Pentágono pressiona WikiLeaks
O Pentágono exigiu que o site de internet WikiLeaks devolva "imediatamente" todos os 15 mil documentos militares sobre o Afeganistão que ainda não foram publicados e que retire os 70 mil que podem ser consultados pelo público. A ordem diz respeito a toda a informação "extraída directa ou indirectamente das bases de dados do departamento de defesa" americano.
Na realidade, o Pentágono não tem grande esperança na devolução dos documentos, mas o FBI e o Departamento de Justiça, os dois organismos que investigam a fuga de informação, estão autorizados a usar todos os meios legais necessários. Um soldado americano destacado no Koweit, Bradley Manning, já foi detido no âmbito de um caso de divulgação de informação militar pela WikiLeaks e está preso nos EUA.
Mas o site ameaça publicar mais 15 mil documentos confidenciais do Pentágono sobre a guerra do Afeganistão e, desta vez, a argumentação americana tem uma parte legal e outra política. Washington afirma que a divulgação colocará em risco soldados americanos e cidadãos afegãos que trabalham com as forças ocidentais.
Referindo-se à documentação já publicada, o chefe do Estado-Maior americano, almirante Michael Mullen, afirmou sobre Julian Assange, fundador da WikiLeaks, que este pode mencionar as vantagens do que ele e as suas fontes estão a fazer , "mas o facto é que já podem ter nas mãos sangue de um jovem soldado ou de uma família afegã". Assange é australiano e o seu site foi fundado em 2006.
fonte: DN

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