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sábado, 9 de junho de 2012

Racismo ou xenofobia? Ou ambos!?!


A luta contra o racismo sempre existiu e dificilmente deixará de existir, um pouco por todo o Mundo. É verdade que a população e as sociedades mudaram, as mentalidades evoluíram e, à exceção de alguns países com governos ou culturas mais extremas, a maioria aprendeu, até hoje, a ser mais tolerante e a receber melhor todo o tipo de pessoas, provenientes de diferentes culturas e etnias. Muitos dizem que, por exemplo, quem construiu os Estados Unidos da América foram os imigrantes. E cidades como Londres ou Paris também são vistas como alguns dos lugares do Mundo com maior mistura de pessoas de etnias e culturas diferentes.

A palavra racismo da forma como foi aplicada nos anos 1960, contra pessoas de raça negra, através de crimes cometidos pelo grupo Ku Klux Klan, organização racista dos Estados Unidos que apoiava a supremacia branca; ou, por exemplo, contra os judeus, na altura da ditadura de Adolf Hitler, já não existe, ou, pelo menos, não dessa forma excessiva, aberta e assumida. Os direitos humanos e a igualdade entre as diversas raças foi implementada, com maior força no Mundo ocidental, contudo, ainda hoje se assistem a pequenos, quando comparados com os exemplos anteriores, conflitos que podem ter como base o racismo e a xenofobia.

A nossa realidade

Em Portugal não existem estatísticas oficiais sobre o racismo, pois, são poucas as queixas e quase raros os processos judiciais com base neste motivo. Mesmo sem estatísticas, segundo Bruno Dias, investigador do Númena, responsável por um estudo apresentado em 2009, intitulado “O Racismo e a Xenofobia em Portugal após o 11 de setembro de 2001” e encomendado pela Amnistia Internacional (AI) em Portugal, “a ideia de que Portugal não é um país racista ou de que é um país brando é errada”. Para o investigador “o racismo e a xenofobia, em Portugal, não são de todo inexistentes, apesar de serem muito invisíveis”, tendo em conta que o racismo não está só nas ações da extrema direita, mas, atualmente, também na desigualdade no acesso ao emprego e à educação. Algumas conclusões deste estudo indicam que as comunidades que mais sofrem de racismo e xenofobia, em Portugal, são a dos cigana e a dos negros.


sábado, 1 de outubro de 2011

Tintin já esta a ser julgado na Bélgica























Bienvenu Mbutu Mondondo

O julgamento do caso do livro "Tintin no Congo" começou na sexta-feira em Bruxelas. Em discussão está a mensagem alegadamente "racista" da banda desenhada, que tem em Tintin o actor principal. O processo desenrola-se no país natal do autor onde o herói de banda desenhada é um símbolo nacional.

O queixoso, Bienvenu Mbutu Mondondo, considera que a obra de banda desenhada de Georges Remi, mais conhecido como Hergé (1907-1983) "faz a apologia da colonização" e constitui "um insulto à população negra",conforme declarou antes da audiência, citado pela agência de notícias Efe.

A Acusação apresentou os seus argumentos na primeira instância do Tribunal Cível de Bruxelas. A audição da outra parte vai ter lugar dentro de duas semanas. A editora Casterman e a Moulinsart, sociedade gestora dos direitos de Tintin, são assim chamadas a depor.

Espera-se que a sentença do processo aberto pelo cidadão congolês, que reclama a proibição da obra ou a introdução de uma mensagem acerca do conteúdo, seja conhecida em meados de Novembro.

A primeira edição de "Tintin no Congo" data de 1931, quando o país africano era uma colónia belga, e descreve os naturais como "idiotas, incivilizados e incapazes de falar correctamente", alegou o advogado de acusação, Ahmed L'Hedim, na intervenção perante o tribunal.

"A história inclui diálogos e imagens de acordo com a ideologia da época, na qual era dominante a ideia de superioridade do homem branco, para justificar o colonialismo", acrescentou o advogado.

O objectivo do queixoso é "que a obra não chegue às crianças sem a supervisão de um adulto", requerendo assim a inclusão de uma mensagem de advertência, de um prefácio e a restrição da sua distribuição nas secções infantis das livrarias.

A Acusação entende que o problema "é a visão global do homem negro que a obra dá no conjunto", citando vários exemplos, como o tom das ordens que Tintin dá aos nativos ou ainda o pedido que lhes faz para concluírem a soma "2+2", à qual não obteve resposta.

O advogado da Casterman e da Moulinsart, Alain Berenboom, por seu lado, qualificou de "inaceitável" a possibilidade de incluir uma mensagem de advertência no álbum, porque essa "é uma forma de censura" e significaria "culpar o autor de racismo".

"Tintin no Congo" já foi objecto de polémica na França, Suécia e Reino Unido países onde, por decisão judicial, inclui uma mensagem explicativa do contexto histórico da obra.

Nos Estados Unidos da América há bibliotecas onde a banda desenhada está catalogada como tendo conteúdo xenófobo, ao lado de livros como "Mein Kampf" de Adolf Hitler.

"As Aventuras de Tintin" estão traduzidas em mais de 80 idiomas e venderam mais de 230 milhões de exemplares, em todo mundo.

fonte: JN

terça-feira, 22 de março de 2011

Xenofobia ressurge na Alemanha em forma de livro

Thilo Sarrazin é o autor do livro que já vendeu mais de 1,2 milhões de cópias no país. Nele cataloga os imigrantes muçulmanos como «a causa de todos os problemas» e crê que vão reduzir o nível de inteligência do país.

«Acusam-me de ser racista mas as questões que levanto são partilhadas por 60 por cento da população», começa por sublinhar ao diário El País.

Ex-director do Bundesbank e membro do Partido Social Democrata Alemão (SPD), o autor escreveu uma obra recheada de conteúdos xenófobos que já levou a que fosse rotulado como racista.

Com o título Alemanha destrói-se - em alemão Deutschland schafft sich ab -, o livro tem sido frequentemente associado ao passado nazi do país.

O livro reúne diversos argumentos sustentados por números e estatísticas, onde são realçadas as dificuldades de integração dos muçulmanos e a sua excessiva dependência em ajudas sociais.

O autor defende mesmo - segundo teorias de «inteligência genética» -, que os maiores níveis de fertilidade destes imigrantes vão conduzir à redução do nível médio de inteligência na Alemanha.

Thilo Sarrazin sublinha que a Alemanha «vai destruir-se a si mesma» se não alterar urgentemente as suas políticas de imigração.

Às críticas que o apontam como racista, o autor defende-se ao dizer que «eu digo que a sua [muçulmanos] falta de integração deve-se à sua cultura», acrescentando: «Não digo nada no meu livro no que diz respeito à sua inteligência média».

A polémica que envolve o livro tem contribuído para um recente aumento das tensões sociais na Alemanha, com representantes de grupos muçulmanos a alegarem que os imigrantes estão a ser alvos de discriminação racial.

fonte: Sol

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian
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