas de origem estrangeira" envolvidas em crimes contra a ordem pública. E um novo embaraço de acção policial está a passar nas televisões do mundo.

Ontem, a oposição não poupou palavras para denunciar o Presidente, cujas iniciativas foram consideradas "xenófobas". Os socialistas foram os mais críticos, denunciando o conceito de francês de origem estrangeira. "Não existem franceses desde há muito tempo e franceses desde há não tanto tempo", explicou um dirigente do PS, Jean-Jacques Urvoas.

O único elogio veio da Frente Nacional, cuja vice-presidente, Marine Le Pen, afirmou que as medidas contra delinquentes de origem estrangeira apenas confirmam as teses que o partido de extrema-direita defende há 30 anos.

No meio da chuva de críticas, as autoridades foram de novo postas em causa com a difusão de um vídeo onde se mostra a expulsão musculada de um grupo de activistas que ocupava ilegalmente um edifício em La Courneuve, subúrbio de Paris. As imagens mostram certa violência contra mulheres e crianças, incluindo uma manifestante que tem uma criança às costas e é arrastada pelos agentes, vendo-se nitidamente a criança a ficar debaixo da mulher.

A entidade que organizou a manifestação, Direito à Habitação (DAL) acusa a polícia de estar a agravar a violência. Neste incidente foram detidas 120 pessoas, libertadas pouco depois. Um aspecto parece evidente: o governo está a fazer uma aposta total nas medidas contra a delinquência e Sarkozy deverá usar o tema para recuperar nas sondagens.

Na sexta-feira, em Grenoble, Sarkozy fez um importante discurso sobre segurança e apresentou a proposta sobre nacionalidade francesa que instalou definitivamente a polémica: "A nacionalidade francesa deve poder ser retirada a todas as pessoas de origem estrangeira que tenham voluntariamente atentado contra a vida de um funcionário de polícia, de um militar ou de um gendarme ou de qualquer outra pessoa depositária da autoridade pública". Esta ideia será provavelmente transformada em lei já em Setembro.

No mesmo discurso, o Presidente prometeu lançar "uma guerra contra os traficantes e os vadios". Esta semana, o governo francês já anunciara a intenção de desmantelar em três meses metade dos acampamentos ciganos ilegais e expulsar os roms (ciganos balcânicos) envolvidos em delinquência. "Temos de pôr termo à implantação selvagem de acampamentos roms. Eles constituem zonas de não-direito que não podemos tolerar na França", disse ainda o presidente. A escolha de Grenoble para este discurso deve-se à ocorrência de graves incidentes naquela cidade, envolvendo membros da comunidade cigana.

A aposta política em torno do tema da segurança pode ser interpretado no âmbito das eleições presidenciais de 2012. Sarkozy tem caído fortemente nas sondagens e na direita francesa cresce o desafio colocado pela ala do antigo primeiro-ministro Dominique de Villepin. Alguns deputados da maioria vão organizar um grupo parlamentar paralelo e podem jun- tar-se ao partido de Villepin, que tem pontes para os centristas. E a segurança é importante para o eleitorado da extrema-direita, que Sarkozy sempre cativou. Mas a razão mais forte da iniciativa talvez seja a lembrança dos motins de 2005, onde Sarkozy, então ministro do Interior, estabeleceu a sua reputação de político que resolvia os problemas dos franceses menos privilegiados, os que mais sentiam a violência dos subúrbios.

fonte: DN

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Depois de duas cesarianas, a terceira é obrigatória?


O Colégio Americano de Obstetrícia veio agora defender o parto normal, depois de várias cesarianas. Médicos portugueses não concordam e alertam para o risco de ruptura do útero e consequente morte da mãe e do bebé.

Nos Estados Unidos acabou-se com o mito de que depois de duas cesarianas seguidas, o mesmo deve repetir-se à terceira gravidez. O Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia deu este mês novas orientações aos médicos: a partir de agora, os clínicos têm de tomar em consideração que um parto vaginal depois de uma ou mais cesarianas é a opção segura e mais adequada na maioria dos casos.

Novas regras que visam comba- ter os casos de morbilidade da mãe, as complicações dos fetos e também o aumento de cesarianas, pois, nos EUA, a taxa que era de 5%, em 1970, subiu, em 2008, para os 31%. Mas em Portugal, apesar de ter uma das taxas mais elevadas da Europa (33% em 2008), a classe médica mostra-se irredutível. "Depois de duas cesarianas, a terceira é obrigatória", garante Jorge Branco, da Comissão da Saúde Materna e Neonatal e director da Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, garantindo ser esta a orientação dada.

No protocolo do nosso serviço, depois de cesarianas seguidas, é contra-indicado induzir o trabalho de parto. A norma é seguir para a cesariana programada", responde ainda Ana Rosa Costa, do Hospital de São João, no Porto. Em causa, dizem os médicos, está o risco acrescido de morte tanto da mãe como do bebé, pela ruptura da parede uterina, que eles querem precaver. Isto porque, "depois de duas cesarianas e de duas costuras, a parede abdominal está mais frágil e o rompimento do útero na zona da costura pode acontecer mais facilmente", explica Jorge Branco.

Luís Graça, presidente da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, é ainda mais assertivo: "O risco de ruptura quadruplica depois da segunda cesariana", alerta. "Ou seja, esta complicação pode acontecer numa em cada 25 mulheres com duas cirurgias precedentes. São valores que não podem ser negligenciados."

Para a médica do S. João Ana Rosa Costa, nestes casos, apenas se dá seguimento ao parto vaginal quando a mulher entra em trabalho de parto espontaneamente. "Se começar com contracções antes do tempo e a monitorização mostrar que está tudo bem, mesmo com a posição do feto, então avança-se para o parto normal."

Mas as indicações dos médicos portugueses mudam quando se trata apenas de uma cesariana. "É até desejável que, em casos seleccionados e sempre com consentimento informado e assinado pelas grávidas, seja feita uma tentativa de parto vaginal após uma cesariana", sublinha Luís Graça.

Mas há situações que continuam a não permitir um parto normal: "A mulher não deve entrar em trabalho de parto numa segunda gravidez quando a primeira terminou por cesariana devido a incompatibilidade fetopélvica (desproporção entre a dimensão da pélvis e a dimensão ou posição do feto) ou à paragem de dilatação com um feto de peso normal", defende Nuno Montenegro.

Catarina Mateus , de 32 anos, teve os dois filhos de cesariana, por isso, sabe que à terceira terá de fazer outra cirurgia. "Se tiver de fazer outra, estou tranquila. Não estou nada preocupada. Os médicos explicaram-me todos os riscos", diz Catarina, acrescentando que não lhe parece muito diferente da segunda para a terceira.

O segundo filho de Catarina, Diogo, nasceu no passado dia 4 e teve de ser por cesariana, como sucedera com o irmão João, de dois anos. É que Diogo tinha pouco líquido amniótico e era um bebé grande.

Na sua opinião, o pior da cesariana é a recuperação. "Não é muito fácil. Mas já fiz duas e já sei como é." O certo, garante , é que nunca deixaria de ter outro filho por saber que será submetida a outra cesariana, como defendem os médicos portugueses.

fonte: DN

Dormir mais e menos do que sete horas aumenta riscos


Dormir mais e menos de sete horas por noite aumenta o risco de doença cardiovascular, a principal causa de morte nos Estados Unidos, revela um estudo americano hoje divulgado.

Segundo o estudo, realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de "West Virgínia", dormir menos de cinco horas aumenta para o dobro as hipóteses de desenvolver angina de peito, insuficiência coronária ou ataque cardíaco.

Por outro lado, o mesmo estudo, revela que dormir regularmente mais de nove horas também faz aumentar os riscos de doença cardiovascular em relação ao "número mágico de sete horas".

De acordo com os investigadores, o grupo mais vulnerável são os adultos com 60 anos que dormem menos de cinco horas por noite, triplicando os riscos de doença cardíaca em comparação com os que dormem sete horas.

Já dormir seis ou oito horas aumenta "ligeiramente" o risco de desenvolver doenças do foro cardíaco.

Para elaborar este estudo, publicado na revista americana Sleep, o grupo de investigadores, liderado por Anoop Shankar, analisou dados recolhidos de 30 mil adultos que, em 2005, responderam a um questionário nacional sobre saúde.

Dos que responderam ao questionário, 8 por cento revelaram que dormem menos de cinco horas por noite e 9 por cento respondeu dormir mais de nove horas.

Depois de estudadas as respostas, relacionadas ainda com características específicas de cada indivíduo, os investigadores encontraram uma forte ligação entre as doenças cardiovasculares e o tempo de sono, embora não tivessem conseguido explicar o facto através de uma base científica.

Contudo, apuraram que "o excesso de sono afecta as funções metabólicas e endócrinas, como por exemplo, a privação do sono pode levar a um enfraquecimento da tolerância à glicose, redução da sensibilidade à insulina ou aumento da tensão arterial, factores que aumentam o risco de entupir suas artérias".

fonte: DN

Ecoponto amarelo ou azul? Aprenda a evitar os erros


Pacotes de sumo e leite no ecoponto amarelo, em vez do azul, são o erro mais frequente das pessoas quando vão ao ecoponto. Apesar de não serem graves, estes erros vão complicar o processo de reciclagem. Há até quem coloque fraldas e sacos de comida nos ecopontos.

Quando vai despejar o lixo ao ecoponto, deita os pacotes de sumo ou leite no ecoponto amarelo ou no azul? A dúvida parece inofensiva, mas diz quem trata deste tipo de resíduos que não é. Para a Sociedade Ponto Verde, este é o erro mais comum dos cidadãos quando vão reciclar.

A culpa é da desorganização que existia quando o sistema de ecopontos foi implementado: "Quando se iniciou a recolha de ECAL [embalagens de cartão para alimentos líquidos], como os pacotes de sumo e de leite, existiam divergências de acordo com as indicações de cada município. Alguns aconselhavam a sua colocação no contentor amarelo e outros aconselhavam a sua deposição no contentor azul ", explicou ao DN Luís Veiga Martins, director-geral da Sociedade Ponto Verde (SPV).

Mas agora o sistema quer-se organizado e uma embalagem colocada no ecoponto errado pode fazer a diferença no processo. A triagem nas centrais de reciclagem da SPV é um processo em que intervêm diversas equipas de trabalhadores que, em frente a tapetes rolantes carregados de materiais, separam, manualmente, em complemento ao processo automático, diferentes tipos de resíduos, separando-os dos não recicláveis. "Além de complicar o trabalho destas pessoas, representa também um elevado risco de contaminação. Esta é uma das razões que ilustram bem a necessidade de, em nossas casas, se fazer uma correcta separação dos materiais que colocamos no ecoponto", acrescenta.

Os trabalhadores que fazem a triagem por vezes encontram resíduos que nem se percebe como foram parar ao ecoponto: coisas tão diferentes como fraldas sujas, sacos com comida, ou restos de produtos não recicláveis, por exemplo. Depois há quem não saiba muito bem onde colocar certos resíduos, que parecem que deviam ir para um ecoponto, mas afinal nem dão para reciclar. Exemplo: lâmpadas, tampas de garrafa, frascos de perfume, guardanapos e lenços de papel, panelas, tachos, borrachas, couro ou cassetes.

Mas será que a informação que existe nos próprios ecopontos é insuficiente? "Consideramos que não. Nos ecopontos há informação sobre o que deve e não deve ser colocado no seu interior, para cada um dos contentores. Essa informação está também disponível no site da Sociedade Ponto Verde [www.pontoverde.pt] onde é possível encontrar dicas de auxílio à separação dos resíduos", responde Luís Veiga Martins.

Quanto aos tais resíduos que vão parar ao sítio errado, o destino deles, após a triagem, é semelhante aos dos colocados nos caixotes do lixo: "Os resíduos que eventualmente sejam depositados nos ecopontos e não possam ser objecto de encaminhamento para reciclagem são, depois de triados, encaminhados para a valorização energética, incineração, ou para aterro", afirma o director--geral da SPV

fonte: DN

2708 genéricos baixam hoje o preço


Reduções chegam a ser de 50% e vão permitir poupar 90 milhões ao Estado e ao utente por ano.

A partir de hoje, quase três mil genéricos vão passar a estar mais baratos nas farmácias. De acordo com a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), são 2708 as apresentações dos medicamentos com preços mais baixos, representando 95% do mercado em valor. E as reduções serão, em média, de 4,45 euros por embalagem. A indústria calcula que Estado e utentes poupem 90 milhões de euros/ano.

Depois da redução dos remédios de marca, a 1 de Julho, os genéricos vão ter de custar menos 15% do que medicamentos originais, com excepção da sinvastatina (colesterol) e omeprazol (doenças gástricas", que podem baixar 35%. Por isso, aos remédios de marca juntam-se agora 2708 apresentações, que incluem diferentes versões do mesmo medicamento. Segundo o Infarmed, haverá 11 596 apresentações no mercado, mas fontes da indústria dizem que "os remédios que baixaram representam 95% do mercado em valor".

A lei (ver caixa) veio introduzir revisões anuais aos preços dos genéricos, mas aqueles cujo preço de venda ao público (PVP) seja abaixo dos 3,25 euros, só descem a partir de 2011 (em função de comparação com o remédio original).

O Infarmed avançou que havia 238 medicamentos (apresentações) nestas condições. Destes, 211 vão cumprir o disposto na lei, mas os restantes 27 reduziram o preço voluntariamente, juntando- -se aos 2681 que cumpriram a norma. A poupança ronda 90 milhões (ver caixa ao lado).

A sinvastatina e o omeprazol representam 30% dos genéricos em valor. As duas moléculas vão baixar de preço até 50%. Isto porque, além dos 35% previstos, os remédios originais com que se comparam já tinham baixado.

Um laboratório contactado pelo DN destacou substâncias - como o donepezilo, remédio para o Alzheimer, que pode custar até menos 30% - com estas duas reduções. Já Francisco Velez, da ToLife, referiu o "losartan, para tratar a hipertensão".

Para fonte da Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos (Apogen), nova redução representa um esforço adicional para a indústria dos genéricos. Apesar disso, espera que, pelo menos, "as vendas continuem a subir e que os genéricos ganhem quota de mercado", avançou. E alertou que só 3% dos gastos em saúde são com genéricos, não se justificando que sejam o alvo "sistemático das descidas de preços".

A Labesfal e a ToLife admitiram gastos de dezenas a centenas de milhares de euros só com as remarcações de preços nas embalagens. A elas juntam-se as perdas de lucro associadas à redução de preço. "Vamos perder 20% nas vendas deste ano e 15% nas margens", prevê Francisco Velez.

fonte: DN

sábado, 31 de julho de 2010

Baden-Powell, de militar a líder juvenil

A 31 de Julho de 1907, Baden-Powell reuniu um grupo de 20 jovens na ilha britânica de Brownsea. Assim nasceu o escutismo à escala mundial.


A mais divulgada pintura de Baden-Powell

Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, o fundador do movimento escutista a nível mundial, nasceu a 22 de fevereiro de 1857, em Londres. Passou algumas dificuldades quando, depois da morte do pai, quando tinha apenas três anos, ficou sozinho com a mãe e seis irmãos ainda pequenos.

Baden-Powell sempre se interessou por atividades que o ajudassem a explorar a natureza. Acampava frequentemente com os irmãos e, na escola, "escapava-se" muitas vezes para a mata circundante. Aí, observava os animais, construía abrigos e armadilhas, explorando e aprendendo as regras da vida ao ar livre.

Quando completou os seus estudos, e não conseguindo entrar na Universidade de Oxford, Baden-Powell concorreu ao lugar de aspirante do Exército. Entrou em 2.º lugar, numa seleção de cerca de 700 candidatos. A sua boa prestação levou-o a subir de patente rapidamente. Aos 19 anos foi para a Índia, como alferes de um regimento na carga da Brigada Ligeira, na Guerra da Crimeia, e aos 26 anos já era capitão.

Quando foi para África, em serviço, combateu os zulos. Sempre com um espírito explorador, Baden-Powell acabou por infiltrar-se para descobrir mais sobre essa e outras tribos.

Mais jovem general inglês

Ao longo da sua carreira militar o inglês fundador do movimento escutista foi tendo desafios, nomeadamente em terrenos difíceis que o ajudaram a desenvolver ainda mais as suas habilidades de explorador.

Aos 42 anos Baden-Powell já era coronel. Nessa condição, voltou a África para enfrentar os colonos ingleses de Mafeking, vulgarmente conhecidos por boers, que tinham cercado a cidade. Conseguiu resistir ao cerco durante 217 dias, até chegarem reforços que ajudassem a combater o exército inimigo. A vitória fez com que se tornasse o mais jovem major general do Exército britânico, com apenas 43 anos.

Escreveu, em 1899, "Aids for Scouting", um guia para recrutas do Exército. Este manual fez tanto sucesso como livro de texto em várias escolas masculinas e referência para tantos jovens rapazes que experimentavam algumas das atividades nele indicadas, que Baden-Powell começou a pensar num projeto direcionado para os jovens.

Início do escutismo

Esse projeto era o escutismo, nascido em 1907 quando reuniu 20 jovens em quatro patrulhas e acampou com eles na ilha britânica de Brownsea.

Ainda nesse ano reúne e organiza os seus apontamentos e publica, em 1908, "Escutismo para Rapazes", primeiro em seis fascículos quinzenais, ilustrados também por ele, e, só mais tarde numa edição única.

O projeto desenvolve-se, cresce e expande-se e, anos depois, Baden-Powell lança a ideia de um encontro mundial de escuteiros, a que dá o nome de Jamboree. O primeiro aconteceu em Londres, em 1920, e estiveram presentes cerca de 12.000 escuteiros. No final da atividade, Baden-Powell foi nomeado chefe mundial dos escuteiros.

Ao longo dos anos seguintes, Baden-Powell viajou pelo mundo incentivando o movimento e conversando com chefes escutistas de vários países. Nessas viagens foi sempre acompanhado pela mulher, Olave Baden-Powell, grande incentivadora e criadora das guias, movimento escutista para raparigas.

Primeira visita a Portugal em 1929

Escreveu outros livros e artigos com base no escutismo. Em 1929 foi-lhe atribuído, pelo rei Jorge V, o título de Lord, pela sua dedicação aos jovens. Nesse ano visita Portugal pela primeira vez. Nessa altura já existia no nosso país a Associação de Escoteiros de Portugal (AEP) e o Corpo Nacional de Escutas (CNE). E voltou uma segunda vez a Portugal, cinco anos mais tarde.

Já no final da vida, com cerca de 80 anos, Baden-Powell regressou a África para não mais voltar. Morreria três anos depois, no Quénia, a 8 de janeiro de 1941.

fonte: Expresso

Argentinos criam plantas resistentes ao frio e à seca


Um grupo de analistas argentinos criou plantas transgénicas capazes de suportar o frio, a seca e a salinidade excessiva dos solos com o objectivo de aplicar esta tecnologia à agricultura. A capacidade de suportar condições meteorológicas extremas e a salinidade está presente em um gene do girassol isolado por especialistas do Instituto de Agrobiotecnologia do Litoral (IAL) e implantado depois em plantas experimentais.

Segundo informaram os especialistas ao jornal La Nación, o resultado foi uma planta com estrutura genética modificada capaz de suportar as piores condições que podem atacar as lavouras. O projecto é realizado junto com o Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica (Conicet) dentro do programa de desenvolvimento de um girassol transgénico. O instituto de biotecnologia, ligado à Universidade Nacional do Litoral argentino, já havia isolado e patenteado o gene de girassol denominado HaHB4 que confere às plantas tolerância à seca, a salinidade e ao ataque de insectos. Agora, isolou e implantou em cultivos experimentais outro gene, denominado HaFT, que acrescenta características de protecção ao congelamento.

"Conseguimos benefícios importantes como melhorar o comportamento das plantas frente às condições de seca e salinidade", indicou Raquel Chan, directora do projecto. "Os estudos básicos comprovaram que este gene interfere nas vias de resposta das temperaturas de congelamento e, ao introduzi-lo como transgénicos em outra planta, gerava uma tolerância a estas temperaturas abaixo de zero", acrescentou. O gene foi introduzido em espécimes de Arabidopsis, planta cuja estrutura genética pouco complexa a torna ideal para a experimentação em biotecnologia.

Os exemplares modificados "sobrevivem ao tratamento (de condições extremas) numa percentagem muito maior do que as não modificadas", apontou Chan ao detalhar que as experiências foram feitas a temperaturas de 4 graus e 8 graus. "Não são plantas que possam ser mantidas congeladas, mas que são capazes de tolerar o congelamento por algumas horas, algo similar ao que ocorre nos campos durante as madrugadas no inverno", esclareceu.

A investigadora disse que agora enfrenta o desafio de levar essa modificação biotecnológica para o trigo, soja e o milho, cujas estruturas genéticas são muito diferentes as do modelo experimental. "Sabemos que muitos dos mecanismos moleculares estão conservados entre as plantas, como os da resposta ao estresse, que é o que nós estudamos", afirmou Chan.

A Universidade do Litoral e o Conicet assinaram um convénio com a empresa inglesa Plant Bioscience Limited (PBL), que actua como intermediária para obter financiamento para o desenvolvimento de projectos em biotecnologia.

fonte: terra

Tecidos feitos com garrafas PET são solução para moda sustentável


Uma alternativa para quem quer comprar roupas, bolsas e outros produtos feitos com materiais mais sustentáveis é o tecido de garrafa PET. Ele é feito a partir da reciclagem do plástico e pode evitar que novas matérias-primas sejam produzidas, além de reaproveitar o material que iria para o lixo.

Apesar de parecer novidade, os tecidos produzidos a partir das embalagens PET são os mesmos das roupas comuns de poliéster. A grande diferença é que em vez de utilizar o Tereftalato de Etileno virgem, a indústria recicla o plástico das garrafas e o transforma em fibras de poliéster.

Posteriormente, essa fibra poderá ser tecida junto com algodão e virar matéria-prima para roupas, bolsas, travesseiros, roupas de cama, tapetes e outra infinidade de produtos, ou ainda ser utilizada em sua forma bruta na confecção de banners, sacolas, embalagens etc.

Basta olhar a etiqueta de algumas roupas para ver que a composição do produto é feita com 50% de algodão e 50% de poliéster. As roupas feitas a partir dessa mistura ainda são mais resistentes, correm menor risco de desbotar ou formar "bolinhas", além de amassam menos que aquelas feitas com 100% de algodão.

Benefícios ambientais

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de PET (ABIPET), em 2008 foram recicladas no Brasil 253 mil toneladas de embalagens, sendo que 38% foram encaminhadas para a área têxtil. Destes, 44% foram usados na indústria de vestuário, 35% para a produção de cordas, cerdas e monofilamentos e 21% para não-tecidos.

Além de incentivar os investimentos em cooperativas e catadores de lixo, a reciclagem pode trazer diversos ganhos ambientais. Para produzir um quilo de malha PET são recicladas 11 garrafas de dois litros de refrigerante.

Além disso, ao reutilizar o material a indústria deixa de produzir novas unidades de Tereftalato de Etileno, economizando água, energia e matérias-primas, como o petróleo. Por fim, a reciclagem evita o acúmulo do material em lixões e aterros e prolonga sua vida útil.

fonte: terra

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

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