Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal. Mostrar todas as mensagens

domingo, 12 de maio de 2019

"O riso de Berardo, quando confrontado com a sua delinquência financeira, é o melhor retrato da elite medíocre e parasitária"

Resultado de imagem para Berardo

Marisa Matias, cabeça de lista do Bloco de Esquerda às eleições europeias, criticou, este sábado, a postura de Joe Berardo na comissão de inquérito parlamentar à Caixa Geral de Depósitos.

"E por falar em irresponsáveis, ontem [sexta-feira], o país teve a oportunidade de ver um deles, em direto, na Assembleia da República. O riso de Berardo, quando confrontado com a sua delinquência financeira, é o melhor retrato da elite medíocre e parasitária", começou por criticar a eurodeputada do BE, citada pela agência Lusa, no comício da campanha eleitoral no Porto.

Recorde-se que, na ultima sexta-feira, na comissão parlamentar de inquérito à recapitalização e gestão da CGD, Joe Berardo afirmou que é "claro" que não tem dívidas, numa resposta à deputada Mariana Mortágua.

"Há dois países em Portugal, há o país de Berardo e há o país das trabalhadoras da Sioux. Em Portugal, um trabalhador deve mil euros ao banco, não consegue pagar e pode perder a casa; se um banqueiro deve mil milhões e não quer pagar, o que é que faz? vai rir-se para a Assembleia da República", afirmou Marisa Matias.

"Nós não nos enganamos de que lado estamos. Nós estamos do lado de quem defende os trabalhadores e não dos Berardos desta vida, nós estamos do lado de quem quer regular o sistema financeiro, nós estamos do lado de quem quer acabar com estes roubos", defendeu.

fonte: Sol

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Morreu o historiador José Hermano Saraiva



O historiador José Hermano Saraiva morreu, esta sexta-feira, aos 92 anos. Foi jurista, ministro da Educação e autor da "História Concisa de Portugal", mas tornou-se conhecido do grande público como apresentador de programas televisivos de divulgação cultural.

José Hermano Saraiva morreu, esta sexta-feira, em sua casa, no distrito de Setúbal, indicou um familiar a José Manuel Crespo, produtor do programa que o historiador apresentava na RTP, segundo disse à agência Lusa Carlos Manuel, assistente do programa da Videofono.

O historiador foi agraciado este ano, nas celebrações dos 10 de junho, pelo presidente da República, com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique. Em outubro de 2010, a Academia Portuguesa da História (APH) distinguiu José Hermano Saraiva como académico de mérito, salientando ser um "grande divulgador" da História de Portugal.

"A Academia achou que nesta sua idade, era bonito, agradável, marcar um momento de confraternização com um homem que fez muitos portugueses conhecer a História de Portugal", explicou na altura à Lusa a presidente da APH, Manuela Mendonça.

Membro "há muitos anos" da Academia, José Hermano Saraiva era também membro das academias das Ciências de Lisboa, da Marinha e do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (Brasil).

Nascido em Leiria, no dia 3 de outubro de 1919, José Hermano Saraiva notabilizou-se nas quatro últimas décadas através de programas televisivos sobre História.

Licenciado em Histórico-Filosóficas (1941) e em Ciências Jurídicas (1942), exerceu advocacia e foi professor do Ensino Secundário. Em 1957 foi deputado à Assembleia Nacional e procurador às cortes.

Entre outros cargos públicos que exerceu antes do 25 de abril de 1974, como o de diretor do Instituto de Assistência aos Menores, foi ministro da Educação Nacional entre 1968 e 1970, qualidade na qual inaugurou a Biblioteca Nacional de Portugal. Foi substituído por Veiga Simão, após a crise académica de 1969, tendo sido designado embaixador de Portugal em Brasília, em 1972.

A colaboração com a RTP começou em 1971 com o programa "Horizontes da Memória", tendo nesse ano recebido o Prémio da Imprensa para o Melhor Programa do Ano. Foi ainda autor e apresentador de "Gente de Paz", que assinalou o seu regresso à RTP em 1978, "O Tempo e a Alma", "Histórias que o Tempo Apagou" e "A Alma e a Gente".

Um dos seus livros mais conhecidos é a "História concisa de Portugal", já na 25.ª edição, com um total de cerca de 180 mil exemplares vendidos. Editado pela primeira vez em 1978, este título foi já traduzido em espanhol, italiano, alemão, búlgaro e chinês.

O livro foi escrito durante o exílio a que se impôs na Nazaré, a praia da sua infância, durante o PREC (Processo Revolucionário em Curso), em 1974-75, a convite do editor livreiro Lyon de Castro.

José Hermano Saraiva dirigiu também uma outra História de Portugal em seis volumes, publicada em 1981 pelas Edições Alfa.

Na área da História, José Hermano Saraiva publicou cerca de 20 títulos, entre eles "Uma carta do Infante D. Henrique", "O tempo e alma", "Portugal - Os últimos 100 anos", "Vida ignorada de Camões" ou "Ditos portugueses dignos de memória".

Na área da jurisprudência editou sete títulos, nomeadamente "A revisão constitucional e a eleição do Chefe do Estado", "Non-self-governing territories and The United Nation Charter" e "Apostilha crítica ao projecto do Código Civil", tendo ainda publicado cinco títulos na área da pedagogia.

José Hermano Saraiva apresentou à APH várias orações académicas, tendo sido publicadas sete, a mais recente em 1988, intitulada "A crise geral e a Aljubarrota de Froyssar".

O historiador foi distinguido com a Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública, a Grã-Cruz da Ordem do Mérito do Trabalho, a Comenda da Ordem de N. S. da Conceição de Vila Viçosa e a Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco (Brasil).

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Programa Impulso Jovem


O Governo anunciou com o programa «Impulso Jovem» que iria combater o desemprego jovem, proporcionando mais empregos... Etc.

Será assim mesmo?

O programa afinal não visa dar empregos permanentes, mas sim : Temporários, e salários baixos, entre os 419 e 524 euros ( para quem tenha ensino secundário ) e até 691 euros (para quem for licensiado ).

Um doutorado jovem poderá ganhar até 943 euros, isso depende do tipo de empresa onde for trabalhar.

Esses salários serão pagos com fundos públicos ,portanto os patrões vão ganhar trabalhadores de BORLA, porque não lhes pagam salários, é dinheiro de fundos públicos. 

E após 6 meses não há garantias de continuarem nesses postos de trabalho.




Futebolices



Acho piada como o Mundo parou este mês por causa do Campeonato Europeu de Futebol.

O País parou, estamos na crise, o País está à beira da falência, falam-se em descidas de salários, números recorde de desemprego, mas ninguém quer saber, ficam hipnotizados frente aos televisores observando o jogo. O importante é que Portugal marque alguns golos, o resto não interessa.

O País pode inclusive explodir, que ninguém se rala.

Se no telejornal for dito que o País irá falir, as pessoas acomodam-se e dizem «É a vida».

Mas se Portugal perder um jogo as pessoas entram em desespero, quase se suicidam com tanta mágoa!

Tem piada como as pessoas raramente se manifestam se o Governo lhes mentir ou lhes roubar, ou escravizar. Mas se uma equipa de futebol perder um jogo, as multidões vão imediatamente para as ruas espancarem-se e apedrejarem-se uns aos outros. Agredindo-se como animais tresloucados.

Realmente os illuminatis foram espertos, a Política , a religião e o futebol são métodos de manipulação psicológico das massas.

Meus amigos, há coisas mais importantes. Em Julho termina a euforia e volta tudo ao mesmo .

Acho bonito “apoiarmos” o País e a selecção, e colocarmos bandeiras de Portugal nas janelas.

Mas considero que deviam passar na televisão campanhas de famosos a apoiar o País noutras situações sociais, não somente no futebol. E devíamos ter orgulho do nosso País e colocar bandeiras na janela
TODO O ANO para apoiar o País e termos orgulho de Portugal todos os dias, não é só em junho ok?

Devíamos mobilizar-nos, protestar ou manifestar as nossas opiniões nas ruas, em todas as situações que o nosso País sofre, todas as vezes que o Governo tenta lixar o nosso País, devíamos ir ás ruas e manifestar-nos. O Nosso País não é a “selecção” de futebol, o nosso País é mais que isso…

O Ano Inteiro.


sábado, 9 de junho de 2012

Racismo ou xenofobia? Ou ambos!?!


A luta contra o racismo sempre existiu e dificilmente deixará de existir, um pouco por todo o Mundo. É verdade que a população e as sociedades mudaram, as mentalidades evoluíram e, à exceção de alguns países com governos ou culturas mais extremas, a maioria aprendeu, até hoje, a ser mais tolerante e a receber melhor todo o tipo de pessoas, provenientes de diferentes culturas e etnias. Muitos dizem que, por exemplo, quem construiu os Estados Unidos da América foram os imigrantes. E cidades como Londres ou Paris também são vistas como alguns dos lugares do Mundo com maior mistura de pessoas de etnias e culturas diferentes.

A palavra racismo da forma como foi aplicada nos anos 1960, contra pessoas de raça negra, através de crimes cometidos pelo grupo Ku Klux Klan, organização racista dos Estados Unidos que apoiava a supremacia branca; ou, por exemplo, contra os judeus, na altura da ditadura de Adolf Hitler, já não existe, ou, pelo menos, não dessa forma excessiva, aberta e assumida. Os direitos humanos e a igualdade entre as diversas raças foi implementada, com maior força no Mundo ocidental, contudo, ainda hoje se assistem a pequenos, quando comparados com os exemplos anteriores, conflitos que podem ter como base o racismo e a xenofobia.

A nossa realidade

Em Portugal não existem estatísticas oficiais sobre o racismo, pois, são poucas as queixas e quase raros os processos judiciais com base neste motivo. Mesmo sem estatísticas, segundo Bruno Dias, investigador do Númena, responsável por um estudo apresentado em 2009, intitulado “O Racismo e a Xenofobia em Portugal após o 11 de setembro de 2001” e encomendado pela Amnistia Internacional (AI) em Portugal, “a ideia de que Portugal não é um país racista ou de que é um país brando é errada”. Para o investigador “o racismo e a xenofobia, em Portugal, não são de todo inexistentes, apesar de serem muito invisíveis”, tendo em conta que o racismo não está só nas ações da extrema direita, mas, atualmente, também na desigualdade no acesso ao emprego e à educação. Algumas conclusões deste estudo indicam que as comunidades que mais sofrem de racismo e xenofobia, em Portugal, são a dos cigana e a dos negros.


Nomes e moradas de pedófilos serão divulgados publicamente


A ministra da Justiça anunciou, em Torres Vedras, que o Governo vai aplicar uma lei que obriga à divulgação dos nomes e moradas de pedófilos, com o intuito de evitar que sejam reincidentes nos crimes. 

"A comunidade e as escolas vão ser advertidas dos pedófilos que existem nas imediações", revelou Paula Teixeira da Cruz, adiantando que a nova lei resulta da transposição de uma diretiva comunitária.

A ministra da Justiça, que participava numa conferência organizada pela distrital PSD/Oeste, explicou que 98%dos pedófilos repetem os crimes pelos quais são condenados e a aplicação da nova lei tem como objetivo evitar a reincidência dos abusos sexuais.

Paula Teixeira da Cruz adiantou também que, até novembro, a tutela vai entregar para discussão, na Assembleia da República, uma proposta de alteração ao Código do Processo Civil.

No âmbito desta revisão, vão ser introduzidas alterações, que passam por "justificar atrasos dos juízes quando um julgamento deveria começar às 09.30 horas e começa às 10.30 horas", exemplificou.

Após a avaliação da 'troika' às reformas na justiça, a governante disse que no último ano o setor já poupou 500 milhões de euros, ao acabar com parcerias público-privadas e contratos de arrendamento, entre outras medidas.

Paula Teixeira da Cruz especificou que o Estado tem vindo a poupar por exercer maior controlo sobre as custas dos advogados oficiosos, um gasto de 60 milhões de euros por ano em que havia "abusos".

A governante exemplificou que havia casos de advogados que cobraram horas por irem visitar arguidos presos, quando na realidade o respetivo processo não englobava presos, uma situação que está a ser mais controlada e a contribuir para reduzir a despesa, situando-a nos atuais quatro milhões de euros mensais.

No âmbito da reforma do mapa judiciário na região Oeste, onde deverão encerrar dois tribunais, a ministra da Justiça anunciou que no tribunal do Cadaval, de competência genérica, vai dar lugar a um tribunal arbitral nacional para as questões fundiárias, implementado num concelho cuja principal atividade económica é a agricultura.

"A câmara apresentou a proposta para um tribunal arbitral de natureza fundiária e o Ministério da Justiça não perdeu tempo e aceitou-a", disse, adiantando que o futuro tribunal vai dar resposta a processos de natureza fundiária e cadastral.

Paula Teixeira da Cruz explicou que se justifica o encerramento do tribunal de competência genérica, uma vez que movimenta apenas 160 processos.

A governante mostrou-se recetiva a aceitar soluções alternativas ao encerramento dos tribunais e disse que, no caso do Cadaval, além de aceitar a proposta da autarquia, as atuais instalações vão funcionar também como "extensão local onde os cidadãos vão ser ouvidos em videoconferência nos julgamentos" sem necessidade de se deslocarem.

fonte: DN

sábado, 12 de maio de 2012

Morreu Bernardo Sassetti



O compositor e pianista português Bernardo Sasseti morreu ontem aos 41 anos, ao cair de uma falésia na zona de Cascais. 

Bernardo da Costa Sassetti Pais morreu ontem ao cair de uma falésia na zona de Cascais, onde estaria a tirar fotografias.

O corpo do pianista foi resgatado ontem à tarde, numa zona rochosa junto à Praia do Abano, no Guincho, por elementos dos Bombeiros Voluntários de Alcabideche, Polícia Marítima, Instituto de Socorros a Náufragos e INEM, durante uma operação delicada, que obrigou a descer homens recorrendo a cabos.

O Expresso soube que, no local, não existiam elementos suficientes para identificar o corpo, tendo este sido conduzido para a morgue do Cemitério da Guia, em Cascais, onde deverá ser autopsiado até amanhã. Hoje, ao princípio da tarde, a família identificou o corpo.

Durante a operação de resgate, as autoridades no local colocaram as hipóteses de acidente ou suicídio.

O pianista e compositor nascido em Lisboa, a 24 de Junho de 1970, bisneto do Presidente da República Sidónio Pais, que foi assassinado no início do século passado, era marido da atriz Beatriz Batarda, com quem tem duas filhas. 

Formado em piano clássico, começou aos nove anos e teve Maria Fernanda Costa e António Meneres Barbosa como professores, antes de enveredar pelo jazz, área na qual viria a distinguir-se. Em 1987, inicia a carreira com o Quarteto de Carlos Martins e o Moreiras Jazztet.

Músico completo

O primeiro disco em nome próprio, "Salssetti", surge em 1994, seguido de "Mundos" (1996). Em 1997, com Guy Barker, grava "What Love Is", acompanhado pela Orquestra Filarmónica de Londres. Em 2002, o seu álbum "Nocturnos" venceu o Prémio Carlos Paredes.

A actividade como compositor solidifica-se por esses anos, nos quais se destacam as obras "Ecos de África", "Sons do Brasil", "Fragments (Of Cinematic Illusion), "Entropé" para piano e orquestra, e "4 Movimentos Soltos" para piano, vibrafone, marimba e orquestra.

É conhecida a sua colaboração com os pianistas Mário Laginha e Pedro Burmester, com quem abraçou o projecto "Três Pianos". Com Mário Laginha, gravou três CD: "Mário Laginha/Bernardo Sassetti", "Grândolas" - uma homenagem a Zeca Afonso e aos 30 anos do 25 de Abril - e "Piano a 4 Mãos"..

Em trio de jazz, apresentava-se regularmente com Carlos Barretto e Alexandre Frazão.

Os seus últimos trabalhos discográficos, "Índigo" e "Livre", para piano solo, foram aplaudidos pela crítica e considerados exemplos da sua maturidade artística.

Relevante é igualmente a sua obra para cinema, arte na qual se iniciou em 1994, por via de uma composição para grupo de câmara que acompanhava, ao vivo, a projecção do filme mudo português "Os Crimes de Diogo Alves". Em 1999, a experiência repetiu-se com a partitura para orquestra para "Maria do Mar", de Leitão de Barros. Nesse mesmo ano, escreveu a música de "As Terças da Bailarina Gorda", de Jeanne Waltz, e participou na banda sonora do filme "The Talented Mr. Ripley", de Anthony Minguella, no qual surge também a tocar. Nos anos seguintes, compôs música para os filmes "Facas e Anjos" de Eduardo Guedes (2000), "Aniversário" de Mário Barroso (2000), "O Segredo" de Leandro Ferreira (2001) e "Quaresma" de José Álvaro Morais (2003).

Anos de 2010 e 2011 foram dos mais intensos da sua carreira

O lado mais mediático da sua atividade em 2010/11 foi a edição do disco com Carlos do Carmo (ed. Universal) (ver vídeo) e de "Motion" com o seu trio, na Clean Feed (a apresentação ao vivo incluiu a projeção de fotografias de sua autoria).

Mais discretas foram as colaborações nos álbuns "Palace Ghosts and Drunken Hymns", do Will Holshouser Trio, e "Madrugada", dos Peixe: Avião.

Compôs para teatro ("Azul Longe nas Colinas", de Dennis Potter, numa encenação da sua mulher, Beatriz Batarda), para dança ("Uma Coisa em Forma de Assim", da Companhia Nacional de Bailado), para bebés ("Os Embalos do Bernardo") e até para o Castelo de São Jorge ("Histórias do Castelo"). 

Acompanhou Beatriz Batarda ao piano em recitais onde esta narra contos de Sophia de Mello Breyner; participou em "Final de Rascunho", de Sérgio Godinho, que integra uma canção com música sua.

Sassetti tocou ainda com Camané 'My Funny Valentine' na Festa do Jazz 2010 e apresentou os 3 Pianos com Mário Laginha e Pedro Burmester no Festival Med.

Recebeu o Prémio Amália Rodrigues (categoria Música Popular) e o Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores (categoria Melhor Canção, para 'Retrato', com letra de Mário Cláudio, do álbum com Carlos do Carmo).

Fez ainda parte do júri da 8 1/2, a Festa do Cinema Italiano, em Lisboa.

A sua atividade mais recente incluiu a participação no disco "Motor" de André Fernandes (ed. Tone of a Pitch), a escrita de um tema para o disco "Different Time" (ed. Sony) de Marta Hugon e a presença no CD "DocTetos" (ed. edição JORSOM), de António José de Barros Veloso. O pianista compôs ainda uma parte da música original para o espectáculo multimédia "Lisboa, quem és tu?", estreado a 30 de março último no Castelo de São Jorge, em Lisboa.


fonte: Expresso

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Morreu Miguel Portas























O fundador e eurodeputado do Bloco de Esquerda morreu hoje por volta das 18:00 no Hospital ZNA Middelheim, em Antuérpia, vítima de cancro do pulmão.Tinha 53 anos.

O Bloco de Esquerda refere que Miguel Portas "encarou a sua própria doença como fazia sempre tudo, da política ao jornalismo: de frente e sem rodeios."

"Teve uma vida intensa e viveu-a intensamente. Durante toda a sua doença continuou sempre a cumprir as suas responsabilidades e estava, neste preciso momento, a preparar o relatório do Parlamento Europeu sobre as contas do BCE", lembra ainda o BE em comunicado.

Filho do arquiteto Nuno Portas e da economista Helena Sacadura Cabral, irmão de Paulo Portas e da empresária Catarina Portas, Miguel Portas deixou dois filhos. Fazia 54 anos no dia 1 de maio.

Jornalista de profissão, fundou o jornal "Já" e a "Vida Mundial", de ambos tendo sido diretor. Também integrou a redação do "Expresso".

Ativista político desde antes do 25 de Abril, militou no PCP a partir de 1974. Em 1989 rompeu com o partido, criticando-lhe a incapacidade de renovação ideológica. Em 1999, integrou com Francisco Louçã, Luís Fazenda e Fernando Rosas o quarteto fundador do Bloco de Esquerda.

Nesse ano concorreu pela primeira vez às eleições europeias, não conseguindo ser eleito. Foi-o pela primeira vez nas europeias seguintes, em 2004. Em 2009 voltou a ser cabeça-de-lista, tendo o BE triplicado o número de eleitos (de um para três).

A sua última intervenção pública fê-la na sua página no Facebook, a propósito da desocupação policial da Fontinha, no Porto: "A Es.col.a da Fontinha, que tem um trabalho mais do que meritório com a população do bairro, está a ser despejada à bruta por uma cruzada de políticos idiotas. Que todas as boas vontades se juntem contra a estupidez. Já."

Depois das últimas legislativas, onde o BE perdeu metade dos deputados (de 16 para oito) e quase metade dos votos (de 557 mil para 288 mil) fez várias intervenções pugnando pela renovação do partido que fundou em 1999. A última das quais foi no dia 14, sobre umas eleições na concelhia de Lisboa do partido: "Venceu quem era previsível que ganhasse. A lista A contava com o apoio de grande parte do 'aparelho' e das duas correntes mais disciplinadas da maioria. A novidade da eleição foram, contudo, os 39% alcançados pela lista B, que corria por fora, baralhou os alinhamentos por corrente, tradicionais no Bloco, e foi capaz de pôr o dedo na ferida dos dirigismos e recusar as leituras simplistas sobre a política autárquica lisboeta. E sabem que mais? A competição melhorou qualitativamente a própria concelhia. Saibam os dirigentes interpretar devidamente a pluralidade que o Bloco integra."

A 8 de março Miguel Portas participou na iniciativa DN Escolas. O eurodeputado esteve na Escola Secundária de Caldas das Taipas, em Guimarães, onde falou aos alunos sobre "A Europa (im)Perfeita". Numa sessão em que demonstrou uma grande disponibilidade para responder às questões dos estudantes, Portas falou da sua detenção pela PIDE e do 25 de Abril e da presença de jovens na política. Falou da crise e deu o testemunho da sua visita à Grécia. Ressalvou ser a favor da liberdade mas contra a liberdade de capitais. "O azar de Portugal é ser um país e não ser um banco", disse aos alunos. Miguel Portas respondeu a todas as perguntas do auditório. Disse mesmo que tinha "todo o tempo do mundo" para responder às questões do público. Depois da sessão ficou na escola e juntou-se aos alunos na biblioteca, onde participou, também, na semana da leitura.

fonte: DN

domingo, 11 de março de 2012

Médicos dizem que Governo anda a matar cidadãos



Lisboa – O presidente da Associação de Médicos de Saúde Pública considera que o impacto de algumas medidas políticas na área da Saúde poderão também ter contribuído para uma taxa de mortalidade acima da média.

Embora admita que a mortalidade nas pessoas idosas aumente nos próximos anos com as alterações demográficas, Mário Jorge Santos diz que poderá haver mais razões para além do frio e da gripe que justifiquem esta alta taxa de mortalidade.

Mário Jorge Santos lembra o «aumento brutal das taxas moderadoras», muito embora «reserve melhor opinião para um estudo mais aprofundado».

Constantino Sakellarides, que integra o Observatório Português de Sistemas de Saúde, diz que a falta de dinheiro também pode ajudar a explicar o actual pico de mortalidade.


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Cargas policiais nos protestos estudantis de Barcelona

Cargas policiais contra um pequeno grupo de manifestantes que apedrejou as janelas de uma dependência bancária em Barcelona foram o incidente mais grave registado até ao momento na jornada de protesto estudantil de hoje em Espanha.

Os agentes policiais acabaram por deter um número ainda não conhecido de pessoas, depois de alguns contentores e pelo menos um carro terem sido incendiados.

A ação dos Mossos d'Esquadra (polícia regional) ocorreu ao início da tarde quando um grupo de manifestantes atacou com pedras uma dependência bancária próxima do edifício da Bolsa de Barcelona.

Os agentes tinham sido também atingidos com ovos, balões com tinta, garrafas e outros objetos, acabando por carregar contra os manifestantes que foram obrigados a dispersar para uma rua próxima.

Pouco tempo depois, já nessa zona, os agentes policiais voltaram a realizar cargas, disparando tiros para o ar com balas de borracha para dispersar os manifestantes.

A polícia mantém-se na zona no intuito de evitar mais incidentes que ocorreram já quando tinha sido dispersado o grosso da manifestação estudantil, que reuniu 25 mil pessoas.

Centenas de alunos ocuparam entretanto o edifício da reitoria da Universidade de Barcelona, uma das universidades públicas que hoje estão afetadas pelas greves e protestos dos estudantes, que se fazem sentir também em Valência e Madrid.

Num outro incidente em Barcelona alguns alunos entraram no edifício da estação de rádio Cadena SER tendo lido um comunicado reivindicativo aos microfones do canal ONA FM.

Alunos e funcionários da Universidade Autónoma já tinham, ao início da manhã, realizado cortes em autoestradas e vias férreas.

Em Madrid várias manifestações com centenas de estudantes convergiram em frente ao edifício do Ministério da Educação, Cultura e Desporto, num protesto que seguiu depois para a Puerta del Sol, praça do centro de Madrid, e que decorreu sem incidentes.

Valência registou uma das maiores manifestações do país, com o protesto a ser tanto contra os cortes no setor educativo como pelo que dizem ser a excessiva força policial usada na semana passada para responder a outros protestos.

fonte: DN

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Revolta na Internet contra declarações de Cavaco
















Está online uma petição que pede a Cavaco Silva a «imediata demissão do cargo de Presidente da República». É mais uma reacção às palavras do Presidente sobre o facto de as suas duas reformas não chegarem para cobrir as despesas que tem.

O texto já foi assinado por mais de 2.600 pessoas e acusa Cavaco de «grande falta de senso e de respeito para com a População Portuguesa».

Os signatários afirmam que as declarações de Cavaco «estão a inundar de estupefacção e incredulidade uma população que viu o mesmo Presidente promulgar um Orçamento de Estado que elimina o 13.º e 14.º meses para os reformados com rendimento mensal de 600 euros» e lembram que em 2011 Cavaco Silva recebeu um total de 10.042 euros mensais.

«Peso isto bem como o medíocre desempenho do Sr. Presidente da República face à sua diminuta intervenção nos assuntos fundamentais e fracturantes da Sociedade Portuguesa, os cidadãos abaixo assinados vêm por este modo transmitir que não se sentem representados, nem para tal reconhecem autoridade ao Sr. Aníbal António Cavaco Silva», pode ler-se no abaixo-assinado online.

Durante o fim-de-semana, multiplicaram-se em blogues e redes sociais, particularmente no Facebook, as criticas às declarações de Cavaco e imagens satíricas ‘representando’ as dificuldades financeiras que o casal presidencial estará a passar. E o Presidente recebeu mesmo uma vaia em Guimarães durante a cerimónia de abertura da Capital Europeia da Cultura.

E até a empresa de t-shirts humorísticas Cão Azul lançou uma linha dedicada ao tema. «Ajuda os Mariani, eles precisam de ti» e «Ajuda o Cavaco a pagar as despesas» são frases que agora figuram em t-shirts à venda no site da Cão Azul, por 12 euros.

Recorde-se que Cavaco Silva afirmou esta sexta-feira estar preocupado com o valor que irá receber ao fim de cerca de 40 anos de descontos para a Caixa Geral de Aposentações e pelo Banco de Portugal.

«Devo receber 1.300 euros por mês. Não sei se ouviu bem: 1.300 euros por mês», disse aos jornalistas, com um desabafo: «Quase de certeza que não dá para pagar as minhas despesas».

fonte: Sol

domingo, 27 de novembro de 2011

Fado já é Património da Humanidade


Museu do Fado esteve aberto toda a noite à espera do resultado

A Unesco declarou o Fado como Património Imaterial da Humanidade, este domingo, em Bali, na Indonésia.

O Comité Internacional da UNESCO, constituído por 24 países, anunciou, este domingo, em Bali, na Indonésia, o Fado como Património Imaterial da Humanidade.

O antigo presidente da Câmara de Lisboa Pedro Santana Lopes lançou a ideia de candidatar o fado a Património Imaterial da Humanidade e escolheu os fadistasMariza e Carlos do Carmo para embaixadores da candidatura.

A candidatura foi aprovada por unanimidade pela Câmara de Municipal de Lisboa no dia 12 de Maio de 2010 e apresentada publicamente na Assembleia Municipal, no dia 1 de Junho, tendo sido aclamada por todas as bancadas partidárias.

No dia 28 de Junho de 2010, foi apresentada ao Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e formalizada junto da Comissão Nacional da UNESCO. Em Agosto desse ano, deu entrada na sede da organização, em Paris.

A candidatura portuguesa foi considerada como exemplar pelos peritos da UNESCO, tal como o Paraguai e Espanha.

fonte: JN

domingo, 2 de outubro de 2011

Igreja Católica ainda não aprendeu a utilizar a internet



























O site oficial do Vaticano

A Igreja Católica continua a ter “dificuldade em aprender” a linguagem da internet e continua a viver, quando muito, na idade da web 1.0. A crítica é do arcebispo Claudio Maria Celli, presidente do Conselho Pontifício das Comunicações Sociais, esta tarde em Fátima.

Falando a jornalistas nas jornadas de comunicação social da Igreja Católica, o arcebispo Celli referiu que, das mais de 8400 dioceses católicas do mundo, “só metade tem sítio na internet”. E a maior parte, diz, “são sítios velhos”, que servem apenas para anunciar as nomeações de padres ou para reproduzir as homilias do bispo. “É uma web 1.0, numa altura em que o mundo já pensa mover-se na web 3.0”, comentou o arcebispo. 

Em Portugal, o panorama não é muito melhor. O padre António Rego, director do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja (SNCSI) referiu que, dos mais de 500 títulos de imprensa católica regional, “apenas 42 por cento está online”. E a quase totalidade limita-se a copiar o que é publicado nas edições em papel.

“É isto que interessa às pessoas”, perguntava o arcebispo Celli a propósito dos conteúdos que predominam nos sítios de internet das instituições ligadas à Igreja. E ironizava: “O bispo mais activo e sensível publica no seu sítio diocesano as suas homilias. Eu pergunto, sorrindo, quem as vai ler? Um jovem de hoje não vai ler um texto de 15 páginas.”

Nas jornadas, que esta sexta-feira terminam em Fátima, sobre a era digital como uma revolução cultural e social, o padre Júlio Grangeia, pároco de três paróquias em Aveiro e pioneiro na utilização da internet, insistiu na necessidade de a Igreja estar presente na rede.

fonte: Público

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Detido em Portugal um dos homens mais procurados nos EUA


George Wright cumpria pena de prisão de 15 a 30 anos por homicídio 

As autoridades norte-americanas anunciaram a detenção de George Wright, um dos homens mais procurados nos Estados Unidos, que conseguiu evadir-se de um estabelecimento prisional em Nova Jérsia, há mais de 41 anos. O fugitivo foi encontrado e capturado em Portugal, nos arredores de Lisboa.

Após décadas de buscas, na semana passada deu-se um súbito desenlace: a polícia estabeleceu a coincidência entre as impressões digitais do fugitivo e um cartão de residência em Portugal.

George Wright, actualmente com 68 anos, foi condenado a uma pena de prisão de 15 a 30 anos, pelo homicídio de um veterano condecorado da Segunda Guerra Mundial durante um assalto a uma bomba de gasolina em Nova Jérsia. Walter Patterson, a vítima, tinha 70 dólares no bolso. Wright foi detido dois dias depois, a 13 de Dezembro de 1962.

A sentença do julgamento por homicídio foi lida a 15 de Fevereiro de 1963. George Wright passou alguns anos no cárcere, mas conseguiu escapar da prisão estadual de Leesburg, Nova Jérsia, onde cumpria a pena, a 19 de Agosto de 1970. Encontrava-se a monte desde então.

Wright não atravessou de imediato o Atlântico. A fuga levou-o para Detroit, onde se tornou membro do Black Liberation Army e se manteve durante cerca de dois anos, conta o FBI na nota em que deu conta da detenção, realizada ontem, segunda-feira.

A 31 Julho de 1972, um avião que seguia de Detroit para Miami foi sequestrado por três homens e duas mulheres, que levavam consigo três crianças. Quando chegaram ao destino, exigiram o maior resgate de que na altura havia memória, de um milhão de dólares. Receberam-no e acabaram por libertar os passageiros.

A história não acaba aí. George Wright, que as investigações subsequentes identificaram como um dos sequestradores, desviou depois, com os restantes companheiros, o avião para Boston, a fim de reabastecer e de conseguir mais um piloto para a viagem transatlântica. Conseguiram – e seguiram para a Argélia. A MSNBC, que recorda a cobertura do acontecimento, fala num dos sequestros mais “arrojados da História”.

Viajaram para aquele país do Norte de África com o intuito de ali conseguir asilo. Acabaram por ser detidos e, a pedido dos Estados Unidos, as autoridades argelinas devolveram o avião e o dinheiro do resgate. Dias mais tarde, o grupo foi libertado e desapareceu dos radares norte-americanos.

George Wright transformou-se num fugitivo solitário em 1976. Foi nesse ano, a 26 de Maio, que os quatro companheiros da aventura transatlântica foram detidos pela polícia francesa, em Paris. Foram julgados e condenados em França. Wright conseguiu manter-se longe do cárcere e entrou na lista dos mais procurados.

A detenção em Portugal foi comunicada pelo FBI, em parceria com os US Marshals e o Departamento Penitenciário de Nova Jérsia, nesta terça-feira. A nota informa que os “Estados Unidos estão a tentar a extradição de Portugal para que [George Wright] possa cumprir o que falta dos 15 a 30 anos da sentença por homicídio”. O texto não refere o eventual julgamento do crime pelo desvio do avião.

fonte: Público

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Morreu o pintor Júlio Resende























Júlio Resende morreu esta quarta-feira, em Valbom, Gondomar, aos 93 anos, disse à Lusa um amigo do pintor.

O corpo do pintor ficará em câmara-ardente na igreja paroquial de Valbom, em Gondomar.

Nascido no Porto a 23 de Outubro de 1917, filho de um comerciante e de uma professora de música, Júlio Resende diplomou-se em pintura, em 1945, pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto.

Fez trabalhos de ilustração para vários jornais do Porto, entre os quais o "Jornal de Notícias", "O Primeiro de Janeiro" e "O Papagaio".

A primeira exposição do artista realizou-se em 1946, em Lisboa, cidade onde conhece Almada Negreiros. Resende volta a viver no Porto em 1951, ano em que ganha o prémio especial na Bienal de S. Paulo. O tema principal da sua pintura é, na altura, a gente do mar.

Professor do ensino secundário, arrecadou em 1952 o Prémio da 7.ª Exposição Contemporânea dos Artistas do Norte, ano em que também executou um fresco da Escola Gomes Teixeira, Porto e fez investigação sobre desenho infantil.

Na década de 1960, Resende enveredou por projectos de arquitectura, colaborando na decoração do Palácio da Justiça de Lisboa e realizando o painel para a sede do Banco de Portugal.

O seu gigantesco painel de azulejos "Ribeira Negra", colocado à saída do tabuleiro inferior da ponte D. Luís I, no Porto, e realizado a pedido da Câmara do Porto em 1968, é considerado por muitos como o melhor painel cerâmico contemporâneo.

É também de sua autoria a decoração de azulejos da estação do Metropolitano de Lisboa de Sete Rios.

Responsável pela ilustração da obra de Fernando Namora "Retalhos da Vida de um Médico", Resende recebeu em 1997, a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.

"O Desenho é expressão de um consciente que o particulariza", lê-se no sítio da Internet da Fundação Júlio Resende, instituição onde está reunido um espólio de cerca de dois mil desenhos do artista português.

fonte: DN

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Manuel de Arriaga foi eleito o primeiro chefe de Estado






















Manuel de Arriaga, no palacio de Belém, com algumas individualidades politicas, tendo á sua direita Bernardino Machado

Há cem anos, o advogado e professor Manuel de Arriaga foi eleito o primeiro Presidente da República Portuguesa, cargo que ocupou durante quatro anos, muito longe do 'recorde' de Óscar Carmona, que esteve em Belém 25 anos.

Manuel de Arriaga foi eleito a 24 de Agosto de 1911, mas resignou antes do final do mandato, a 26 de Maio de 1915, numa altura de grande instabilidade governativa. Saiu do Palácio de Belém escoltado por forças da Guarda Republicana.

Teófilo Braga substituiu Manuel Arraiga a 14 de Maio de 1915. Contudo, acabaria por ser um Presidente de transição, por apenas quatro meses.

O terceiro Presidente da I República foi Bernardino Machado, que ocupou por duas vezes a chefia do Estado, entre 1915-1919 e 1925-1929, não tendo cumprido nenhum dos mandatos até ao fim.

Sidónio Pais foi o quarto Presidente e o primeiro a ser eleito por sufrágio direto e universal. O mandato acabaria por ser interrompido oito meses mais tarde com o seu assassinato na estação do Rossio.

João do Canto e Castro foi o 'inquilino' seguinte do Palácio de Belém. Depois de um mandato marcado por revoltas e tentativas de restauração monárquicas, a 05 de outubro de 1919 passou o testemunho a António José de Almeida, o médico que acabou por ser o único chefe de Estado da I República que cumpriu os quatro anos de mandato estabelecidos na Constituição.

Manuel Teixeira Gomes teve depois um mandato marcado pela instabilidade governativa, acabando por se demitir em 1925, dois anos depois de tomar posse.

Mendes Cabeçada assumiu de seguida a chefia do Estado, mas por escassas semanas, acabando afastado do cargo por Gomes da Costa, que liderou no final de maio o golpe militar que a partir de Braga pôs fim à I República.

Gomes da Costa ocupou a chefia do Estado e do Governo entre 17 de junho e 9 de julho de 1926, altura em que foi deposto por Óscar Carmona e Sinel de Cordes.

Eleito Presidente da República por decreto de 1926, Óscar Carmona recorreu às urnas dois anos depois para legitimar o seu poder. Foi reeleito em 1935 e 1942, mantendo-se no cargo até à morte, a 18 de Abril de 1951.

Em pleno regime salazarista, o nome escolhido para suceder a Óscar Carmona foi o de Craveiro Lopes, que cumpriu apenas um mandato, até 1958.

Eleito pela primeira vez a 8 de Junho de 1958, Américo Tomás foi depois reeleito em 1965 e 1972, por colégio eleitoral, mantendo-se em Belém até ao dia 25 de Abril de 1974, quando foi derrubado pelo Movimento das Forças Armadas.

Já em democracia, António Spínola foi nomeado Presidente da República pela Junta de Salvação Nacional a 15 de Maio de 1974, demitindo-se menos de seis meses depois.

Costa Gomes assumiu de seguida a chefia do Estado, também por indicação da Junta de Salvação Nacional, mantendo-se em Belém até 14 de Julho de 1976.

Dando início a uma época de estabilidade na Presidência da República, Ramalho Eanes foi eleito a 27 de Junho de 1976.

Cinco anos mais tarde, foi reeleito para um segundo mandato, que terminou a 9 de Março de 1986, altura em que Mário Soares assumiu a chefia do Estado, depois de umas eleições renhidas e só decididas à segunda volta.

Soares foi mais tarde reeleito para um segundo mandato, que cumpriu entre Março de 1991 e Março de 1996. Dez anos depois, ainda se candidatou a um terceiro mandato, mas acabou derrotado pelo atual Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

Em 1996, Jorge Sampaio chegou a Belém e também ele cumpriu a 'tradição' candidatando-se para um segundo mandato cinco anos mais tarde, eleição que venceu sem dificuldades.

A 9 de Março de 2006 teve início o primeiro mandato do actual chefe de Estado, que cumpre agora os últimos cinco anos em Belém, depois da reeleição que garantiu no início deste ano.

fonte: DN

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Morreu o fadista e estudioso de fado José Manuel Osório


José Manuel Osório, numa fotografia de 2001 

O fadista e estudioso de fado José Manuel Osório, 64 anos, morreu esta quinta-feira em Lisboa. Era considerado o mais antigo caso de um doente com sida em Portugal.

José Manuel Osório, distinguido este ano com o Prémio Amália Rodrigues Ensaio/Divulgação, tinha-se destacado nos últimos anos como investigador do fado, tendo coordenado as colecções discográficas “Fados da Alvorada” e “Fados do Fado” na etiqueta da Movieplay Portuguesa.

Osório receberia em Novembro o Prémio Amália Ensaio/Divulgação que seria a sua consagração como investigador na área do fado, em que se tinha destacado nas últimas décadas, disse o musicólogo Rui Vieira Nery.

O músico trabalhava recentemente numa pesquisa sobre a imprensa fadista e deixa pronto para publicar um texto de introdução à reedição do livro “O Fado e os seus censores”, de Avelino de Sousa.

O interesse pelo fado começou quando se matriculou na Faculdade de Direito. Frequentava as casas de fado da linha de Cascais que, segundo afirmou, eram “espaços de alguma revolta em relação às casas de fado que proliferavam nos bairros históricos de Lisboa, e que transformavam o prazer de cantar numa obrigação”.

Nas casas de fado de Cascais como “Estribo” ou “Cartola”, conheceu fadistas e poetas, nomeadamente Vasco de Lima Couto, que lhe ofereceu um poema para cantar, e José Carlos Ary dos Santos, que lhe escreveu um poema, também para ser cantado, o decassílabo “Desespero”, a partir de um soneto incluído no livro “A Liturgia do Sangue”.

Osório fundou o Grupo Independente de Teatro da Faculdade de Direito, que dirigiu e para o qual encenou “O Homúnculo”, de Natália Correia, o primeiro texto desta autora a ser representado em público.

O investigador tinha-se anteriormente inscrito no curso de teatro do Conservatório e trabalhara durante seis anos no Teatro Estúdio de Lisboa, dirigido por Luzia Maria Martins.

José Manuel Osório gravou o primeiro disco em 1968, com poemas de Ary dos Santos, Lima Couto, Manuel Alegre, Mário de Sá Carneiro, António Botto, João Fezas Vital, Lídia Neto Jorge, António Aleixo e Maria Helena Reis. No ano seguinte, gravou o segundo disco e recebeu o Prémio da Imprensa para o Melhor Disco do Ano.

Em 1970 a Casa da Imprensa distinguiu-o com o Prémio para o Melhor Fadista, mas foi impedido de cantar no palco do Coliseu, pela polícia política de então, a PIDE-DGS.

À agência Lusa Rui Vieira Nery afirmou que “José Manuel Osório foi dos primeiros da sua geração a fazer a ponte entre o fado e o sector intelectual da oposição democrática”.

Partiu para Paris onde trabalhou num restaurante onde se cantava fado e conheceu José Mário Branco, Sérgio Godinho e Luís Cília, entre muitas outras personalidades.

Na década de 1970, dinamizou o teatro amador, levando à cena dezenas de espectáculos que se apresentavam essencialmente nas colectividades de Lisboa. Conquistou o primeiro Prémio do Festival de Teatro Amador com o Grupo Oficina de Teatro de Amadores em Alfama, com o texto “Soldados” de Carlos Reyes.

Editou o quarto disco, em que incluiu poemas de Fernando Pessoa, Manuel Alegre, António Aleixo, Francisco Viana, Martinho da Rita Bexiga, António Gedeão, Alda Lara, entre outros. Colaborou com vários músicos como António Chaínho, Arménio de Melo, Manuel Mendes, José Nunes, Raul Nery, José Fontes Rocha, Carlos Gonçalves, Pedro Caldeira Cabral, Pedro Leal, Joel Pina e Martinho D’Assunção, entre outros.

As pesquisas sobre o fado iniciou-as em 1973 quando definitivamente regressou a Portugal, tendo escolhido como matéria de investigação o fado operário e anarco-sindicalista, com o intuito de o cantar.

Após a revolução de 1974, participou na fundação do grupo de teatro A Barraca, compôs música para peças de teatro e gravou três discos de fado tradicional. A carreira discográfica pode então ser dada como encerrada, apesar de ter gravado o ano passado “Fado da Meia Laranja” para uma colectânea do poeta José Luís Gordo.

Iniciou uma carreira como produtor de espectáculos e agente de artistas, actividade que manteve até 1990. Sempre ligado à organização da Festa do Avante, participou activamente na criação de um espaço fadista, o “Retiro do Fado”.Em 1993, a convite do musicólogo Ruben de Carvalho, organizou “As Noites de Fado da Casa do Registo”, inseridas na Lisboa/94, Capital Europeia da Cultura. Em 1998 coordenou as Festas da Cidade de Lisboa.

Colaborou com o Museu do Fado, organizou colóquios e várias iniciativas ligadas ao fado, participando como autor na obra “Um século de fado”.

Em 2005 coordenou o projecto “Todos os Fados” para a revista Visão, posteriormente colaborou na antologia dos fadistas Fernanda Maria e Fernando Maurício, editadas pela Moviplay Portuguesa e, para esta mesma editora, as séries “Fados da Alvorada” e “Fados do Fado”, trazendo à ribalta o repertório fadista desde a década de 1950 até 1974.

José Manuel Osório nasceu em Leopoldoville, atual Kinshasa, na República do Zaire, então Congo Belga, no dia 13 de Maio de 1947.

Aos dez anos veio estudar para Portugal, ingressando dois anos depois no Conservatório de Música de Lisboa, tendo terminado aos 15 o Curso Básico e Superior de Solfejo. Terminou com louvor e distinção o curso de piano aos 24 anos.

À imprensa garantiu que era cantado por Lucília do Carmo o primeiro fado que se lembrava ter ouvido.

fonte: Público

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Desapareceram 41 crianças no ano passado


O SOS-Criança sinalizou 41crianças dadas como desaparecidas em 2010. A maioria fugiu de casa, mas também houve raptos parentais e fugas de instituições. Uns estiveram desaparecidos menos de dois dias, outros mais de um ano.

A maioria das crianças que desapareceu no ano passado tinha fugido de casa (25), mas também houve 10 casos em que se tratou de raptos parentais e outras seis situações em que os menores fugiram das instituições onde estavam, revela o relatório do SOS-Criança, um organismo criado em 1989 pelo Instituto de Apoio à Criança (IAC). Dez menores estiveram desaparecidos menos de dois dias e sete menos de uma semana. O relatório indica ainda que em cinco casos o menor conseguiu estar incontactável entre uma a duas semanas e houve três crianças que desapareceram durante duas a três semanas.

Três menores fugiram durante três a quatro semanas e outros dois estiveram por localizar por um período superior a um mês. Em três casos, os menores desapareceram durante mais de meio ano e em quatro casos mais de nove meses. O relatório indica ainda que três menores estiveram mais de um ano desaparecidos. A maioria destas crianças tinha alguém "à sua espera": 12 estavam com o progenitor, 16 com os companheiros ou amigos e cinco com os irmãos. Quinze menores acabaram por regressar a "casa" por sua iniciativa, ao passo que em seis situações foi a família ou a polícia (seis vezes) que deslindou o caso. "Duas crianças não quiseram regressar a casa/instituição e nove têm processo aberto", refere o relatório, indicando que 12 dos "desaparecidos" eram reincidentes. Nos raptos parentais, em 13 casos os pais ainda estavam casados, oito estavam divorciados, seis separados havendo ainda duas uniões de facto ou solteiros.

O estado civil dos pais de nove crianças desaparecidas manteve-se desconhecido até agora. Foram precisamente os conflitos familiares a principal razão de fuga, seguindo-se a Internet e a influência de amigos. "A violência doméstica foi responsável por quatro desaparecimentos e os maus-tratos por três". O relatório aponta ainda casos de doenças psiquiátricas, negligência, problemas comportamentais, namoro e até uma história de um menor que fugiu para ir a um concerto. No ano passado desapareceram 31 raparigas e 10 rapazes e é perto do fim-de-semana que acontece a maioria dos casos: 11 numa sexta-feira, sete na quinta e outros cinco casos na segunda-feira. Quanto às idades, não existe um padrão: no ano passado desapareceram duas crianças de dois anos e seis com três, cinco, seis, sete, dez e onze anos, mas também cinco jovens de 16 anos e quatro de 17 anos. A maioria vivia em Lisboa (11). Em Évora e Bragança desapareceram quatro menores em cada um dos distritos. Setúbal, Braga, Coimbra, Faro, Leiria, Viseu, Santarém e Aveiro também registaram casos.

Na maior parte das situações o alerta foi feito pela família, mas também existiram onze fugas denunciadas pela comunidade e sete por profissionais de instituições ligadas a crianças. Em dois casos, foram os próprios "fugitivos" que contactaram os serviços SOS-Criança Desaparecida. Oito denúncias chegaram aos serviços SOS por e-mail, as outras 33 por telefone, revela o relatório que indica ainda que o Serviço de Crianças Desaparecidas já sinalizou 318 casos ao longo destes anos. Só no ano passado foram 41, metade dos registados em 2009, altura em que os serviços sinalizaram 88 crianças desaparecidas.

fonte: DN

sábado, 6 de agosto de 2011

Gabinete do PM: quem são, quanto ganham

A lei estabelece o limite máximo dos vencimentos que podem ser atribuídos aos membros dos gabinetes do Governo. Mas estes limites (indexados à remuneração de um director-geral) não abrangem as pessoas que são requisitadas fora da administração pública, podendo o requisitadodos optar pela remuneração que tinha antes. No Governo de Pedro Passos Coelho há, para já, poucas, excepções a esta regra.

Fique a saber quanto ganha cada membro de um gabinete.

Chefe de gabinete

Dispõe de um vencimento base e de um valor para despesas de representação que no caso do chefe de gabinete do primeiro ministro totaliza 4.592,43 euros. Este valor baixa para os 3.892,53 euros nos chefes de gabinete dos ministros.

No actual Governo há algumas excepções a esta regra. É o caso, por exemplo, da chefe de gabinete do ministro da economia, que aufere 5.821,30 euros ou ainda do chefe de Gabinete do ministro da Segurança Social que optou também por manter o vencimento que auferia na consultora de gestão onde trabalhava.

Assessor

Tem também direito a vencimento base acrescido de despesas de representação, o que lhe confere uma remuneração ilíquida mensal de 3.653,81 euros. A lei estipula que apenas o primeiro-ministro possa ter a figura de assessor no seu gabinete, mas a história recente tem mostrado que esta regra não é integralmente acatada. No actual Governo há algumas nomeações com esta designação, mas a auferir vencimentos inferiores àquele montante.Numa recente auditoria, o Tribunal de Contas chamou a atenção para esta questão, sublinhando que se tem verificado uma substituição indevida da figura de especialista pela de assessor.

Adjunto

O primeiro-ministro pode ter até um máximo de 15 e cada um pode ganhar 3.287,08 euros por mês. Já cada ministro pode nomear cinco e o vencimento previsto é de 3.068,33 euros. Também aqui há excepções, com alguns dos requisitados a optarem pelo vencimento de origem. Exemplo disso é uma das adjuntas do ministro da Saúde que está a auferir 4.398,85 euros.

Secretária pessoal

Tem um vencimento base equivalente a 55% do de um director-geral, o que dá 1.882,76 euros. Neste tipo de função, ao contrário de todas as outras atrás referidas, não existe verba para despesas de representação.

Especialista

Os membros do Governo podem contratar especialistas para os seus gabinetes, e neste caso a lei não lhes impõe qualquer limite, nem de número nem de salário a pagar. Vários ministros do actual Governo contrataram especialistas, com uma remuneração média que ronda os 3.100 euros.

Conselheiro Técnico

É outra dos cargos para os quais não existe nem limite de número de nomeações nem para o vencimento, ainda que exista a legislação geral que impõe como tecto máximo o equivalente a 75% do vencimento do Presidente da República

Motorista

Passos Coelho e os seus ministros nomearam já vários motoristas paras os respectivos gabinetes. Os vencimentos são muito variados, havendo, na dependência do primeiro ministros motoristas que auferem 583 euros e outros que ultrapassam os mil euros mensais.

As remunerações dos membros dos gabinetes estão indexadas à dos directores-gerais, sendo acrescidas de despesas de representação.


terça-feira, 26 de julho de 2011

Vídeo "Moody's avalia isto" já faz furor no YouTube

Um vídeo destinado à agência de rating "Moody's", que colocou Portugal no nível lixo, promete atingir a popularidade de "O que os finlandeses não sabem sobre Portugal".


O vídeo começa com Obama a dizer que os EUA não são Portugal e com várias notícias do dia em que a Moody's colocou Portugal no nível lixo. Depois surgem as respostas. E em inglês, para toda a gente entender.

fonte: DN

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian
Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian