quinta-feira, 30 de setembro de 2010

PSP quer blindados para entrar nos bairros de risco


A PSP assumiu que tinha feito uma primeira lista de material, que ascendia a 20 milhões de euros, e esclareceu por que razão os blindados 'de guerra' da GNR não servem.

A primeira lista de material e equipamento que a PSP apresentou à tutela, no início do ano, como necessário para o cumprimento das suas missões de ordem pública, exigia uma despesa de 20 milhões de euros. Ontem, em conferência de imprensa, o comandante da Unidade Especial de Polícia (UEP) assumiu tratar-se de equipamento cuja falta "tem vindo a ser identificada ao longo dos anos" e que a exigência da operação de segurança da Cimeira da NATO em Novembro "catalisou" a urgência da sua aquisição.

A compra dos seis blindados, os quais o intendente Magina da Silva fez questão, em rigor, de explicar que se tratam de "veículos de transporte de pessoal com protecção balística" (semelhantes aos da foto), faz parte desse inventário de falhas identificado pela PSP. "A sua utilização não se esgota, como é óbvio, na Cimeira da NATO. É sabido que a PSP tem competência sobre mais de 300 zonas urbanas sensíveis e, apesar de ser um facto que a criminalidade violenta e grave desceu 11%, também é verdade que a PSP tem de entrar nessas zonas em situações de alteração de ordem pública graves, envolvendo armas de fogo." O comandante da UEP lembrou que "a PSP é a única força de segurança urbana europeia que não possui este tipo de veículos indispensáveis a garantir, não só a segurança dos cidadãos, mas também para protecção dos agentes policiais".

O presidente do Sindicato dos Oficiais de Polícia, Jorge Resende, comandante da Divisão de Loures - uma zona com vários bairros de risco - confirma esta necessidade: "Tem havido cenários complicados e não podemos mandar os homens em simples 'carros de compras', como são as nossas viaturas, sem qualquer protecção balística".

As "necessidades, quase diárias, de intervenção nesses bairros" são, segundo o intendente Magina da Silva, uma das razões porque a oferta dos blindados da GNR - que este comandante garantiu desconhecer - para a Cimeira não serviria depois para as restantes intervenções "permanentes".

Esclareceu que características dos blindados da GNR não se adequam ao tipo de policiamento urbano, pois "foram adquiridos para um cenário de guerra, o Iraque, tem torres com metralhadoras e lança-granadas automáticos. Não é isto que se pretende".

O intendente Magina da Silva sublinhou que "basta fazer uma pesquisa na internet" "Para se confirmar que todo o histórico de alteração de ordem pública associado a este tipo de Cimeira é enorme e da mais elementar prudência a PSP estar pre- parada para o pior. A PSP é uma forma de segurança integral e tem de ter condições para fazer face a um largo espectro de conflitos no âmbito da segurança interna. Com a cimeira, é a imagem de Portugal que está em jogo." Magina da Silva recordou que, no mais recente evento do género, "a cimeira do G20 em Toronto, a operação de segurança custou 800 milhões de euros" (ver caixa).

De acordo com o comandante da UEP, o custo dos veículos representa "um quinto do total", sendo a "grande fatia o equipamento de protecção pessoal, como capacetes, viseiras, coletes antibala, entre outros". Na "lista" está ainda um canhão de água e outras viaturas de transporte das equipas de intervenção rápida, bem como, "por exigência da NATO", material de segurança electrónica.

fonte: DN

'The Flinstones' fazem 50 anos


Os desenhos animados 'The Flinstones' comemoram hoje 50 anos.

A série - que se passa há 10 mil anos, na idade da Pedra - foi transmitida no canal “ABC” da televisão norte-americana, numa criação de Joe Hanna e Bill Barbera.

Fred, Wilma, Barney e Betty são as personagens principais dos desenhos animados que são um retrato de uma família padrão nos Estados Unidos. O sucesso foi tal que a série animada acabou por ser levada ao cinema, desta feita com figuras reais.

Ainda hoje os desenhos animados são exibidos em vários canais televisivos de vários países.

Veja o vídeo com o genérico:



fonte: DN

Interceptado plano para atacar países europeus


Ataques no Reino Unido, França e Alemanha eram inspirados nos de Bombaim.

Os serviços secretos ocidentais abortaram um plano para realizar ataques terroristas no Reino Unido, em França e na Alemanha, noticiaram ontem as televisões britânicas BBC e Sky News.

"Trata-se do mais sério projecto de atentados planeados pela Al--Qaeda nos últimos anos", avançou a primeira estação televisiva, citando fontes governamentais. "A operação tinha uma ligação com a Al-Qaeda e talvez com os talibãs", transmitiu a segunda. A americana ABC News noticiou depois que na lista de alvos também constavam os Estados Unidos.

O plano era decalcado dos ataques que há dois anos foram levados a cabo em Bombaim, por um comando de homens armados que matou e feriu pessoas em vários pontos da cidade indiana - seleccionados previamente.

A informação sobre o plano terá vindo de interrogatórios feitos a suspeitos na fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão. Nomeadamente a um cidadão de origem alemã chamado Ahmad, que foi preso, em Julho, em fuga de Cabul e actualmente se encontra na prisão de alta segurança de Bagram, escreveu a revista alemã Spiegel.

As notícias foram ontem parcialmente confirmadas por parte de responsáveis de segurança ouvidos pelas agências, mas não pelas autoridades oficiais dos três países europeus nomeados. "A ameaça é bastante real", disse uma fonte europeia que falou à AFP a coberto do anonimato. "A ameaça é credível, mas pouco precisa", adiantou, à mesma agência, fonte americana ligada à Defesa.

O Ministério do Interior alemão indicou, em comunicado, que há muito tempo que tem informações sobre eventuais atentados. "Neste momento não há risco de atentado iminente na Alemanha, por isso não é necessária uma mudança no nível de alerta." O Ministério do Interior britânico admitiu, através de um porta-voz, que há "uma ameaça terrorista real, mas não há qualquer mudança" no nível de alerta, o que já é grave. Na França têm-se multiplicado os falsos alertas de bomba desde que o Governo alertou para um atentado iminente no país, o último dos quais aconteceu terça-feira na Torre Eiffel. Fonte das secretas francesas disse, porém, à AFP, que a ameaça que enfrentam os franceses é distinta da que ontem foi noticiada pelos media britânicos e norte-americanos.

A França acredita que há maior probabilidade de um ataque terrorista no seu território vir da Al- -Qaeda no Magrebe Islâmico, uma metamorfose do Grupo Salafita para a Prédica e o Combate, que tem origem na Argélia. Foi este o grupo que levou ao cancelamento do rali Lisboa-Dakar em 2008.

Ontem, precisamente, foi detido em Esplugues de Llobregat, perto da cidade de Barcelona, um cidadão americano de origem argelina, Mohamed Omar Debhi, por "suspeita de financiamento da Al-Qaeda no Magrebe Islâmico". Este homem, de 43 anos, enviou por transferência ou por correio humano cerca de 60 mil euros a um argelino, Toufik Mizi, que é procurado por terrorismo pela justiça espanhola desde 2006.

fonte: DN

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Há medicamentos que vão ficar dez vezes mais caros


Impacto das novas regras faz disparar custos de alguns medicamentos. Preço vai desaparecer das embalagens.

Há medicamentos que já a partir desta sexta-feira vão passar a custar quase 11 vezes mais aos portugueses, mesmo com a descida dos preços em 6%. Consequência das alterações anunciadas há cerca de duas semanas pela ministra Ana Jorge, que implicam redução e mudanças nos escalões de comparticipação e no preço usado como referência para o apoio do Estado. Ontem ficou a saber-se que as embalagem vão também deixar de ter o preço marcado.

O caso do omeprazol, usado no tratamento das úlceras de estômago e um campeão de vendas, é emblemático. Actualmente, uma embalagem de 56 comprimidos de omeprazol (20 mg) custa aos doentes do regime geral 1,74 cêntimos. O preço de venda ao público da embalagem deste remédio, do qual são vendidas 300 mil embalagens por ano, é de 29,28 euros. Mas é comparticipado em 69% (valor calculado sobre o preço de referência do produto que, neste caso, é de 39,91 euros), o que significa que o Estado tem assumido o pagamento de 27,54 euros.

Mas na sexta-feira, quando entrarem em vigor as novas regras, a mesma embalagem vai ter um custo quase 11 vezes superior para o mesmo doente. Ele passará a pagar 18,84 euros, revelam os cálculos do impacto das medidas feitos por uma consultora a que o DN teve acesso. Isto porque o apoio do Estado diminuiu drasticamente, anulando o efeito da redução do preço em 6%. O escalão de comparticipação cai para os 37% e o preço base usado para calcular este apoio (preço de referência) diminuiu, passando de 39,91 euros para 23,47 euros.

Também uma embalagem de Pantoc 40mg, um antiácido e anti-ulceroso que vendeu num ano mais de 77 mil caixas, vai sofrer a mesma alteração do regime de comparticipação: passa de 69% para 37%. Isto significa que o utente em regime geral terá de pagar 40,79 euros em vez de 23,58 euros.

Mas há casos em que o aumento é pouco significativo, como é o do Nimed, usado para o tratamento da dor aguda, em que uma embalagem irá custar menos de cinco euros por causa de redução de preço de 6%. A partir de sexta-feira, o doente pagará mais por 1,56 cêntimos por caixa.

O Ministério da Saúde desvaloriza o impacto de subidas tão agravadas. "O omeprazol é uma das substâncias mais vendidas e também das mais antigas. E que mais medicamentos de marca e genéricos tem no mercado. O preço dos genéricos mais baratos apenas será afectado em cerca de um euro, por isso o doente tem sempre essa opção", garante fonte do gabinete de Ana Jorge.

Ainda à espera de luz verde de Cavaco Silva está a decisão do ministério de acabar com a obrigatoriedade de as embalagens terem o preço marcado.

A medida evita que milhares de medicamentos tenham de voltar às farmacêuticas para serem remarcados até sexta-feira. O mais provável é que, tal como aconteceu com o aumento do IVA, o novo preço venha na factura, independentemente do valor que está na embalagem (ver texto ao lado).

O Ministério da Saúde explica que "o cidadão pode perguntar o preço do medicamento ao farmacêutico, que lhe dará informação do preço efectivamente a pagar".

fonte: DN
PSD quer impedimento de procriar consagrado na lei


A vice-presidente da bancada do PSD Teresa Morais afirmou à Lusa que as iniciativas legislativas que facilitem o registo civil dos transexuais devem consagrar o seu impedimento em procriar, mas o BE recusa qualquer tentativa de "esterilização forçada".

A direcção da bancada deu liberdade de voto aos deputados sociais democratas nos projectos de lei do Governo e do BE que facilitam a mudança de nome e género no registo civil para os transexuais, que são discutidos hoje.

Embora o PSD não tenha definido ainda uma posição "oficial", Teresa Morais apontou à Lusa dois requisitos que considera que devem estar consagrados na lei. "Achamos importante que esteja consagrada a irreversibilidade deste processo [de mudança de identidade de género] e a circunstância de essas pessoas não estarem já em condições de procriar", afirmou.

A vice-presidente da bancada social democrata disse que "não gostaria de ver acontecer em Portugal o que já aconteceu nos Estados Unidos e em Espanha, de alguém que nasce fisicamente como mulher mas assume-se como homem e mantém todo o aparelho reprodutor intacto e, portanto, já tendo identidade reconhecida como homem, pode gerar uma criança".

O PSD pondera que "se estas duas propostas legislativas forem votadas favoravelmente no plenário e baixarem à comissão, se poderá justificar apresentar propostas de alteração no trabalho na especialidade", afirmou, considerando que "isto parece mais viável no caso do [projecto de lei do] Bloco de Esquerda".

Confrontado com esta disponibilidade do PSD, o deputado bloquista José Soeiro disse que "deve haver um trabalho na especialidade que consensualize propostas e que até possa fazer um texto comum", mas sublinhou que o BE não abdicará de "princípios de direitos humanos". E a "esterilização forçada é um atentado aos direitos humanos" que o BE não aceitará, afirmou.

De acordo com José Soeiro, "a lei deve seguir a experiência de outros países". E recordou que "não há ninguém em Espanha que se queixe da aplicação da lei de identidade de género, a não ser os próprios transexuais, que estão neste momento a lutar para que em determinadas circunstâncias o prazo seja menor".

O deputado socialista Miguel Vale de Almeida afirmou, na terça feira, ter "praticamente a certeza de que [a proposta de lei do Governo] será aprovada", já que pretende preencher "uma lacuna na lei".

Portugal é "um dos únicos países que já foi chamado à atenção pelo comissário europeu dos Direitos Humanos, Thomas Hammarberg, para essa lacuna gravíssima, que tem feito com que as pessoas transexuais, para alterarem o registo do nome e do sexo no registo civil, tenham que interpor uma ação contra o Estado português", sustentou.

O projecto de lei do BE prevê que se "comprove que a pessoa transexual vive há pelo menos dois anos no sexo social desejado e que tenha estado, ou esteja há pelo menos um ano, em tratamentos hormonais com vista ao ajustamento das características físicas à identidade de género em que vive".

A iniciativa legislativa do Governo prevê que as "pessoas a quem tenha sido clinicamente diagnosticada uma perturbação de identidade de género possam requerer, em qualquer conservatória do registo civil, a alteração do sexo e do nome próprio, bastando apresentar um relatório elaborado por equipa clínica multidisciplinar de sexologia clínica que comprove o respectivo diagnóstico".

fonte: DN

Esta crise já mexeu com a vida deles


Casos de portugueses que sentem na pele as dificuldades provocadas pela crise. Se este é também o seu caso, conte-nos. Diga-nos o que foi obrigado a mudar na sua vida, para o e-mail online@dn.pt. Só lhe pedimos que inclua o seu nome, idade, profissão e que... seja sucinto.

"Onde querem que corte mais?"

Helena Araújo, 34 anos, Informática, conta-nos que é mãe divorciada. "Perdi o meu emprego no Algarve, onde tinha o apoio da minha mãe e só arranjei emprego em Lisboa, para onde eu e o meu filho tivemos de mudar.
Hoje além de uma renda substancial (500 euros), pago adicionalmente ATL (perto dos 200 euros) e o passe (quase 70 euros) para o transporte diário para o emprego. Tive de andar 6 meses com sapatos rotos sem possibilidade de comprar novos, fazendo agora nos saldos. A minha casa só tem camas, que comprei em segunda mão, porque não tive dinheiro para trazer a mobília que tinha do Algarve. Já cortei no que posso e não posso para tirar o dinheiro para o acréscimo de despesas inerentes a viver sem qualquer apoio do sistema educacional (o meu filho sai das aulas as 13h) e familiar. Onde querem que corte mais? Onde vou buscar o dinheiro agora para MAIS aumentos?!?"

Jantar fora acabou

António Oliveira, bombeiro há 28 anos, completados na segunda-feira, 52 anos de idade, só não tem outro emprego porque a lei não permite. A crise "afecta a vida de todos, e se eles tiram de um lado, nós temos de tirar do outro", diz. Por isso, o habitual jantar fora de casa uma vez por semana quase deixou de existir, assim como as saídas passaram a ser mais moderadas. As férias, essas, são agora obrigatoriamente cá dentro. J.B.

Sem consumo obrigatório

Bruno Silva tem 18 anos e estuda na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda."Hoje em dia, opto por tirar fotocópias em vez de comprar os livros", conta. A crise tem afectado a sua vida de estudante. E a social. Reduziu os almoços e os jantares fora, o cinema deixou de fazer parte da rotina. Compra menos roupa, os concertos e as discotecas foram substituídos por bares sem consumo obrigatório. J.C.

Tudo para manter filho de 5 anos

Carla Rego, 33 anos, casada, professora de Geografia na Escola Secundária Diogo Cão, em Vila Real. Tem um filho de 5 anos e tenta que "tudo quanto a ele diz respeito se mantenha", como infantário, alimentação e vestuário. "Procuro que nada lhe falte, mas para isso tenho de prescindir de várias coisas que eram habituais, as refeições fora de casa, as férias que desde o ano passado já se não gozam, as roupas de que se gosta..." J.A.C.

Pedem cerveja em vez de vinho

Edmundo Marques, 80 anos, viticultor do concelho de Nelas, diz que até pode haver crise, mas não consegue arranjar pessoas para trabalhar na vindima. Ainda assim, admite que "há menos dinheiro a circular. Quem vai ao restaurante já não pede uma garrafa de vinho, pede cerveja". Crítico, diz que as pessoas se habituaram aos subsídios. "Enquanto há dinheiro, vão gastando. Quando acaba… esperam pelo próximo!" A.A.

"Vou menos ao cabeleireiro"

Alda Lambelho, 45 anos, é florista no Fundão. Conta que o negócio se ressentiu muito. "Vendemos menos, logo compramos menos. Isso obrigou-nos a cortar em várias despesas." Em casa também tem apertado o cinto. "Nas compras tento escolher sempre o mais barato e opto por marcas brancas. Vou muito menos ao cabeleireiro, quase não frequento restaurantes e o cinema também foi abolido. Agora vejo filmes em casa." C.C.

"Ando a pé e de bicicleta"

Mário Freire tem 31 anos e é jornalista. Vive em Pombal. Desde que foi preciso apertar o cinto, optou por deixar de fumar e ir menos vezes ao café. O automóvel - agora movido a gás - fica mais vezes à porta de casa. "Só uso o carro quando é mesmo essencial, prefiro andar a pé ou de bicicleta", explica. Os almoços, que antes eram fora, são agora feitos em casa. E na cozinha quase só entram marcas brancas. S.M.F.

"Deixei de ir de férias"

Arminda Sereno, de 51 anos, que vende gelados no Marquês de Pombal, em Lisboa, diz que "a crise afecta muito e está cada vez pior". Por causa disso, "as pessoas compram-me menos coisas e eu faço muito menos negócio", contou. "Tenho de poupar muito. Deixei de ir de férias e fico em casa, que é mais barato. E evito comprar roupas. Não é preciso ter roupa nova para mostrar. É preciso é estar limpa e lavadinha", frisou. D.L.

"Cobro menos 30%"

Paulo Edson Cunha, 41 anos, advogado no Seixal, já costumava pedir aos seus clientes uma provisão de 500 euros quando iniciava qualquer processo jurídico. Actualmente, os dias de crise obrigaram-no a baixar a fasquia para os 350 euros. "Cobro menos 30% que há dez anos", assume, admitindo que para ganhar mais do que há uma década tem de garantir "dez vezes mais processos". R.D.

"Trabalho 14 horas por dia"

Joaquim Dias, de 58 anos e pescador/armador na embarcação Arrifana registada no porto de Faro, trabalhava seis horas por dia. Agora, "são 14 horas para tentar apanhar mais peixe e assim fazer face às despesas", conta. Só em gasóleo, são dez mil euros mensais. Trabalha "de Maio a Dezembro, na pesca da sardinha". O resto do ano não compensa. Dos seus 13 empregados só cinco têm contrato a tempo inteiro. J.M.O.

Livros escolares a crédito

Hilário Lopes, 49 anos, taxista no Funchal diz que "pela primeira vez na vida" foi "obrigado" a recorrer ao crédito para dar estudo aos seus três filhos: comprar livros e material escolar. "Fiz um empréstimo para pagar em 60 meses", conta. Taxista há 21 anos diz que nunca viveu semelhante crise. "Não há turistas em terra. E os turistas dos cruzeiros são agarrados pelas camionetas das agências." Considera a situação "grave". L.B.

fonte: DN

PR sublinha 'consequências graves' de uma crise política


O Presidente da República apelou hoje aos partidos para que desenvolvam "todos os esforços" para alcançar os entendimentos necessários em torno do Orçamento do Estado para 2011, sublinhando as consequências "extremamente graves" que resultariam de uma crise política.

"No respeito pelas opções de cada força partidária, o Presidente da República apelou a que os partidos políticos desenvolvam todos os esforços para alcançar em torno do Orçamento de Estado para 2011 os entendimentos que considerem necessários para a realização dos superiores interesses nacionais", lê-se num comunicado da Presidência da República.

Na nota, que foi divulgada depois do chefe de Estado ter terminado uma ronda de audições com os partidos políticos, é ainda referido que nesses encontros Cavaco Silva sublinhou "as consequências extremamente graves que resultariam da ocorrência de uma crise política na actual conjuntura, atendendo ao quadro jurídico-constitucional que presentemente condiciona a sua resolução".

Ainda de acordo com o comunicado da Presidência da República, o chefe de Estado fez ainda referência à forte dependência da economia portuguesa relativamente aos financiamentos externos a que recorrem o Estado, o sector bancário e os agentes económicos.

fonte: DN

IVA aumenta para 23%, cortes até 10% nos salários da função pública

 

O corte entre 3,5% e os 10% nos salários da Administração Pública a partir dos 1500 euros, incluindo órgãos de soberania, é a "mais difícil" de um pacote de medidas anunciadas pelo primeiro-ministro para o Orçamento de Estado para 2011. O Governo também determinou a redução nas deduções fiscais com saúde e educação e a subida do IVA para 23%.

As medidas de austeridade e contenção da despesa foram apresentadas pelo primeiro-ministro José Sócrates e pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, no final do Conselho de Ministros desta tarde.

Principais medidas de contenção da despesa para 2011:

- Corte progressivo entre 3,5% e os 10% no salário da função pública, abrangendo órgãos de soberania, a partir dos 1500 euros

- Redução das ajudas de custo e horas extraordinárias

- Congelamento das progressões na carreira da função pública

- Congelamento das pensões em 2011

- Impossibilidade de acumular ordenados na função pública e pensões

- Redução de 20% no Rendimento Social de Inserção

- Redução dos encargos da ADSE

- Redução das transferências do Estado para as autarquias, Regiões Autónomas, Serviços e Fundos Autónomos

- Redução das indemnizações compensatórias

- Redução de 20% da frota automóvel do Estado

- Redução das despesas no âmbito do Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC), o equivalente a 0,2% do PIB

- Extinção/fusão de organismos da Administração Pública directa e indirecta

- Reorganização e racionalização do Sector Empresarial do Estado, reduzindo o número de entidades e o número de cargos dirigentes

Medidas de contenção em vigor já este ano:

- Eliminação do aumento extraordinário de 25 por cento do abono de família nos 1º e 2º escalões e eliminar os 4º e 5º escalões desta prestação;

- Redução das ajudas de custo, horas extraordinárias e acumulação de funções, eliminando a acumulação de vencimentos públicos com pensões do sistema público de aposentação

- Congelamento das admissões e redução do número de contratados

- Redução nas despesas com medicamentos e meios complementares de diagnóstico (0,3% do PIB)

Algumas medidas para aumento da receita:

- Redução da despesa fiscal com a fixação de um tecto global, progressivo, para as deduções e benefícios fiscais

- Aumento de dois por cento no IVA que passa para 23%,

- Revisão das taxas e multas

- Novo imposto sobre o sector financeiro

Teixeira dos Santos indicou que o Governo pretende, assim, reduzir a despesa em 3.420 milhões de euros (0,6% do PIB) no próximo ano, com cortes nas despesas de funcionamento, segurança social, transferências para os diversos subsectores, medicamentos e investimento.

O ministro das Finanças afirmou ainda que Governo espera arrecadar 1,7 mil milhões de euros com as medidas para melhorar a receita e garante que "dois terços" da consolidação orçamental serão feitos do lado da despesa.

Medidas tomadas porque "não há nenhuma outra alternativa"

O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou que só agora tomou medidas de corte de salários e de novos aumentos de impostos quando entendeu em consciência que não lhe restava qualquer outra alternativa.

"Não tomámos estas medidas de ânimo leve, porque exigem uma grande decisão por parte daqueles que têm responsabilidades", afirmou o primeiro-ministro. "Estas medidas só são tomadas quando um político entende em consciência que não há nenhuma outra alternativa. Foi essa a conclusão a que cheguei agora e não em Maio", justificou.

fonte: DN

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Primeiro esboço do novo conceito estratégico da NATO foi bem recebido pelos aliados, diz porta-voz


O Conselho Rússia NATO está previsto para 22 de Setembro.

O projeto para o “novo conceito estratégico” da NATO, apresentado pelo secretário-geral da organização na segunda-feira, foi bem recebido, havendo “mais pontos de convergência que de divergência”, anunciou hoje em Bruxelas o porta-voz da Aliança.

James Appathurai lembrou que este primeiro esboço é ainda somente "um ponto de partida", começando agora a ser discutido com os embaixadores dos países membros.

Em conferência de imprensa, no quartel-general da NATO, Appathurai acrescentou que o projeto do «novo conceito estratégico» da Aliança Atlântica vai ainda ser debatido pelos ministros da Defesa e dos Negócios Estrangeiros, a 14 de outubro, antes de ser adotado em novembro, na cimeira de Lisboa.

O porta-voz sublinhou que a forma “inclusiva e transparente” no processo de consulta para a elaboração do documento já “está a produzir resultados”, pois as primeiras reações foram positivas, destacando-se «muito mais pontos de convergência do que de divergência».

Escusando-se a avançar pormenores sobre o conteúdo do documento, que a NATO espera manter "privado" até à cimeira de Lisboa, Appathurai adiantou que o texto tem um cariz bastante político, é curto e claro – apenas 10 páginas (às quais se juntarão depois textos mais burocráticos, sobretudo sobre implantação) -, pois o desejo do secretário-geral, Anders Fogh Rasmussen, foi que o texto fosse “legível” também pelos cidadãos.

O “esboço” elaborado por Rasmussen pretende “não só refletir as mudanças dos últimos dez anos” - o anterior conceito data de 1999 -, mas também lançar aquelas que são necessárias “para os próximos dez”, acrescentou.

O porta-voz indicou que será depois da reunião ao nível de ministros da Defesa e chefes de diplomacia da Aliança, a 14 de outubro em Bruxelas, que se entrará numa fase mais intensa de redação do texto, com vista à sua adoção pelos 28 estados membros da NATO, na cimeira de Lisboa, a 19 e 20 de novembro.

fonte: Jornal i

CIA efectua ataques aéreos em grande escala contra zonas do Paquistão


A CIA está a efetuar ataques aéreos, em grande escala, contra zonas do Paquistão, fronteiriças com o Afeganistão, numa tentativa de frustrar eventuais atentados terroristas na Europa, segundo vários meios de comunicação social norte-americanos.

Este mês, a CIA efetuou pelo menos 20 ataques com aviões tele comandados que lançaram mísseis contra alegados alvos terroristas nas "zonas tribais" do noroeste do Paquistão, segundo os jornais New York Times e Wall Street Journal, bem como o canal de televisão CNN.

O aumento de ataques é uma resposta a informações sobre alegadas "conspirações" para perpetrar atentados terroristas no Reino Unido, França ou Alemanha, segundo "funcionários" da CIA contactados pelo Wall Street Journal e outros jornais.

"O objetivo de tudo isto é abortar as conspirações terroristas, que estejam na fase de desenvolvimento, e sejam quais forem os lugares onde pretendem efetuar” os ataques, disse segunda feira à CNN um "funcionário" da CIA que pediu para não ser nomeado.

Por sua vez, o New York Times refere que “os ataques são um reflexo da crescente frustração, tanto no Afeganistão como nos Estados Unidos, face à impressão de que o governo do Paquistão não foi suficientemente agressivo na retirada de militantes das suas bases, nas montanhas ocidentais do país”.

As atuais operações da CIA estão centradas na região do Norte do Waziristão, considerado um "refúgio" para al-Qaida e para talibãs.

O governo paquistanês protestou segunda feira formalmente pelos ataques que foram lançados domingo e segunda feira com helicópteros norte-americanos da NATO, a partir do Afeganistão, contra a zona fronteiriça do Paquistão, nos quais morreram mais de 50 pessoas.

fonte: Jornal i

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian
Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian