sábado, 14 de agosto de 2010

Advogado desmaiou no tribunal


Defensor militar de Omar Khadr, último ocidental detido em Guantánamo, foi hospitalizado de urgência.

O único advogado do canadiano Omar Khadr, o tenente-coronel Jon Jackson, desmaiou na quinta-feira na sala de audiência da base militar norte-americana em Guantánamo, onde um tribunal militar de excepção tem vindo a examinar as acusações contra aquele jovem, que tinha 15 anos na altura dos factos de que é acusado neste processo. Este inesperado desmaio levou o juiz a suspender as audiências durante pelo menos um mês.

Em pleno interrogatório de uma testemunha de acusação, o advogado militar pediu uma pausa de cinco minutos ao juiz. Segundo várias testemunhas citadas pelas agências noticiosas, os membrios do júri tinham acabado de sair da sala quando Jon Jackson caiu de joelhos e desmaiou em plena sala de audiência.

O advogado militar de Omar Khadr foi de imediato transportado numa ambulância para um centro médico da base de Guantánamo, que os norte-americanos mantêm desde 1903 em Cuba e que funciona desde 2001 como principal centro de detenção de suspeitos de ligações ao terrorismo internacional.

"O seu estado estabilizou, esperamos que não seja grave", disse aos jornalistas Denis Edney, advogado civil canadiano de Omar Khadr, que este afastou da sua equipa de defesa em Julho.

"Ele foi operado há seis semanas à vesícula", especificou o advogado. Jon Jackson deve ser transportado para os Estados Unidos, onde será submetido a exames mais rigorosos e detalhados para avaliar o seu estado de saúde.

O regulamento dos tribunais militares de excepção, de acordo com a reforma estabelecida pelo Presidente norte-americano, Barack Obama, no Outono de 2009, poucos meses após ter tomado posse, estabelece que cada acusado seja defendido pelo menos por um advogado militar.

Toda esta situação levou à suspensão do julgamento pelo prazo mínimo de um mês. Omar Khadr, a quem chamaram "menino-soldado", tem vindo a reclamar inocência. O seu caso está a merecer a atenção de diversas associações internacionais de defesa dos direitos huma nos.

fonte: DN

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