sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Faça o seu próprio restauro do Ecce Homo


Aquele que se arrisca a tornar no mais famoso 'restauro' do mundo continua a alimentar a imaginação dos internautas. A mais recente inovação é um pequeno site que permite aos utilizadores alterar a imagem de Cristo como entenderem, e depois partilharem-na nas redes sociais.

Intitulado "o prémio Cecília", em homenagem a Cecilia Gimenez, a idosa que tentou restaurar o fresco da igreja de Borja, o www.ceciliaprize.com faz questão de, em tom irónico, citar a pintora amadora: "Vimos que a pintura estava em mau estado e reparámo-la".

Utilizando uma paleta de cores e simples ferramentas de redimensionamento do pincel, o programa permite ao utilizador gravar a sua obra e depois partilhá-la numa galeria própria, onde já se encontram vários exemplos de criatividade.



sexta-feira, 20 de julho de 2012

Morreu o historiador José Hermano Saraiva



O historiador José Hermano Saraiva morreu, esta sexta-feira, aos 92 anos. Foi jurista, ministro da Educação e autor da "História Concisa de Portugal", mas tornou-se conhecido do grande público como apresentador de programas televisivos de divulgação cultural.

José Hermano Saraiva morreu, esta sexta-feira, em sua casa, no distrito de Setúbal, indicou um familiar a José Manuel Crespo, produtor do programa que o historiador apresentava na RTP, segundo disse à agência Lusa Carlos Manuel, assistente do programa da Videofono.

O historiador foi agraciado este ano, nas celebrações dos 10 de junho, pelo presidente da República, com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique. Em outubro de 2010, a Academia Portuguesa da História (APH) distinguiu José Hermano Saraiva como académico de mérito, salientando ser um "grande divulgador" da História de Portugal.

"A Academia achou que nesta sua idade, era bonito, agradável, marcar um momento de confraternização com um homem que fez muitos portugueses conhecer a História de Portugal", explicou na altura à Lusa a presidente da APH, Manuela Mendonça.

Membro "há muitos anos" da Academia, José Hermano Saraiva era também membro das academias das Ciências de Lisboa, da Marinha e do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (Brasil).

Nascido em Leiria, no dia 3 de outubro de 1919, José Hermano Saraiva notabilizou-se nas quatro últimas décadas através de programas televisivos sobre História.

Licenciado em Histórico-Filosóficas (1941) e em Ciências Jurídicas (1942), exerceu advocacia e foi professor do Ensino Secundário. Em 1957 foi deputado à Assembleia Nacional e procurador às cortes.

Entre outros cargos públicos que exerceu antes do 25 de abril de 1974, como o de diretor do Instituto de Assistência aos Menores, foi ministro da Educação Nacional entre 1968 e 1970, qualidade na qual inaugurou a Biblioteca Nacional de Portugal. Foi substituído por Veiga Simão, após a crise académica de 1969, tendo sido designado embaixador de Portugal em Brasília, em 1972.

A colaboração com a RTP começou em 1971 com o programa "Horizontes da Memória", tendo nesse ano recebido o Prémio da Imprensa para o Melhor Programa do Ano. Foi ainda autor e apresentador de "Gente de Paz", que assinalou o seu regresso à RTP em 1978, "O Tempo e a Alma", "Histórias que o Tempo Apagou" e "A Alma e a Gente".

Um dos seus livros mais conhecidos é a "História concisa de Portugal", já na 25.ª edição, com um total de cerca de 180 mil exemplares vendidos. Editado pela primeira vez em 1978, este título foi já traduzido em espanhol, italiano, alemão, búlgaro e chinês.

O livro foi escrito durante o exílio a que se impôs na Nazaré, a praia da sua infância, durante o PREC (Processo Revolucionário em Curso), em 1974-75, a convite do editor livreiro Lyon de Castro.

José Hermano Saraiva dirigiu também uma outra História de Portugal em seis volumes, publicada em 1981 pelas Edições Alfa.

Na área da História, José Hermano Saraiva publicou cerca de 20 títulos, entre eles "Uma carta do Infante D. Henrique", "O tempo e alma", "Portugal - Os últimos 100 anos", "Vida ignorada de Camões" ou "Ditos portugueses dignos de memória".

Na área da jurisprudência editou sete títulos, nomeadamente "A revisão constitucional e a eleição do Chefe do Estado", "Non-self-governing territories and The United Nation Charter" e "Apostilha crítica ao projecto do Código Civil", tendo ainda publicado cinco títulos na área da pedagogia.

José Hermano Saraiva apresentou à APH várias orações académicas, tendo sido publicadas sete, a mais recente em 1988, intitulada "A crise geral e a Aljubarrota de Froyssar".

O historiador foi distinguido com a Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública, a Grã-Cruz da Ordem do Mérito do Trabalho, a Comenda da Ordem de N. S. da Conceição de Vila Viçosa e a Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco (Brasil).

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Programa Impulso Jovem


O Governo anunciou com o programa «Impulso Jovem» que iria combater o desemprego jovem, proporcionando mais empregos... Etc.

Será assim mesmo?

O programa afinal não visa dar empregos permanentes, mas sim : Temporários, e salários baixos, entre os 419 e 524 euros ( para quem tenha ensino secundário ) e até 691 euros (para quem for licensiado ).

Um doutorado jovem poderá ganhar até 943 euros, isso depende do tipo de empresa onde for trabalhar.

Esses salários serão pagos com fundos públicos ,portanto os patrões vão ganhar trabalhadores de BORLA, porque não lhes pagam salários, é dinheiro de fundos públicos. 

E após 6 meses não há garantias de continuarem nesses postos de trabalho.




Futebolices



Acho piada como o Mundo parou este mês por causa do Campeonato Europeu de Futebol.

O País parou, estamos na crise, o País está à beira da falência, falam-se em descidas de salários, números recorde de desemprego, mas ninguém quer saber, ficam hipnotizados frente aos televisores observando o jogo. O importante é que Portugal marque alguns golos, o resto não interessa.

O País pode inclusive explodir, que ninguém se rala.

Se no telejornal for dito que o País irá falir, as pessoas acomodam-se e dizem «É a vida».

Mas se Portugal perder um jogo as pessoas entram em desespero, quase se suicidam com tanta mágoa!

Tem piada como as pessoas raramente se manifestam se o Governo lhes mentir ou lhes roubar, ou escravizar. Mas se uma equipa de futebol perder um jogo, as multidões vão imediatamente para as ruas espancarem-se e apedrejarem-se uns aos outros. Agredindo-se como animais tresloucados.

Realmente os illuminatis foram espertos, a Política , a religião e o futebol são métodos de manipulação psicológico das massas.

Meus amigos, há coisas mais importantes. Em Julho termina a euforia e volta tudo ao mesmo .

Acho bonito “apoiarmos” o País e a selecção, e colocarmos bandeiras de Portugal nas janelas.

Mas considero que deviam passar na televisão campanhas de famosos a apoiar o País noutras situações sociais, não somente no futebol. E devíamos ter orgulho do nosso País e colocar bandeiras na janela
TODO O ANO para apoiar o País e termos orgulho de Portugal todos os dias, não é só em junho ok?

Devíamos mobilizar-nos, protestar ou manifestar as nossas opiniões nas ruas, em todas as situações que o nosso País sofre, todas as vezes que o Governo tenta lixar o nosso País, devíamos ir ás ruas e manifestar-nos. O Nosso País não é a “selecção” de futebol, o nosso País é mais que isso…

O Ano Inteiro.


Lady Gaga desmente sémen e sangue no seu perfume


Fotografia do "Fame" publicada no Twitter de Lady Gaga

Depois dos rumores sobre a composição do perfume assinado pela cantora Lady Gaga, a mesma desmentiu a existência de sémen e sangue na fragrância.

"Este perfume é uma inovação na tecnologia dos fluidos. É negro como a alma da fama", é o que consta na embalagem do novo perfume de Lady Gaga.

O perfume chama-se "Fame" e é um líquido preto, que se torna invisível depois de aplicado. Parte desta fórmula fazem "lágrimas de Belladonna, coração de orquídea tigre com um véu negro de incenso, damasco pulverizado e essências combinadas de açafrão e gotas de mel".

"O meu perfume foi concebido para mulheres, mas muitos dos meus amigos gays usam", afirma a artista.

fonte: DN

sábado, 9 de junho de 2012

Racismo ou xenofobia? Ou ambos!?!


A luta contra o racismo sempre existiu e dificilmente deixará de existir, um pouco por todo o Mundo. É verdade que a população e as sociedades mudaram, as mentalidades evoluíram e, à exceção de alguns países com governos ou culturas mais extremas, a maioria aprendeu, até hoje, a ser mais tolerante e a receber melhor todo o tipo de pessoas, provenientes de diferentes culturas e etnias. Muitos dizem que, por exemplo, quem construiu os Estados Unidos da América foram os imigrantes. E cidades como Londres ou Paris também são vistas como alguns dos lugares do Mundo com maior mistura de pessoas de etnias e culturas diferentes.

A palavra racismo da forma como foi aplicada nos anos 1960, contra pessoas de raça negra, através de crimes cometidos pelo grupo Ku Klux Klan, organização racista dos Estados Unidos que apoiava a supremacia branca; ou, por exemplo, contra os judeus, na altura da ditadura de Adolf Hitler, já não existe, ou, pelo menos, não dessa forma excessiva, aberta e assumida. Os direitos humanos e a igualdade entre as diversas raças foi implementada, com maior força no Mundo ocidental, contudo, ainda hoje se assistem a pequenos, quando comparados com os exemplos anteriores, conflitos que podem ter como base o racismo e a xenofobia.

A nossa realidade

Em Portugal não existem estatísticas oficiais sobre o racismo, pois, são poucas as queixas e quase raros os processos judiciais com base neste motivo. Mesmo sem estatísticas, segundo Bruno Dias, investigador do Númena, responsável por um estudo apresentado em 2009, intitulado “O Racismo e a Xenofobia em Portugal após o 11 de setembro de 2001” e encomendado pela Amnistia Internacional (AI) em Portugal, “a ideia de que Portugal não é um país racista ou de que é um país brando é errada”. Para o investigador “o racismo e a xenofobia, em Portugal, não são de todo inexistentes, apesar de serem muito invisíveis”, tendo em conta que o racismo não está só nas ações da extrema direita, mas, atualmente, também na desigualdade no acesso ao emprego e à educação. Algumas conclusões deste estudo indicam que as comunidades que mais sofrem de racismo e xenofobia, em Portugal, são a dos cigana e a dos negros.


Nomes e moradas de pedófilos serão divulgados publicamente


A ministra da Justiça anunciou, em Torres Vedras, que o Governo vai aplicar uma lei que obriga à divulgação dos nomes e moradas de pedófilos, com o intuito de evitar que sejam reincidentes nos crimes. 

"A comunidade e as escolas vão ser advertidas dos pedófilos que existem nas imediações", revelou Paula Teixeira da Cruz, adiantando que a nova lei resulta da transposição de uma diretiva comunitária.

A ministra da Justiça, que participava numa conferência organizada pela distrital PSD/Oeste, explicou que 98%dos pedófilos repetem os crimes pelos quais são condenados e a aplicação da nova lei tem como objetivo evitar a reincidência dos abusos sexuais.

Paula Teixeira da Cruz adiantou também que, até novembro, a tutela vai entregar para discussão, na Assembleia da República, uma proposta de alteração ao Código do Processo Civil.

No âmbito desta revisão, vão ser introduzidas alterações, que passam por "justificar atrasos dos juízes quando um julgamento deveria começar às 09.30 horas e começa às 10.30 horas", exemplificou.

Após a avaliação da 'troika' às reformas na justiça, a governante disse que no último ano o setor já poupou 500 milhões de euros, ao acabar com parcerias público-privadas e contratos de arrendamento, entre outras medidas.

Paula Teixeira da Cruz especificou que o Estado tem vindo a poupar por exercer maior controlo sobre as custas dos advogados oficiosos, um gasto de 60 milhões de euros por ano em que havia "abusos".

A governante exemplificou que havia casos de advogados que cobraram horas por irem visitar arguidos presos, quando na realidade o respetivo processo não englobava presos, uma situação que está a ser mais controlada e a contribuir para reduzir a despesa, situando-a nos atuais quatro milhões de euros mensais.

No âmbito da reforma do mapa judiciário na região Oeste, onde deverão encerrar dois tribunais, a ministra da Justiça anunciou que no tribunal do Cadaval, de competência genérica, vai dar lugar a um tribunal arbitral nacional para as questões fundiárias, implementado num concelho cuja principal atividade económica é a agricultura.

"A câmara apresentou a proposta para um tribunal arbitral de natureza fundiária e o Ministério da Justiça não perdeu tempo e aceitou-a", disse, adiantando que o futuro tribunal vai dar resposta a processos de natureza fundiária e cadastral.

Paula Teixeira da Cruz explicou que se justifica o encerramento do tribunal de competência genérica, uma vez que movimenta apenas 160 processos.

A governante mostrou-se recetiva a aceitar soluções alternativas ao encerramento dos tribunais e disse que, no caso do Cadaval, além de aceitar a proposta da autarquia, as atuais instalações vão funcionar também como "extensão local onde os cidadãos vão ser ouvidos em videoconferência nos julgamentos" sem necessidade de se deslocarem.

fonte: DN

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Rússia proíbe paradas gays nos próximos 100 anos



A Justiça russa proibiu ontem as marchas de "orgulho gay" durante os próximos 100 anos, decisão de que o lóbi homossexual já disse que vai recorrer para o Tribunal dos Direitos Humanos em Estrasburgo.

"Em Estrasburgo declaram ilegais essas decisões. O tempo passa e continuaremos a pedir autorização para novas ações, mesmo que sejam rejeitadas", afirmou Nikolái Alexéyev, líder dos homossexuais russos, citado por agências locais.

O tribunal municipal de Moscovo rejeitou o recurso interposto pelo ativista confirmando a legalidade de uma disposição anterior da autarquia em que se proibiam as paradas até 2112.

Dezenas de ativistas homossexuais foram detidos no final de maio quando tentavam levar a cabo uma marcha de "orgulho gay".

Várias cidades russas aprovaram este ano leis contra a propaganda homossexual, decisão que esta minoria tem tentado provar que é uma violação da liberdade de expressão.

fonte: DN

sábado, 12 de maio de 2012

Morreu Bernardo Sassetti



O compositor e pianista português Bernardo Sasseti morreu ontem aos 41 anos, ao cair de uma falésia na zona de Cascais. 

Bernardo da Costa Sassetti Pais morreu ontem ao cair de uma falésia na zona de Cascais, onde estaria a tirar fotografias.

O corpo do pianista foi resgatado ontem à tarde, numa zona rochosa junto à Praia do Abano, no Guincho, por elementos dos Bombeiros Voluntários de Alcabideche, Polícia Marítima, Instituto de Socorros a Náufragos e INEM, durante uma operação delicada, que obrigou a descer homens recorrendo a cabos.

O Expresso soube que, no local, não existiam elementos suficientes para identificar o corpo, tendo este sido conduzido para a morgue do Cemitério da Guia, em Cascais, onde deverá ser autopsiado até amanhã. Hoje, ao princípio da tarde, a família identificou o corpo.

Durante a operação de resgate, as autoridades no local colocaram as hipóteses de acidente ou suicídio.

O pianista e compositor nascido em Lisboa, a 24 de Junho de 1970, bisneto do Presidente da República Sidónio Pais, que foi assassinado no início do século passado, era marido da atriz Beatriz Batarda, com quem tem duas filhas. 

Formado em piano clássico, começou aos nove anos e teve Maria Fernanda Costa e António Meneres Barbosa como professores, antes de enveredar pelo jazz, área na qual viria a distinguir-se. Em 1987, inicia a carreira com o Quarteto de Carlos Martins e o Moreiras Jazztet.

Músico completo

O primeiro disco em nome próprio, "Salssetti", surge em 1994, seguido de "Mundos" (1996). Em 1997, com Guy Barker, grava "What Love Is", acompanhado pela Orquestra Filarmónica de Londres. Em 2002, o seu álbum "Nocturnos" venceu o Prémio Carlos Paredes.

A actividade como compositor solidifica-se por esses anos, nos quais se destacam as obras "Ecos de África", "Sons do Brasil", "Fragments (Of Cinematic Illusion), "Entropé" para piano e orquestra, e "4 Movimentos Soltos" para piano, vibrafone, marimba e orquestra.

É conhecida a sua colaboração com os pianistas Mário Laginha e Pedro Burmester, com quem abraçou o projecto "Três Pianos". Com Mário Laginha, gravou três CD: "Mário Laginha/Bernardo Sassetti", "Grândolas" - uma homenagem a Zeca Afonso e aos 30 anos do 25 de Abril - e "Piano a 4 Mãos"..

Em trio de jazz, apresentava-se regularmente com Carlos Barretto e Alexandre Frazão.

Os seus últimos trabalhos discográficos, "Índigo" e "Livre", para piano solo, foram aplaudidos pela crítica e considerados exemplos da sua maturidade artística.

Relevante é igualmente a sua obra para cinema, arte na qual se iniciou em 1994, por via de uma composição para grupo de câmara que acompanhava, ao vivo, a projecção do filme mudo português "Os Crimes de Diogo Alves". Em 1999, a experiência repetiu-se com a partitura para orquestra para "Maria do Mar", de Leitão de Barros. Nesse mesmo ano, escreveu a música de "As Terças da Bailarina Gorda", de Jeanne Waltz, e participou na banda sonora do filme "The Talented Mr. Ripley", de Anthony Minguella, no qual surge também a tocar. Nos anos seguintes, compôs música para os filmes "Facas e Anjos" de Eduardo Guedes (2000), "Aniversário" de Mário Barroso (2000), "O Segredo" de Leandro Ferreira (2001) e "Quaresma" de José Álvaro Morais (2003).

Anos de 2010 e 2011 foram dos mais intensos da sua carreira

O lado mais mediático da sua atividade em 2010/11 foi a edição do disco com Carlos do Carmo (ed. Universal) (ver vídeo) e de "Motion" com o seu trio, na Clean Feed (a apresentação ao vivo incluiu a projeção de fotografias de sua autoria).

Mais discretas foram as colaborações nos álbuns "Palace Ghosts and Drunken Hymns", do Will Holshouser Trio, e "Madrugada", dos Peixe: Avião.

Compôs para teatro ("Azul Longe nas Colinas", de Dennis Potter, numa encenação da sua mulher, Beatriz Batarda), para dança ("Uma Coisa em Forma de Assim", da Companhia Nacional de Bailado), para bebés ("Os Embalos do Bernardo") e até para o Castelo de São Jorge ("Histórias do Castelo"). 

Acompanhou Beatriz Batarda ao piano em recitais onde esta narra contos de Sophia de Mello Breyner; participou em "Final de Rascunho", de Sérgio Godinho, que integra uma canção com música sua.

Sassetti tocou ainda com Camané 'My Funny Valentine' na Festa do Jazz 2010 e apresentou os 3 Pianos com Mário Laginha e Pedro Burmester no Festival Med.

Recebeu o Prémio Amália Rodrigues (categoria Música Popular) e o Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores (categoria Melhor Canção, para 'Retrato', com letra de Mário Cláudio, do álbum com Carlos do Carmo).

Fez ainda parte do júri da 8 1/2, a Festa do Cinema Italiano, em Lisboa.

A sua atividade mais recente incluiu a participação no disco "Motor" de André Fernandes (ed. Tone of a Pitch), a escrita de um tema para o disco "Different Time" (ed. Sony) de Marta Hugon e a presença no CD "DocTetos" (ed. edição JORSOM), de António José de Barros Veloso. O pianista compôs ainda uma parte da música original para o espectáculo multimédia "Lisboa, quem és tu?", estreado a 30 de março último no Castelo de São Jorge, em Lisboa.


fonte: Expresso

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Morreu Miguel Portas























O fundador e eurodeputado do Bloco de Esquerda morreu hoje por volta das 18:00 no Hospital ZNA Middelheim, em Antuérpia, vítima de cancro do pulmão.Tinha 53 anos.

O Bloco de Esquerda refere que Miguel Portas "encarou a sua própria doença como fazia sempre tudo, da política ao jornalismo: de frente e sem rodeios."

"Teve uma vida intensa e viveu-a intensamente. Durante toda a sua doença continuou sempre a cumprir as suas responsabilidades e estava, neste preciso momento, a preparar o relatório do Parlamento Europeu sobre as contas do BCE", lembra ainda o BE em comunicado.

Filho do arquiteto Nuno Portas e da economista Helena Sacadura Cabral, irmão de Paulo Portas e da empresária Catarina Portas, Miguel Portas deixou dois filhos. Fazia 54 anos no dia 1 de maio.

Jornalista de profissão, fundou o jornal "Já" e a "Vida Mundial", de ambos tendo sido diretor. Também integrou a redação do "Expresso".

Ativista político desde antes do 25 de Abril, militou no PCP a partir de 1974. Em 1989 rompeu com o partido, criticando-lhe a incapacidade de renovação ideológica. Em 1999, integrou com Francisco Louçã, Luís Fazenda e Fernando Rosas o quarteto fundador do Bloco de Esquerda.

Nesse ano concorreu pela primeira vez às eleições europeias, não conseguindo ser eleito. Foi-o pela primeira vez nas europeias seguintes, em 2004. Em 2009 voltou a ser cabeça-de-lista, tendo o BE triplicado o número de eleitos (de um para três).

A sua última intervenção pública fê-la na sua página no Facebook, a propósito da desocupação policial da Fontinha, no Porto: "A Es.col.a da Fontinha, que tem um trabalho mais do que meritório com a população do bairro, está a ser despejada à bruta por uma cruzada de políticos idiotas. Que todas as boas vontades se juntem contra a estupidez. Já."

Depois das últimas legislativas, onde o BE perdeu metade dos deputados (de 16 para oito) e quase metade dos votos (de 557 mil para 288 mil) fez várias intervenções pugnando pela renovação do partido que fundou em 1999. A última das quais foi no dia 14, sobre umas eleições na concelhia de Lisboa do partido: "Venceu quem era previsível que ganhasse. A lista A contava com o apoio de grande parte do 'aparelho' e das duas correntes mais disciplinadas da maioria. A novidade da eleição foram, contudo, os 39% alcançados pela lista B, que corria por fora, baralhou os alinhamentos por corrente, tradicionais no Bloco, e foi capaz de pôr o dedo na ferida dos dirigismos e recusar as leituras simplistas sobre a política autárquica lisboeta. E sabem que mais? A competição melhorou qualitativamente a própria concelhia. Saibam os dirigentes interpretar devidamente a pluralidade que o Bloco integra."

A 8 de março Miguel Portas participou na iniciativa DN Escolas. O eurodeputado esteve na Escola Secundária de Caldas das Taipas, em Guimarães, onde falou aos alunos sobre "A Europa (im)Perfeita". Numa sessão em que demonstrou uma grande disponibilidade para responder às questões dos estudantes, Portas falou da sua detenção pela PIDE e do 25 de Abril e da presença de jovens na política. Falou da crise e deu o testemunho da sua visita à Grécia. Ressalvou ser a favor da liberdade mas contra a liberdade de capitais. "O azar de Portugal é ser um país e não ser um banco", disse aos alunos. Miguel Portas respondeu a todas as perguntas do auditório. Disse mesmo que tinha "todo o tempo do mundo" para responder às questões do público. Depois da sessão ficou na escola e juntou-se aos alunos na biblioteca, onde participou, também, na semana da leitura.

fonte: DN

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian

Veja aqui os telegramas publicados por The Guardian
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