sábado, 2 de outubro de 2010

Portugal e Espanha realizam simulacro para testar resposta a acidente nuclear


Explosão Nuclear

Portugal e Espanha vão realizar dias 2 e 3 de novembro um exercício de simulacro para testar a resposta da Protecção Civil no caso de um acidente nuclear na Central de Almaraz (província de Cáceres).

Segundo Rui Esteves, comandante distrital de operações de socorro, trata-se de um primeiro exercício transfronteiriço conjunto que, do lado português, se centrará sobretudo no concelho de Vila Velha de Ródão.

Falando à margem da Conferência Internacional de Protecção Civil -- Risco Tecnológico e Nuclear, que decorre este sábado na Escola Superior Agrária de Castelo Branco, responsável explicou que o simulacro terá por base a ocorrência de um hipotético terramoto que motivará a implementação dos respetivos sistemas de alerta, segurança e emergência de ambos os lados da fronteira.

Do lado espanhol, o simulacro vai obrigar à interrupção da laboração na própria central nuclear de Almaraz, explicaram à Lusa Luis Martinez, Chefe da Protecção Radiológica e Meio Ambiente, e Miguel Angél, responsável pelo Centro de Emergência 112 de Mérida.

“Já colaboramos com os serviços distritais da Protecção Civil de Castelo Branco há vários anos e queremos agora comprovar não apenas os procedimentos de comunicação e alerta com Portugal, como inclusivamente a operacionalidade no terreno em caso de uma situação de catástrofe”, explicou Miguel Angél.

Em Espanha, a própria população da localidade de Almaraz (atualmente com cerca de dois mil habitantes) participará ativamente no exercício.

Do lado português, Rui Esteves explicou que o objetivo é “começar a preparar a população para esta problemática e vamos testar uma vasta equipa de agentes no terreno, desde os mergulhadores de que dispomos para atuar no Rio Tejo, assim como os meios aéreos (helicópteros) e terrestres (GNR, Bombeiros e profissionais de Saúde) por forma a testar uma eventual necessidade de evacuar populações, acudindo às pessoas”.

O “risco não tem fronteiras”, recordou Rui Esteves, salientando que, neste caso concreto, “a comunicação com o lado espanhol é constante, existindo inclusivamente uma ligação rádio permanente através de uma frequência própria, para salvaguarda de uma eventual deterioração ou congestionamento dos meios de comunicação convencionais”.

A central nuclear de Almaraz na Província de Cáceres é uma das oito existentes no país vizinho, existindo atualmente 740 em todo o Mundo.

“Em caso de uma emergência, o essencial é que esteja tudo bem definido, planificado e devidamente testado em termos de operacionalidade, pelo que exercícios deste género são fundamentais que ocorram ciclicamente entre os dois países”, sublinhou ainda Luis Martinez, da Central de Almaraz.

fonte: Jornal i

Depressão mata 1200 pessoas por ano em Portugal


"A depressão é o principal factor de risco para o suicídio", sendo "enormes" as consequências sociais e económicas 

A primeira campanha nacional integrada sobre depressão é lançada hoje, Dia Europeu da Depressão, e pretende alertar para a “dimensão emocional e física” de duma doença que pode ser responsável por mais de 1200 mortes por ano em Portugal.

Sob o mote “A Depressão dói. Mas pode deixar de doer”, a campanha, uma iniciativa da farmacêutica Lilly que conta com o apoio da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental, pretende falar sobre a depressão “numa perspectiva integrada, informar, esclarecer e desmistificar muitas dúvidas que ainda existem e modificar comportamentos e atitudes perante uma doença que tem uma dimensão emocional e física”.

A campanha será difundida através da televisão, da rádio, da imprensa, online, de cartazes em unidades de saúde e farmácias e de uma unidade móvel interactiva que irá percorrer várias cidades até ao início de Dezembro.

No camião, as pessoas poderão, através de conteúdos interactivos, perceber o que é a depressão, como se manifesta e quais os sintomas que lhe estão associados, o seu impacto no dia a dia dos doentes, visitar as regiões do cérebro envolvidas na depressão e responder a um autodiagnóstico que pode ser impresso para levar a um médico.

Depressão afecta um em cada cinco portugueses

A depressão afecta um em cada cinco portugueses e pode ser responsável por mais de 1200 mortes anualmente no país. As consequências económicas são “enormes”, estimando-se um custo anual de 118 milhões de euros na Europa, segundo o especialista em fármaco-economia Jorge Félix.

Segundo Jorge Félix, “a depressão é o principal factor de risco para o suicídio”, sendo “enormes” as suas consequências sociais e económicas.

Dados avançados à Lusa pela consultora IMS Health indicam que, entre Setembro de 2009 e Agosto de 2010, foram vendidas em Portugal 6,885 milhões de embalagens de anti-depressivos e estabilizadores de humor (mais quatro por cento em relação ao ano anterior), no valor de 117,1 milhões de euros, que se manteve igual.

Até Agosto de 2009 tinha havido uma descida de nove por cento do valor destes medicamentos face ao ano anterior.

Um estudo pioneiro realizado em Portugal em 1992 estimou que a depressão custaria à sociedade portuguesa cerca de 1227 milhões de euros. Deste valor, 80 por cento foi atribuído a custos indirectos (perda de produção por incapacidade temporária) e 17 por cento a custos directos (consumo de cuidados de saúde). Os custos associados ao suicídio foram estimados em cerca de três por cento do total.

fonte: Público

Governo compra Mercedes de 141 mil euros


O Mercedes, matriculado na segunda quinzena de Agosto, será usado na cimeira da NATO

O objectivo do Governo é receber as altas individualidades estrangeiras e os convidados do Estado com dignidade e cumprindo "as obrigações protocolares". O automóvel utilizado até aqui era já em segunda mão quando foi comprado em 1998 (um BMW 750 iLA), estava "tecnologicamente desactualizado" e apresentava uma factura muito alta em manutenção (desde 2004 já gastara 38.308 euros) e precisava agora de uma intervenção de 23 mil euros. A decisão? Optar por um novo.

A Presidência do Conselho de Ministros (PCM) adquiriu assim, através da ANCP-- Agência Nacional de Compras Públicas, um Mercedes S450 CDI no valor de pelo menos 140.876 euros. Pelo menos, porque este é o preço de tabela, mas, tendo em conta as personalidades que deverá transportar, terá sofrido adaptações, sendo, por exemplo, blindado. Mas a PCM não esclareceu essa situação ao PÚBLICO e também não especificou se se trata do modelo mais longo (e mais espaçoso, como o era o BMW que estava ao serviço), que custa mais 4000 euros. O contrato de aluguer operacional por quatro anos custa 2807 euros por mês e inclui manutenção e pneus para 160 mil quilómetros, diz a PCM, que não adianta o valor residual que será necessário pagar no fim do contrato.

Para cumprir a regra estipulada no PEC de que o Estado só pode comprar um veículo por cada três abatidos, a PCM abateu à sua frota o BMW 750 iLA que o Mercedes substitui, mas também um BMW 525 tds (em Abril) e um BMW 740 iA (que fora apreendido e que foi restituído ao proprietário).

O Mercedes, matriculado na segunda quinzena de Agosto, será usado na cimeira da NATO, mas poderá ser já usado pelo rei de Espanha, que estará em Lisboa na próxima semana (dias 6 e 7). Ou ir até ao Porto com o Presidente italiano, que estará no encontro da COTEC com Juan Carlos.

A secretaria-geral da PCM diz que a ANCP escolheu a "proposta economicamente mais vantajosa para o Estado", mas fica por explicar a razão pela qual o Governo não optou por um veículo híbrido, cuja oferta é já ampla no mercado. A marca alemã tem modelos muito próximos do adquirido, que até são mais baratos.

fonte: Público

Peanuts festejam 60 anos



De estatura reduzida e grandes cabeças estiveram para se chamar “Li’l Folks” (gente pequena), mas foi como “Peanuts” (amendoins) que surgiram ao público e atingiram um sucesso ímpar dentro e fora dos quadradinhos. Foi há 60 anos

A primeira publicação foi há seis décadas, em menos de uma dezena de jornais norte-americanos, numa tira com quatro vinhetas e desenho ainda algo incipiente, no qual o futuro protagonista principal, Charlie Brown, aparecia de passagem apenas nos primeiros dois, sem dizer qualquer palavra. Estas, estariam a cargo de outro rapazinho que na última vinheta disparava: ?Não posso com ele!?.

Nem Charles Schulz, o seu autor, possivelmente o saberia ainda, mas esta frase definia já o carácter futuro da personagem, que só reapareceria seis tiras mais tarde: anti-herói, depressivo, sem auto-confiança, sonhador mas eterno falhado (no amor como no desporto, nas brincadeiras como nos relacionamentos)? Era a base de um retrato sério e profundo de gente adulta (nunca presente nos quadradinhos) feita a partir de gente pequena, com todos os defeitos (e algumas qualidades) dos grandes.

Porque a Charlie Brown, ao longo dos tempos, juntar-se-iam a refilona e prepotente Lucy, o inseguro Linus sempre a arrastar o cobertor pelo chão, Schroeder o pianista obcecado pela sua arte, a sonhadora e marginal Peppermint Patty, Sally Brown, a maior crítica do irmão, Marcie, a tímida e míope boa aluna? E, claro, o extrovertido Snoopy que, surgido como cão vulgar na tira do dia 4, dois anos depois ?pensava alto? pela primeira vez, acabando por assumir pose antropomórfica e tornar-se a estrela da série, fazendo um contraponto entre a vida real dos outros e o seu mundo de fantasia, funcionando quer como consciência crítica do grupo, quer como principal fonte de nonsense, através dos seus diversos heterónimos: escritor famoso, às da aviação da Primeira Guerra Mundial, chefe de escuteiros, o relaxado Joe Cool, advogado, hoquista, patinador olímpico?

Com eles, baseado num traço simples, quase sem cenários nem pormenores, mas extremamente expressivo e, acima de tudo, eficaz e legível, Schulz, que sempre elaborou a tira sozinho, analisou de forma lúcida e mordaz ? por vezes cruel até ? meio século da vida da América, inspirado na sua própria experiência.

Considerada a mais bem escrita e influente tira de imprensa, os Peanuts chegaram a ser publicados em mais de 2600 jornais em todo o mundo.
 
fonte: JN

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Oito alemães e dois britânicos planearam os atentados


O plano consistia em fazer atentados como os de há dois anos em Bombaim em cidades britânicas, alemãs e francesas.

Na origem do plano para cometer atentados terroristas em países europeus estavam oito alemães e dois irmãos britânicos, disse fonte dos serviços secretos paquistaneses ontem citada pela AP. Estes pormenores surgem um dia depois de duas televisões britânicas noticiarem que os serviços secretos ocidentais abortaram um plano para cometer atentados terroristas no Reino Unido, na Alemanha e na França - inspirados nos que foram levados a cabo há dois anos por um comando de dez terroristas em Bombaim, onde 166 pessoas perderam a vida.

A fonte citada pela AP precisou que um dos dois britânicos, chamado Abdul Jabbar, foi morto no dia 8 de Setembro num dos bombardeamentos feitos por aviões não tripulados Predator da CIA em território paquistanês. Jabbar escondia-se na zona fronteiriça do Waziristão Norte e teria menos de 30 anos. O grupo de dez pessoas tinha o apoio da Al-Qaeda e dos rebeldes talibãs, tanto do lado afegão como paquistanês, declarou a mesma fonte. "Eles faziam telefonemas para a Alemanha e para Londres. Falavam em arranjar ajudantes e logística lá para fazerem ataques terroristas."

A revista alemã Spiegel já tinha noticiado que um cidadão alemão preso em fuga de Cabul, Ahmad, tinha confessado o plano durante um interrogatório. O indivíduo encontra-se actualmente detido na prisão de Bagram, em território do Afeganistão. A televisão norte--americana ABC News avançou na quarta-feira que os EUA também seriam um alvo.

O Daily Telegraph noticiou ontem, entretanto, que há pelo menos duas dezenas de cidadãos com passaportes britânicos a receber treino em campos terroristas do Paquistão. O objectivo será cometerem atentados em solo britânico quando regressarem. O treino consiste, segundo fontes dos serviços secretos britânicos, em aprender a manusear armas de fogo e explosivos.

Os governos britânico, alemão e francês não confirmaram oficialmente as informações. Mas na França, por exemplo, o Governo alertou há semanas para a possibilidade de um atentado iminente no país.

fonte: DN

Duas crianças são abusadas sexualmente por dia

 Esta semana pai que abusou dos três filhos foi condenado a seis anos de prisão. APAV diz que denúncias aumentaram desde 2002 quando o processo Casa Pia foi conhecido.

Durante mais de dez anos, José G. abusou sexualmente de três filhos. O Tribunal da Póvoa de Varzim condenou-o esta semana a seis anos de prisão. Foi a filha do arguido que denunciou os abusos de que foi vítima e que começaram quando tinha apenas seis anos.

A investigação da Polícia Judiciária do Porto conduziria à detenção do homem em Janeiro deste ano, acusado igualmente de ter cometido abusos sexuais sobre outros dois filhos menores, "em contexto de exibição regular de filmes com conteúdo pornográfico e de agressões a todos os membros do agregado familiar", incluindo a mulher.

O homem, com 40 anos e desempregado, viu-se a braços com a justiça quando a filha, já maior de idade, decidiu quebrar o silêncio alegadamente depois de ter descoberto que dois irmãos, dos quais o mais novo com apenas cinco anos, estavam a ser vítimas do mesmo crime.

Em média, a Polícia Judiciária recebe mais de duas participações por dia relativas a crimes de abuso sexual de crianças, indicam dados do Sistema de Segurança Interna. São casos como o de José G., agora condenado em primeira instância. O de um carpinteiro acusado de violar uma rapariga de 13 anos depois de a ter "atraído" através de uma troca de mensagens por telemóvel. Ou o de um homem a quem o Tribunal da Relação de Coimbra fixou recentemente uma pena de cinco anos e meio de prisão por ter abusado sexualmente da filha de nove anos.

Segundo o Relatório Anual da Administração Interna (RASI), "resulta clara a existência de uma relação de proximidade" entre os autores e as crianças vítimas de crimes sexuais. Na maior parte das vezes (33,16 por cento), os abusos são cometidos por familiares directos das vítimas, como pais, tios ou irmãos. Em 26,1 por cento dos casos, são por pessoas próximas do círculo familiar.

"A grande maioria das situações de abuso sexual acontecem dentro da família, existindo uma relação de grande intimidade e afinidade entre o abusador e a criança", diz Daniel Cotrim, assessor técnico da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), entidade que entre 2000 e 2009 recebeu 1121 denúncias de crimes sexuais contra crianças.

"É uma dupla penalização para a ví- tima. Além do abuso sexual, é posto em causa o vínculo da criança com o adul-to que, em vez de a proteger, como seria suposto, é um adulto que a magoa, vitimiza e força a ter um conjunto de comportamen-tos que não são adequados".

Segundo Daniel Cotrim, desde o desencadear do processo Casa Pia em 2002, passou a haver um "número crescente de denúncias" relativo a crimes sexuais contra menores. "As pessoas estão mais sensibilizadas para a denúncia destes casos. Sempre houve e sempre haverá este tipo de situações, mas há mais informação e sensibilização para o problema." Os casos acompanhados pela APAV indicam que os abusadores são "quase sempre homens", com menos de 40 anos e uma "grande relação de proximidade" com a vítima que, por regra, é do sexo feminino e tem entre 10 anos e 14 anos.

fonte: DN

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

PSP quer blindados para entrar nos bairros de risco


A PSP assumiu que tinha feito uma primeira lista de material, que ascendia a 20 milhões de euros, e esclareceu por que razão os blindados 'de guerra' da GNR não servem.

A primeira lista de material e equipamento que a PSP apresentou à tutela, no início do ano, como necessário para o cumprimento das suas missões de ordem pública, exigia uma despesa de 20 milhões de euros. Ontem, em conferência de imprensa, o comandante da Unidade Especial de Polícia (UEP) assumiu tratar-se de equipamento cuja falta "tem vindo a ser identificada ao longo dos anos" e que a exigência da operação de segurança da Cimeira da NATO em Novembro "catalisou" a urgência da sua aquisição.

A compra dos seis blindados, os quais o intendente Magina da Silva fez questão, em rigor, de explicar que se tratam de "veículos de transporte de pessoal com protecção balística" (semelhantes aos da foto), faz parte desse inventário de falhas identificado pela PSP. "A sua utilização não se esgota, como é óbvio, na Cimeira da NATO. É sabido que a PSP tem competência sobre mais de 300 zonas urbanas sensíveis e, apesar de ser um facto que a criminalidade violenta e grave desceu 11%, também é verdade que a PSP tem de entrar nessas zonas em situações de alteração de ordem pública graves, envolvendo armas de fogo." O comandante da UEP lembrou que "a PSP é a única força de segurança urbana europeia que não possui este tipo de veículos indispensáveis a garantir, não só a segurança dos cidadãos, mas também para protecção dos agentes policiais".

O presidente do Sindicato dos Oficiais de Polícia, Jorge Resende, comandante da Divisão de Loures - uma zona com vários bairros de risco - confirma esta necessidade: "Tem havido cenários complicados e não podemos mandar os homens em simples 'carros de compras', como são as nossas viaturas, sem qualquer protecção balística".

As "necessidades, quase diárias, de intervenção nesses bairros" são, segundo o intendente Magina da Silva, uma das razões porque a oferta dos blindados da GNR - que este comandante garantiu desconhecer - para a Cimeira não serviria depois para as restantes intervenções "permanentes".

Esclareceu que características dos blindados da GNR não se adequam ao tipo de policiamento urbano, pois "foram adquiridos para um cenário de guerra, o Iraque, tem torres com metralhadoras e lança-granadas automáticos. Não é isto que se pretende".

O intendente Magina da Silva sublinhou que "basta fazer uma pesquisa na internet" "Para se confirmar que todo o histórico de alteração de ordem pública associado a este tipo de Cimeira é enorme e da mais elementar prudência a PSP estar pre- parada para o pior. A PSP é uma forma de segurança integral e tem de ter condições para fazer face a um largo espectro de conflitos no âmbito da segurança interna. Com a cimeira, é a imagem de Portugal que está em jogo." Magina da Silva recordou que, no mais recente evento do género, "a cimeira do G20 em Toronto, a operação de segurança custou 800 milhões de euros" (ver caixa).

De acordo com o comandante da UEP, o custo dos veículos representa "um quinto do total", sendo a "grande fatia o equipamento de protecção pessoal, como capacetes, viseiras, coletes antibala, entre outros". Na "lista" está ainda um canhão de água e outras viaturas de transporte das equipas de intervenção rápida, bem como, "por exigência da NATO", material de segurança electrónica.

fonte: DN

'The Flinstones' fazem 50 anos


Os desenhos animados 'The Flinstones' comemoram hoje 50 anos.

A série - que se passa há 10 mil anos, na idade da Pedra - foi transmitida no canal “ABC” da televisão norte-americana, numa criação de Joe Hanna e Bill Barbera.

Fred, Wilma, Barney e Betty são as personagens principais dos desenhos animados que são um retrato de uma família padrão nos Estados Unidos. O sucesso foi tal que a série animada acabou por ser levada ao cinema, desta feita com figuras reais.

Ainda hoje os desenhos animados são exibidos em vários canais televisivos de vários países.

Veja o vídeo com o genérico:



fonte: DN

Interceptado plano para atacar países europeus


Ataques no Reino Unido, França e Alemanha eram inspirados nos de Bombaim.

Os serviços secretos ocidentais abortaram um plano para realizar ataques terroristas no Reino Unido, em França e na Alemanha, noticiaram ontem as televisões britânicas BBC e Sky News.

"Trata-se do mais sério projecto de atentados planeados pela Al--Qaeda nos últimos anos", avançou a primeira estação televisiva, citando fontes governamentais. "A operação tinha uma ligação com a Al-Qaeda e talvez com os talibãs", transmitiu a segunda. A americana ABC News noticiou depois que na lista de alvos também constavam os Estados Unidos.

O plano era decalcado dos ataques que há dois anos foram levados a cabo em Bombaim, por um comando de homens armados que matou e feriu pessoas em vários pontos da cidade indiana - seleccionados previamente.

A informação sobre o plano terá vindo de interrogatórios feitos a suspeitos na fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão. Nomeadamente a um cidadão de origem alemã chamado Ahmad, que foi preso, em Julho, em fuga de Cabul e actualmente se encontra na prisão de alta segurança de Bagram, escreveu a revista alemã Spiegel.

As notícias foram ontem parcialmente confirmadas por parte de responsáveis de segurança ouvidos pelas agências, mas não pelas autoridades oficiais dos três países europeus nomeados. "A ameaça é bastante real", disse uma fonte europeia que falou à AFP a coberto do anonimato. "A ameaça é credível, mas pouco precisa", adiantou, à mesma agência, fonte americana ligada à Defesa.

O Ministério do Interior alemão indicou, em comunicado, que há muito tempo que tem informações sobre eventuais atentados. "Neste momento não há risco de atentado iminente na Alemanha, por isso não é necessária uma mudança no nível de alerta." O Ministério do Interior britânico admitiu, através de um porta-voz, que há "uma ameaça terrorista real, mas não há qualquer mudança" no nível de alerta, o que já é grave. Na França têm-se multiplicado os falsos alertas de bomba desde que o Governo alertou para um atentado iminente no país, o último dos quais aconteceu terça-feira na Torre Eiffel. Fonte das secretas francesas disse, porém, à AFP, que a ameaça que enfrentam os franceses é distinta da que ontem foi noticiada pelos media britânicos e norte-americanos.

A França acredita que há maior probabilidade de um ataque terrorista no seu território vir da Al- -Qaeda no Magrebe Islâmico, uma metamorfose do Grupo Salafita para a Prédica e o Combate, que tem origem na Argélia. Foi este o grupo que levou ao cancelamento do rali Lisboa-Dakar em 2008.

Ontem, precisamente, foi detido em Esplugues de Llobregat, perto da cidade de Barcelona, um cidadão americano de origem argelina, Mohamed Omar Debhi, por "suspeita de financiamento da Al-Qaeda no Magrebe Islâmico". Este homem, de 43 anos, enviou por transferência ou por correio humano cerca de 60 mil euros a um argelino, Toufik Mizi, que é procurado por terrorismo pela justiça espanhola desde 2006.

fonte: DN

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Há medicamentos que vão ficar dez vezes mais caros


Impacto das novas regras faz disparar custos de alguns medicamentos. Preço vai desaparecer das embalagens.

Há medicamentos que já a partir desta sexta-feira vão passar a custar quase 11 vezes mais aos portugueses, mesmo com a descida dos preços em 6%. Consequência das alterações anunciadas há cerca de duas semanas pela ministra Ana Jorge, que implicam redução e mudanças nos escalões de comparticipação e no preço usado como referência para o apoio do Estado. Ontem ficou a saber-se que as embalagem vão também deixar de ter o preço marcado.

O caso do omeprazol, usado no tratamento das úlceras de estômago e um campeão de vendas, é emblemático. Actualmente, uma embalagem de 56 comprimidos de omeprazol (20 mg) custa aos doentes do regime geral 1,74 cêntimos. O preço de venda ao público da embalagem deste remédio, do qual são vendidas 300 mil embalagens por ano, é de 29,28 euros. Mas é comparticipado em 69% (valor calculado sobre o preço de referência do produto que, neste caso, é de 39,91 euros), o que significa que o Estado tem assumido o pagamento de 27,54 euros.

Mas na sexta-feira, quando entrarem em vigor as novas regras, a mesma embalagem vai ter um custo quase 11 vezes superior para o mesmo doente. Ele passará a pagar 18,84 euros, revelam os cálculos do impacto das medidas feitos por uma consultora a que o DN teve acesso. Isto porque o apoio do Estado diminuiu drasticamente, anulando o efeito da redução do preço em 6%. O escalão de comparticipação cai para os 37% e o preço base usado para calcular este apoio (preço de referência) diminuiu, passando de 39,91 euros para 23,47 euros.

Também uma embalagem de Pantoc 40mg, um antiácido e anti-ulceroso que vendeu num ano mais de 77 mil caixas, vai sofrer a mesma alteração do regime de comparticipação: passa de 69% para 37%. Isto significa que o utente em regime geral terá de pagar 40,79 euros em vez de 23,58 euros.

Mas há casos em que o aumento é pouco significativo, como é o do Nimed, usado para o tratamento da dor aguda, em que uma embalagem irá custar menos de cinco euros por causa de redução de preço de 6%. A partir de sexta-feira, o doente pagará mais por 1,56 cêntimos por caixa.

O Ministério da Saúde desvaloriza o impacto de subidas tão agravadas. "O omeprazol é uma das substâncias mais vendidas e também das mais antigas. E que mais medicamentos de marca e genéricos tem no mercado. O preço dos genéricos mais baratos apenas será afectado em cerca de um euro, por isso o doente tem sempre essa opção", garante fonte do gabinete de Ana Jorge.

Ainda à espera de luz verde de Cavaco Silva está a decisão do ministério de acabar com a obrigatoriedade de as embalagens terem o preço marcado.

A medida evita que milhares de medicamentos tenham de voltar às farmacêuticas para serem remarcados até sexta-feira. O mais provável é que, tal como aconteceu com o aumento do IVA, o novo preço venha na factura, independentemente do valor que está na embalagem (ver texto ao lado).

O Ministério da Saúde explica que "o cidadão pode perguntar o preço do medicamento ao farmacêutico, que lhe dará informação do preço efectivamente a pagar".

fonte: DN

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian
Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian