domingo, 11 de março de 2012

Morreu artista de banda desenhada Jean Giraud (Moebius)


























O tenente Blueberry era a personagem mais famosa de Moebius

O desenhador e artista de banda desenhada Jean Giraud, conhecido como Moebius, morreu aos 74 anos, vítima de doença prolongada. Foi o criador do tenente Blueberry, mítico herói da BD franco-belga

O tenente Blueberry é um rebelde sem causa, desenhado como Jean-Paul Belmondo e com o mesmo estilo do ator francês. As mulheres não lhe resistem e, atrás da máscara do duro, há um coração aventureiro. Este não é apenas um oficial (nada cavalheiro) que se arrisca a entrar no território comanche, mas um homem de palavra. A personagem de Blueberry é talvez a mais famosa de Jean Giraud, aliás Moebius, um dos génios da banda desenhada, que faleceu ontem em Paris, a poucas semanas de completar 74 anos.

Ao contrário de Belmondo, o tenente Blueberry nunca envelheceu. O oficial da cavalaria americana, meio desertor, meio herói, terá dificuldade em desaparecer nas poeiras do oeste imaginário. Claro que desenhado por outros autores nunca atingiu o nível das páginas assinadas por Moebius, ou antes, assinadas por Gir e publicadas na mítica revista Pilote.

Os especialistas dizem que era um desenho realista, inovador na ápoca, que combinava a tradição cinéfila (a violência de Peckimpah, o sentido de paisagem de Ford, as cores de Duelo ao Sol) com a tradição bastante literária da BD franco-belga.

Na realidade, o western nem era bem a praia de Moebius, cujo trabalho posterior à saída de Pilote é sempre de um arrojo formal mais virado para a ficção científica. O autor precisava de espaço e concebeu cenários grandiosos, por vezes pós-apocalípticos, por vezes vagamente abstratos. E é impossível não admirar o seu desenho claro, de uma imaginação frenética, baseado na riquíssima história da pintura francesa, com influência de Matisse.

Em 1975, Jean Giraud fundou uma empresa que criava histórias para a revista Metal Hurlant, publicação vanguardista que transformou a BD europeia. Segundo os historiadores do género, Moebius é um dos autores franceses que mais influenciou a manga japonesa e mesmo alguns dos criadores americanos.

A sua influência chegou igualmente ao cinema. Lembram-se do monstro de Alien, no filme de Ridley Scott? Assustador, não é verdade? Pois, saiu da imaginação de Jean Giraud, que inventou personagens e cenários de outro filme famoso, o Quinto Elemento, de Luc Besson.

Ao longo da sua carreira, o autor assinou Gir, Giraud, Moebius ou Moeb, dirigiu o Festival Internacional de BD de Angoulême. Sobretudo, ficará na história da BD como o criador de um herói insubmisso e ferozmente realista.

fonte: DN

Médicos dizem que Governo anda a matar cidadãos



Lisboa – O presidente da Associação de Médicos de Saúde Pública considera que o impacto de algumas medidas políticas na área da Saúde poderão também ter contribuído para uma taxa de mortalidade acima da média.

Embora admita que a mortalidade nas pessoas idosas aumente nos próximos anos com as alterações demográficas, Mário Jorge Santos diz que poderá haver mais razões para além do frio e da gripe que justifiquem esta alta taxa de mortalidade.

Mário Jorge Santos lembra o «aumento brutal das taxas moderadoras», muito embora «reserve melhor opinião para um estudo mais aprofundado».

Constantino Sakellarides, que integra o Observatório Português de Sistemas de Saúde, diz que a falta de dinheiro também pode ajudar a explicar o actual pico de mortalidade.


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Cargas policiais nos protestos estudantis de Barcelona

Cargas policiais contra um pequeno grupo de manifestantes que apedrejou as janelas de uma dependência bancária em Barcelona foram o incidente mais grave registado até ao momento na jornada de protesto estudantil de hoje em Espanha.

Os agentes policiais acabaram por deter um número ainda não conhecido de pessoas, depois de alguns contentores e pelo menos um carro terem sido incendiados.

A ação dos Mossos d'Esquadra (polícia regional) ocorreu ao início da tarde quando um grupo de manifestantes atacou com pedras uma dependência bancária próxima do edifício da Bolsa de Barcelona.

Os agentes tinham sido também atingidos com ovos, balões com tinta, garrafas e outros objetos, acabando por carregar contra os manifestantes que foram obrigados a dispersar para uma rua próxima.

Pouco tempo depois, já nessa zona, os agentes policiais voltaram a realizar cargas, disparando tiros para o ar com balas de borracha para dispersar os manifestantes.

A polícia mantém-se na zona no intuito de evitar mais incidentes que ocorreram já quando tinha sido dispersado o grosso da manifestação estudantil, que reuniu 25 mil pessoas.

Centenas de alunos ocuparam entretanto o edifício da reitoria da Universidade de Barcelona, uma das universidades públicas que hoje estão afetadas pelas greves e protestos dos estudantes, que se fazem sentir também em Valência e Madrid.

Num outro incidente em Barcelona alguns alunos entraram no edifício da estação de rádio Cadena SER tendo lido um comunicado reivindicativo aos microfones do canal ONA FM.

Alunos e funcionários da Universidade Autónoma já tinham, ao início da manhã, realizado cortes em autoestradas e vias férreas.

Em Madrid várias manifestações com centenas de estudantes convergiram em frente ao edifício do Ministério da Educação, Cultura e Desporto, num protesto que seguiu depois para a Puerta del Sol, praça do centro de Madrid, e que decorreu sem incidentes.

Valência registou uma das maiores manifestações do país, com o protesto a ser tanto contra os cortes no setor educativo como pelo que dizem ser a excessiva força policial usada na semana passada para responder a outros protestos.

fonte: DN

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Revolta na Internet contra declarações de Cavaco
















Está online uma petição que pede a Cavaco Silva a «imediata demissão do cargo de Presidente da República». É mais uma reacção às palavras do Presidente sobre o facto de as suas duas reformas não chegarem para cobrir as despesas que tem.

O texto já foi assinado por mais de 2.600 pessoas e acusa Cavaco de «grande falta de senso e de respeito para com a População Portuguesa».

Os signatários afirmam que as declarações de Cavaco «estão a inundar de estupefacção e incredulidade uma população que viu o mesmo Presidente promulgar um Orçamento de Estado que elimina o 13.º e 14.º meses para os reformados com rendimento mensal de 600 euros» e lembram que em 2011 Cavaco Silva recebeu um total de 10.042 euros mensais.

«Peso isto bem como o medíocre desempenho do Sr. Presidente da República face à sua diminuta intervenção nos assuntos fundamentais e fracturantes da Sociedade Portuguesa, os cidadãos abaixo assinados vêm por este modo transmitir que não se sentem representados, nem para tal reconhecem autoridade ao Sr. Aníbal António Cavaco Silva», pode ler-se no abaixo-assinado online.

Durante o fim-de-semana, multiplicaram-se em blogues e redes sociais, particularmente no Facebook, as criticas às declarações de Cavaco e imagens satíricas ‘representando’ as dificuldades financeiras que o casal presidencial estará a passar. E o Presidente recebeu mesmo uma vaia em Guimarães durante a cerimónia de abertura da Capital Europeia da Cultura.

E até a empresa de t-shirts humorísticas Cão Azul lançou uma linha dedicada ao tema. «Ajuda os Mariani, eles precisam de ti» e «Ajuda o Cavaco a pagar as despesas» são frases que agora figuram em t-shirts à venda no site da Cão Azul, por 12 euros.

Recorde-se que Cavaco Silva afirmou esta sexta-feira estar preocupado com o valor que irá receber ao fim de cerca de 40 anos de descontos para a Caixa Geral de Aposentações e pelo Banco de Portugal.

«Devo receber 1.300 euros por mês. Não sei se ouviu bem: 1.300 euros por mês», disse aos jornalistas, com um desabafo: «Quase de certeza que não dá para pagar as minhas despesas».

fonte: Sol

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O primeiro "apagão" contra a lei "que pode matar uma Internet livre e aberta"









O dia 18 de Janeiro de 2012 vai ficar na história como o dia do primeiro “apagão” na Internet. Vários sites de referência, entre os quais a versão em língua inglesa da Wikipedia e o da plataforma de blogues Wordpress, bloquearam hoje total ou parcialmente o acesso às suas páginas, em protesto contra duas leis em discussão no Congresso norte-americano que poderão afectar o funcionamento de sites registados fora dos Estados Unidos – o Stop Online Piracy Act (SOPA) e o Protect IP Act (PIPA). 

“Há mais de uma década que gastamos milhões de horas a construir a maior enciclopédia da história da humanidade. Agora, o Congresso dos Estados Unidos está a discutir legislação que pode matar uma Internet livre e aberta. Durante 24 horas, como forma de sensibilização, a Wikipedia está em baixo”, lê-se na página de entrada da versão em língua inglesa da Wikipedia. Na realidade, o “apagão” da versão em língua inglesa da Wikipedia pode ser contornado de duas formas – através do acesso a partir da versão mobile ou mesmo no computador, desactivando o Javascrip no browser.

As versões em outras línguas, como a portuguesa, não desapareceram, mas mostram na entrada um link para uma página em que se explica o motivo do protesto.

Vários outros sites, como o da famosa revista de tecnologia “Wired”, permitem que os seus leitores tapem todas as notícias com faixas pretas, deixando apenas visível os apelos contra a aprovação das leis em causa: “Não censurem a Web. Digam ao Congresso que não querem o SOPA e o PIPA”.

Muitos outros sites que já expressaram publicamente a sua oposição às propostas de lei em causa, como o Facebook ou o Twitter, não participam neste protesto.

Indústria do cinema condena protesto "irresponsável"

Um dos defensores das leis em discussão no Congresso norte-americano, o presidente da Motion Picture Association of America, Chris Dodd, considera que o protesto encabeçado pela Wikipedia é “irresponsável” e representa “uma falha no serviço prestado às pessoas que confiam neles para obter informação”.

“Este auto-denominado ‘apagão’ é apenas mais um estratagema perigoso, planeado para castigar responsáveis eleitos que estão a trabalhar diligentemente com vista à protecção dos postos de trabalho americanos de ataques de criminosos estrangeiros”, lê-se no comunicado publicado no site oficial da associação.

Protesto avançou apesar dos recuos no Congresso e das críticas de Obama

O protesto de hoje é levado a cabo mesmo depois de a Câmara dos Representantes ter anunciado o adiamento da votação do Stop Online Piracy Act por tempo indefinido, para garantir a obtenção de “um consenso mais alargado”, e depois de a Casa Branca ter declarado que a Administração Obama “não irá apoiar legislação que reduza a liberdade de expressão, que aumente o risco da cibersegurança ou que ponha em causa uma Internet global dinâmica e inovadora”.

Apesar destas aparentes vitórias para os opositores das propostas de lei, o facto é que o Senado mantém para o dia 24 deste mês a discussão do Protect IP Act.

SOPA e PIPA: o que são, quem defende e quem ataca

O Stop Online Piracy Act (SOPA) e o Protect IP Act (PIPA) são duas propostas de lei que estão a ser discutidas no Congresso dos Estados Unidos – a primeira na Câmara dos Representantes e a segunda no Senado.

Na prática, estas propostas permitem que o Departamento de Justiça (um misto de Ministério da Justiça e Procuradoria-Geral da República em Portugal) possa pedir uma ordem judicial para encerrar ou bloquear o acesso a sites que considere estarem a disponibilizar ou facilitar o acesso ilegal a músicas, filmes ou outro género de obras protegidas. Admitem também que o procurador-geral norte-americano possa exigir a remoção de sites das pesquisas nos motores de busca e que os detentores de direitos possam contactar directamente as empresas de pagamentos online, como o PayPal ou empresas de cartões de crédito, para cortarem o envio dos valores pagos por clientes de sites considerados ilegais.A intenção de encerrar ou impedir o acesso a sites que permitam a partilha ilegal não é uma novidade, mas tem esbarrado no anonimato da Internet e no facto de muitos de esses sites estarem registados fora dos Estados Unidos, algo que estas duas propostas de lei querem contrariar.

Os principais opositores do Stop Online Piracy Act e do Protect IP Act não estão contra o combate à partilha ilegal, mas defendem que este controlo não pode ser feito às custas da restrição de direitos, liberdades e garantias – por exemplo, um dos aspectos mais controversos dos documentos prevê que sites como o YouTube ou o Facebook sejam obrigados a monitorizar e a remover toda a informação publicada pelos seus utilizadores que ensinem técnicas ou estratégias para contornar as novas leis antipirataria. Assim, todos os sites seriam obrigados a eliminar um simples "post" num blogue que fizesse referência, por exemplo, a extensões para o browser Firefox como o deSopa, que redirecciona endereços de sites para servidores “offshore”, numa demonstração de que “há várias falhas graves” no SOPA e de que esta lei irá instigar a criação de soluções técnicas que permitam contorná-la, o que irá “provocar o caos na Internet”, conforme se pode ler na página oficial da extensão.

Os defensores do SOPA acreditam que a proposta dará mais protecção à propriedade intelectual e terá benefícios na manutenção de postos de trabalho nas indústrias mais afectadas pela partilha ilegal na Internet; já os opositores consideram que esta proposta baseia-se na censura e constitui uma ameaça à liberdade de expressão, podendo mesmo levar ao fim da Internet tal como a conhecemos – em teoria, motores de busca como o Google, sites de partilha de vídeos como o YouTube ou redes sociais como o Facebook e o Twitter cabem na definição de sites que permitem o acesso a material protegido pelas leis da propriedade intelectual.

Entre os defensores do SOPA, naturalmente encabeçados pelo autor da proposta, o republicano Lamar Smith, estão as indústrias do cinema e da música norte-americanas e empresas de vários sectores da sociedade, como as cadeias de televisão NBC e ABC e marcas como a Nike e a Ford; do lado da oposição estão muitos dos pesos-pesados da Internet, como a Google, o Yahoo!, o Facebook, o YouTube, o Twitter e a Fundação Wikimedia, e organizações como a Human Rigths Watch e a Repórteres Sem Fronteiras. 

fonte: Público

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Decote de jornalista conquista redes sociais


Decote pronunciado da pivô Aicha Marghadi captou a atenção dos espectadores

O vídeo de um noticiário do canal público holandês ‘Nederland 2’ está a conquistar as redes sociais. Em causa não estão as notícias do telejornal, mas antes o decote pronunciado da pivô Aicha Marghadi, e que surpreendeu os telespectadores do canal.

Da televisão, foi um passo até o o vídeo ser colocado no youtube e despertar a atenção dos internautas um pouco por todo o mundo.


sábado, 3 de dezembro de 2011

WikiLeaks revela “indústria de vigilância” em grande escala























Assange está em Inglaterra, onde luta contra um pedido de extradição para a Suécia

A WikiLeaks publicou nesta quinta-feira 287 documentos que indicam que dezenas de empresas vendem a Governos tecnologia para vigilância de pessoas, naquilo que a organização classifica como uma “indústria de vigilância” em larga escala.

O material publicado, a que a WikiLeaks chamou Spy Files, inclui, entre outros, catálogos e brochuras, apresentações, manuais de utilização, vídeos promocionais e um contrato (entre a Líbia e a empresa francesa Amesys).

“Publicámos 287 ficheiros a documentar a realidade da indústria internacional de vigilância em massa”, declarou aos jornalistas, em Londres, o fundador da WikiLeaks, Julian Assange. Citado pela agência AFP, Assange afirmou que esta indústria “vende equipamentos tanto a ditadores como democracias, para interceptar [as comunicações] de populações inteiras”.

Segundo o site criado pela WikiLeaks para apresentar os documentos, há empresas a vender equipamentos para “registar a localização de todos os telemóveis numa cidade, com uma precisão de 50 metros”, e software para “infectar todos os utilizadores de Facebook ou utilizadores de smartphone de um sector inteiro da população”. Para além disto, há quem venda vírus informáticos e outro software malicioso para ser instalado em computadores específicos, tecnologia de rastreamento por GPS e material para interceptar ligações de Internet.

Na lista de empresas a vender este género de tecnologia, estão alguns nomes conhecidos, como a HP, a Alcatel-Lucent e a Siemens, cada uma com uma apresentação de sistemas de vigilância. Por exemplo, na apresentação da Siemens – a um produto chamado Siemens Intelligence Platform e feita no Dubai em 2007 – a empresa pergunta: “Já alguma vez se questionou se a pessoa que viaja, para o seu país todos os meses no mesmo dia está a visitar a sede da empresa dela? Mas às vezes a data é um fim-de-semana...”

Entre os clientes estão países como a Líbia e o Egipto, mas também autoridades de países ocidentais, como a americana CIA. “Os Spy Files da WikiLeaks mostram mais do que os ‘países ocidentais bons’ a exportar para os ‘países maus em desenvolvimento’”, afirma a organização.

Esta fuga de informação é a primeira a desde que a WikiLeaks anunciou, no final do mês passado, estar a ter dificuldades de financiamento.

Os documentos surgem duas semanas após o americano Wall Street Journal ter publicado um trabalho de investigação que revelava “um novo mercado global para tecnologia de vigilância pronta a usar”, que, de acordo com o jornal, tem vindo a crescer desde os ataques do 11 de Setembro.

Tal como fez com o caso dos telegramas das embaixadas dos EUA, Assange actuou em parceria com outras organizações. Os SpyFiles são uma colaboração com a organização Privacy International, com o Bureau of Investigative Journalism (ambos com sede em Londres) e com a OWNY (uma organização francesa especializada em jornalismo baseado em análises de dados).

Há também três jornais envolvidos: os italianos La Repubblica e L’Espresso, o americano Washington Post e o indiano The Indu. Nenhum dos anteriores parceiros de Assange (o NY Times, o Guardian e a Spiegel) participaram no projecto.

A WikiLeaks diz ter mais informação, que será divulgada a partir da próxima semana.

fonte: Público

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Cerca de 15% das novas infecções por VIH são crianças com menos de 15 anos





















Voluntários dão corpo ao símbolo da luta contra a sida em Taipé

Em 2010, cerca de 15% das novas infecções pelo vírus de imunodeficiência humana (VIH) em todo o mundo foram em crianças com menos de 15 anos, refere um relatório internacional divulgado, esta quarta-feira, véspera do Dia Mundial da Sida.

Apesar dos novos casos, perto de 390 mil, o valor é bastante inferior face ao pico registado entre 2002/2003, altura em que foram verificadas 560 mil novas infecções em crianças, segundo o relatório "2011-Global HIV/AIDS Response", da responsabilidade da ONUsida, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O documento, divulgado em Genebra, na véspera do Dia Mundial da Sida, que se assinala a 1 de Dezembro, constata que também houve uma diminuição significativa nos números totais.

No ano passado foram registadas um total de 2,7 milhões de novas infecções pelo VIH, o número mais baixo desde 1997 e uma redução de 21% em relação ao pico atingido nesse ano.

Desde 2001, a incidência anual do VIH caiu em 33 países, 22 deles localizados na África subsaariana. A região continua, no entanto, a suportar mais de dois terços (70% ou 1,9 milhões) das novas infecções.

Em outras regiões, a incidência está novamente a acelerar, como é o caso dos países da Europa de leste e da Ásia central, depois de uma diminuição nos primeiros anos de 2000, tal como estão a surgir novas infecções no Médio Oriente e no norte de África, refere o mesmo relatório.

No final de 2010, cerca de 34 milhões de pessoas viviam com o VIH, o número mais elevado de sempre que, segundo os especialistas, se deve ao aumento da sobrevivência. Destes casos, mais de 3,4 milhões são crianças com idades inferiores a 15 anos.

A região do mundo mais afectada continua a ser a região da África subsaariana, onde se registam cerca de dois terços (68% ou 22,9 milhões) dos casos de pessoas infectadas com o VIH. Mais de metade (59%) das pessoas infectadas são mulheres.

Na região que inclui a América do norte e a Europa ocidental e central (onde está incluindo Portugal) viviam com o vírus 2,2 milhões de pessoas, mais 34% do que em 2001 (1,6 milhões). Mais de metade (cerca de 1,2 milhões) viviam nos Estados Unidos.

No mesmo ano, 1,8 milhões de pessoas morreram de doenças relacionadas com a sida, contra 1,9 milhões em 2009 e 2,2 milhões em 2005.

Apesar desta diminuição significativa, os níveis de mortalidade, entre 2001 e 2010, aumentaram 11 vezes na Europa de leste e na Ásia central e mais que duplicaram na Ásia oriental. No Médio Oriente e no norte África, as mortes relacionadas com a sida aumentaram 60% (de 22 mil para 35 mil).

No final do ano passado, o número de pessoas que tinham acesso a tratamento antiretroviral em países de baixo e médio rendimento, segundo os termos utilizados no relatório, atingia os 6,65 milhões, o que significa que este número aumentou 16 vezes nos últimos sete anos.

Com base nestes valores, o relatório indica que quase metade (47%) das pessoas que necessitam do tratamento tem acesso à terapia antiretroviral, mais 1,35 milhões (ou 39%) que em 2009.

No total, 7,4 milhões que viviam com o vírus VIH receberam terapia antiretroviral, incluindo aqueles que viviam em países desenvolvidos.

O relatório destaca ainda que, em 2010, quase 50% das grávidas que viviam com o vírus estavam a receber tratamento para prevenir a transmissão mãe-filho.

fonte: JN

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Morreu a filha de Estaline, Svetlana Peters


Svetlana Estalina em Abril de 1967


Svetlana Peters, filha única do ditador soviético, morreu nos EUA, onde se exilou em 1967. Tinha 85 anos e dizia-se "prisioneira política para sempre do nome do meu pai".

A filha do ditador soviético Joseph Estaline morreu no passado dia 22, na miséria e com cancro, em Richland County, Carolina do Sul, EUA, onde se exilou em 1967, noticiou ontem o "The New York Times".

Svetlana Peters (apelido que adotou para apagar de vez a sua relação com o pai), conheceu várias vidas "dignas de um romance russo", acabando os seus últimos dias no Wisconsin (norte dos EUA), no anonimato e na miséria, depois dos anos em exílio, relata o jornal nova-iorquino.

CIA ajudou-a a fugir da União Soviética

Svetlana Peters decidiu abandonar a União Soviética em 1967, quando se encontrava na Índia. A CIA ajudou-a a fugir para os EUA onde, numa conferência de imprensa, à sua chegada, denunciou o comunismo e as políticas do pai, a quem chamou de "monstro moral e espiritual".

Recorde-se que Joseph Estaline morreu em 1953 depois de três décadas de um regime brutal e foi considerado responsável pela morte de milhões de pessoas.

Svetlana Peters escreveu dois livros best-sellers, entre os quais "Vinte Cartas a Um Amigo", que lhe renderam cerca de 1,7 milhões de dólares.

Mas, numa rara entrevista ao jornal "Independent", em 1990, a filha de Estaline disse que não tinha dinheiro, não recebia qualquer remuneração pelos direitos de autor, e que estava a viver com a filha Olga (fruto do seu casamento com o arquiteto William Peters, de quem se divorciou), numa casa alugada.

Svetlana deixou dois filhos de seus dois primeiros dois casamentos na ex-União Soviética, que também terminaram em divórcio.

O peso do nome do pai

Uma documentarista, Lana Parshina, encontrou-a num lar em Wisconsin, entrevistando-a para o filme "Svetlana Sobre Svetlana". Uma película sobre a sua complicada vida que o "The New York Times" afirma que "valia uma novela russa". 

No percurso da sua vida, Svetlana mudou diversas vezes de nome, procurando apagar todos os laços com o seu pai. Depois de dois casamentos e da morte de Estaline em 1953, utilizou o apelido de solteira da mãe e tornou-se Svetlana Alliluyeva.

Em 1970, tornou-se Lana Peters, depois de um breve matrimónio com o arquiteto William Wesley Peters, um aprendiz de Frank Lloyd Wright.

Numa entrevista publicada em 2010 no "Wisconsin State Journal", a única filha mulher do ditador soviético afirmou estar "muito feliz" naquela região remota, crente de que "o seu pai lhe arruinou a vida".

"Onde quer que eu vá, aqui, na Suíça ou na Índia, em qualquer lugar, eu serei sempre prisioneira política do nome do meu pai", disse. 

fonte: Expresso

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian
Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian