domingo, 19 de setembro de 2010

EUA: Derrame de poço de petróleo da BP foi declarado extinto

Estima-se que tenham sido derramados cerca de 780 milhões de litros de petróleo no mar  com a explosão da plataforma no Golfo do México.


Na sexta feira foi colocado cimento no poço de petróleo, a quatro quilómetros de profundidade, e realizados testes de pressão

A exploração petrolífera da empresa BP que explodiu em abril no Golfo do México, provocando uma gigantesca maré negra, foi declarada oficialmente encerrada, foi hoje anunciado. 

Na sexta feira foi colocado cimento no poço de petróleo, a quatro quilómetros de profundidade, e foram realizados testes de pressão para determinar se a exploração tinha sido efetivamente extinguida e que já não é uma ameaça para o Golgo do México. 

De acordo com o comandante norte-americano Thad Allen, representante da administração norte-americana neste caso, serão reforçados os meios para retirar as manchas da maré negra que existem ainda no mar. 

A explosão da plataforma da BP, que deixou poços de petróleo a verter crude para o mar durante várias semanas, provocou não só uma catástrofe ambiental considerada sem precedentes como também prejuízos que abalaram a companhia petrolífera.  

Na explosão, a 20 de abril, morreram onze pessoas e estima-se que tenham sido derramados cerca de 780 milhões de litros de petróleo no mar. 

Cinco meses depois, ainda são visíveis as sequelas deixadas pelo derrame, nomeadamente na população norte-americana que habita entre a Florida e o Texas, impedida, por exemplo, de pescar em alguns locais ou de vender o marisco da região. 

fonte: Expresso

Bento XVI beatificou cardeal britânico John Henry Newman


 Bento XVI beatificou hoje em Birmingham, centro de Inglaterra, o cardeal britânico John Henry Newman (1801-1890), considerado um dos "pais espirituais" do Concilio Vaticano II, um reconhecido intelectual, que influiu na formação do papa Ratzinger.

Esta foi a primeira beatificação dirigida pessoalmente por Bento XVI, que depois de se tornar pontífice retomou a tradição dos papas de não presidir a estas cerimónias, tendo em conta que a beatificação autoriza o culto local, onde nasceu e exerceu o beato, enquanto a canonização permite o culto universal e por isso ser uma prerrogativa do papa.

Bento XVI quis sublinhar ao beatificar Newman a categoria universal do cardeal londrino.

 A cerimónia celebrou-se em Cofton Park, nos arredores de Birmingham, perto da casa de um dos Oratórios de São Felipe Neri em Inglaterra, fundados pelo cardeal, onde se encontram os seus mortais.  

O papa proclamou-o beato na presença de cerca de 70 000 pessoas, vindas de de toda a Grã-Bretanha, numa manhã chuvosa.

Depois de ser proclamado beato foi destapada uma fotografia de tamanho gigante do novo bato colocada no altar maior e foi ouvida música sacra, enquanto milhares de pessoas aplaudiam.

À cerimónia assistiu o juiz e diácono norte-americano Jack Sullivan, de 71 anos, que se curou de forma inexplicável para a ciência de uma doença incurável da espinal medula, depois de rezar a Newman. O Vaticano reconheceu a cura como o milagre que levou o cardeal Newman aos altares e ao culto local.

Bento XVI anunciou que o dia festivo do novo beato será celebrado a 9 de Outubro, data que corresponde ao dia em que entrou para a Igreja Católica depois de se ter convertido do anglicanismo.

A deslocação de quatro dias de Bento XVI, a primeira visita de Estado de um Papa ao Reino Unido, foi em parte consagrada à aproximação das igrejas católica e anglicana, quase cinco séculos depois da rotura perpetrada pelo rei inglês Henrique VIII.

Na sexta feira, Bento XVI tornou-se no primeiro pontífice a entrar na abadia anglicana de Westminster, onde privou com o chefe da Igreja anglicana.

fonte: DN

Bento XVI pediu perdão pelo "crime hediondo" da pedofilia


 Protesto reuniu milhares em Londres. Papa recebeu vítimas de abusos sexuais

Foi com "profunda vergonha" e emoção que Bento XVI pediu perdão a cinco vítimas britânicas de padres pedófilos num encontro privado, realizado ontem na nunciatura apostólica em Londres, no terceiro dia da visita que está a realizar ao Reino Unido.

No encontro que se prolongou por cerca de 40 minutos, Bento XVI terá ficado particularmente perturbado e "emocionado" pelo "sofrimento das vítimas e das suas famílias", lê-se na nota do Vaticano que anunciou o encontro. Das cinco vítimas, cujo sexo não foi revelado, apenas se sabe que três eram provenientes do Norte de Inglaterra, uma de Londres e uma outra da Escócia. Num dos casos, a vítima terá frequentado uma instituição católica na Irlanda.

O Papa assegurou aos seus interlocutores que a Igreja "está a desenvolver uma série de medidas eficazes para proteger os jovens (...) e para levar à justiça os membros do clero e os religiosos acusados por esses crimes terríveis", conclui a nota.
A realização do encontro foi anunciada posteriormente, como sempre sucedeu quando o Papa se encontrou com outras vítimas nas suas deslocações, por exemplo, aos Estados Unidos e Austrália.

Horas antes, numa homilia na catedral católica de Westminster, Bento XVI produzira uma contundente crítica aos autores de abusos sexuais, que classificou como "crime hediondo", e pelos quais pediu perdão às vítimas inocentes.

O Papa foi ainda mais longe, ao reconhecer que a Igreja Católica, como um todo, falhou na forma como lidou inicialmente com estes casos, produzindo uma situação "de humilhação e vergonha" para todos.

Alguns comentadores britânicos referiam que o facto do Papa mencionar o escândalo da pedofilia desde o primeiro dia da sua visita (e de tê-lo feito em termos inequívocos) não será suficiente para muitas dessas vítimas, que criticam o Vaticano "por pedir desculpa, mas não actuar", como dizia à AFP uma americana presente na manifestação de protesto ontem no centro de Londres.

O escândalo da pedofilia envolvendo pessoas e instituições da Igreja Católica persegue Bento XVI desde 2009. Os países onde estes abusos atingiram maior dimensão foram a Irlanda, a Bélgica e a Alemanha. Para os críticos, o Papa permanece reticente em reconhecer a existência de uma estratégia de ocultação sistemática desses abusos ao longo dos anos.

Esta crítica foi uma das ideias-chave que reuniu alguns milhares de pessoas no desfile entre Hyde Park e a zona de Whitehall, onde se situa a sede do Governo. Os organizadores referiram a presença de dez mil participantes; a polícia admitiu apenas a presença de três mil a quatro mil. A manifestação, que reuniu vítimas de abusos sexuais em instituições católicas, partidários da ordenação de mulheres, defensores da contracepção e activistas gay, foi o acto mais relevante de protesto contra a visita do Papa ao Reino Unido. A visita termina hoje em Birmingham - segunda maior cidade inglesa - com uma missa ao ar livre, durante a qual será beatificado o cardeal Newman. Ao mesmo tempo que os últimos manifestantes deixavam Hyde Park, começavam a chegar os primeiros fiéis para uma vigília de oração, com a presença do Papa, em que participaram mais de 80 mil pessoas.

fonte: DN

Usar diariamente as SCUT custará entre 117 e 223 euros


Descontos vigoram apenas até Julho de 2012. Nessa altura os valores sobem. Governo avança com portaria

A pouco menos de um mês para o início do pagamento de portagens nas até agora SCUT, falta apenas a publicação da portaria sobre os critérios de discriminação positiva até Julho de 2012. Para já, o utente mais habitual destas vias pode contar com despesa acrescida.

Já conhecidas as isenções e descontos, é possível fazer contas para os que vivem em concelhos abrangidos pelas isenções. Imagine-se um cidadão a viver em Viana do Castelo e a trabalhar no Porto que percorre duas vezes por dia a SCUT Norte Litoral (A28). Poderá reduzir a factura das portagens em 61,15 euros mensais, com as isenções e descontos. Para quem vive em Aveiro e faz toda a SCUT Costa da Prata (A17/A29), o desconto pode chegar aos 104,48 euros. Para a SCUT do Grande Porto (A41/A42), a redução vai até 62,66 euros.

O que se entende por uma passagem?

Conta-se como passagem uma viagem realizada numa SCUT. Por exemplo, para um cidadão que viva em Viana do Castelo e trabalhe no Porto, as duas deslocações diárias contam como duas utilizações. Assim, ao fim de uma semana esgota-se a gratuitidade e sobram os 15% de desconto. Fazendo as contas ao percurso completo, esse mesmo utente deverá pagar por mês 117,05 euros. Ao total de 178,2 euros, por 22 dias úteis e 44 viagens, retiram-se dez utilizações gratuitas e os 15% de desconto para as restantes. Seguindo o exemplo anterior e a mesma lógica na A17/A29, o valor mensal a pagar em portagens será de 223,77 euros e na A41/A42 será de 124,1 euros.

Se o veículo sair e voltar a entrar na mesma SCUT e no mesmo sentido conta como uma ou duas passagens?

A passagem sob dois ou mais pórticos sucessivos conta como uma viagem se o veículo percorrer a distância em causa num intervalo de tempo compatível, face à velocidade mínima e máxima permitida. Ou seja, se alguém circular na A28, do Porto para Viana e sair em Vila do Conde, seguindo na EN13 até Esposende, e retomar depois o percurso na A28 até Viana, poderá ser considerada uma viagem se estiver dentro do limite de tempo. Ou seja, se fizer o percurso num total de tempo de uma hora e nove minutos (o tempo estimado para percorrer essa SCUT a 50Km/h, a velocidade mínima. Para as outras duas SCUT, a lógica é a mesma, sendo que para a A17/A29 o tempo é de uma hora e 49 minutos e para a A41/A42 é de 58 minutos, à velocidade de 50Km/h.

Fazer um trajecto no mesmo dia que inclua duas SCUT distintas, conta como uma ou duas passagens?

As passagens são contabilizadas por concessão. Se utilizar duas concessões, conta como duas passagens. No entanto, as dez isenções mensais são também contadas por concessão, isto é, se o utente residir num concelho abrangido por duas concessões beneficiará das isenções nas duas. Isto é, imagine--se um cidadão que resida em Vila Nova de Gaia, um concelho abrangido por isenções para a A28 e para a A17/A29. Se este cidadão fizer um trajecto entre Aveiro e Viana conta como duas passagens, para as quais tem isenções. Mas, imagine-se que é um cidadão que reside na Póvoa de Varzim e faz a vigem Viana do Castelo até Aveiro. Terá isenção na primeira, na A28, mas na A17/A29 paga.

Quem tem direito a isenções?

Todos os utentes que residam nos concelhos abrangidos pelas isenções, ou seja, que distem 10 quilómetros da SCUT e que tenham um DEM - Dispositivo Electrónico de Matrícula - seja ele o mais recente, que também está disponível nas lojas dos CTT, seja os que eram utilizados na Via Verde, que após um simples processo administrativo serve também para pagamento nas SCUT.

O proprietário de um DEM é obrigado a aderir a um sistema de pagamento?

Sim. É através de um sistema de pagamento que o utente fica habilitado a pagar as portagens nas auto-estradas sem portagem manual. Pode optar pelo pagamento automático com débito na conta bancária, pré-pagamento com identificação do proprietário do veículo e ainda o pré-pagamento anónimo.

Sem DEM, há lugar a pós-pagamento. Como?

É possível circular sem DEM. O condutor que passou em determinada SCUT deve dirigir-se a um estação dos CTT ou a uma loja da rede Payshop no prazo de cinco dias úteis para fazer o pagamento voluntário. A informação que essas entidades de cobrança têm é a do código da matrícula (reconhecido informaticamente ou manualmente) e não a fotografia da matrícula tirada aquando da passagem. O condutor só tem de dizer a matrícula para pagar o valor correspondente à passagem.

fonte: JN

Amigos viram casa antes da polícia e levaram provas


Polícia tinha conhecimento de que amigos foram a casa da vítima antes da sua visita, mas desconhece a ocultação de documentos
  
As autoridades brasileiras não foram as primeiras a entrar na residência de Rosalina Ribeiro do Rio de Janeiro após o seu desaparecimento, no dia 7 de Dezembro de 2009. A garantia é dada por fonte próxima da vítima - que possuía as chaves do apartamento - e confirmada pela delegacia de homicídios encarregue da investigação.

"Eu entrei lá no apartamento após o seu desaparecimento, mas não achei nada de invulgar. Estava tudo como sempre", revelou, ao DN, a mesma fonte manifestando alguma emoção. Mas, segundo a polícia daquele país, esta pessoa, a quem Rosalina confiava as chaves do seu apartamento carioca, não deve ter sido a única a entrar no local. "Acreditamos que houve mais pessoas a terem ido ao apartamento antes de nós irmos lá [a 26 de Dezembro]."

Ontem surgiram informações, no jornal Expresso, de que alguém próximo da vítima terá conseguido apontamentos da própria - que poderão ser importantes para a investigação - sem que tenha sido dado conhecimento dos mesmos à polícia.

Em resposta, as autoridades do Rio de Janeiro garantiram, ao DN, que vão procurar o detentor desses documentos para tentarem perceber qual a sua intenção ao ocultá-los durante tantos meses. Esta pista surge ao fim de nove meses de investigação, um período em que já foram efectuadas diversas diligências e em que foram chamadas as pessoas mais próximas da companheira de Lúcio Tomé Feteira.

A companheira do milionário português confiava a chave do seu apartamento - em frente à praia do Flamengo - a uma pessoa que já conhecia há muitos anos e que estava encarregue de fazer a manutenção do imóvel, assim como pagar as contas na sua ausência. Só quando Rosalina Ribeiro regressava ao Brasil é que ambas acertavam contas.

Apesar de todos os bens que poderia vir a ganhar em tribunal, a vítima "era uma pessoa que não ostentava nenhum tipo de luxo. Todos os anos trazia a blusa do ano anterior, apenas com modificações feitas por ela" recordou Maria Alcina, a fadista amiga de "Lina" - como esta a trata.

Nos últimos anos, Rosalina Ribeiro vivia apenas com o dinheiro do aluguer de imóveis no Algarve. A garantia foi dada pela sua amiga portuguesa que reside no Rio de Janeiro, Maria Alcina. "Ela contava-me que, devido aos bens estarem bloqueados pela Justiça, tinha de viver com aquele dinheiro" disse ao DN a fadista portuguesa, explicando que não sabia do valor da herança de Lúcio Tomé Feteira. "Só agora, ao receber uma revista Visão, aí de Portugal, é que fiquei a saber daquilo que estava em disputa nos tribunais. Até comentei aqui que não sabia que me dava com uma pessoa com tantos bens. No entanto, o que sempre me interessou foi a sua amizade. E isso sim foi uma riqueza que eu tive e perdi", acrescentou.

A caminho de Portugal continuam as 193 perguntas dirigidas a Duarte Lima, advogado da vítima. No entanto, "como tudo o que segue por via diplomática demora a chegar, na segunda-feira serão também enviadas por fax e e-mail, de modo a que tudo chegue o mais rápido possível", revelaram ao DN, as autoridades daquele país.

fonte: DN

Estudantes indignados com entrada de aluno das Novas Oportunidades


'Melhor' estudante do País chegou à universidade só fazendo um exame e teve 20

As associações de estudantes estão indignadas e consideram uma "injustiça" a entrada no ensino superior de jovens que conseguiram equivalência ao 12.º ano através do programa Novas Oportunidades e não precisam de fazer todos os exames nacionais.

A polémica surge porque o aluno com a média mais alta de acesso em Portugal entrou na Universidade com a nota de um único exame e sem fazer o tradicional 12.º ano. O presidente da Agência Nacional para a Qualificação e um dos responsáveis pelas Novas Oportunidades, Luís Capucha, sublinha ao DN que o estudante "não obteve equivalência ao 12.º ano, mas concluiu-o numa das modalidades previstas na lei" (ver entrevista ao lado).

Tomás Bacelos, 23 anos, terminou o 12.º ano com dois módulos do programa Novas Oportunidades, revelou ontem o Expresso. Fez o exame nacional de Inglês - a disciplina específica do curso que escolheu -, e conseguiu a nota máxima. Como não fez o ensino secundário de forma regular, a média de acesso à faculdade foi igual à nota do exame, entrando assim com 20 valores. Algo que o próprio aluno admitiu ao semanário ser "injusto".

Quem frequenta as Novas Oportunidades e se candidata ao Superior entra pelo contingente geral, ou seja, concorre com os alunos que fizeram o 12.º ano de forma regular. E é isso que os estudantes universitários criticam. "Os alunos começam a ver duas opções para conseguir o mesmo fim: uma é mais complicada e outra é mais acessível. E é óbvio que isto é uma situação injusta", refere Luís Castro, líder da Associação Académica de Lisboa. Também o dirigente da Associação Académica do Porto, Ricardo Morgado, defende que as Novas Oportunidades não se podem "tornar numa forma facilitada de entrada no ensino superior, tirando lugar a quem fez o ensino regular". Por isso, o líder de Coimbra, Miguel Portugal, exige "regras rigorosas de acesso".

fonte: DN

PS discute referendo opcional às regiões


PS/Porto defende que imposição de referendo deve sair da Constituição. Região-piloto divide PS

O PS vai discutir o fim da obrigatoriedade constitucional de existir um referendo à regionalização. A garantia foi dada ao DN pelo deputado e presidente do PS/Porto, Renato Sampaio, que adiantou que irá propor na comissão de revisão constitucional do PS que seja "desconstitucionalizada a imposição de referendo", lembrando que "essa foi uma armadilha criada por Marcelo Rebelo de Sousa em 1998". A ideia surge na semana em que o PSD propôs a criação de uma "região-piloto", cuja não necessidade de referendo prévio - defendida pelos sociais-democratas - já foi rebatida pelo ministro Jorge Lacão.

No caso de Renato Sampaio, o dirigente socialista refere que a consulta popular deve manter-se, mas não imposta pela Constituição, "funcionando como o referendo à interrupção voluntária da gravidez". Já o dirigente socialista Capoulas Santos anunciou ontem que vai propor que seja criada uma plataforma intrapartidária que reclame a "convocação de um novo referendo" sobre o assunto.

O debate está em efervescência no PS, mas foi o PSD que esta semana colocou a regionalização na agenda, com Passos Coelho a defender a remoção do "travão constitucional" à implementação de uma "solução gradualista" para a regionalização do País, através da criação da tal "experiência-piloto".

A proposta "laranja" abre assim também caminho a que existam regiões sem antes haver referendo. Pelo menos é essa a interpretação do PSD, tendo um membros da comissão de revisão constitucional, o deputado Matos Correia, garantido ao DN que o projecto se refere a um título "experimental e provisório", logo as regiões-piloto não carecem de referendo.

Quem discorda do argumento é o ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, que lembrou ontem - num debate sobre o assunto - que a proposta do PSD "não altera no texto constitucional a exigência prévia de realização de um referendo para a instituição de regiões em concreto". Ou seja: "Teríamos a singularidade de fazer um referendo nacional para uma região, o que não faz sentido."

Há, no entanto, um ponto em que o consenso entre PS e PSD é evidente: a necessidade de um acompanhamento parlamentar do assunto. A comissão eventual deve arrancar em breve, como garante o ex-secretário de Estado da Administração Local, Eduardo Cabrita. O deputado do PS admite que as regiões-piloto podem ser "ponderadas". Ideia esta que é defendida pelo eurodeputado Vital Moreira, que considera esta "a única solução para que haja regionalização no prazo de uma geração".

fonte: DN

200 anos de Festa da Cerveja: a tradição ainda é o que era


Munique é desde ontem a capital europeia da cerveja. E assim será até 4 de Outubro. São 17 dias de celebração em redor de canecas servidas na cidade, que atrai forasteiros de todo o mundo. Este ano há motivos acrescidos para festejar: este certame comemora 200 anos de existência. A sua origem remonta ao casamento de Luís I da Baviera com Therese von Sachen-Hildburghausen, a 12 de Outubro de 1810. Sempre no mesmo local: um parque chamado Theresenwiese, em homenagem à esposa daquele monarca - um espaço onde é possível receber em simultâneo 350 mil pessoas. Nestes dois séculos, houve 177 edições. Em 24 anos, a festa ficou por realizar devido a guerras e epidemias que devastaram Munique. Para que se mantenha o ambiente festivo que a imagem documenta, as autoridades alemãs não têm poupado esforços para garantir condições máximas de segurança, impedindo uma eventual tragédia semelhante à que ensombrou a recente Parada do Amor, em Duisburgo. O espaço aéreo em Munique foi interdito a aeronaves voando abaixo dos mil metros de altitude.

fonte: DN

sábado, 18 de setembro de 2010

Jornalistas ilibados no caso Freeport


 Casos de violação do segredo de justiça foram arquivados. Procuradoras questionam se o processo estava ou não em segredo de justiça.

É com um despacho recheado de dúvidas que duas procuradoras do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa arquivaram todos os casos de eventual violação do segredo de justiça no processo Freeport. As magistradas consideram não ser exigível que os jornalistas soubessem que o processo estivesse em segredo (devido à alteração da lei em 2007). Por outro lado, questionam os fundamentos do juiz de instrução Carlos Alexandre para decretar o segredo nos autos.

De acordo com o despacho de arquivamento, a que o DN teve acesso, neste inquérito estavam em causa notícias do jornal SOL, das revistas Visão e Sábado do Correio da Manhã e do DN. No que diz respeito ao Diário de Notícias - que publicou, a 30 de Janeiro de 2009, na íntegra a carta rogatória que falava do nome de José Sócrates - as procuradoras consideram que tal documento, porque tinha origem numa entidade estrangeiras (a polícia inglesa), não estava sujeito ao regime português do segredo de justiça. Quanto muito, à "confidencialidade" prevista na Lei de Cooperação Judiciária, mas esta não prevê qualquer tipo de pena.

Um dos pontos salientado pelas magistradas é a decisão do juiz Carlos Alexandre que, em 13 de Outubro de 2008, prorrogou o segredo de justiça por mais três meses e, posteriormente em Janeiro de 2009, aumentou o prazo para mais 18 meses. Sendo que o processo começou em 2005 e, em 2007, houve uma alteração da lei que passou a consagrar a publicidade como regra do processo penal. Aliás, a norma em causa diz que o processo penal é público "sob pena de nulidade".

 "Nessa medida, e não obstante a prorrogação judicial de segredo, entendemos subsistirem dúvidas sobre a bondade de tal decisão (do ponto de vista das garantias e considerando o tempo do acto) e, portanto, sobre a verificação desse elemento objectivo do crime de violação do segredo de Justiça", escrevem as magistradas Teresa Almeida e Fernanda Pêgo, numa alusão ao facto de o juiz Carlos Alexandre considerar que os prazos do segredo começarem a contar a partir do momento da alteração da lei e não desde o início do processo.

Quanto às fontes que pudessem ter passado as informações para a comunicação social, as magistradas concluem que, ao fim de tantos anos em investigação, o processo passou por tantas mãos que é impossível determinar um suspeito.

 Computador de procurador atacado

Dado como provado neste processo de violação do segredo de justiça foi um ataque informático, em Janeiro de 2009, a Paes de Faria, um dos procuradores do processo Freeport. Segundo uma perícia informática, alguém conseguiu entrar no computador do magistrado do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, tendo acedido a uma pasta que continha uma cópia da Carta Rogatória. Porém, não conseguiu fazer uma cópia da mesma.

fonte: DN

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Papa relaciona nazis e ateus


Em visita ao Reino Unido, o Papa Bento XVI associou o ateísmo com os nazis, levantando críticas de organizações humanitárias

A Igreja Católica já veio relativizar a polémica afirmando que o Papa sabia «bastante bem sobre o que versa a ideologia nazi». Os humanistas argumentaram que os comentárias eram «calúnias terríveis» contra não-crentes.

No seu discurso, o Papa falou de «uma tirania nazi que desejava erradicar Deus da sociedade». De seguida, apelou ao Reino Unido para se proteger contra «formas agressivas de secularismo».

As declarações foram feitas durante o discurso inicial da visita do chefe da Igreja católica à Rainha de Inglaterra, em Holyroodhouse, em Edimburgo.

O Para afirmou então: «Durante as nossas vidas podemo-nos lembrar como o Reino Unido e os seus líderes se posicionaram contra uma tirania nazi que desejava erradicar Deus da sociedade e que negou a nossa humanidade comum a muitos, especialmente aos judeus, que se pensava serem inaptos para viver».

«Enquanto reflectimos sobre as lições do ateísmo extremo do século XX, não nos esqueçamos como a exclusão de Deus, da religião e da virtude da vida pública leva a uma visão desvirtuada do homem e da sociedade e por isso, uma visão redutora de uma pessa e do seu destino».

A British Humanist Association veio já qualificar as observações do Papa como «surreais». «A noção de que foi o ateísmo dos nazis que levou ao seu extremismo e ideias odiosas ou que isso, de certa forma, fomentou a intolerância no Reino Unido nos dias de hoje, é uma calúnia terrível contra aqueles que não acreditam em Deus».

fonte: Sol

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian
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