Canadiana finge cancro para ganhar dinheiro
Jovem acumulou 'doenças incuráveis' e dinheiro durante dois anos. Agora aguarda julgamento. Família não lhe paga fiança.
Rapou o cabelo e as sobrancelhas, arrancou as pestanas e passou fome para emagrecer ao ponto de se parecer com os doentes que fazem tratamento com quimioterapia. Ashley Anne Kirilow, de 23 anos, queria assim tornar credível a sua história: sofria, desde 2008, de cancro da mama e precisava de ajuda monetária. Comoveu muita gente; os donativos não tardaram a chegar e, em dois anos, atingiram 20 mil dólares. Agora a jovem aguarda julgamento por fraude.
Filha de um casamento fracassado, Ashley admite que forjou toda a história para que a "família se sentisse mal" pela forma como a tratou [em criança]; garante que está arrependida, confessa que gastou o dinheiro - que, insiste, não ultrapassa cinco mil dólares - mas que, quando tiver emprego, irá poupar e doar o que conseguir a organizações de caridade.
Tudo começou em 2008 quando Ashley se submeteu a uma pequena cirurgia para que lhe fosse extraído um nódulo benigno da mama. A partir daí, passou a dizer que sofria de cancro da mama e que não tinha família: na sua versão, fora abandonada por pais toxicodependentes, provavelmente já falecidos. E todos acreditaram.
Ashley, que tatuou nos dedos as frases "Não desisto" e "Amo a vida", usou o Facebook para dar a conhecer a sua história e angariar fundos que lhe foram entregues em moeda. Sem recibos, portanto. Conseguiu ainda cativar muita gente que se empenhou em organizar concertos, venda de camisolas, etc, tudo para a ajudar; e uma viagem à Disneylândia paga por uma organização de alerta contra o cancro, sediada em Toronto.
Ashley, que não vive com os pais, cortou com a mãe quando, em 2009, esta disse não poder dar-lhe mais dinheiro, até porque a quimioterapia é gratuita no Canadá. E foi rude com o pai quando este a forçou a dizer a verdade. Dois anos depois, os mais variados cancros não derrotaram Ashley, que aguarda julgamento detida: os pais recusaram pagar a fiança.
fonte: DN

Sem comentários:
Enviar um comentário