sábado, 4 de setembro de 2010

Glórias do futebol português no adeus ao "bom gigante"


Cerca de três centenas de pessoas, entre as quais muitas glórias do futebol português, despediram-se hoje do antigo internacional português e avançado do Benfica José Torres, conhecido como o "bom gigante", que foi a enterrar no cemitério da Amadora.

Presentes nesta ultima homenagem estiveram muitos dos colegas que partilharam com Torres os relvados, como companheiros de equipa ou adversários, e todos eles foram unânimes nas palavras: "Estamos a despedirmo-nos hoje de um homem muito bom, generoso e brincalhão".

Eusébio, o maior símbolo do futebol português e um dos "magriços", da equipa que chegou às meias finais do Mundial da Inglaterra'66, presente no funeral, recordou com muita emoção que Torres foi a primeira pessoa que conheceu quando chegou ao lar do Benfica.

"É muito difícil para mim. Foi um grande, grande, grande amigo. Foi a primeira pessoa que cumprimentei quando cheguei a Benfica às 11:30 da noite, ao lar do clube. A D. Otília apresentou-me, mas eu já sabia quem ele era. Fiquei no mesmo quarto que ele e que o Cruz", contou Eusébio com a voz embargada.

A antiga glória do Benfica, enalteceu o "grande homem" que foi José Torres, lembrando que se tratava de alguém "que cumpriu sempre as suas obrigações, pelo que é importante recordar a grande pessoa que foi".

"Sinto-me muito mal hoje por um homem como ele nos ter deixado. Sinto-me mal, não tenho palavras", desabou Eusébio.

Humberto Coelho, antigo seleccionador nacional e jogador "encarnado" recordou o homem "muito alegre" dentro e fora do campo, no balneário ou nos treinos.

"Era uma pessoa muito alegre, muito generoso. Lembro-me de que quando estávamos à rasca num jogo, dávamos a volta ao passar a bola ao Torres que resolvia logo", contou Humberto Coelho.

Para o antigo seleccionador nacional, hoje é também "um dia triste", mas uma altura para se recordar os "momentos de alegria e prazer com que o Torres presenteava os companheiros".

Carlos Manuel, antigo médio ofensivo do Benfica, lembrou José Torres também pelas partidas que o avançado "encarnado" pregava aos colegas, recordou a generosidade do "bom gigante" e a bondade que tinha para todos.

"Ele andava sempre com rebuçados no bolso. Eu como sou fumador inveterado estava sempre a pedir-me para trocar o cigarro que punha na boca pelos rebuçados dele", contou Carlos Manuel.

O antigo jogador recordou a última vez que esteve com Torres, há cerca de cinco ou seis anos, mas ele "já não conheceu a maioria de nós".

"Para o grande homem que foi, não merecia este fim que a doença lhe deu. Foram muito difíceis estes últimos anos para a família", desabafou Carlos Manuel.

Fernando Oliveira, presidente do Vitória de Setúbal um dos clubes onde José Torres foi treinador, recordou também o "grande profissional" com o qual teve a "grata satisfação de conviver".

Luís Filipe Viera, presidente do Benfica, Maurício do Vale, em representação do presidente do Sporting, José Eduardo Bettencourt, estiveram também entre os vários amigos presentes no adeus a José Torres.

Outros "velhas" glórias que estiveram foram António Simões, José Augusto, Mário Lino, Hilário, Romeu, Artur Santos, Pietra ou Manuel Abrantes (Estoril).

" saída da igreja da Amadora, a urna estava coberta por três bandeiras: a do Benfica, a do clube Torres Novas, onde começou a jogar, e a do Vitória de Setúbal.

Francisco Torres, o mais novo de quatro filhos de José Torres, quer lembrar o pai como uma "pessoa sempre feliz e alegre, que sempre transmitiu isso para aqueles que o rodeavam, família e amigos".

José Torres faleceu sexta feira no Hospital dos Lusíadas, aos 71 anos, onde estava internado há cerca de 15 dias, depois de sofrer nos últimos anos da doença de Alzheimer.

fonte: DN

Ferreira Diniz pode ser impedido de exercer medicina


O médico Ferreira Diniz pode ser impedido de exercer medicina se a Ordem dos Médicos apurar que para cometer os crimes pelos quais foi condenado a sete anos de prisão no caso Casa Pia se serviu do facto de ser médico, disse fonte ligada ao processo.

Fonte da Ordem dos Médicos revelou que este organismo vai agora debruçar-se sobre o acórdão conhecido na sexta-feira no Campus da Justiça, em Lisboa, para apurar se os crimes de que Ferreira Diniz é acusado e pelos quais foi condenado foram cometidos servindo-se da sua condição profissional.

Se tal for provado, Ferreira Diniz será expulso da Ordem dos Médicos e, consequentemente, impedido de exercer medicina.

Mas mesmo que tal relação não seja estabelecida, o médico arrisca-se a penas que rondarão os cinco anos de suspensão da actividade se forem provados os actos pedófilos que lhe valeram a condenação a sete anos de prisão efectiva, disse a mesma fonte.

Contactado pela Lusa, o bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, recusou comentar penas disciplinares, mas revelou que o organismo a que preside irá na próxima semana reactivar o processo disciplinar relativo a Ferreira Diniz e cuja reabertura aguardava pelo acórdão do tribunal.

Esta medida da Ordem dos Médicos avança, mesmo se o clínico apresentar um recurso da decisão do tribunal.

O processo na Ordem dos Médicos também leva o seu tempo e apenas se o conselho disciplinar regional defender no despacho de acusação a suspensão do médico é que este poderá ser impedido de exercer medicina antes de o caso chegar ao Conselho Nacional de Disciplina, órgão presidido pelo bastonário.

Ferreira Diniz foi condenado a sete anos de prisão por quatro crimes de abuso sexual de menores dependentes e pornografia de menores.

Foi ainda condenado a indemnizar, por danos morais, três das vítimas em 25 mil euros cada uma.

Para o bastonário da Ordem dos Médicos, "o abuso das funções de médico para seu beneficio pessoal, nomeadamente no âmbito sexual e ainda mais utilizando crianças, a quem os médicos têm obrigação de proteger, é uma violação inaceitável, completamente inqualificável do exercício da medicina".

"Gostaria que essas pessoas deixassem de ser médicos, pois a medicina é uma prática que não se compadece com um crime hediondo como é a pedofilia", concluiu.

Ferreira Diniz irá dar hoje uma conferência de imprensa, em Lisboa, em que pretende "explicar os factos concretos que levaram à sua condenação", disse à Lusa a sua advogada.

O julgamento do processo de abusos sexuais na Casa Pia chegou na sexta-feira ao fim com a leitura do acórdão final.

Em tribunal responderam os arguidos Carlos Silvino, ex-motorista da Casa Pia, o ex-provedor da instituição Manuel Abrantes, o médico João Ferreira Diniz, o advogado Hugo Marçal, o apresentador de televisão Carlos Cruz, o embaixador Jorge Ritto e Gertrudes Nunes, dona de uma casa em Elvas onde alegadamente ocorreram abusos sexuais.

Seis dos arguidos foram condenados a penas de prisão efectiva, enquanto Gerturdes Nunes foi absolvida.

fonte: DN

Armas nucleares. Irão pode iniciar um efeito dominó perigoso

A ONU e os Estados Unidos temem que outros países do médio oriente imitem o avanço nuclear do Irão.

O Japão adoptou novas sanções contra o Irão

A proliferação nuclear é contagiosa e quase todos os governos e especialistas temem que se o Irão desenvolver armas nucleares os países vizinhos venham a seguir-lhe os passos. As Nações Unidas e o governo norte-americano são unânimes em querer combater o chamado "dominó nuclear". "Os governos de todo o mundo têm de perceber a real ameaça da proliferação de armas nucleares no Irão, porque, provavelmente, nos próximos dez ou 20 anos, outros dez países no Médio Oriente vão seguir o mesmo caminho", disse o ex-senador norte-americano Sam Nunn.

Contra este cenário de risco iminente, existe apenas um obstáculo: um registo histórico que não o suporta. 65 anos depois do início da era nuclear, apenas nove países desenvolveram armas nucleares. Além disso, passaram-se quase 20 anos entre a criação do primeiro Estado nuclear - os Estados Unidos, em 1945 - e o quinto, a China, em 1964. Índia, Israel, África do Sul, Paquistão e Coreia do Norte surgiram no 40 anos seguintes.

Quatro anos depois de a Coreia do Norte se ter tornado um país com armas nucleares, a Coreia do Sul e o Japão não parecem estar no caminho para seguir o exemplo: "Nesta fase é precipitado falar em dominó nuclear", garante Diogo Noivo. O investigador do Instituto Português de Relações Internacionais e Segurança explicou ao i que "em teoria é fácil recorrer a esse termo, mas na prática existem demasiados constrangimentos práticos que impedem a sua concretização". Esses obstáculos à proliferação passam pelo controlo internacional, nomeadamente dos Estados Unidos, sendo que a Coreia do Sul e o Japão contam com uma forte protecção norte-americana. Depois do teste nuclear da Coreia do Norte, em 2006, o então presidente George W. Bush assegurou imediatamente total protecção aos dois países vizinhos.

"Apesar desses países terem toda a tecnologia disponível e reunirem as condições para a transferir para outros países, há demasiados constrangimentos políticos que o impedem. Tem sido esse limite que mantém o controlo na proliferação nuclear", acrescenta Diogo Noivo.

Em relação ao Médio Oriente, grande parte dos especialistas acredita que o Irão está a entre um e três anos de de-senvolver uma bomba nuclear, comparado com os dez a 15 anos a que os países vizinhos estão de alcançar esse objectivo. Esse prazo dá mais oportunidade aos Estados Unidos de estabelecer pactos de segurança com os países que poderiam ficar tentados a desenvolver armamento nuclear em resposta à ameaça iraniana.

Em termos práticos, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, já falou da possibilidade de os Estados Unidos estenderem a sua defesa aos países do golfo Pérsico, capacitando-os de meios de defesa para confrontarem um possível Irão nuclear.

Para Diogo Noivo, apesar de todas as formas de negociação estarem já desgastadas, "insistir na aplicação de sanções e no apoio de movimentos reformistas é a solução". No entanto, o investigador alerta para a aprovação de sanções estratégicas, "que não afectem a população em geral, mantendo apenas intenções políticas".

Entretanto, a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) pediu a Israel para aderir ao Tratado de Não Proliferação de armas nucleares e submeter as suas instalações a controlo internacional, indica um relatório divulgado ontem.

Japão O governo japonês adoptou ontem novas sanções contra o Irão, que prevêem o congelamento de bens relacionados com o programa nuclear de Teerão e um controlo mais rigoroso das transacções financeiras. A medida aprovada pelo gabinete do primeiro-ministro Naoto Kan inclui o congelamento de bens de 88 instituições, 15 bancos e 25 indivíduos, informou Hideaki Fujisawa, representante do Ministério do Comércio. Além disso, o executivo japonês impedirá que instituições financeiras do país abram escritórios no Irão, enquanto também veta instalação de filiais dos bancos iranianos no Japão.

Também os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia adoptaram recentemente um novo pacote de sanções contra o Irão. A União Europeia proíbe qualquer novo investimento, assistência técnica ou transferências tecnológicas, nomeadamente para a refinaria e a liquefacção do gás.

fonte: Jornal i

Magistrados do STA "consentem" evasão fiscal das fortunas


As manifestações de fortuna com recurso ao crédito não devem ser consideradas pelo fisco

Por seis contra quatro, os magistrados do Pleno da secção de contencioso tributário do Supremo Tribunal Administrativo (STA) fixaram em Maio passado jurisprudência sobre a tributação das manifestações de fortuna. A julgar pelo voto vencido, a interpretação aprovada "estaria precisamente a consentir a evasão fiscal que justamente pretende travar".

Em causa está como calcular os rendimentos dos contribuintes com "manifestações de fortuna", eventualmente a ser corrigidos pelo fisco.

A Lei n.º 30-G/2000 definiu as manifestações de fortuna (imóveis, carros, barcos, aviões e, em 2003, mais suprimentos às empresas). O contribuinte passou a ter de provar que os rendimentos declarados correspondem à verdade e que foi "outra a fonte" que permitiu adquirir esses bens. Caso haja um desvio de 50 por cento para menos entre o rendimento declarado e o rendimento-padrão, o fisco corrige o rendimento. O rendimento-padrão é de 20 por cento do valor de aquisição dos imóveis superiores a 250 mil euros; em 50 por cento do valor dos veículos de preço superior a 50 mil euros e motos de preço superior a 10 mil euros; pelo valor dos barcos de recreio de preço superior a 25 mil euros e das aeronaves.

Ora, o acórdão redigido por Isabel Marques da Silva (734/09), magistrada que é filha do conhecido jurista Germano Marques da Silva, conseguiu alterar o entendimento do Pleno. E - "sem razões convincentes", afirmam os vencidos - fixou que, caso as manifestações de fortuna sejam adquiridas por recurso a crédito, as quantias emprestadas não podem ser integradas no rendimento não explicado pelo contribuinte.

A sua consequência prática é, nesses casos, reduzir os rendimentos fixados pelo fisco. Algo que, à primeira vista, parece ser razoável, dado que não o considerando, como alega Isabel Marques da Silva, "há manifesto excesso na quantificação" do rendimento.

Mas, por outro lado, tal como sustenta um dos acórdãos que nega esta interpretação (Acórdão n.º 2083/09), o risco é o de esvaziar a aplicação da lei penalizadora das manifestações de fortuna. "O contribuinte poderia recorrer ao crédito bancário na aquisição de bens, ainda que dele não necessitasse, para se permitir declarar rendimentos inferiores (muito inferiores) aos efectivamente recebidos". E, aplicando-os em "investimentos com produção de rendimentos maiores do que os juros exigidos pelo banco", colheria "um benefício fiscal que lhe permitiria suportar, até com excedente, os encargos bancários".

Sigilo bancário protege

A decisão partiu de um caso ocorrido em 2004 (o primeiro dos relatos em caixa). Mas os casos relatados em diversos acórdãos (649/05, 1678/07, 20/85/07, 2259/08, 3083/09) são exemplares. Tanto da realidade nacional, como do facto de a polémica ter nascido da própria lei e, por último, de que o sigilo bancário acaba por proteger os contribuintes contra os intuitos da administração fiscal.

A versão inicial da lei de 2000 adiantava como fonte de rendimento válida "nomeadamente herança ou doação, rendimento que não esteja obrigado a declarar, utilização do seu capital ou recurso ao crédito". Mas, a partir de 1/1/2005, como que obviando ao uso abusivo daquela formulação, a especificação caiu. O acórdão do Pleno ainda cita a versão antiga da lei e omite que o legislador a alterou. Só que já há decisões do STA que, apesar de posteriores a 2005, adoptaram a visão agora fixada pelo STA.

Resta saber se essa jurisprudência se aplicará para o futuro. O Ministério das Finanças não respondeu ao PÚBLICO sobre se será necessário aclarar a lei para impedir a ineficácia da tributação das manifestações de fortuna. Mas os casos são relevadores da actual situação fiscal. Desde a reforma fiscal de 1989, o fisco deixou de poder presumir os rendimentos dos contribuintes e, caso quisesse alterá-las, tinha o ónus da prova. Só que a lei não dotou o Estado desses meios.

E se a Lei n.º 30-g/2000 passou o ónus da prova para o contribuinte no caso das manifestações de fortunas, o acórdão parece resultar numa nova inversão, obrigando o fisco a provar que o contribuinte omite rendimento ao recorrer ao crédito. Só que essa prova apenas será possível pelo acesso às contas bancárias, o que - como naqueles casos - é negado pelos contribuintes investigados.

fonte: Público

PSD quer explicações de Sócrates sobre "situação caótica" do país


Marco António Costa

O presidente da Distrital do Porto e vice-presidente do PSD, Marco António Costa, exigiu hoje que José Sócrates dê explicações à região norte e ao país sobre a "situação caótica" em que se encontra a economia portuguesa.

"O PS e o primeiro-ministro escolheram o Porto e norte do país para fazer a 'rentrée' política. É uma boa oportunidade para José Sócrates e o seu partido prestarem explicações à capital do desemprego, das falências e à capital da pobreza", disse Marco António Costa.

Marco António Costa considerou que "é uma hora importante, esta da 'rentrée' política do PS, porque é também o momento de o primeiro-ministro se confrontar com o resultado da sua acção nos últimos seis anos, que é negra, é de desemprego, falência e pobreza nesta região e no país todo".

O líder distrital do PSD disse esperar que Sócrates "explique esta anunciada paixão pela economia, que faz lembrar o engenheiro Guterres com a sua paixão pela educação, que também redundou num divórcio absoluto em ternos de resultados", acrescentou.

Segundo o vice-presidente do PSD, "a situação económica caótica e desesperada só não é de bancarrota porque, há três meses, o PSD deu a mão ao Governo, evitando a vergonha internacional de nos entregar à tutela de instâncias como o FMI".

"Estranhamente, nos últimos meses, o Governo prescindiu de governar e entrega-se única e exclusivamente a uma missão de campanha eleitoral. Veja-se que o primeiro-ministro já consegue chegar ao ridículo de todos os dias inaugurar alguma coisa, particularmente coisas que não são obra do seu Governo", frisou.

fonte: Público

Bruxelas aprova 2,4 milhões para pessoal da Qimonda



Apoios financeiros destinam-se a ajudar 839 ex-trabalhadores da fábrica de Vila do Conde a encontrarem novos empregos.

A Comissão Europeia aprovou ontem uma ajuda financeira de 2,4 milhões de euros a 839 dos trabalhadores que perderam o emprego com o encerramento da fábrica da Qimonda, em Vila do Conde.

Este auxílio, que terá ainda de passar pelo crivo do Parlamento Europeu e do Conselho, será atribuído ao abrigo do Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização (FEG), na sequência da candidatura do Governo português em 18 de Dezembro do ano passado. O objectivo é facilitar a reinserção profissional dos antigos trabalhadores da filial portuguesa da multinacional alemã de semicondutores, que teve de encerrar as portas por falta de matéria-prima com a falência da casa- -mãe Qimonda AG e sem que tivesse conseguido um acordo com outros investidores para continuar a produção.

A decisão de Bruxelas teve em conta que a falência da multinacional alemã foi provocada pela "crise financeira que levou à contracção da economia mundial" e que os 914 despedimentos resultantes no total na unidade de Vila do Conde engrossaram as fileiras dos candidatos a emprego na região norte, "cuja taxa de desemprego é já superior à média do País", explica o comunicado da Comissão.

O comissário europeu do Emprego, Assuntos Sociais e Inclusão acredita que "a decisão ontem tomada ajudará os ex-trabalhadores da Qimonda a encontrar novos empregos, através de formação e de medidas de acompanhamento para actualização das suas competências". "Estou certo de que as medidas previstas irão facilitar o seu regresso ao trabalho", acrescentou László Andor.

Já o PCP considera que a ajuda vem "tarde e a más horas e lamenta que a Comissão Europeia não tenha mobilizado "as forças e os meios necessários para impedir" aqueles despedimentos. Em comunicado, os comunistas defendem que se trata de "uma escassa verba" que "apenas serve para apoiar alguma formação profissional dos mais de 1500 trabalhadores que foram lançados no desemprego pela estratégia de uma multinacional que não foi contrariada pela Comissão e Conselho da União Europeia".

De acordo com Bruxelas, a ajuda do FEG "incluirá medidas de reconhecimento de competências, formação profissional, formação e apoios para a criação de empresas, ajuda ao auto-emprego e incentivos ao recrutamento e estágios em empresas".

O custo total estimado do pacote, que beneficiará 839 dos 914 trabalhadores despedidos por altura do pedido de falência da Qimonda Portugal, ascende a 3,7 milhões de euros, dos quais 2,4 milhões serão provenientes do FEG. Nos seus três anos, este fundo já mobilizou 373,6 milhões de euros para apoiar 70 mil trabalhadores.

fonte: DN

BP já gastou mais de seis mil milhões de euros com maré negra no Golfo do México


Ontem a BP retirou a cúpula que, em meados de Julho, permitiu estancar a fuga de petróleo

A companhia petrolífera britânica BP anunciou hoje que a maré negra do Golfo do México, desde 20 de Abril, já lhe custou cerca de oito mil milhões de dólares (6,2 mil milhões de euros).

Aquela quantia inclui as despesas efectuadas pelo grupo para conter e limpar o petróleo, a perfuração dos dois poços de apoio, as somas disponibilizadas aos estados costeiros e às autoridades federais, explicou a BP em comunicado.

A companhia gastou duas vezes mais do que a sua estimativa anterior, datada de 19 de Julho.

A BP lembrou que aceitou criar um fundo de 20 mil milhões de dólares (15,6 mil milhões de euros), dedicado à indemnização das vítimas da maré negra. De acordo com o comunicado, a BP já entregou mais de 400 milhões de dólares para responder aos 130 mil pedidos de indemnizações.

Há algum tempo que se coloca a questão da capacidade financeira da BP para suportar estes custos, nomeadamente perante uma eventual interdição da exploração de poços no Golfo do México pelas autoridades norte-americanas. “Se não pudermos manter esses poços em actividade, isso terá um impacto substancial no nosso orçamento”, disse ontem ao “New York Times”, David Nagle, vice-presidente da BP na América. “Isso tornará mais difícil para nós financiarmos as operações”, como a criação de um fundo de protecção do Ambiente, alertou.

Ontem a BP retirou a cúpula que, em meados de Julho, permitiu estancar a fuga de petróleo responsável pela maré negra, uma etapa crucial antes do encerramento definitivo do poço.

A companhia continua a perfurar um dos poços de apoio destinado a colmatar de vez o poço danificado, uma operação que deverá acontecer em meados deste mês, “em função das condições meteorológicas”, segundo o comunicado divulgado hoje.

Estima-se que 4,9 milhões de barris de crude tenham sido libertados para as águas do Golfo do México, desde a explosão e afundamento da plataforma Deepwater Horizon.

fonte: Público

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Conjunto de selos avaliado em 600 mil euros desapareceu do Museu das Comunicações


A ANACOM (Autoridade Nacional das Comunicações) viu desaparecer de uma área restrita do Museu das Comunicações, em Lisboa, parte do espólio filatélico das antigas colónias portuguesas

Segundo fonte oficial da Fundação Portuguesa das comunicações a ocorrência «foi detectada em Maio de 2009, foi participada a Polícia Judiciária e está em fase de investigação, pelo que não é oportuna a quebra de reserva».

O Diário Económico noticia este como um dos maiores furtos dos últimos anos, mas segundo especialistas o roubo de material filatélico é frequente em Portugal.

O furto terá sido bem planeado por alguém bem informado acerca das rotinas do Museu e que tinha acesso ao acervo filatélico. De acordo com o que o Diário Económico apurou, o acervo estava rodeado de fortes medidas de segurança.

fonte: Sol

'Caçador de nazis' era da Mossad

Simon Wiesenthal

Sobrevivente do Holocausto

O "caçador de nazis" Simon Wiesenthal, sobrevivente do Holocausto, trabalhava para a agência de espionagem de Israel, a Mossad, segundo revelou a sua biografia Wiesenthal - A Vida e as Lendas, lançada ontem pelo jornalista israelita Tom Segev. Segundo o autor, Wiesenthal (1908-2005) forneceu informações à Mossad, nos anos 50, sobre criminosos de guerra alemães que trabalhavam em países árabes.

Fonte: DN

Explosão origina novo derrame no golfo do México


Desde 2001, houve mais de 800 incêndios nas plataformas nas águas da região.

Uma explosão destruiu ontem parcialmente uma plataforma petrolífera situada no Golfo do México, a cerca de 65 quilómetros da costa da Luisiana, tendo originado um derrame de crude localizado, ao contrário do sucedido com a explosão na plataforma da BP, a 21 de Abril, na origem da maré negra que assolou durante mais de três meses esta região.

O derrame apresentava ao final do dia um comprimento de cerca de 1,5 quilómetros por 30 metros de largura, e estava a ser observado por m meios áreas.

As 13 pessoas a bordo da plataforma escaparam apenas com ligeiros ferimentos, tendo-se lançado à água instantes após a explosão, que ocorreu às 9.15, hora local. Foram recolhidas cerca de 75 minutos mais tarde por dois dos sete helicópteros da Guarda Costeira que se dirigiram para o local.

O acidente de ontem na plataforma da Mariner Energy, uma das principais petrolíferas independentes a operarem no Golfo, é o 806.º que se regista numa estrutura desta natureza nas águas do Golfo, desde 2001, segundo dados revelados pela Guarda Costeira. Perderam a vida 55 pessoas no total dos acidentes.

A pequena dimensão do derrame deve-se ao facto da plataforma se encontrar em manutenção e de, como era explicado por técnicos da indústria, tratar-se de uma estrutura a operar a pouca profundidade e de proceder apenas à extracção de crude. A plataforma da BP operava a grande profundidade - mais de 1500 metros - e procedia a prospecções.

fonte: DN

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

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